O banquete interdimensional de mochis deixou todo mundo de bom humor (e com um pico de açúcar considerável). Rapunzel estava finalmente relaxada, Flynn estava mais acordado do que deveria, e eu... bom, eu estava apenas aproveitando o momento raro de paz.

​Foi então que a pergunta inevitável surgiu.

​— Satoru — começou Rapunzel, limpando os farelos de arroz do vestido. — Nós precisamos decidir. Se for um menino... ou uma menina... como vamos chamá-lo? Não podemos chamá-lo apenas de pequeno raio de sol para sempre.

​Eu me recostei na poltrona real, cruzando as pernas.

— Bom, no meu clã, temos tradições. Nomes que soam fortes, como Satoru. Mas, considerando que ele vai crescer em Corona, talvez algo que combine os dois mundos?

​Flynn, que estava terminando o seu terceiro mochi de chocolate, deu um salto.

— Ah! Finalmente uma área onde eu sou especialista! Nomes! Eu sou o cara que inventou Flynn Rider, lembram? O nome mais galã de toda a história criminal!

​— Exatamente por isso que estou preocupado — murmurei, mas dei um sorriso desafiador. — Vá em frente, Rider. Surpreenda-nos.

​Flynn limpou a garganta, assumindo uma postura dramática.

— Certo. Se for um menino, ele precisa de algo que imponha respeito nas tavernas e nos bailes. Que tal... Lance Trovoada? Ou melhor... Maximus Júnior?

​Rapunzel soltou uma risadinha. — José, não vamos dar ao nosso filho o nome do cavalo.

​— Tudo bem, tudo bem. — Flynn não se deu por vencido. — Se for menina, tem que ser algo com classe. Algo como... Adaga Esmeralda? Ou Frigideira de Ouro? Imagina a moral dela quando entrar num duelo!

​— Frigideira? — Eu ri alto, jogando a cabeça para trás. — Flynn, você está tentando dar um nome de utensílio de cozinha para a minha filha? Se ela nascer com a minha técnica, ela vai explodir a sua capa só de ouvir isso.

​— Vocês não têm visão artística! — Flynn bufou, fingindo ofensa. — Ok, Gojo, sua vez. O que o Gênio do Infinito sugere? Algo como Satoru Segundo?

​Olhei para Rapunzel. Seus olhos verdes brilhavam sob a luz das velas, e o brilho dourado da sua aura estava mais suave, protetor.

​— Estive pensando — comecei, o tom de voz ficando mais sério e doce. — Se for uma menina, eu gostaria de Hikari. Significa Luz no meu mundo. É uma homenagem à mãe dela, que é o sol deste reino.

​Rapunzel sorriu, emocionada, e pegou a minha mão. — Hikari... é lindo, Satoru.

​— E se for um menino? — Flynn perguntou, agora realmente interessado.

​— Se for um menino — olhei para o Flynn com um brilho travesso nos olhos — eu pensei em Megumi.

​Flynn franziu a testa. — Megumi? Soa... delicado. O que significa?

​— Significa Bênção — respondi. — Mas também é o nome de um antigo aluno meu que tinha um talento incrível para invocar animais e... bom, tinha um cabelo quase tão esquisito quanto o seu quando você acorda.

​Flynn deu de ombros. — Bênção é aceitável. Mas ainda acho que Capitão Chute-na-Canela seria um nome de impacto.

​— Graças aos céus que eu sou o pai e não você, Rider — brinquei, levantando-me e beijando a testa da Rapunzel.

​— Hikari ou Megumi — Rapunzel repetiu, saboreando as palavras. — Eles carregam um pedaço do seu lar, Satoru. Eu adoro. Mas... — ela sorriu para o Flynn — se for um menino, talvez possamos usar José como segundo nome. Para ele ter um pouco do charme do tio.

​Flynn quase engasgou com a própria saliva. Ele tentou manter a pose de durão, mas vi os olhos dele brilharem.

— Sério? Megumi José? Bom... tem um certo toque de... eu vou roubar o seu coração e depois te dar uma aula de esgrima. Eu aceito!

​Ficamos ali, planejando o futuro de uma criança que nem havia nascido, mas que já era a coisa mais poderosa daquele castelo. O Infinito de Gojo e o Sol de Rapunzel estavam prestes a criar algo novo. E, com certeza, o Flynn estaria lá para garantir que a criança soubesse fazer o biquinho perfeito antes mesmo de aprender a andar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.