Fechei os olhos por alguns segundos, até chegar na plataforma.

Quando abri, lá estava eu, sempre do mesmo jeito, esperando o jogo começar. Era tempo de me desligar do presente.

Caí na base, comprei meus itens e comece a andar em direção a um dos caminhos possíveis – o meu era sempre o da rota inferior, por causa da posição que eu jogava. Eu era atiradora e minha função era ter mais dano e carregar o time pra vitória.

Não importa quantos anos se passavam, eu continuava querendo mais. Queria subir e ser a melhor de todas. O gosto pelas palavras de apreço e o coro quando eu jogava bem me motivavam a cada dia...

Menos ultimamente.

Ultimamente a vida real tinha me consumido tanto que eu não conseguia jogar direito. Ou pelo menos não conseguia jogar como antes.

— O que tá acontecendo com você, Madu? – um dos meus companheiros de time me perguntara outro dia, durante uma partida que estávamos perdendo.

Eu realmente não sabia, mas simplesmente continuava jogando, porque pelo menos desse jeito, não dava pra pensar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.