Pesadelo

1 Capítulo 1: Pesadelo


Durante a madrugada, o silencio da noite atormentava os pensamentos de Zed. O seu sono era espantado por uma sensação estranha, constante, de que tinha algo acontecendo com Syndra. Quanto mais tempo ele observava o presente que tinha ganhado dela, o cristal negro que deslizava entre os dedos, mais incomodado ficava. Então ele se sentou na beirada do colchão, esfregando a mão nos curtos fios de seu cabelo branco, ponderando o que estava prestes a fazer. Respirou fundo e se levantou, fechando os olhos, apertando a pedra com força na palma da mão.

Havia um aroma peculiar no ar. Doce, floral e herbal. Uma essência muito semelhante à lavanda; de uma planta rara que existia somente em um único lugar de Ionia: no templo de Fae’lor.

Zed imediatamente abriu os olhos, e a vista da janela à frente tirou o seu fôlego. A lua parecia estar tão perto! A luz branca banhava as diversas flores no jardim ornamentado em volta dos lagos protegidos atrás das grandes muralhas. Pequenos vagalumes brilhavam e dançavam pelo crepúsculo, deixando rastros de luminescência. Hipnotizado, Zed observou alguns dos insetos atravessarem a janela, pousando nas plantas alojadas nos vasos espalhados pelo chão, junto com alguns livros e velas perto da espaçosa cama onde acomodava o corpo adormecido de Syndra.

A expressão serena no rosto dela puxou ele para mais perto. Impassível, ele a observou fixamente por um tempo. Até que, sem perceber, os seus dedos deslizaram pela pele dela, macia, fria como a seda. E algo no silencio daquele sono envolvente começou a incomodá-lo profundamente. Afinal, como uma exímia feiticeira poderia ser tão vulnerável enquanto dormia?

- Syndra. – a voz dele era suave, mas firme, tentando alcançar algum lugar do subconsciente dela.

De repente, ele ouviu um murmúrio, uma palavra distorcida escapando dos lábios dela.

A atmosfera mudou. As chamas das velas se apagaram. O vento entrou no quarto igual a um furacão, levantando as cortinas, revirando as páginas dos livros e arrastando os vagalumes para fora.

Zed franziu o cenho, pressentindo que as coisas saíam do controle. Instintivamente, ele contraiu os músculos, preparado para reagir a qualquer ameaça que pudesse surgir. No entanto, a situação se tratava de algo mais profundo. O caos no ambiente refletia a luta interna de Syndra. A palavra que ela tinha murmurado, ecoou dentro da cabeça dele, persistente, procurando o seu significado. Uma sensação estranha e desconfortável o envolveu ao descobrir que algo ou alguém pretendia invadir a mente dela enquanto dormia. De qualquer forma, não podia esperar mais, ele precisava intervir.

- Droga! Porque ela não pode simplesmente só descansar!? – resmungou, irritado. – Syndra? – chamou, chacoalhando o corpo desacordado. – Syndra! Syndra, acorda!

A voz alta de Zed fez os olhos de Syndra se abrirem completamente enegrecidos, cegos pelo pesadelo ainda presente em sua mente.

- Fica longe de mim! – Syndra esbravejou.

O poder contido dentro dela se dispersou, jogando brutalmente Zed contra a parede. O impacto irradiou um choque por toda a coluna dele, antes de cair dolorosamente no chão.

Atordoada, Syndra lentamente recobrou a consciência. A expressão em seu rosto se transformou assim que reconheceu Zed. O seu coração contraiu e apertou ao ver ele se levantar do chão, colocando as mãos sobre ferimento no abdômen.

- Ah, não... – ela murmurou incrédula, os olhos arregalados, horrorizada. – Zed! Zed, me desculpa! – implorou. – Eu perdi o controle! E quando eu vi você... – parou, engolindo em seco, incapaz de esconder o seu desespero. – Não era para isso ter acontecido! Eu não sabia! Realmente não sabia que você estava aqui!

As palavras de Syndra saíram carregadas de melancolia. Um fluído preto, denso, igual a escuridão que tomava a sua alma, começou a escorrer de seus olhos, deixando um rastro pelas bochechas, manchando as suas mãos tremulas pressionando o rosto. Completamente inconsolável, o pânico dentro dela se alastrou pelo quarto.

Os alicerces do templo estremeceram. A ilha emitia estrondos, destruída por um terremoto. Uma força sobrenatural, súbita e invisível, levantou no ar os objetos dentro do quarto.

Com os olhos arregalados, Zed pôde sentir na pele o surto emocional de Syndra. A energia que emanava dela era densa, pesada, impedindo cada passo dele em direção a ela. O ar, grosso, sufocante, roubava o seu fôlego, parecendo uma adaga atravessando o seu peito. Agoniado, ele retirou a máscara de ferro em seu rosto, na esperança de se manter consciente. Se apegando aos seus últimos instintos, lutou para ficar em pé ao lado de Syndra, tentando por diversas vezes chamá-la, convencê-la de que estava tudo bem. Só que ela não o ouviu.

- Syndra! – Zed gritou, grave, áspero e sombrio, quase impaciente, segurando firme o rosto de Syndra contra o seu, finalmente estabelecendo uma conexão entre eles. – Syndra, respira! Só respira! – ordenou rígido. – Está tudo bem. Eu vou ficar bem. Agora, por favor, respira.

Apesar de estar aflita, Syndra concordou balançando a cabeça. Ela fechou os olhos, respirando fundo, procurando manter o ritmo constante da sua respiração.

- De novo. Respire mais devagar. Se concentra. – ele orientou, a voz profunda e imponente.

Aos poucos, a tensão em Syndra começou a se dissipar.

Quando os objetos estabilizaram no chão, um súbito alívio tomou conta de Zed. O ar preso em seus pulmões saiu pela boca em um longo arfar. Exausto, ele se curvou, abaixando a cabeça, escondendo o rosto nas raízes do cabelo de Syndra. Seus olhos se fecharam atrás das pálpebras, mergulhando brevemente na escuridão. O seu coração batia devagar, apertado contra o peito. A respiração era curta e pesada. Então, um último suspiro profundo escorregou de seus lábios, soando a sua rendição. E ele caiu sobre Syndra.

Todo o esforço que Syndra fez para se acalmar foi perdido em um instante, no momento em que o sangue quente de Zed escorreu pelo seu pescoço.

- Não! Não! Não! – repetiu, outra vez desesperada. Ela deitou o corpo dele no colchão, tocando o rosto pálido. – Zed! Zed, fala comigo!

O silencio dele foi perturbador.

Os olhos dela abaixaram, passando freneticamente de um lado para o outro, ao mesmo tempo em que as suas mãos tateavam o abdômen em busca do ferimento. Ela tentou, em vão, estancar o sangramento, mas já era tarde demais. O sangue transbordava incontrolável por entre os seus dedos, exalando um cheiro forte, metálico.

- O que foi que eu fiz...

A culpa corria quente pelas suas veias, condenando a sua própria existência, amaldiçoando os seus poderes. Porém, ela não tinha tempo de se lamentar, precisava urgente salvar Zed.

O corpo dele, marcado pela consequência de seu erro, a impulsionou a agir, transformando o remorso em potência. Se dedicou arduamente em controlar as suas emoções, até conseguir extrair da escuridão da sua magia a cor mais dourada, pura e brilhante. Ela estendeu as mãos sobre ele, manipulando minuciosamente o seu poder, revestindo a ferida com uma luz tão forte quanto os raios do sol, regenerando músculo e pele.

- Por favor, me perdoa... Eu sinto muito.

A mesma intensidade que a luz surgiu, também se apagou. No silêncio enervante da noite, o coração de Syndra foi mergulhado em emoções frias e sombrias ao ver a bagunça em seu quarto, percebendo mais uma vez, que tinha sido refém de seus sonhos outrora eternizados.


O amanhecer tingia o céu de tons dourados. Os raios do sol atravessavam a janela, invadindo o quarto onde Zed jazia. O calor suave da luz em seu rosto o fez franzir a testa, abrindo os olhos lentamente, perdido entre o sono e a realidade. Ele esticou a mão em frente aos olhos, mas o brilho do sol continuava forte, irritante. Sonolento, ele virou o rosto para o outro lado, buscando alguma sombra no cabelo de Syndra, que dormia com a cabeça apoiada em cima do seu ombro. A presença dela, tranquila e estável, permitiu que ele se entregasse novamente ao sono.

Após um longo minuto, imerso no silencio, ele recordou o que aconteceu na noite anterior. Seus olhos enfim se abriram por completo e ele se sentou rapidamente colocando as mãos em cima do abdômen, tateando os dedos pelo tecido que encobria os músculos rígidos, procurando alguma ferida em seu corpo. Não encontrou se quer uma cicatriz ou um sinal de dor e desconforto.

- Céus... – murmurou Syndra, despertando, coçando os olhos. – Você já acorda assim agitado?

Zed, ainda tenso, tocou o rosto de Syndra, apertando os dedos levemente nas bochechas dela, virando o rosto de um lado para o outro, observando a pele manchada de preto por baixo dos respingos de sangue.

- O que aconteceu? – ele perguntou, sério, sem desviar a sua atenção dos olhos dela. – O que foi aquilo à noite? Aquela energia... Desde quando você está tão instável?

Syndra desviou o olhar, uma sombra de desconforto passando pelo seu semblante. Ela lentamente afastou a mão dele, e se sentou no colchão.

- Eu não lembro como isso começou. – confessou, perdida em seus pensamentos. – Às vezes, estou sonhando, só que tudo parece tão real. – fez uma breve pausa, antes de voltar a olhar para ele. – Mas, por que você está aqui? Apareceu tão de repente.

Por um instante, Zed hesitou, pensando nas palavras certas. Quando finalmente abriu a boca, a sua voz carregava uma preocupação que não podia esconder.

- Eu só... – arfou, sem acreditar no que estava prestes a dizer. – Eu só tive a sensação de que algo ruim ia acontecer com você.

Syndra mexia nos dedos, inquieta, atormentada pela ideia de que Zed, de tão longe, poderia sentir a instabilidade do seu poder.

- Você não precisa se sentir responsável pelo que aconteceu. – Zed percebeu a inquietação nos olhos de Syndra, e seus dedos, quase por impulso, afastaram os fios de cabelo caindo em frente ao rosto dela. – Eu sabia do risco. E faria tudo de novo, sem hesitar.

As palavras dele aliviaram um pouco o peso em volta do coração dela. Um sentimento reconfortante surgiu ao saber que alguém estava a observando tão cuidadosamente.

Assim que ele levantou, ela se recostou, puxando a coberta, buscando se esconder da realidade, ou talvez, do silencio que restaria depois que ele fosse embora.

- Você ainda vai dormir? – estranhou, Zed.

- Sim. Foi você quem me acordou, lembra? – Syndra se virou para o outro lado, bocejando. – Agora, eu preciso de mais cinco minutos...

- Vai mesmo dormir no meio de todo esse sangue?

- Shhh... – soprou, gesticulando a mão, de modo que ele a deixasse em paz.

Por um momento, Zed considerou voltar para a Ordem das Sombras, mas o seu corpo já não o obedecia direito. Com receio que o incidente pudesse acontecer novamente, decidiu ficar até Syndra acordar. De alguma forma, ela já havia ocupado uma parte da sua atenção, um espaço que ele não sabia mais como preencher.

Zed encostou na parede, cruzando os braços. Ficou ali, parado, como uma sombra, esperando pacientemente. O silencio profundo aos poucos fez os seus olhos se fecharem. Quando ele voltou a abrir os olhos, Syndra não estava mais no quarto. Ele se moveu, confuso, olhando ao redor, tentando entender para onde ela foi. Até que ouviu um ruído vindo do corredor.

Com um suspiro baixo, Zed pressionou o canto interno dos olhos. Ele se sentia lento, a mente vagando por lugares distantes, querendo arrastá-lo de volta para o sono. Aquilo tornou a necessidade de despertar completamente algo mais urgente. Sem pensar muito, ele seguiu pelo corredor, desceu as escadas para o andar debaixo e entrou no banheiro mais próximo.

As mãos dele afrouxaram as cordas em volta do quadril, deixando a calça mais folgada. Em seguida, ele puxou por cima da cabeça a camisa preta grudada em seu corpo, a jogando no chão junto com as botas pesadas e o restante da roupa. Seus pés se arrastaram pelo piso de madeira, se aproximando da imensa banheira rodeada por pedras e velas. Ele mergulhou o corpo na água quente, se acomodando em um canto, apoiando os braços nas pedras. A tensão em seus músculos se esvaiu. Enquanto observava distraído o vapor se espalhando no ar, de repente, uma sombra se formou do outro lado da banheira. Desconfiado, ele forçou os olhos, tentando enxergar através da fumaça.

- Syndra!? O que você está fazendo aqui? – ele exclamou surpreso, após vê-la com o corpo submerso.

- Engraçado, eu ia te fazer a mesma pergunta. – a voz dela saiu com um leve tom de escárnio. – Eu desci porque você estava lá em cima.

- Ah, droga! – praguejou, frustrado. – E eu vim para cá porque pensei que você ainda estivesse lá.

- Está tudo bem. Fique, se quiser. – disse indiferente, quase entediada. – Eu vou sair.

Syndra se levantou, deixando os longos fios brancos de seu cabelo caírem pesado em frente aos seios, junto com a água escorrendo pelas curvas do esbelto corpo encoberto do quadril para baixo.

Rapidamente, Zed desviou o olhar. Seu rosto inexpressivo e pálido, agora tinha as bochechas levemente avermelhadas, desconfortável com o seu coração palpitando rápido contra o peito.

- Desgraçada... – sibilou por entre os dentes, aborrecido.

O insulto fez Syndra soltar uma risada baixa e sonora, se divertindo por deixar alguém tão frio e cruel como Zed se sentir constrangido.

- O que foi? Por que está tão nervoso? – ela perguntou passando por ele, o provocando. – Não me diga que é a primeira vez que vê o corpo de uma mulher? Ou é o meu corpo que não está do seu agrado?

- Isso é impossível. – a resposta saiu rápido, em um murmúrio áspero. No segundo seguinte, ele se arrependeu das suas palavras. – Mas que merda eu estou falando... – pensou, passando a mão no rosto, irritado consigo mesmo.

Zed respirou fundo, aos poucos diminuindo a sua frequência cardíaca, tomando o controle das suas emoções. No entanto, o som dos passos de Syndra se aproximando novamente o interrompeu. Ela se agachou ao seu lado, segurando a toalha enrolada no corpo.

- Você não tem noção do que é limite, não é, garota?

- O que... exatamente significa isso?

Syndra perguntou inclinando ligeiramente a cabeça, observando curiosa as marcas negras espalhadas por cima das cicatrizes na pele molhada de Zed.

- As marcas? São um lembrete, do preço que se paga pela ascensão. – ele explicou, e permaneceu em silencio por um tempo, ponderando o quanto deveria revelar. – Cada uma delas apareceu quando dominei um novo aspecto da técnica das sombras. É uma técnica poderosa, letal em combate. Mas perigosa. As sombras consomem aqueles que não tem disciplina para controlá-las.

Foi a primeira vez que Syndra tinha visto aquelas marcas no corpo de Zed. Não possuía um padrão, ou se quer formava uma palavra. Eram tatuagens mórbidas, percorrendo as costas, os ombros, os braços, descendo do peito até o quadril. Cada linha agressiva parecia ter um propósito sombrio e cruel.

- Você pode matar a sua curiosidade. – Zed comunicou.

- Eu posso?!

Zed deixou escapar um sorriso com a animação repentina de Syndra. Ela parecia estar tão intrigada em desvendar o significado por trás das marcas, que ele não conseguiria impedi-la mesmo se quisesse.

- Eu não vou transferir as marcas para você. Não se preocupe com isso. Vá em frente.

Embora hesitante, Syndra estendeu o braço, deslizando os dedos pelas marcas nas elevações dos ombros largos. Um brilho obscuro surgiu abaixo da sua mão e preencheu os seus olhos, manifestando a sua magia, absorvendo a energia contida nas marcas. Vozes começaram a sussurrar em seu ouvido fragmentos de dor, raiva e sacríficos. Involuntariamente, ela foi arrastada para as profundezas da alma de Zed. As memórias dele se infiltraram em sua mente, tomando o controle da sua consciência. E uma sensação avassaladora, uma onda de fúria imensurável roubou o seu folego, a obrigando a recuar imediatamente.

- Algum problema? – ele perguntou, estranhando a alteração no ritmo da respiração dela. – Você se sentiu desconfortável?

- Não. – mentiu rápido. – Só estava distraída. – atordoada, ela piscou os olhos, excessivamente, tentando afastar as memórias da sua mente. – Eu vou preparar um chá.

Syndra se afastou, caminhando em direção a porta.


Mais tarde, naquela manhã, o aroma de algo delicioso pairava no ar, convidando Zed a se aproximar da cozinha, encontrando Syndra usando os poderes para manipular alguns utensílios a prepararem o café da manhã. O movimento das porcelanas dançando no ar era fascinante, mas Zed sabia que Syndra gostava de exibir os poderes.

- Devo me preocupar por você não saber esquentar uma água sem estalar os dedos? – a voz dele saiu carregada de ironia.

- Ha! Muito engraçado. – ela disse com um tom leve de zombaria. – Que sentido tem ter poderes se não posso usá-los?

- Impressionante. – comentou, impassível, erguendo as sobrancelhas e cruzando os braços. – Você é mais mimada do que eu imaginei.

Syndra revirou os olhos, ignorando o humor ácido de Zed. Não podia deixar ele atingir o seu ego tão facilmente, porque ele adorava provocá-la. Por tanto, calmamente, ela se sentou na cadeira e esperou o bule despejar o chá nas xícaras sobre a mesa arrumada com pratos cheios de frutas, pães e bolos.

- Então, – prosseguiu, fazendo a xícara voar suavemente para as mãos dele. – o que vai fazer agora?

- Tenho que voltar para a Ordem das Sombras. Preciso resolver alguns problemas.

Zed levou a xícara até os lábios e, desconfiado, tomou um gole do chá, deixando transparecer em seu rosto o quanto estava impressionado com o sabor amargo, levemente cítrico, exatamente como ele gostava.

- É chá preto, com casca de laranja, bergamota e limão. Não é tão ruim, não é? – Syndra sorriu, apoiando o queixo na mão, seus olhos brilhando de satisfação.

- Talvez... Só porque você usou magia para preparar isso. – disse Zed, seco, tomando mais um gole do chá, escondendo o sorriso sutil que se formava no canto dos lábios.

O silencio que se formou carregava o peso dos pensamentos que Zed evitava.

- Você vai ficar bem aqui sozinha?

- Eu sempre estive sozinha. – a resposta veio rápida, seguida de um breve levantar de ombros. – Isso não é um problema.

Algo naquela resposta deixou Zed aliviado, ou talvez contente, por descobrir que Syndra entendia da mesma forma que ele, a tranquilidade da solidão.

- Se precisar de ajuda, – ele se aproximou, colocando a xícara vazia na mesa. – você sabe onde me encontrar.

Zed olhou para Syndra por um breve momento, a intensidade dos seus olhos âmbar capturando a atenção dos olhos prateados dela, antes de vê-la responder inclinando a cabeça cordialmente.

- Até mais, Mestre das Sombras.

Notas finais
Minha primeira fic de LOL, espero que tenham gostado. =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!