Petit Anne
1 Capítulo 1 - Anne
Anne é uma menina popular, um molde para como uma garota de 17 anos deve ser, comportada, obediente aos pais, tem boas amigas, se relaciona com boas pessoas e de alto nível social, é querida pelos amigos dos pais e a garota dos sonhos de muitos meninos da cidade, e sem falar que é excelente aluna. Porém, essa mesma Anne guarda segredos desde a infância, e os esconde sobre seus cabelos ruivos e seu rosto de traços angelicais.
Anne mora em Paris desde seus 4 anos, filha de pais franceses, mas ela nasceu no Brasil, Rio Grande do Sul, Gramado, quando sua família veio passar uma temporada no país, pois seus avós moram aqui há quase 30 anos. Ela fala ambos os idiomas, e tem seu coração repartido entre os dois países. Na infância adorava vir para cá, aproveitar o sol, as praias e o clima.
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Gerard, pai de Anne acaba de chegar dos EUA, onde estava para trabalho, e sua mãe Adeline foi o acompanhar.
- Anne: Mamãe, que saudades, você sabe que eu não gosto de ficar aqui sozinha, mesmo com os criados, e Catherine que sempre me cuidou, não é a mesma coisa!
- Adeline: Filha, eu sei disso, mas nunca deixo seu pai viajar sozinho, você sabe que ele gosta de minha companhia durante os trabalhos fora daqui. E ... porque ainda não foi abraçar seu pai?
- Anne: Desculpe-me pai, na empolgação de ver mamãe não me dei por conta de vir cumprimentar o senhor!
- Gerard: — Está bem Anne, mas não me importune, estou cansado, e sua mãe também, vá para seu quarto estudar!
- Adeline: — Gerard! A menina só está afoita porque me viu! Precisava mesmo trata-la desse modo?
- Gerard: — Amor, você mima muito nossa filha, ela já tem 17 anos, é filha única, rica, o que ela quer mais? Por favor, não me reprima.
- Adeline: — Ok, você quem sabe!
Anne foi para seu quarto furiosa, desde muito pequena sua relação com o pai não era das melhores.
(N.A: há muitos segredos que envolvem a relação conturbada entre Anne e o pai!)
~ TRIIIIIIIM: Anne atende o telefone, era Carola, sua melhor amiga — Oi Cacá, nem te conto, meu pai voltou! E já foi me xingando me mandando para o quarto, como sempre!
- Carola: — Ain amiga, você sabe, ela faz isso mas te ama, olha tudo que ele faz pra te ver feliz! Festas, viagens, presentes, jóias ...
- A: — E como se isso comprasse felicidade!
- C: — Eu gostaria de um pai como o seu, rico! O meu é ótimo, amoroso, mas é muito mão de vaca!
- A: — Tá Cacá, deu desse assunto! Me conta, você viu o Jean por acaso hoje na escola? Eu não fui porque perdi o horário, haha!
(N.A: Jean era amigo das duas, e o amor secreto de Anne!)
- C: — Vi sim, como sempre, LINDO! Se eu fosse você não ia ficar perdendo tempo com o filho do amigo do seu pai, tudo bem, ele é lindo também, rico, já é formado em direito, e as famílias sempre sonharam com um casamento dos dois!
- A: — AH CLARO! Aí sim meu pai nem olha na minha cara, e bem capaz de mandar embora para o Brasil, eu amo meus avós, mas não quero morar lá, e apenas para férias, e ficar longe do Jean jamais!
- C: — Arrisca!
- A: — Tá, pode deixar, aham! Amiga, tenho que desligar, vou pra aula de ballet!
- C: — Bom, tá bem! Que tal depois da sua aula a gente dar umas voltas pela Champs-Élysées? Comprinhas, e um café?
- A: — Pode ser, to precisando dar uma relaxada! Te encontro perto do arco tá?
- C: — OK, beijos!
(N.A: Champs-Élysées é a avenida principal de Paris, é onde encontram-se as lojas mais luxuosas e os melhores cafés da cidade luz!)
Anne amava ballet, e sonhava em um dia dançar no Bolshoi, o maior balé do mundo, porém, seu pai dizia que apenas mulheres de pouca inteligência dançavam profissionalmente, e que ela deveria estudar, fazer uma faculdade, o sonho de Gerard é que a filha fosse reconhecida pela música, piano mais precisamente, assim como sua bisavó Lorena Cavión.
Ao sair da aula, ela encontrou-se com Carola: — Oi amiga, não repara nesse coque ridículo, é que eu já estava em cima da hora pra te encontrar, só deu tempo de colocar uma calça e uma blusa, deixei a bolsa na escola de dança, só trouxe a carteira mesmo.
- C: — Ai, que simples ela, uma blusa da versace e uma calça D&G, e a carteira louis vuitton, hahaha, não me faça rir da sua "simplicidade" Anne!
- A: — Simples eu estou, só que com bom gosto! HAHAHAHA
- C: — Ô rica, vamos fazer umas comprinhas então?
As duas sempre tiveram boa vida, e gastavam sem se preocupar. Após algumas comprinhas, as amigas resolveram ir tomar um café no Ladurée. Enquanto as duas sorriam, e contavam besteiras, Jean estava do outro lado, fumando e observando Anne, ou Petit, como ele mesmo a chamava. E hoje ele ainda a convidaria para uma volta, e mais tarde Anne deixaria sua amargura um pouco de lado para ter uma aventura com Jean.
CONTINUA ~
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