Peter Johnson e o livro Perdido
1 Um novo começo
Era uma noite chuvosa, Miguel olhava para Gabriel já com uma missão a ser cumprida. Miguel carregava uma criança recém-nascida em suas mãos, era uma criança do gênero masculino. Miguel e Gabriel olhavam para a criança sabendo que seu destino seria cruel e aventureiro.
_Devemos mesmo levar essa criança a esse orfanato?Pergunta Gabriel:_Em que tempo devemos conta-lo a verdade?
_Não sei quando, mais espere ele crescer, enquanto isso viverá nesse orfanato sem saber sobre sua verdade: Disse Miguel:_Aliás, devemos sim levar ele ao orfanato, pois ali ele estará mais seguro: Miguel olhava para a criança e ali sentia compaixão dela. Pois seu destino não seria ser um garoto normal, mais teria uma luta pela frente.
_Espero que Deus esteja com essa criança, não sabemos se sua vida será fácil: Falou Gabriel:_Espero ver essa criança bem nesse orfanato aqui em Montreal.
_Devemos ter cuidado, pois a qualquer momento eles poderão vir atrás dele: Miguel disse aquelas palavras pensativo no futuro da criança.
_Será que eles virão atrás dessa criança? Pergunta Gabriel:_Aliás, não é somente essa criança, mais todas as crianças puras estão sendo perseguidas e mortas nesse momento: Gabriel olha para a criança, beijando-a na testa, ali ele não sabia quando voltaria a vê-la.
Miguel deixa a criança em um berço em frente ao orfanato, a criança chorava muito, era uma noite sombria e chuvosa, a chuva caia sobre Montreal, a rua estava deserta, apenas tinha Miguel e Gabriel ali deixando a criança para o bem dela.
A porta do orfanato se abre bem lentamente, uma senhora muito rica e um coronel muito famoso ali pegavam a criança na frente de Miguel e Gabriel.
_Vocês tem certeza que ela ficará bem nesse lugar? Pergunta o coronel que estava bem tenso e mexia em seu grande bigode, estava nervoso, pois ali estava uma responsabilidade grande a eles.
_Espero que sim, não conte a verdade a ela, essa criança não suportaria a verdade, pois seu destino pode ser muito triste, nenhuma criança queria estar no lugar dela: Gabriel falava olhando com compaixão a criança que chorava naquela noite marcante.
_Então está bem, mais onde estão os pais dessa criança? Pergunta a senhora muito rica, que parecia estar sem amor à criança, falava aquelas palavras como se fosse um “não queria essa criança por aqui”.
_Eles não existem, essa criança não tem pais, foram mortos e perseguidos por seres caídos e sem coração: Disse Miguel que ao olhar para trás viu um carro parado, era preto e muito misterioso.
_Temos que ir, cuide essa criança com amor, pois será o que mais ela vai precisar: Gabriel e Miguel se despedem, e ali deixa uma esperança a tal criança.
11 Anos depois...
_Peter? Peter? Acorde... Chamava madame Julieta uma senhora rica e fina, a mesma que ficou com a responsabilidade de Peter Johnson “o garoto órfão”.
_Que horas são? Pergunta Peter meio estonteado e com sono, tudo que ele queria era dormir e ficar em paz no dia do seu aniversario.
_Já são onze da manhã, e sempre assim a ultima criança a acordar no orfanato, como sempre: Reclamou madame Julieta que ao pegar as meias de Peter diz: _Ainda tenho que lavar essas suas meias que você fica usando em seu pé um mês Sr. Johnson.
_A desculpe! Disse Peter: _Mais, por favor, você não lembrou que dia é hoje? Pergunta Peter ao olhar ao calendário que estava colado na parede.
_Sim, hoje é um dia comum como qualquer outro: Falou a senhora Julieta:
_ Levante menino, você sabe que tem que lavar suas roupas e pegar as cartas no correio: A senhora Julieta nunca gostava de Peter, aliás, para ela ele sempre foi um peso em suas costas.
_Mais hoje é meu aniversario de doze anos! Disse Peter que se entristece ao lembrar que em um dia especial como aquele não tinha ninguém que se lembrava dele naquele mundo.
_Quem é que importa com seu aniversario garoto?A senhora Julieta tenta provocar Peter, aliás, odiava aquele menino que naquele dia completava doze anos.
Peter levanta e vai direto a cozinha, Peter tinha doze anos, mais tinha tamanho para um menino de dez anos, seus olhos verdes era sua beleza maior, seus cabelos lisos caídos à testa também fazia parte da beleza de um garoto de doze anos. A única lembrança de seus pais era o sobrenome Johnson, que não tinha o segundo sobrenome, e não sabia quem era seus pais.
_Hora essa, o aniversariante do dia, não tem presente: Provocou Bob, um menino ruivo de sardas na cara, tinha o cabelo ondulado ruivo, mais sempre encrenca com Peter, era seu pior rival no orfanato.
_Me desculpe Bob, mais não quero estragar meu dia com suas confusões: Peter tenta não escutar Bob que sempre metia ele em apuros, e sempre sobrava para Peter que era muito inocente.
_Deixe o em paz Bob, ele se parece muito com seus pais, que eram de baixa classe: O coronel Joaquim aparece para infernizar o dia de Peter, era o marido da madame Julieta, e sempre estava mexendo em seu bigode grosso, , pois o coronel Joaquim era careca e tinha apenas uns fios de cabelo na cabeça.
_Não fale assim de meus pais: Disse Peter:_ Vocês que são de baixo nível, não vou perder tempo com vocês, tenho que ir a escola e depois passar no correio e pegar as cartas para madame Julieta.
_Eu também não quero perder tampo com você: Falou Bob:_Eu te odeio ninguém nesse orfanato gosta de você.
_Eu já disse que não quero estragar meu dia, seu garoto chato: Peter partiu para cima de Bob o machucando.
O coronel Joaquim logo os separa, e sua cara parecia de raiva, mexia em seu bigode grosso sempre quando ficava alguma coisa tensa ou quando ficava com raiva:_ Eu já disse para vocês não brigarem Peter você está enrascado garoto.
Pete fica em silencio por uns minutos, Bob sorria bem disfarçado, pois era todo dia que ele colocava Peter em apuros. Peter olha para o coronel e tenta se defender:
_Não foi somente minha culpa, Bob me provocou você sabe que todo dia ele faz algo mal para mim, e sempre eu que pago o pato.
_Não importa quem provocou, só quero que você vá a seu cômodo e permaneça em pensamento, não quero que veja você sair do orfanato hoje e também para nenhum lugar com seus amigos: Disse o coronel:_Aliás, esqueci! Você não tem amigos.
Peter olha para Bob com muita raiva, ele sentia que Bob fizesse de tudo para deixar ele em apuros no orfanato, Peter até pensava que seria verdade, ninguém gostava dele naquele orfanato. Bob tinha toda razão, nem do aniversario de Peter de doze anos lembrariam.
“Será que ninguém gosta de mim nesse mundo” Pensava Peter em seu cômodo em silencio, pois até em seu aniversario acabava mau.
Peter olhava para a janela e olhava que todas as crianças do orfanato brincavam na rua, menos Peter que como sempre algumas pessoas do orfanato infernizando a vida dele. Para deixar tudo difícil.
_Tudo que queria era um aniversario especial; Peter falava com si mesmo, naquele momento tudo que ele pensava era sobre seus pais, ele se sentia a criança mais infeliz do mundo naquele momento de tristeza e solidão em seu quarto.
Peter passou o dia em seu quarto e nem para a escola ele não poderia atirar-se, pois estava de castigo como sempre, o coronel Joaquim e madame Julieta arrumavam confusão com o garoto, ainda mais o Bob que sempre tinha inveja de Peter.
A porta do quarto se abre lentamente, era madame Julieta com uma carta para o garoto, uma carta misteriosa que nem endereço tinha.
_Essa carta é para você, não sei quem escreveu, mais deve ser muito maluco para escrever a um moleque como você: Provocou madame Julieta ao ver que tinha alguém que se importava com Peter.
_Mais não tem endereço a carta? Disse Peter que lia e relia a carta que parecia anônima.
_Deve ser porque ninguém goste de você garoto: Madame Julieta fez de tudo para provocar Peter naquele momento.
A senhora Julieta saiu do quarto, deixando Peter sozinho, aquele dia parecia muito triste para Peter, mais pelo menos na carta tinha meus parabéns a ele “pelo menos uma pessoa lembrou-se de mim” pensava Peter que mesmo assim continuava na tristeza. O quarto de Peter era separado do quarto das outras crianças órfãs, tinha que viver isolado porque o coronel e a senhora Julieta não gostaria dele se relacionando com outras crianças. Madame Julieta sempre falava mal de Peter para as crianças, fazendo assim elas terem muito medo do coitado de Peter.
Peter novamente ler a carta, que parecia em uma língua estranha e que naquele momento se traduziu como uma mágica parecia que a carta tinha poderes mágicos.
_Uau! Disse Peter a ver as letras na carta se movendo como um baralho de letras mágicas.
A carta dizia o seguinte:
“Peter me desculpe todo esse tempo, e por não dar atenção, pois era para seu bem, aqui quem está falando é seu tio Miguel, eu passei muito tempo viajando, pois sou arqueólogo, no último final de semana estive em Israel estudando algumas escritas pré-históricas, mais agora estou voltando para te buscar, espero que o orfanato tenha cuidado de você, pois preciso falar coisas urgentes sobre a verdade de sua vida, pois contêm segredos importantes”.
Assinado: Miguel
Peter ficou muito alegre tinha esperança de seus pais estarem vivos, pois seu tio estava voltando para Montreal para buscá-lo.
_Espere eu não sabia que tinha um tio tão importante assim e que é arqueólogo.
A noite chegava à cidade de Montreal e Peter olhava pela janela a lua e as estrela, pois naquela noite o céu estava muito estrelado e bonito, uma estrela cadente em poucos minutos passa e Peter fecha os olhos fazendo dentro de si um pedido importante. ”Quero ver meus pais”, pensava ele falando dentro de si, tudo que ele queria ela saber sobre seu passado tão misterioso.
O outro dia tinha amanhecido e Peter mais uma vez perderia as horas, já era tarde demais para acordar dez horas da manhã, mais ainda continuava de castigo por uma semana.
Peter desceu as escadas do orfanato até a cozinha para tomar seu café da manhã, não tinha ninguém parecia vazia e sem relato que tinha gente naquele lugar. Peter olha em todos os cantos mais não encontrava ninguém do orfanato, parecia que todos tinham abandonado ele, mais todas as portas pareciam arrombadas, parecia que tinha entrado alguém por ali, Peter até chega a pensar que podia ser ladrões, mais quem roubaria um orfanato tão velho caindo aos pedaços?
_Alô tem alguém por aqui?
Peter penso que teria abandonado a ele, mais não seria todo dinheiro do orfanato no cofre do coronel Joaquim tinha sumido, parecia que alguém tinha os roubado.
Um taxi velho para em frente ao orfanato, desce do carro um homem barbudo e cabelos encaracolados pretos, estava usando rouba de arqueólogo, ele vem correndo desesperado até Peter o abraçado.
_Ei! Espere quem é você? Pergunta Peter olhando para o homem que parecia ser gente boa, e abria um sorriso feliz ao Peter, mais ao mesmo tempo ficou serio e tenso parecia que alguma coisa tinha acontecido.
_Você precisa vir comigo: Disse Miguel:_Estão atrás de você e esse orfanato todo foi roubado porque estão atrás de você.
_Quem está atrás de mim? Pergunta Peter meio assustado, suava frio e ficava a imaginar quem o perseguiria.
_Os feiticeiros estão por toda parte da terra: Disse Miguel:_Os feiticeiros das trevas estão atrás de você e outras crianças desaparecidas, porque vocês contem um grande secreto.
_Mais que secreto é esse?
_Você saberá, por enquanto entre em meu carro, estaremos viajando rumo à Nova York, tenho uma longa jornada até os reinos mágicos.
_Mais que reinos mágicos são esses? Pergunta Peter novamente, que não entendia nada por enquanto, sua mente parecia confusa e com muito medo.
_Entre no carro rápido, não temos tempo a perder: Disse Miguel olhando ao relógio:_Daqui, meia hora deverá está na estrada.
Peter sem entender muito corre até o carro, Miguel olha os cantos do orfanato para ver que tinha alguém ainda por lá. Sem encontrar ninguém entra em seu carro e daquele lugar saiu correndo ao ver que tinha um carro preto atrás deles os perseguindo.
_Por que você está correndo tanto? Pergunta Peter: _E por que você está assim tão tenso?
_ Desculpe a correria garoto mais precisamos chegar à estrada, aqueles dois carros pretos estão atrás de nós: Miguel tenta alerta Peter mais no mesmo momento um carro preto entra no meio do carro deles, tentando os parar:_Segure firme: O carro de Miguel voou aos ares sem deixar pista.
_Como? Como esse carro está voando? Peter nunca tinha visto algo como aquilo antes, parecia pura magia.
_Depois de conto garoto, agora precisamos chegar à Nova York, precisamos pegar o trem para El Colombo. Disse Miguel um pouco apresado.
_Mais... Desculpe-me onde é El Colombo? Pergunta Peter que parecia confuso com toda aquela correria.
_A desculpe não te contar na carta: Desculpou-se Miguel:_El Colombo é uma terra mágica onde somente os magos e aprendizes de mago podem entrar.
_Uau! Peter fecha os olhos por poucos minutos e olha novamente para ver se estava sonhando, pois tudo aquilo parecia um sonho para ele, ele nunca imaginou viajar a um lugar mágico.
_Mais antes de chegar a El Colombo, precisamos chegar à estação Penn Station em Nova York.
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