Perspectiva

1 Capítulo Único - Agradecimentos e Desculpas


Notas iniciais
O título não tem muita noção porque eu sou péssima em nomes. Boa leitura o/

"A Fairy Tail voltou".

Nada conseguiria demonstrar o que ele sentiu ao escutar essas palavras. Ficou surpreso, espantado, assustado. Mas ao mesmo tempo estava feliz, contente, aliviado. Era como se fosse o que ele mais quisesse, mas não esperasse que realmente acontecesse.

E não era ilusão, sentado em um lugar qualquer na arquibancada dos Grandes Jogos de Magia ele viu com seus próprios olhos alguns daqueles que havia visto apenas por pouco tempo, mas que tinham um significado especial em sua vida.

Aos poucos ele se lembrava de alguns anos atrás, quando recebeu a missão de acabar com aquela guilda que trazia tantos problemas ao Conselho. Ele entrou nela pensando em uma promoção no emprego e saiu com algumas lições que nunca iria esquecer. Sempre seria grato a eles e esperaria pelo momento certo para agradecê-los, principalmente à aquela que havia sido sua parceira durante o Exame de Classe S. Mesmo que por pouco tempo, ela foi capaz de lhe mostrar o que realmente é a Fairy Tail. Não uma simples guilda que vivia causando confusão, eles eram e com certeza são... uma família.

E foi por causa dela, e de todos os outros, que ele não desistiu. Conseguiu influenciar o Conselho e outros aliados a realizar várias buscas intensas, no lugar que antes era Tenroujima, por cerca de meio ano após a aparição de Acnologia. Mas mesmo assim, mesmo com a sua dedicação e esforço... Nenhum sobrevivente havia sido encontrado. E por todos esses sete anos que se passaram, ele sempre se lembrava. Chegou um momento que ficou inevitável, se tornou algo do seu dia-a-dia. Mas não era só um simples sentimento de saudade ou angústia, também havia um certo peso na consciência.

"- Eu poderia... ter salvado eles."

Esse era o tipo de pensamento que ele sempre tinha. Em sua mente tudo ocorreria bem se eles tivessem aceitado o seu convite de fugir da ilha. Não criticava a decisão deles de terem permanecido lá, mas era inevitável pensar que ele poderia ter impedido o que aconteceu.

E esse era um dos motivos por ele querer se desculpar... com ela. Talvez nem merecesse o perdão da pequena, mas ele tinha que tentar.

O que ele fez de tão errado?

Além de mentir ser um membro da guilda e um discípulo de Mystogan, colocá-la em perigo – mesmo não sendo muito grande – no Exame, ter o propósito de acabar com sua guilda e não conseguir convencê-la de fugir sã e salva?

Poderia ser pouca coisa para qualquer um outro, inclusive para ela, mas para ele tudo o que fez foi tão... indigno, baixo, desprezível.

Em sua mente, qualquer um que soubesse disso diria que ele estava exagerando. Até ele mesmo, algumas vezes, achava isso. Porém, não importa que tipo de pensamentos ele tivesse, sempre voltava a mesma intenção: se desculpar.

Mesmo estando atento, as palavras ditas que ecoaram por toda a arena o pegaram desprevenido.

"Fairy Tail A: Wendy Marvell"

– Wendy... – disse baixo, para si mesmo. Tinha a expressão um pouco espantada por ter sido pego de surpresa, e ao mesmo tempo estava contente por finalmente poder vê-la mais de perto e detalhadamente.

Um pouco longe dali a pequena Dragon Slayer cerrou os dois punhos, decidida a fazer melhor que pudesse.

– Estou pronta! – sua expressão estava séria, o que era bem raro de se ver.

Ela iria se esforçar, mesmo com tantas coisas na cabeça. Como as complicações com uma certa guilda rival, a preocupação de decepcionar seus companheiros de equipe... e os agradecimentos à um membro do Conselho.

Mesmo sendo tão poucos, ela era muito grata pelos momentos que havia passado com ele. Seu coração chegava a apertar só de se lembrar que não teve a chance de ter uma simples conversa habitual, sem falar apenas sobre as expectativas de um exame que não ocorreu como o esperado ou qualquer outro assunto anormal.

Tudo estava sendo tão estranho para ela, mal conseguia acreditar que havia realmente se passado sete anos desde tudo o que aconteceu. Para ela era como se tudo tivesse acontecido apenas algumas semanas atrás.

E tudo isso só servia para piorar ainda mais o seu peso na consciência. Porque?

Ele havia a chamado para ser sua parceira durante o Exame – mesmo, ela pensou, não sendo forte o suficiente para algo do tipo –, a tratou de modo gentil – até mesmo com a derrota rápida no primeiro teste, que ela achou ser de própria culpa –, a convidou para um pequeno passeio por Tenroujima – que foi fantástico – e ele ainda tentara, em vão, convencê-la de sair da ilha, ato que ela julgou como uma pequena preocupação da parte dele. Ela praticamente não se recordava de quando ele mentiu ou de seu desejo de acabar com a guilda, e isso não era algo ligado à sua natural inocência, era simplesmente como se ele fosse um amigo de muito tempo.

Foi difícil, mas ela conseguiu lidar muito bem com a batalha que ocorreu cheia de surpresas, tentando deixar de lado seus pequenos problemas enquanto pôde. Após o fim da luta, a pequena garota de longos cabelos azuis foi em direção a um longo corredor, ainda incerta de onde acabaria chegando. Enfermaria ou qualquer outra coisa que tenha que ser feita depois das batalhas eram as possibilidades que passaram em sua mente.

Há poucos metros, do outro lado do corredor, andava o jovem de cabelos escuros com a fisionomia um pouco diferente da de sete anos atrás. Nada que suas feições e cicatrizes o impedissem de ser reconhecido.

Ambos olhavam para baixo e ambos levantaram os rostos, praticamente ao mesmo tempo, ao perceber a presença de outra pessoa bem a frente deles.

Os dois ficaram espantados. Era como se estivessem procurando por algo que não acreditassem que iriam realmente achar.

Mas e agora, o que fazer? Esperaram por esse momento e agora ficaram sem reação.

A garota não podia deixar de rir de tal situação e soltou um leve riso infantil, demonstrando a criança que era. Ele tornou-se menos rígido, ficou mais relaxado e inclinou um pouco a cabeça com pequeno sorriso em seu rosto, que geralmente era sério.

Ela deu alguns passos em direção a ele, que por sua vez agachou, com um dos joelhos encostando o chão. A Dragon Slayer do Céu se sentiu menos nervosa e, quando chegou bem perto, colocou seus pequenos braços no pescoço dele, que retribuiu o abraço, mesmo ainda estando um pouco tímido.

Pelo visto o "muito obrigado" e o "me desculpe" teriam que ficar para depois.

Notas finais
Não faço a mínima idéia de onde tirei idéia pra isso e muito menos como consegui fazer.

Mas e você, o que achou? *-*

Nem me importo se quiser mandar review ou marcar como lida ;) /tiro
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!