Petit Anne

2 Capítulo 2 - Revelações


Notas iniciais
E quando o amor fala mais alto?

Anne estava no Ladurée com Carola, ao saírem as duas percebem a presença de Jean do outro lado da rua, então Carola incentiva a amiga para que vá falar com ele: — Poxa Anne, vai lá, ele deve ter vindo até aqui só pra te ver!

- Anne: — Amiga, mas e se foi coincidência?

- C: — Nada, eu postei no facebook que a gente ia vir aqui! Haha

- A: — Ah, só podia ser! E deve ter feito de propósito!

Pensando bem, ela resolveu ir até Jean e ver o que ele queria, afinal, o demais ele poderia fazer? E se caso houvesse um convite, não negaria.

- Anne: — Amiga, eu vou lá, pode ir, beijos!

Carola foi embora e ela atravessou a rua.

- C: — Jean! E aí? Tudo bem? Eu não fui a aula hoje, perdi o horário, imagina só?! E se tivesse prova ...

- J: — Calma minha petit, porque tantas explicações? Fica calminha! Que tal a gente dar uma volta? Eu to com a minha lambreta ali na esquina.

- C: — HAHAHA, é a pressa eterna de falar e pensar rápido demais! E eu topo sim; to cansada da minha vida certinha, “borá lá”!

Os dois foram de mãos dadas e sorrindo, subiram na lambreta e saíram pelas ruas e avenidas de Paris! Já eram 11 da noite, e os dois estavam em baixo da torre Eiffel tomando um sorvete e falando da vida, Anne nunca tinha se divertido tanto!

- A: — Poxa Jean, eu nunca tinha me divertido tanto! Nem vi as horas passarem, tenho que ir!

- J: — Mas como assim? Eu ainda tenho tanta coisa pra te mostrar! A noite parisiense é tão maravilhosa!

- A: — Sério? Eu vou dar o meu jeitinho, espera ...

Anne ligou para Catherine e disse que ficaria na casa de uma amiga do ballet! A história foi bem contada, e todo mundo concordou!

- A: — Jean, deu, eu quero aproveitar, e que faça valer a pena hein?! Tá difícil a minha vida, to precisando curtir!

Ambos saíram pela noite, até que Jean a levou para uma cabana em uma das saídas da cidade, era um lugar lindo, havia um lindo jardim de tulipas vermelhas, quase como a cor do cabelo da Anne, era simples, mas mágica aos olhos de uma menina tão doce como ela, haviam almofadas pelo chão, um tapete recobria as madeiras, e uma luminária com velas coloridas, e um pedaço do teto havia um tecido laranja, que quando era puxado, permitia que se visse o seu estrelado dos campos de Paris, em um canto uma pequena mesa com frutas frescas, e passava ao lado da cabana um pequeno riacho, com água limpa e que fazia um som delicado aos sons da noite “criquilenta” dos grilos.

- Jean: — Viu minha petit? Gostou?

- Anne: — É o lugar mais lindo que alguém poderia me mostrar! É seu esconderijo é? Quantas mais você trás para cá? – Ela sorria com o rosto vermelho de vergonha.

- J: — É, quando estou feliz, pensativo, essas coisas, eu acabo vindo pra cá! E não, eu nunca trouxe ninguém além de você! É um lugar muito especial para qualquer pessoa observar tanta beleza! Você não concorda?

- A: — Desculpe! Você falou com tanta sinceridade, seria impossível discordar! E realmente, é encantador demais!

- J: — Espero que goste da noite, e que isso nos aproxime como amigos!

Anne corou mais uma vez, porém, se decepcionou ao ouvir “amigos”, pois pensava que dali em diante um romance poderia começar, mas mal sabia ela, ele também a queria mais do que mera amiga, ele sempre foi apaixonado por Anne, mas como sabia do “compromisso” com Denis, o filho do amigo do pai de Anne, ele nunca havia se arriscado, afinal, a família Guizzo era muito mais bem vista que a sua, apesar de também ser um menino rico.

- A: — Obrigada, de verdade! Eu sou muito amiga da Cacá, mas tenho medo que pelo amor a posição que tem, dinheiro e essas coisas, meus segredos acabem parando em mãos erradas, e de fato, um amigo sincero não seria nada mal!

- J: — Nossa! Nunca imaginei que você confiaria tanto em mim! E fica tranquila, o que for dito na cabana, aqui ficará!

- A: — Mudando de assunto ... mas nem tanto! Você tem namorada não é?

- J: — Imagina, tenho não, o amor ainda não se abriu no meu coração! NOSSA, QUE CAFONA ISSO QUE EU FALEI, HAHA!

- A: — Cafona nada, sinceridade é o nome! E como assim não tem? E a Jakelinne?

- J: — AHAHAHAHA, a Jak é uma amiga com benefícios, é diferente, fomos criados juntos, sei que ela de fato me ama, mas não quem eu amo!

- A: — Bom, e quem teria o poder para tanto?

- J: — Não sei – ele calou-se por instantes – olha, eu é que quero saber quem é o tal do Denis Guizzo? É seu noivo ou o que?

- A: — Não, não! É um amigo da família, nossos pais são como irmãos, sonham em nos ver juntos, unindo os Cavión e os Guizzo, mas não penso em destruir esse sonho sabe? Nem que seja sem amor, para agradar até mesmo minha mãe, melhor, somente minha mãe, meu pai não merece esforço algum por nada!

- J: — Desculpa se toquei no assunto errado!

- A: — Imagina, é a curiosidade da maior parte da elite parisiense saber sobre nossas famílias!

Os dois conversavam na cabana em pé, até que Jean ...

- J: — Anne, sente-se nas almofadas, ou melhor, deite-se, eu vou abrir o teto, você vai conversando comigo e admirando as estrelas!

- A: — Que lindo! Lindo! O céu daqui do começo do interior é incrível!

- J: — Desculpa insistir, mas ... você não ama ninguém? Somente quer cumprir com um acordo sem amor pelas famílias?

- A: — Amo, mas ele “nunca teve o coração tocado pelo amor”!

Anne finalmente havia dado a deixa, era a hora de algo acontecer!

- J: — PERA! Eu disse isso! Eu sou o cara por quem você ama? E faz aquelas declarações pelo seu blog?

- A: — QUER SABER? QUE SE DANE TUDO! É, EU TE AMO JEAN MONIERR, AMO!

Anne chorou, e Jean assustado a fez sentar, olhou em seus olhos com todo amor do mundo!

- J: — Calma Anne! VOCÊ É RETRIBUIDA! Você é o meu amor secreto, mas por causa do tal acordo nunca me abri!

Ambos se olharam e o primeiro beijo de um amor sincero começava ali, naquele lugar incrível, a luz das estrelas! Jean tentou deitar Anne e começar a ama-la, mas ela recuou ligeiramente e assustada!

- Anne: — NÃO! SAI DE CIMA! AGORA!

- Jean: — O que houve? Pensei que você queria! Você ainda é virgem?

- Anne: — Não, não sou mais! É que, eu não gosto disso! ODEIO!

Em prantos ela soluçava, chorava feito um bebê!

- Jean: — Sou eu? Eu sou o problema?

- Anne: — Não, é que meu passado esconde muito mais do que qualquer pessoa dessa cidade possa desconfiar, é sórdido, nojento, sujo!

- Jean: — Como assim? Do que você tá falando? Te fizeram algo de ruim? De tão ruim assim?

- Anne: — Se eu lhe contar, você jura pelo nosso amor, que está só começando? NUNCA, NUNCA CONTAR NADA PARA NINGUÉM?

- Jean: — Juro! – Escorriam lágrimas dos olhos de ambos!

- Anne: — E jura não defender ninguém? Mesmo que seja meu sangue?

Ele a olhava assustado! Porque motivos Anne negaria uma noite com seu amor por nojo e medo? O que de tão terrível poderia ter acontecido? Anne guarda um passado tão sórdido que nem mesmo a alma mais perversa poderia acreditar no que uma tão doce e cobiçada jovem guardaria!

CONTINUA ~

Notas finais
Anne vai revelar um passado cruel, marcar que a vida não apagar e que serão carregadas como feridas abertas! Será que o amor de ambos vai vencer tudo o que ainda virá? Vinganças, dores e sordidez!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.