Perversão

11 Capítulo 11


Silêncio total.

"Aceita uma limonada?"

"Claro. Obrigada!"

"Com muito ou pouco açúcar?" gritou da cozinha

"Com muito... Só um instante que irei lhe ajudar."

Levantei. Segui para a cozinha. Nos esbarramos no corredor. Molhou minha blusa e o chão. Desculpou-se. Sorri.

"Não foi culpa sua."

Voltamos para a cozinha. Catou um pano de prato. Estava nervoso. Fez como se fosse secar. Deu-se conta de onde havia derramado. Sem-graça.

"Melhor você fazer isso." sorriso inibido

Indicou-me o pano. Toque das mãos. Os olhares se cruzaram. Encostou os lábios nos meus. Beijo terno. Desculpou-se novamente. Puxei ele pra perto. Tasquei-lhe um beijo intenso.

Agarrou-me. Explorou meu corpo com as mãos. Senti a protuberância na calça. Afastei-me.

"Sei de um jeito de secar minhas roupas mais rápido."

Despi-me da blusa e da calça jeans. Coloquei-as na cadeira. Retirei a camisinha do bolso. Deixei-a sobre a mesa. Abraçou-me por trás. Esfregou-se. Apalpou meus seios. Beijou meu pescoço. Meteu o dedo no meu buraquinho. Indiquei-lhe meu grelinho. Como é bom a mão forte e quente de um homem. Rebolei no membro duro.

Carregou-me ao balcão de mármore. Tirou minha calcinha. Cheirou-a. Sexy! Desnudou-se. Agachou. Saboreou minha xaninha. Delícia! Penetrou-me com pênis potente. Sugou meus peitinhos. Meu corpo emanava prazer. Forte e bonito. Por baixo das roupas sérias, músculos definidos. Atingimos o auge da sensação. Não havia espaço para desculpas.

Voltamos para a sala. Recostamo-nos no sofá. O silêncio imperou. Carinhos afetuosos. Queria mais. Ramsay preferiu continuar com a correção das provas.

Perguntou-me quando eu poderia retornar.

"Quando você precisar."

"Pode vir amanhã?"

"Que horas?"

"À tarde, tenho aulas em duas turmas pela manhã."

"Alayne dá aula para o turno da tarde amanhã. Aliás, amanhã é o dia inteiro praticamente."

"Quais dias você tem livre?"

"Além do final de semana, segunda-feira à tarde; terça, pela manhã; quartas e sextas estou de folga. Sendo que às sextas ela costuma pedir meu auxílio no horário da manhã. Já marcamos correção de provas para esta semana."

"Ok, então venha no sábado à tarde."

"Tudo bem, até sábado então."

Seco. Gostoso. Carinhoso. Desejava que sábado chegasse logo.

As provas da faculdade estavam complicadas. Os professores queriam que discursássemos sobre o tema. Ainda bem que com as dicas de Ramsay e Alayne, eu estava conseguindo me sair razoavelmente bem.

Meu grupo da faculdade permaneceu o mesmo. Theon e eu preservamos a amizade. Sabia que ele estava "pegando geral". Não me abalava. Torcia para que ele encontrasse alguém que o amasse. Que o fizesse feliz. Às vezes acreditava que todas aquelas garotas com quem saía era só para me provocar. Fazia questão de comentar. Por várias vezes me convidou para um "lance" casual. Eu já estava com outra pessoa.

Enfim, sábado. Transbordava felicidade. Nunca havia me pedido para ajudá-lo no fim-de-semana. Dizia que era sagrado para descanso, devoção e lazer. Como eu era evangélico e estava afastado.

Recebeu-me com um beijo calientíssimo.

"Então, o que temos pra hoje?"

"Quero beijar muito você e levá-la as nuvens."

"Tentador! Faremos antes ou depois do trabalho?"

"Trabalho? Que trabalho?"

"Não foi por isso que pediu pra eu vir aqui hoje..."

"Claro que não. Você sabe que sábado e domingo pra mim não são dias de trabalho. Hoje eu quero ficar com você."

Recostou-me contra a porta. Não permitiu que eu proferisse uma palavra. Avassalador! Beijava-me com intensidade. Descia pelo meu pescoço. Percorria meu colo. Apreciava meus lábios. Agarrado aos meus seios. Ergueu-me. Lacei as pernas na cintura. Levou-me ao sofá.

Arrancou minha blusa. Mamou meus peitinhos.. Pressionava sua dureza na minha pelve. Que tesão!

Botou o músculo rústico para fora da bermuda. Pediu que eu chupasse. Comecei com as bolas. Punhetando o pau grosso. Passei a língua pelo torso. Beijei a cabecinha. Envolvi-a com a língua molhada e quente. Enfiei a vara na boca. Suguei-a como se fosse mamadeira. Massageava. Acariciava. Gemia. Pedia para eu chupar mais rápido. Mais forte. Atendi aos seus desejos.

De repente, ele me virou de costas. Meteu com vontade. Eu urrava de prazer. Alto. Não conseguia me conter. Preocupava-me com os vizinhos.

Desvirou-me. Pôs-me sentada no robusto. Rebolei com tesão. Apanhou meu peitinho com a boca. Mamou gostoso. Uma loucura! Clímax total. Inúmeras vezes.

Por fim, Ramsay liberou o êxtase. Jogou-se no sofá. Todo suado e satisfeito. Admirei-o por um tempo. Segui para o banho. Sequei-me na toalha dele. Já havíamos ultrapassado o limite da intimidade.

Na sala, disse-me que havia pedido uma pizza. Perguntou se eu queria assistir a um filme. Pediu-me que continuasse nua enquanto ele tomava uma ducha.

Deitei-me. Pensava no que acontecia. Sentia-me satisfeita sexualmente. No entanto, era certinha demais para aceitar apenas um "rolo".

Assistimos ao filme esperando pela pizza. Sabia meu sabor favorito por já termos pedido outras vezes.

Um pouco antes de ir embora, questionei como se estivesse brincando, quando me levaria para "sair".

"Amanhã está bom pra você?"

"Claro, está ótimo. Me busca em casa?"

"Tudo bem. Pode ser às 16h. Vamos ao cinema, comemos algo e você pode dormir aqui."

Como soava indiferente.

Teria que inventar uma boa desculpa para os meus pais. Precisaria da colaboração da Arya.

Combinamos que no colégio ninguém saberia de nós. Evitar constrangimentos e privilégios.

Aos poucos foi ficando sério. A indiferença esvaiu-se. Ciúme e devoção tomaram o lugar. Babava por mim. E tinha ciúme mortal do Theon.

Resolvemos morar juntos contra a vontade de meu pai.

Concluí a faculdade. Passei a lecionar as turmas que pertenciam ao professor safado. Mudou-se para outro estado para ganhar melhor.

Engajei no Mestrado em História Cultural e Social do Brasil.

Theon ficou muito chateado por eu não estar mais disponível. Perdemos contato após o término da graduação.

Voltei a frequentar a igreja e com o tempo Ramsay começou a me acompanhar. Então ele resolveu oficializar nossa união. Aceitei. Uma bela cerimônia num ensolarado domingo de setembro.

Passamos a nos dedicar às obras. Nossa relação se fortalecendo.

Matriculei-me na hidroginástica na academia perto de casa. Às terças eu ia direto da escola. Conheci Gendry. Um gatinho. Fazia natação no horário anterior.

Fui aprovada no concurso para professores do Pedro II.

Resolvemos tentar um filho. Foi a nossa ruína. Depois de um ano, não tínhamos conseguido. Ele não queria procurar um médico, fazer exames e buscar respostas. Passou a me culpar por não ter capacidade de engravidar. Contou que haviam profetizado uma criança em seus braços. Eu não era a mulher ao seu lado.