Pesadelo

1 Capítulo 1


Três amigas se encontravam num parque. Estavam se despedindo de certa forma. Este fora seu último ano juntas agora uma iria para a Europa, outra para os Estados Unidos e a última ficaria na mesma cidade. Prometeram que esse seria o melhor ano de toda a sua vida juntas. E que no final, iriam passar o dia inteiro juntas, e é o que estavam fazendo exatamente agora.

Passaram uma parte da tarde no parque, depois foram a um museu de artes e por ultimo ao Shopping. Na saída deste as três se abraçaram e se despediram. Nenhuma queria ir na partida da outra para o afastamento não ficar ainda mais triste.

Serena, a que ficaria na cidade, voltou para casa triste, ela e suas amigas passaram a vida juntas, cresceram juntas e nunca jamais se separaram. E agora com o final do ensino médio cada uma toma um rumo diferente. Isso era muito triste. Serena quando chegou em casa se sentou no sofá e ligou a TV estavam passando um filme um tanto antigo de terror, nem se importou muito de saber o nome.

Ela estava quase dormindo quando ouve um estranho som de correntes se arrastando vindo do andar de cima. Por curiosidade ela foi ver o que era. Não encontrou nada. Decidiu que deveria ser o sono e então voltou para o andar de baixo. Quando estava se sentando no sofá, ela ouve novamente o mesmo som. Mais uma vez subiu para o andar de cima. Andou por todo o corredor até o final. Quando passou por uma das portas esta se abriu. Assustada deixou escapar um grito, mas vendo que era só a porta e pensando de uma forma lógica podia ter sido apenas o vento.

Segura de que fora o vento, ela entrou no quarto. Assim que ela passou por aquele misterioso portal retangular a porta se fechou com força atrás dela. Alarmada tentou abri-la instintivamente, sem sucesso. Girou de frente para o quarto, era o quarto de visitas, tinha uma cama um armário e o criado mudo. “O que esta acontecendo aqui?” perguntava-se Serena. Ela olhou mais atentamente para a direção da cama, pensou ter visto a forma de um corpo sobre ela, mas agora não via nada, apenas a cama. Se aproximou dela e puxou os lençóis. Levou tal susto que caiu para trás, não conseguiu gritar e começou a suar frio. Algo não estava certo, algo com certeza não estava certo. Sobre a cama se estendia o corpo de uma de suas amigas com o coração arrancado. Serena se desesperou e voltou a tentar abrir a porta. Não chegou ate a lá... do lado dela, sua outra amiga pendia do teto, enforcada. Começou a gritar fechou os olhos com força e ficou muito tempo assim, sentada em um canto no chão chorando e gritando. Quando decidiu encarar tudo isso e abriu os olhos se viu no nada. Tudo escuro e ela, o nada. Tentou ficar de pé e piscou várias vezes os olhos. Depois de umas dez, vinte vezes piscando os olhos pensou ver uma claridade. Foi ate ela. Mas quando chegou perto. Ela desapareceu. Estava novamente no escuro. De repente milhões de cores começaram a girar rapidamente em volta dela, começaram a se fechar a sua volta e ela começou a se sentir tonta. Veio então a sensação de estar caindo em um poço sem fim. Ela queria gritar mas não conseguia. Queria falar mas não conseguia, o ar começava a faltar-lhe também. E ela começou a ficar desesperada por tantas cores.

Serena então abriu os olhos sobressaltada, estava na sua casa, no seu sofá, vendo televisão. E o telefone tocando. Com medo ainda mas mais controlada antecedeu ao telefone, era da agencia de viagens da sua amiga, informavam que o vôo dela havia caído em algum lugar do oceano atlântico.

Não podendo acreditar desligou o telefone. Se sentou no sofá, estava incrédula. E, mais uma vez, ouviu o arrastar de correntes no andar de cima. Olhou na direção da escada mas desta vez não se mexeu, ficou apenas olhando lá para cima.

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