Pesadelos
1 Pesadelos / Único
Notas iniciais
Corrigido: 22/03/2013
“Eu gosto dos sonhos. Entramos em um mundo particularmente nosso..
Era uma tarde fria de inverno. A neve caia gentilmente, atingindo as casas, árvores, pessoas e animais. O sol, antes brilhante e reluzente, agora parecia escuro e sem vida.
Existia uma menina, seu nome era Luna. Ela estava sentada debaixo de uma grande árvore, pela qual suas folhas impediam a neve de cair em sua direção. Não sentia frio, apesar de estar sem sapatos e com apenas um único cachecol, que mais parecia lixo, comparado aos dos cidadãos ricos que passavam por ali.
Deveria estar entre seus 10 ou 11 anos. Carregava consigo uma pequena bola vermelha. Se levantou, andou alguns passos, indo parar em frente a uma mansão abandonada, cujo estilo rústico desmonstrava que aquele lugar já fora uma bela mansão. Sua bola vermelha, instantes atrás firmes em suas pequenas mãos, agora se encontrava rolando em direção a porta da casa. A porta, antes fechada, agora se abrira, como se quisesse dar passagem a bola.
Entrou no local. Tornou a dar mais alguns passos, observando os objetos que haviam ali. Um abajúr quebrado, que parecia ter sido muito belo, junto a um pequeno lustre de diamantes, ainda brilhando no escuro do lugar. Olhando em volta, percebeu que mais a frente se encontrava sua bola vermelha. Andou em sua direção e a pegou, mas quando foi virar para dar um fora da Mansão, acabou por perceber que não havia mais porta. O lugar antes admirado pela menina, agora havia se tornado seu pior pesadelo.
Passou-se alguns dias, semanas, meses, anos. A garota, agora já uma mulher adulta, tinha um corpo fraco, uma face pálida e uma expressão de tristeza em seu rosto. Como ela sobreviveu? Todo dia, um pequeno homem sem rosto vinha lhe trazer porções suficientes de comida para lhe deixar viva. Ela podia sentir seu coração batendo, sua respiração lenta e seus passos toda vez que vinha trazer sua comida, logo depois com o destino de desaparecer nas sombras.
Aquele ser era o mais odiado pela garota, ao mesmo tempo que era a única coisa que ela sabia sobre o amor.
Felizmente, ou talvez infelizmente, eles sempre tem um fim...
Notas finais
Corrigido: 22/03/2013
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