Pesadelos Mortais
1 Capítulo 1 - Pesadelos mortais
Só eu e uma rua, deserta, ouvia passos por todos os lados, não sabia o que fazer, sentia alguem andando atrás de mim, como uma assombração, disparei pela rua desesperadamente, forte nevoa tomava conta de tudo, não sabia o que fazer. Minhas mãos tremiam como se algo estivesse perto de mim, mas eu não via nada, sentia grandes calafrios, mas continuei andando sem olhar para trás. Vi uma forte luz muito reluzente chegando perto de mim, bem na minha frente, achei que fosse um carro, mais foi se aproximando, se aproximando, era a morte.
Continuei com os olhos fechados, com medo de ver o que me aguardava, mas algo disse "Alice, não temas-me, o céu te aguarda.''. Algo me puxava, tinha uma pele muito macia, quase uma nuvem tocando-me, abri os olhos, só enxerguei um belo jardim, e nele, muitas pessoas cantavam hinos lindos de paz, até que decidi juntar-me a eles.
De repente, algo se aproximou de mim, mas parecia que somente eu enxergava aquilo, todo continuavam suas belas canções esquecendo de tudo que havia ao redor, então, essa sombra preta se aproximou e me puxou.
_ Alice, acorde meu amor!
_ Oh mãe, é você! — Dei uma risadinha.
_ O café está na mesa caso esteja com fome...
_ Sim, estou indo.
Confesso que acordei muito assustada, fiquei perplexa com a realidade que foi aquele sonho, mais claro que não contaria aquilo a ninguem.
Fui à mesa para comer, meu pai me aguardava com buques de flores, me assustei, nunca ninguem me dera flores assim, do nada! Parecia que algo grave estava a acontecer, estava com um sentimento muito ruim quando vi meu pai, senti-me alegre por receber flores, mas tambem, sentia que algo ruim estava a acontecer.
O dia passou normalmente na escola, mais todos os segundos procurava uma resposta para aquele sonho tão estranho. Pensei em livros espíritas, mas não acreditava muito nisso.
Finalmente sai da escola, estava na rua de casa, não tinha ninguem na rua, nem um carro, nem um único ser, apenas eu...
Sentia-me preocupada, ouvia passos, mais sabia que era minha cabeça, mas até que ouvi alguem ofegante atras de mim, andava cada passo que eu andava, seguia-me como um cão e seu dono, procurei não olhar pra trás. Comecei a correr, corri muito, estava com muito medo, esse ser tambem corria, parecia correr cada vez mais rápido como o vento. Tropecei em meus próprios pés, cai e me ralei toda, até que aquilo foi se aprozimando e falou '' Te aguardamos Alice! ''. Desmaiei.
Fale com o autor