Pesadelo | Amor Imortal 01
54 Capítulo 55
Notas iniciais
Ellylan logo percebeu o efeito que as palavras de Meridius haviam tido sobre ela, aquelas palavras se mesclavam à própria dor quase física que a ausência de Maximus lhe causava, e ela acabou tão presa nos próprios pensamentos e sentimentos que nem sabia mais em qual corredor havia virado e muito menos em qual estava agora. A aparência de todos os corredores do castelo era muito similar, porém ela tinha quase certeza que nunca havia vindo por esse lado. Haviam grandes janelas de vidro que iam do chão até o teto, quase como aquelas na sala de Maximus, mas estas estavam todas fechadas e a chuva forte lá fora as embaçava totalmente.
Ela havia cruzado os braços sem perceber, sentindo um frio absurdo que não tinha nada a ver com o clima, na verdade, grande parte daquele frio ela vinha sentindo a dias. Elly havia se agarrado ao frio da ausência forçada de Maximus como uma criança que se agarrava em uma foto antiga. Aquilo já havia durado tempo suficiente.
Ellylan não sabia quando tinha começado a andar mais rápido, mas agora ela estava correndo pelo enorme corredor cheio de janelas.
O corredor era tão grande que mesmo já tendo percorrido boa parte dele, não parecia ter um fim próximo, e em certo momento, suas sapatilhas improvisadas engataram em uma das enormes pedras de mármore do piso a obrigando a parar para não encontrar o chão.
Foi quando um estrondo invadiu seus ouvidos, e paralisada, seus olhos se ergueram à frente, de onde o som havia vindo. Uma das ultimas janelas do corredor havia se escancarado de forma violenta. O vento frio da chuva que caía lá fora instantaneamente chegou até ela, dançando com a cortina escura que eram seus cabelos. Ela havia congelado no meio do corredor, a janela aberta ainda batia contra as outras e as gotas de chuva gelada faziam seu caminho pelo corredor até ela. Ellylan respirou fundo, sentindo o impacto das gotas geladas contra sua pele.
Foi quando ela sentiu sua presença. De alguma forma ela sempre podia sentir quando ele estava perto, e nesse momento nem sequer a água e o vento gelado conseguia acalmar o calor que percorria por suas veias cada vez mais forte, à cada batida do coração descontrolado. Elly se virou, o vento balançava seus cabelos negros ainda mais violentamente agora que estava contra ele, mas ela não conseguia se importar. E pela primeira vez em dias, Ellylan não sentia frio.
Parado no fim do corredor, estava seu arcanjo.
As asas brancas estavam abertas, e ocupavam todo o resto da visão que ela tinha do corredor, elas estavam ensopadas, assim como os cabelos dourados do anjo, que se grudavam em sua testa. Suas roupas estavam tão molhadas quanto o resto, e moldavam o corpo dele de forma que desviar os olhos parecia algo impensável.
Ele olhava diretamente pra ela, aqueles lindos olhos luminosos que pareciam ver cada pedacinho da alma quebrada dela, e aceitar todos eles como parte da dele própria. Elly não conseguia acreditar no quanto tinha sido burra ao tentar afastá-lo.
Ele não se moveu, assim como ela também não. E cada centímetro que a separava dele parecia absurdo demais. Assim como antes, ela não sabia quando tinha começado a se mover, mas Elly estava, e agora literalmente corria na direção do arcanjo do inferno como se cada centímetro que percorria não fosse o suficiente. Ele também se movia na direção dela, sem nunca desviar os olhos de sua humana.
Ellylan se chocou contra ele com tanta força que não sabia se o ar lhe faltava pelo impacto ou pelo simples fato de finalmente estar com ele novamente. Ela pulou em seu colo, enterrando as mãos em seu cabelo louro e o puxando pra ela. Maximus a segurou com tanta força que parecia querer torná-la parte dele, e a próxima coisa que Ellylan sabia é que o estava beijando.
Seus braços eram como ferros em sua cintura para que nenhum espaço existisse entre eles e no momento em que Elly sentiu a língua do arcarnjo encontrar a sua, todo o seu corpo estremeceu contra o dele. Seus lábios avermelhados, mesmo que o anjo loiro estivesse voltando do meio da tempestade que ocorria lá fora, ainda eram quentes contra os seus. Nem mesmo as gotas que escorriam do seu rosto em direção aos lábios unidos deles eram capazes de baixar a temperatura tão quente que Maximus sempre teve.
Ellylan levou suas pernas em direção da cintura dele para que pudesse pressionar todo o seu corpo contra ao do arcanjo do inferno e como as roupas dele não passavam de finos tecidos molhados, ela pode sentir cada músculo que estava sendo escondido por aquelas roupas. Sua mente ficou em branco por um momento e só voltou a si quando deixou escapar um pequeno gemido por seus lábios.
Maximus sorriu com os seus lábios ainda contra os dela, seu sorriso quebrou o beijo tão profundo que nunca pareceu ter a intenção de ser interrompido, mas Ellylan não ficou decepcionanda quando abriu os olhos para ver o brilho tão vivo que existia nos olhos do anjo.
— Maximus,— Elly sussurrou o nome do arcanjo com certa dificuldade desde que sua respiração ainda estava alterada.— Eu não quero parar.—
O arcanjo do inferno não a respondeu, antes que Elly pudesse ter a chance de receber qualquer resposta dele, os lábios dele já estavam contra os seus em uma exigencia tão feroz e dura que fez com que ela se agarrasse contra todo o corpo de Maximus novamente.
E dessa maneira, distraída com um beijo, Ellylan nem ao menos percebeu quando o anjo loiro começou a se movimentar. E o que a fez ficar ciente do que estava acontecendo foi o som de uma porta sendo aberta e fechada logo em seguida. Fechados em um lugar em que só existia apenas os dois, a ideia do que poderia acontecer fez com que o estomago de Ellylan se agitasse, um agito que não tinha nada haver com borboletas se debatendo em seu interior.
O aperto contra a cintura de Elly foi lentamente se afrouxando e ela não precisou mais do que dois segundos para compreender o recado. Tirando suas pernas que estavam ao redor do corpo do arcanjo do inferno, ela foi ao chão. E tão pronto quanto, os lábios de Maximus já não estavam contra os seus.
Ellylan aproveitou aquele momento para ver onde exatamente eles estavam e não se surpreendeu ao ver que estavam fechados em um quarto feito para acomodar asas. Depois de avaliar o lugar, seus olhos voltaram para o arcanjo que estava tão quieto em sua frente e naquele momento, Elly não precisava de palavras para saber de que ele não tinha a intenção de parar.
Ainda nos braços dele, ela deu apenas dois passos para trás com a intenção de ficar totalmente livre de qualquer contato que Maximus poderia lhe dar. No entanto, seus olhos ainda estavam presos com os dele e nenhum movimento que Elly fizesse para se afastar poderia quebrar aquela conexão.
Naquele momento, Ellylan sabia que seu corpo estava respondendo a antigas experiencias do seu passado, mesmo que sua mente não compreendesse e a ideia do que fez quando vivia em seu verdadeiro mundo a deixasse completamente irritada. Sua mente não sabia o que fazer, mas seu corpo estava respondendo por ela.
Levando uma das suas mãos até seu ombro direito para alcançar a alça grossa do seu vestido, Ellylan o empurrou para baixo até que o seu braço estivesse completamente livre do tecido e nada a deteu quando fez o mesmo movimento para se livrar da alça em seu outro ombro.
Com leves movimentos dos seus dedos, ela permitiu que o tecido encontrasse o chão após escorregar por seu corpo. A sensação do tecido meio húmido passando por seu corpo fez com que sua pele se arrepiasse, mas não por esse simples motivo. O motivo era muito maior quando certos olhos azuis estavam presos aos seus movimentos, vidrados e respondendo a cada ação do corpo de Ellylan.
Respirar era um ato muito dificil naquele momento, mas ela não parou. Não quando o olhar de Maximus estava a fazendo se sentir tão viva, tão feminina. Dentro deles não existia qualquer tipo de julgamento, mesmo o arcanjo sabendo que Elly não era mais uma simples humana, que não era mais uma simples mulher.
Ellylan deu um passo para trás, aproveitando aquele momento para se livrar das suas sapatilhas e chutar aquelas peças para longe do caminho deles. No entanto, ela não ousou se mexer novamente e como Maximus não parecia respirar, Elly continuou a tirar todas as peças de roupas que ainda existiam em seu corpo até estar completamente nua.
Os olhos do arcanjo do inferno brilharam, aqueles azuis tão perfeitos e únicos corriam por cada parte do corpo de Ellylan como se estivessem decorando até mesmo as imperfeições que existiam nele. Ela provavelmente deveria ter se sentido timida ao retirar suas roupas na frente de um homem, mas quando esse pensamento ocorreu em sua mente, ele deixou de existir no momento em que viu o olhar do anjo loiro. Um olhar que a fazia se sentir bonita.
Ellylan podia ver o movimento nítido da respiração de Maximus, a única prova de que o anjo não havia congelado. Ele a observou durante um longo minuto, para Ellylan pareceu ser uma eternidade, mas antes que esse tempo se tornasse incomodo, o arcanjo se moveu na direção dela até que o seu corpo estivesse atrás do seu. Ainda existiam alguns centimetros entre eles, mas Ellylan, definitivamente, conseguia sentir Maximus de uma maneira que estava a sufocando.
— Tão ousada,— O arcanjo sussurrou aquelas palavras próximas ao ouvido de Elly ao mesmo tempo que levava sua mão em direção da lateral do corpo dela para que um único dedo escorregasse sobre ele em uma lentidão torturadora. Sua pele, que estava tão sensível a qualquer toque, se arrepiou completamente e sua respiração deixou de existir no momento em que aquele único contato explodiu cada parte do seu cérebro.— Tão linda.—
Maximus levou sua mão até a barriga de Ellylan, para repousá-la ali durantes alguns segundos antes que o anjo loiro continuasse a fazer outros movimentos. Ele usou aquele contato para levar o corpo dela contra o seu, quebrando todos os centimetros que exisitam entre eles. E ao sentir as roupas completamente molhadas de Maximus contra sua pele nua, Elly sentiu um frio, muito agradável, crescer em sua barriga. Naquela posição, Ellylan podia sentir cada parte do corpo de Maximus contra o seu e não existiam palavras para definir o que sentia ao ter cada curva do arcanjo encaixadas com as suas.
A única reação de Elly naquele momento foi respirar fundo para que sua mente voltasse a funcionar normalmente, mas sua respiração se cortou no momento em que a mão de Maximus começou a se mover para baixo, cada vez mais a baixo com a intenção clara de chegar em uma região muito sensível. Seus dedos quentes tocaram na parte interna da sua coxa assim que o arcanjo se curvou sobre ela para que pudesse alcançar essa parte tão intima do seu corpo, mas quando Ellylan tentou se mover, já que estava ciente dos planos de Maximus, ele colocou sua mão livre na barriga dela novamente para que pudesse mantê-la exatamente onde estava.
E antes que Elly tive a chance de chiar sobre esse assunto, o arcanjo introduziu um único dedo em seu sexo. Cada parte do corpo dela estremeceu com a sensação nova que percorreu por toda a sua pele, seu coração bateu forte contra o seu peito de uma maneira que podia até mesmo machucar. O arcanjo do inferno deu apenas segundos para que ela se acostumasse com aquela sensação antes que outro dedo se acomodasse em sua carne.
No primeiro movimento deles para dentro dela, Ellylan fechou seus olhos ao mesmo tempo que mordia seu labio inferior com força para não gemer tão alto como ela desejava. Maximus movimentou seus dedos em uma brincadeira lenta e preguiçosa, como se ele não estivesse com nenhuma pressa de sair daquele quarto.
E nos momentos em que a respiração de Elly se acelerava, o arcanjo do inferno mudava o ritmo lento para algo mais rápido e dessa maneira, o prazer que percorria seu corpo se tornava maior quando todos os seus músculos se contarciam dentro dela.
A mente de Ellylan já não pertencia mais a ela, pois todas as vezes que seus espamos chegavam ao auge do que seu corpo podia suportar, seus gemidos escapavam de seus lábios e como em sua mente não existia mais nada, Elly não se preocupou se aquilo podia ser constrangedor ou não. A sensação que se formava em seu intereior cada vez que Maximus movimentava seus dedos dentro dela era grande o suficiente para que seu corpo fosse controlado por esse sentimento.
Ellylan contorcia todo o seu corpo contra o do anjo loiro desde que ele a segurava com uma única mão em sua barriga para que ela não se afastasse, mesmo que Elly nunca tivesse essa intenção. Na verdade, seu corpo era o único que podia dar qualquer resposta que o arcanjo desejasse e isso não envolvia ficar longe dele naquele momento.
No momento em que o seu corpo estremeceu de uma forma diferente das outras vezes, quando uma nova sensação desconhecida cresceu em seu ventre que a dominou completamente, a única reação que Ellylan teve para poder suportar o orgasmo que veio forte contra o seu corpo que estava tão sensível, foi cravar suas unhas nas coxas de Maximus com toda a força que ela nem ao menos estava ciente de ter. E antes que seu cérebro explodisse em estrelas dentro da sua cabeça, Elly ouviu um pequeno gemido escapar dos lábios do arcanjo devido ao toque agressivo que ele recebeu por cima do seu jeans negro.
Maximus retirou seus dedos de dentro do sexo de Ellylan e esperou até que sua respiração voltasse estar estabilizada, mesmo que fosse tão dificil agora que ela estava tão molhada e desesperada por mais. O arcanjo usou suas mãos para virar seu corpo em sua direção para encontrar os olhos dele, naquele momento Maximus sorriu de maneira perversa para Elly e isso não a assustou de maneira alguma.
Ellylan se esticou em suas pontas dos pés para que pudesse encontrar os lábios do anjo loiro em um beijo longo, Maximus não negou isso a ela e tudo o que ele fez foi corresponder aquele ato na mesma fome que ela possuía e segurá-la de uma forma muito possessiva contra ele. Elly tirou suas mãos dos ombros dele para descê-las até os botões da camisa cor de vinho que o arcanjo estava usando e depois de abrir eles um a um, ela se recordou das asas brancas que serviam como uma recordação de poder para qualquer humano.
— Eu odeio suas asas.— Ellylan sussurrou contra os lábios dele, fazendo com que Maximus afastasse seu rosto do dela. No entanto, ela não imaginava como iria tirar aquele pedaço de pano inútil que escondia a beleza única que era seu abdomen com linhas que definia cada parte daquela região. Elly percorreu seu dedo por uma dessas linhas em um movimento tão lento quanto a sua paciencia permitia e quando a respiração do arcanjo cessou por um momento ao mesmo tempo que aquela região do corpo dele ficava rígida, ela desejou fazer aquele mesmo movimento com cada linha que o marcava, mas Maximus nunca deu essa chance para ela.
O arcanjo do inferno usou suas mãos que estavam em sua cintura para levantar Ellylan do chão, a obrigando a passar suas pernas novamente por sua cintura desde que ela ainda estava de frente com ele. O anjo começou a andar em direção da enorme cama que estava atrás deles quando ela se segurou contra ele com a ilusão de que Maximus podia derrubá-la, mesmo que isso fosse impossível. E enquanto o arcanjo caminhava, sua camisa se desintegrou de seu corpo e dessa maneira ela se transformou em pequenas fagulhas brancas que antes de encontrarem o chão desapareceram completamente no ar como se jamais tivessem existido.
Ellylan encontrou os olhos de Maximus com certa surpresa antes que ele começasse a falar. — Não se preocupe com minhas roupas, Elly, se preocupe com o que eu posso fazer com você nesse momento.— Foram as palavras dele em um tom de ameaças que envolviam a mais crúa perversidade entre um homem e uma mulher.
Maximus soltou o corpo de Ellylan contra aquela enorme cama carinhosamente, a colcha a baixo dela que estava fria devido a falta de uso fez com que toda a sua pele se arrepiasse com o contato. No entanto, nada afetava mais o seu corpo do que os olhos azuis que estavam presos aos dela e que não se moviam para longe independente do movimento que o arcanjo fazia.
O colchão abaixo dela afundou completamente no momento em que o anjo loiro veio para cima do seu corpo e antes que Elly se desse conta, toda a visão do quarto foi tampada por penas brancas quando ele abriu suas asas em um único estalo para chegar ao seu comprimento máximo. Pequenas gotas de água, que ainda estavam presas a suas penas, caíram sobre a cama naquele momento, mesmo sabendo que aquelas suave sensação não existiria contra os seus dedos, isso não a impediu de tocar suas asas.
Maximus fechou seus olhos no momento em que seus dedos tocaram as penas molhadas que não passavam de um gume. Ela podia não possuír asas para compreender qual era a sensação de ser tocado naquela parte do corpo de um anjo, mas desde que isso era considerado um presente para quem recebia a permisão de encostar em tal maravilha, podia imaginar que o toque causava sensações intimas.
O arcanjo do inferno, sem nenhum aviso prévio, se moveu para baixo até que seu corpo estivesse literalmente colado ao de Ellylan. As curvas de ambos se encaixaram perfeitamente como se fossem as últimas peças de um quebra cabeça que deviam ser colocadas juntas para que o jogo fosse finalizado e mesmo que ela soubesse que o anjo estava controlando sua força para não machucá-la com o seu verdadeiro peso, ele não poupou a pressão necessária que deveria existir naquele momento tão íntimo.
O corpo do arcanjo contra o dela, nesse tipo de alinhamento, fez com que Elly ficasse ciente do quão excitado estava Maximus desde que ela pode sentir contra o seu abdomen a extensão dura do seu sexo, mesmo que seu jeans negro ainda estivesse presente entre eles e atrapalhando aquele momento tão precioso para ela.
Ellylan sentiu os lábios de Maximus contra a pele sensível do seu pescoço no seguinte movimento que ele fez, eram pequenos beijos molhados por toda aquela extensão que estavam lhe causando a mesma sensação agradável de antes. Ela não podia acreditar que todo o seu corpo tivesse se tornado tão sensível, mas antes que pudesse fazer qualquer tipo de perguntar para si mesma e encontrar as repostas em sua mente, uma mão quente cobriu o seu seio em um aperto que apenas envolvia questões sensuais ao mesmo tempo que Elly sentia dentes se afundando contra o seu pescoço.
Naquele momento, ela não conseguiu conter o seu gemido alto que passou por sua garganta sem nenhum aviso prévio. Os dedos de Ellylan foram diretamente para os cabelos molhados de Maximus para agarrá-los sem que ela se desse conta desse movimento, como se seu corpo estivesse pedindo por mais. E quando o arcanjo tentou se mover para tentar mudar sua posição, ela tentou segurá-lo onde estava em uma tentativa sem sucesso que apenas causou o sofrimento dela quando Maximus usou seus dedos para beliscar o seu mamilo que estava tão duro.
Ellylan arfou por ar quando uma corrente eletrica de puro prazer passou por seu corpo, a fazendo arquiar suas costas e dando o movimento perfeito para que Maximus se movimentasse até estar de joelhos sobre ela, levando suas mãos a cada lado da sua cabeça para se apoiar quando se curvou e encontrou os lábios de Ellylan em um beijo exigente em que sua língua explorou completamente a sua boca até o arcanjo quebrar esse contato para poder morder levemente o lábio inferior dela.
Em quanto ela desfrutava desse sentimento não tão novo desde que o anjo parecia apreciar mordidas, Ellylan levou suas mãos até o fecho do jeans que Maximus ainda usava para desabotoá-lo, no entanto, antes de chegar até onde ela realmente desejava, o arcanjo do inferno usou uma única mão para pegar os pulsos dela e afastar seus dedos daquela região que a interessava tanto.
— Se comporte, humana.— Maximus sussurrou em um aviso próximo ao ouvido dela. Ellylan chiou baixo em sua garganta, sentindo a impaciencia crescer ao meio dos seus pensamentos devido ao fato do arcanjo estar apenas a torturando.
E quando ele viu que ela estaria se comportando como ordeunou, o anjo começou a se mover para baixo, continuou se movendo até que suas mãos estivessem cobrindo toda a sua cintura com a intenção obvia de mantê-la imóvel para que Elly não se mexesse quando a língua de Maximus entrou em contato com o seu mamilo tão dolorido. Foi instinto tentar arquear suas costas devido ao sentimento que percorreu suas veias, mas o arcanjo do inferno manteve seu aperto firme na sua cintura em quanto ele explorava aquela área com a sua língua. Ellylan agarrou os cabelos dourados dele novamente, sendo aquela a sua única opção para se manter no controle e não perder a sua mente para essas novas sensações que estavam a deixando louca. E tudo apenas piorava, ou melhorava, quando o anjo mudava a sua boca para o seu outro seio.
— Eu te odeio.— Ela conseguiu falar aquilo em um sussurro desesperado, seu peito arquejando por ar desde que respirar era algo muito limitado naquele momento em que todo o seu controle emocional fugia das suas mãos a cada toque da boca do arcanjo em seus seios.
— Não ainda, Elly.— Maximus falou ao levantar o seu rosto, seus lábios avermelhados eram uma tentação perigosa, principalmente agora que estavam sendo usados para coisas perversas e malignas. Os olhos do arcanjo estavam brilhando em uma explosão de sentimentos que diziam claramente que todos os sentimentos que Ellylan possuía sobre esse arcanjo eram correspondidos da mesma forma. E isso, tudo o que ela viu naqueles azuis, fez com que seu coração se acelerasse ainda mais em seu peito.
Maximus subiu em seus joelhos, permitindo que Ellylan acompanhasse com seus olhos cada movimento que estava fazendo para se livrar do seu jeans. Ela mal podia acreditar que isso finalmente estava acontecendo, depois de desejar tanto que aquele pedaço de pano inútil fosse embora do corpo do anjo, mil borboletas explodiram em seu estomago repetidamente. E quando aconteceu, ela nem ao menos sabia o que pensar sobre sua visão.
O arcanjo do inferno era perfeito, incrivelmente perfeito. A visão do seu sexo masculino fez com que Ellylan ficasse com agua na boca pelo desejo que a cegou completamente e seus dedos possuíam um sonho ainda maior de tocar aquela extensão dura para que pudesse sentir e experimentar o que realmente era Maximus. No entanto, antes que Elly sequer pensasse em fazer algum movimento, o anjo loiro se curvou novamente para que seus lábios encontrassem os dela, seu corpo reencontrando o dela outra vez para que formasse aquele encaixe tão perfeito que agora apenas envolvia pele com pele.
— Maximus.— Elly sussurrou em um pedido após o arcanjo se afastar para permitir que ela respirasse.
— Outra hora, Elly.— Ele respondeu, aqueles azuis presos ao dela.— Eu preciso de você agora.—
A respiração de Ellylan cessou por vários segundos, sua mente ficando em branco devido ao fato do que aquilo significava. A ideia a assustava um pouco, mesmo que sexo não fosse algo tão desconhecido para o seu corpo, ela não sabia o quão insana poderia ficar ao perder o seu controle total. Contudo, sua fome era muito grande para desistir daquele momento.
O arcanjo se moveu em cima dela, seus olhos nunca se separando dos dela como se seu desejo fosse estar diposto a ver cada reação que ela teria quando ele a possuisse por completo. E então, sem nenhum aviso, Ellylan sentiu o arcanjo começar a sua penetração de maneira lenta que chegava a ser até mesmo dolorido devido ao desespero que aquilo estava lhe causando. Sua mente já não pertencia a si mesma e manter seus olhos presos ao do arcanjo era realmente impossivel quando todo o seu corpo se arrepiou de uma maneira muito sensual.
Conforme Maximus se deslizava para dentro dela, sua respiração se tornava ainda mais forte, como se ele estivesse em busca do controle que poderia ser perdido facilmente. Ellylan cravou suas unhas na cintura dele no momento em que todo o seu sexo a preencheu completamente por dentro, fazendo com que um gemido escapasse dos lábios de Maximus. O arcanjo do inferno ficou imóvel por alguns segundos, permitindo que o corpo de Ellylan se acostumasse ao que ele era antes de começar a mover o quadril em estocadas lentas, a torturando completamente. E no momento em que o anjo começou a aumentar o ritmo que movia o seu quadril, tornando suas estocadas ainda mais fortes, de uma maneira muito deliciosa, Ellylan perdeu completamente a sua mente para aquele momento, ouvindo apenas os barulhos de seus corpos que se chocavam um contra o outro e gemidos que invadiam o silencio.
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