Perversão

19 Capítulo 19


Ruivo aparece. Põe-se entre minhas pernas. Mete a língua no buraquinho. Mordisca os lábios carnudos. Chupa o clitóris. Enfia o dedo na xaninha. Fico meladinha. Levanta. Penetra seu membro lentamente.

"Porra! Como está quentinha."

Continuo chupando meu amante preferido. Robb soca forte. Daario goza na minha boca. O leitinho quente escorre pelo canto dos lábios. Queixo. Pescoço. A outra parte eu engulo. Posição de quatro. Mama meu peitinho. Ruivo estoca com vontade. Gemo. Liberto o êxtase. Robb enfia o dedo no meu ânus. Daario agarrado nas minhas tetas. Chego ao clímax novamente.

Emaranhado de gente nua. No céu desponta um helicóptero. Salva vidas. Escutamos gritos de urras. Ruivo escreve S.O.S. na areia. Daario me cobre. Evita a exposição. Logo desaparecem.

Festa rolando. Solzão maravilhoso. Bom curtir na praia. Sem preocupações. Churrasco. Bebida. Sexo sem compromisso. Puro prazer.

Música. Tyrion me convida pra dançar. Animação. Poderia viver assim pra sempre.

Afagos. Beijos carinhosos. Ele gosta de me mimar. Sempre foi o amor da minha vida. Encaro-o. Sensação nostálgica. Tivemos nossos altos e baixos. Nos separamos. Nos reencontramos. Agora dividimos uma vida obscura. Aquém da sociedade. Encontro meu conforto em seu peito. Sinto a batida do seu coração. Sei que sente o mesmo por mim. Colocaria um fim nesta vida depravada só para tê-lo para sempre. Apenas ele e eu.

Loras me acorda do devaneio. Interrompe a dança. Substitui meu parceiro. Um cara legal. Ruim de cama. Sugere uma transa selvagem. Concordo. Exijo a presença do Tyrion.

A campainha toca. Dois salva vidas.

"Algum problema por aqui?"

"Não, está tudo sob controle." argumenta Brienne

Tommen se aproxima.

"Pois não, o que desejam?"

"Escreveram S.O.S. na areia e resolvemos checar."

Robb cai na gargalhada.

"Então vocês estavam no helicóptero que sobrevoava quando escrevi. Estão atrasados."

"Sim." responde o outro "Podemos entrar? Gostamos do que vimos."

"Depende. Em geral, não permitimos pessoas não indicadas a participar. No entanto, como pretendemos organizar outros eventos nessa casa, seria bom nos entendermos. Via de mão dupla. E que fique entre nós."

"Claro. Podem confiar."

"Ótimo." assume Tommen "Entrem. Sintam-se a vontade. Preferência sexual?"

"Heterossexual." respondem em uníssono

"Ouviram, meninas. Nossos amigos são héteros." berra Ruivo e retorna a eles. "Não se assustem. Aqui há relações de todos os tipos. Pedimos que respeitem e não divulguem nada nem ninguém. Regra crucial do grupo. Não queremos nossa intimidade exposta."

"Meu nome é Tommen. Sirvam-se. Entrosem-se."

"Obrigado!" agradece o mais alto

Doreah cola no mulato. Oferece-lhe uma garrafa de cerveja. Ele sorri. Topless. Conforta-o na cadeira. Senta no colo. Lap dance. Tenta tocá-la. Morde a mão dele. A expressão do homem se retesa. Sussurra-lhe ao ouvido. Parece satisfeito com o que seja lá o que ela tenha dito. Continua sua performance. Ele rosna de excitação.

Loras me conduz ao andar superior. Tyrion segue com Brienne logo atrás.

Algemam-nos à cabeceira. Brienne e eu deitadas lado a lado. Loras enfia a piroca na minha boca. Ordena que eu chupe. Sugo como posso. Tenta fodê-la. Reclamo. Recompõe-se.

Tyrion chupa Brienne. Ela murmura em aprovação.

Loras se lança sobre mim. Penetra. Seca. Machuca. Reclamo. Estoca novamente. Irrito-me. Exijo que me liberte. Hesita em me soltar. Raiva. Tyrion me acode. Distrai Loras. Brienne destrava a algema. Fujo.

Cato minhas roupas. Chave do carro do meu namorado.

Dirijo por horas. Voltas na cidade. Paro numa lanchonete. Pensamentos. Reflexões. Em fração de segundo, o mundo desmorona. Sessenta dias sem menstruar. Nego a princípio. Depois de Ramsay eu jurava...

Médicos não avaliam indivíduos. Apenas casais, comprovadamente unidos e tentando engravidar por, no mínimo, um ano. Meu ex-marido nunca quis encarar os testes. Portanto, eu não obtive conclusão alguma sobre o fato. Conformei-me com a gravidez da filha do pastor. Acreditei que eu era o problema.

Corri até a farmácia mais próxima. Retornei à lanchonete. Ansiedade. Nervosismo. Resultado positivo. Impossível. Será? Tontura. Náuseas. Surto. Tento me recompor. Resolvo voltar para o meu cantinho. Antes, notifico Tyrion.

Pede pra eu esperá-lo. Diz que voltará comigo. No momento necessito ficar sozinha. Suplico que arrume carona. Que curta o que sobrou do final de semana. Retruca que não conseguirá por não estarmos juntos. Emociono-me. Firmo que me procure na segunda-feira.

Compro um teste por drogaria que encontro pelo caminho. Preciso ter certeza absoluta. Chego em casa. Conto doze. Organizo-os cronologicamente. Sigo a ordem de compra a cada duas horas. Três constatam negativos.

A identidade do pai me assusta, por não saber exatamente. As duas maiores probabilidades são Tyrion e Gendry. Os únicos com quem transei sem camisinha. Cuja finalidade era prevenir DST. Há muito havia desconsiderado gravidez indesejável. Poderia pensar em um acidente despercebido com os demais.

Domingo em casa. Visito meus pais à noite. Confesso a minha mãe a possibilidade dela ser avó. Irradia-se. Peço segredo. Questiona se contei ao meu namorado. Lê a dúvida em meus olhos. Minto que creio ser de outro homem. Invento um breve relacionamento durante um curto período de afastamento. Compreende. Aconselha-me a ir ao obstetra.

"Se possível, amanhã." orienta-me "Não conta nada aos dois rapazes até ter plena certeza. Pela ultrassonografia o médico consegue determinar as semanas de gestação. Com base nessa informação, você poderá concluir quem é o pai. Se ainda tiver dúvidas, conte aos dois. Quando a criança nascer, faz-se o teste de DNA. Aquele que se importar com você, ficará independente do resultado. Se ambos não quiserem assumir, não se desespere. Você é capaz de cuidar do seu bebê sozinha. Em quaisquer dos casos, vovó ficará satisfeita em ajudar."

Alívio. Conforto de mãe é o melhor que existe. Os pensamentos ordenam-se a cada palavra. Ela tem razão. Sou capaz de cuidar do meu filho sozinha. Não implorarei por reconhecimento. Se assim não desejarem.

Segunda-feira. Aula. Agendo a consulta. Sigo a rotina. Tyrion aparece. Peço desculpas por tê-lo deixado. Lamenta por não ter vindo atrás de mim.

"Não irei participar do grupo por um tempo."

"Por causa do Loras?"

"Não. Na verdade, estou cansada. Já me diverti o suficiente. Foi bom. Mas não é algo que desejo para o resto da minha vida."

"Respeitarei a sua escolha."

"E eu a sua. Não quero que minha decisão o influência. Não lhe impediria ou terminarei o relacionamento se preferir continuar com seu estilo de vida."

Silêncio. Quebra-o ao pedir para dormir comigo. Relaxo. Gendry virá na quarta.

O médico escuta os batimentos cardíacos do bebê. Requere exames de rotina de pré-Natal. Vitaminas. Dieta balanceada.

Gendry se resplandece com meus fins de semana livres. Revezo entre ele e Tyrion. O segundo diminui a frequência nas reuniões. Ainda participa.

Os primeiros resultados estão perfeitos, de acordo com o médico. Calcula 12 semanas. Nas minhas contas, seriam 14. Ainda é cedo pra saber o sexo. Explico-lhe minha situação quanto a paternidade.

"Continua se relacionando com os dois principais suspeitos?" graceja

"Sim, no momento, só com eles."

"Você não conseguirá esconder por muito tempo. Sua sorte é que homens são distraídos. A barriga está pontudinha. Não o suficiente para notarem."

"Pretendo esclarecer essa situação o mais breve possível."

"Se não quiser esperar até o nascimento, posso fazer o exame de DNA na gravidez."

"Ótimo, doutor. Conversarei com eles. E pensarei na sua proposta."

Minha maior preocupação é com Gendry. Apenas 20 anos. Assunto delicado para alguém tão jovem. Iniciando a vida. Explicar a ele essa situação deveria acontecer com certeza absoluta.

Tyrion, por outro lado, é vivido. Construiu carteira. Aventurou-se. Merece um chacoalhão para acordar. Além de não poder reclamar da situação. Será o primeiro para quem irei contar a novidade. Inclusive, a dúvida.

Susto. Primeira reação. Como um homem não consegue prever essa possibilidade ao transar sem camisinha com uma mulher? Ao menos eu acreditava ser estéril. Nunca contei-lhe essa informação. Um motivo seria torná-la real. Doía demais para eu remexer. Agora, me sinto leve. Realizada em saber que gero uma criança. Após anos de tristeza contida.

"Estou tentando colocar os pensamentos em ordem. Grávida? Tem certeza?"

"Sim." mostro-lhe a imagem

"Não estou vendo nada aqui." diz com pesar

Indico-lhe o laudo do exame.

"Preciso lhe comunicar a segunda parte..."

"Como assim?"

"Tínhamos acordado um relacionamento aberto. Então, eu saio com uma pessoa. Fixa. Pode ser dele também. As maiores chances recaem sobre um de vocês dois. Um acidente com demais aventuras não pode ser descartado. Porém, a prioridade de teste de DNA é de vocês."

Pronto. Enxurrada de informações. Alívio pra mim. Ele, no entanto, apoia a cabeça em ambas as mãos. Grita silenciosamente. Percebo pelo olhar. Choque.

Conduzo-o ao meu quarto. Deito-o na cama. Vou à cozinha. Preparo chá de camomila. Forço-o a tomar. Recolhe-se em posição fetal. Irônico. Homens são criaturas frágeis que fingem ser fortes. Mulheres são criaturas fortes que fingem ser frágeis. Deixo-o só. Assisto TV.

Uma hora depois. Finalmente uma reação máscula. Própria de um homem prestes a se tornar capitão.

"Qual é o próximo passo?"

"Esperar nascer ou realizar o teste durante a gestação. Meu médico disse que faz. Se preferirmos... Adianto que é caro."

"E o outro possível pai?"

"O que tem ele?"

"Sabe da sua gravidez? Sobre nós? Sua vida paralela?"

"Não. Sim. E tem grandes suspeitas."

"Por que não contou a ele primeiro?"

"Achei que com a nossa história você lidaria melhor com a situação..."

"E qual a opinião dele sobre o que você faz?"

"Ele entrou na minha vida ciente de não ser exclusivo. Sabe que saio com outros homens. Não tem noção do que NÓS fazemos. Tentou incansáveis vezes tornar-se único. Se não fosse o amor que sinto por você, provavelmente teria aceitado."

"Mas...?"

"Mas o que?"

"Você sente o mesmo por ele? Por isso seguiu nessa relação..."

"Confesso que me apaixonei por ele. Apesar de tudo, ele me respeita. Me admira. E quer me incluir na vida dele."

"Ainda assim, você contou primeiro pra mim..."

"Já lhe expliquei o porquê."

"Sim. E a conclusão que cheguei é que você ou o considera imaturo ou deseja que o filho seja meu."

"A verdade é que não quero estragar a vida dele."