Acordei com Rebekah me sacudindo. Ela estava sentada na cama ao meu lado, me encarando preocupada. Pensei em lhe contar sobre o meu sonho, mas antes que eu pudesse começar a falar levei um susto e quase cai da cama. O problema é que mesmo com todas as descobertas do dia eu não estava preparado para aquilo.

Meu melhor amigo, Thales, estava apoiado na parede do outro lado do quarto. Ele tinha cabelo castanho-escuro cacheado, olhos verdes e era manco. Ate ai tudo bem certo? Acontece que parado na minha frente estava Thales, sem calça, o que não era um problema já que ele tinha as pernas cobertas por pelos. Exatamente, pelos. Alem disso, em meio a seus cachos eu podia ver dois chifres brancos como mármore e nas patas, cascos da mesma cor.

–Thales, o que? – Me levantei da cama – Um... um sátiro?

–Algum problema com sátiros? – ele se desencostou da parede – Be-ee-eee

Se você nunca viu seu melhor amigo balir, não tem ideia de como é estranho.

–Quanto tempo alguém pode demorar para arrumar um mala? – Rebekah segurava minha mochila verde, que tinha apenas algumas peças de roupa dentro – Zeus, Peter!

–Já vou terminar – murmurei enquanto puxava a mala de sua mao

–Ótimo, espero vocês na sala – disse e saiu, me deixando sozinho com meu novo amigo-bode

...

Quando finalmente terminei de arrumar minha mala fui com Thales para a sala, que estava um verdadeiro Hades. Rebekah empunhava seu escudo e aíma. O oponente era um cão infernal que latia e rosnava sem parar enquanto tentava morde-la. Minha mãe surgiu na sala e gritou ao ver a cena. Não foi uma coisa muito esperta a se fazer, porque o cachorro dos infernos se virou para ela e tentou ataca-la.

Rebekah entrou no meio, mas o monstro pulou em cima dela, que só não foi esmagada por causa do escudo. Os dois rolaram pela sala, esmagando os moveis. Ela enfim conseguiu sair debaixo do cão, mas ele se virou para mim e Thales. Ela avançou, mas foi arremeçada contra uma das janelas, que se quebrou. Rebekah realmente se irritou, correu ate a fera e brandiu a espada, ate acertar o monstro, que com um ganido final, foi pulverizado.

Minha mãe olhava a sala e Rebekah em estado de choque, como se quisesse dizer Você destruiu a minha sala! Ei, obrigado por salvar a minha vida!

–Temos que ir para o acampamento – Rebekah olhou para a minha mãe – Sra. Johnson, você dirige?


No carro, Rebekah foi indicando a minha mãe o caminho, enquanto no banco de trás Thales me contava sobre os espíritos da natureza e seu ídolo, um sátiro pouco mais velho que ele chamado Grover. Depois de algum tempo na estrada, Rebekah apontou para um morro com um pinheiro no topo.

–Colina Meio-Sangue – ela sorriu para mim – Bem vindo ao Acampamento Meio-Sangue Peter Johnson.

Minha parou o carro e eu e meus amigos descemos. Começamos a subir a Colina, mas é claro que não ia ser tão fácil. Uma mulher feia com asa que pareciam ser feitas de couro desceu voando do céu e pousou no nosso caminho.

–Ah não – gemeu Thales – vou chamar ajuda.

Ele desceu correndo em direção a uma casa de fazenda depois do pinheiro.

– Ótimo – Rebekah revirou os olhos – uma Fúria!

– Sim, criança – a mulher sorriu – Mas como já nos conhecemos, prefiro que me chame de Alecto.

–Esperava ter te mandado para o Tártaro por alguns milênios – reclamou Rebekah, enquanto me passava seu escudo e pegava a espada – Vamos acabar logo com isso, certo?


Notas finais
Eu sei esse nao ficou muito bom, mas a historia comeca a melhorar no proximo, juro. E, nao vamos perder o habito, comenteeeeeeem :)