Perspectiva

5 E eu vos declaro


Notas iniciais
Enfim o tão esperado casamento. Espero que dê tudo certo.

Capítulo 5 – E eu vos declaro...

PDV Esme

Ao contrário do costume da época que se inspirava na era de ouro de Hollywood, Rose me pediu um vestido simples. Vendo-a agora, penso que não podia ter feito um pedido melhor, por mais que seja narcisista, creio que jamais poderá saber de fato como é bonita.

Hoje vestida desta forma e com a expressão apaixonada de seu rosto poderia ser declarada a personificação da beleza, a Vênus tão idealizada pelos artistas. Gostaria que Solimena a tivesse conhecido, seria um lindo quadro o seu retrato em óleo.

O vestido pérola realçava seu tom de pele, ele era bordado de forma elaborada e justo na parte superior revelando sua impecável silhueta, depois da cintura soltava-se num corte evasê desdobrando-se suave como se tivesse movimento próprio. A barra bordada completava de forma precisa a elegância e delicadeza da peça, sob ela o sapato forrado do mesmo tecido arrematava o conjunto da obra.

Seus cabelos presos apenas no topo para prender o véu, caia em suaves cachos nas costas, e (apesar dos protestos) eu ruborizei um pouco suas bochechas e lábios com maquiagem.

Ela tentou várias vezes burlar meu sistema de segurança e ver o Emmet, acho que estava muito nervosa e ele a acalma. Estamos agora no meu quarto, podemos ouvir a movimentação na sala.

Emmet andando de um lado para o outro, o juiz de paz mexendo nos arranjos de flores, Carlisle conversando com Eleazar e Carmem, Kate e Irina fazendo especulações sobre o vestido, Tânia tentando seduzir o Edward...

Me preocupo se a pouca idade dele ao ser transformado, tenha interferido em sua vida sentimental. Carlisle diz que quando ele encontrar a “escolhida” se apaixonará, mas me angustia, quero que meu filho também encontre esta felicidade.

- Carlisle, estamos prontas! Eu disse de forma delicada.

Ela me olhou de ansiosa, como se desmentisse meu comentário. Então eu a abracei e acalmei:

- Não olhe para os lados, quando entrar na sala se concentre no vampiro “quase suando” de tanto nervosismo no altar e se lembre de tudo que me disse ontem à noite. Ela sorriu.

É fácil, um pé após o outro, até as humanas conseguem, quanto mais vampiras.

Ouvimos as batidas na porta, ela respirou fundo e eu completei:

- Coragem!

Ele abriu e ficou parado na porta, olhando extasiado para ela.

- Eu disse: nada de maquiagem. Diga que não estamos prontas. A noiva protestou.

Ele andou até ela segurou seu rosto entre as mãos e (perceptivelmente chorando) finalmente se manifestou:

- Filha, não podia estar mais linda! Eu irei eternizar esta imagem em minha memória.

Se possível, um dia, perdoe a minha escolha. Espero que a felicidade reservada para vocês compense os sacrifícios. Seja muito feliz!

Eu soltei uma tosse fingida, quebrando o sentimentalismo e o remorso das palavras, era um dia para alegrias. Eles me olharam, eu ergui as sobrancelhas e disfarçadamente apontei o bolso, tentando lembrá-lo do presente.

- Ah! Sim. Ele disse ao decifrar meus gestos.

Este é um presente nosso para você, é a primeira vez que caso uma filha, perdoe meu nervosismo.

Ela já estava chorando e abriu a boca em sinal de surpresa e contentamento pelo mimo. Rose adora ganhar presentes. Para minha total surpresa ela pediu que ele colocasse os brincos (de ouro branco, brilhantes e pérolas). Ele ficou mais surpreso ainda do que eu, ela não permitia ser tocada. Era o que faltava para deixá-la perfeita.

Ela o abraçou e disse:

- Carlisle, ou melhor, pai não se culpe. O que está feito não pode ser mudado.

Me deu mais do que podia pedir: abrigo, compreensão (ela tocou os brincos relembrando a frase dele) paternidade, afeto e agora um marido.

Ele olhou para mim em estado de graça, eu sabia o impacto que aquelas palavras tinham para ele. Depois que se desprenderam do abraço ela cobriu o rosto com o véu e marchou para a porta resoluta.

Mas ele a impediu e disse:

- Sabe Rose, o véu é a forma que os pais das noivas feias acharam para esconder as filhas e assim impedir que os noivos desistissem de casar antes de terminar a cerimônia. Já que os casamentos eram arranjados e os noivos só se conheciam na hora de tornarem cônjuges.

Só um louco deixaria de casar com você, creio que jamais um pai tenha conduzido uma noiva tão linda ao altar. Vamos fazer diferente, quero que todos admirem minha filha.

Ele descobriu o véu, depois depositou um afetuoso beijo em sua testa e então ela lhe sorriu.

Foi o sorriso mais deslumbrante que eu já vi, alcançava os olhos e iluminava sua expressão, tornando-a a mulher mais linda de que se tenha conhecimento.

Devo confessar que qualquer mulher que a visse se sentiria a mais feia criatura da terra, era uma beleza sobrenatural, divina.

E eu me comovia ainda mais com a cena, minha filha feliz pela primeira vez em sua eternidade e meu marido livre da culpa.

Eu desci e caminhei até o altar para dar apoio a meu filho, ele se movia ansioso. A sala, temporariamente transformada em altar, transbordava em flores, dando um romântico a tudo, era impossível não acreditar em felizes para sempre. Mas ele existiria para eles?

Eu o abracei e o acalmei dizendo que ela estava linda e já desceria, ele agradeceu minhas palavras tranqüilizadoras. Olhou profundamente em meus olhos e me agradeceu por tudo, eu apenas o abracei mais uma vez e sussurrei em seus ouvidos:

- Eu é que lhe devo gratidão, meu filho. Trouxe muitas alegrias para esta família. Primeiro sua presença tão amável e divertida, depois a felicidade que desejávamos para a Rosálie. Que seu casamento seja tão feliz e duradouro como o meu.

Não demorou muito e as hábeis mãos de Edward encheram o ambiente com o som da marcha nupcial e no topo da escada a imagem de meu marido e minha filha me fez relembrar da reverência clerical das grandes catedrais. A sorte foi lançada!

Eu fechei os olhos e desejei com todas as forças que ela sobrevivesse a noite de núpcias e seu matrimônio fosse tão esplendoroso quanto o momento. Eu fraquejei, não consegui evitar que o medo se apossasse de mim naquela hora, então me questionei:

Será que as intenções seriam suficientes? Eu estava sendo irresponsável em incentivar isso? E se os danos fossem irreversíveis?

Minha linda e frágil Rose. Meu doce e confiante Emmet.

Deus, eu ainda acredito em você. Ajude meus filhos. Tenha misericórdia.

Quando abri meus olhos novamente, senti a pressão dos olhos de Edward sobre mim, eu sorri para ele e pensei (utilizando a sua habilidade):

- Tudo bem filho, eu estou bem. È só o nervosismo das mães e em meu caso duplo, já que os dois são meus filhos.

Você tocou lindamente!

Como eu queria que elogios o distraíssem como a Rose, certamente ele não acreditou.

PDV Carlisle

Fui rapidamente ao hospital, acompanhar um pós operatório. Eu me sentia como se tivesse cumprido meu dever, conversei com Emmet e ele foi mais receptivo do que esperava. Mas nada poderia ter me deixado mais feliz do que as noticias que me aguardavam em casa.

Cada dia que passa me sinto mais apaixonado por Esme, ela é completa. Sua sensibilidade e presença de espírito me deixam admirado. Nunca pensei que fosse possível uma aproximação tão real da Rosálie, mas minha esposa sempre se supera.

Quando acho que já conheço todos os motivos para amá-la, ela me apresenta mais uma faceta. Eu sempre me surpreendo, pois acho que meu amor é imenso, mas nessas horas descubro que consigo amar ainda mais.

Sempre soube que a maternidade era um aspecto de sua personalidade, no início devo confessar que sentia um pouco de ciúme. Esperei por ela tantos séculos e quando finalmente a acho, eu já tenho que dividi-la com os filhos.

Mas para falar a verdade, ser mãe a torna ainda mais admirável e até desejável. Quando a vejo pairando protetora e cuidadosa sobre eles, quando se impõe para findar uma discussão vejo-a de uma forma diferente. Nessas circunstâncias Esme é forte e isso é extremamente diferente da forma como a vejo (delicada e amorosa), é sedutor.

Quando ela me contou o quanto tinha conseguido conversar com Rose, que a fez compreender que era nossa filha, a expressão apaixonada quando descreveu sua relação com Emmet, fiquei em estado de graça. Foi como retirar um enorme fardo, senti paz depois de muitos anos.

Agora estamos aguardando o sinal verde delas.

Se Emmet ainda fosse humano já teria tido um infarto, Edward está se divertindo com a cena, mas acho que a alegria dela vai acabar já que Tânia está se aproximando. Passado alguns longos minutos ouvi:

- Carlisle, estamos prontas.

Esta é minha deixa. Subi as escadas e parei diante da porta, ouvi Esme dizer a palavra coragem. Deve ser para mim, como minha esposa me conhece.

Eu obedeci, criei coragem de entregar minha menininha para o matrimônio e abri a porta. Ela estava indescritivelmente linda, Esme consegui mais um feito, aprimorou a perfeição.

Ela se virou para a mãe e nervosamente reclamou da maquiagem, eu acho que estava chorando, mas me controlei e cumpri meu papel. Disse a mim mesmo:

- Carlisle, você é o pai. Seja pai.

Eu segurei seu rosto em minhas mãos e disse o óbvio, que ela estava inacreditavelmente linda. Depois me lembrei que foi essa beleza que a levou a ser uma imortal e pedi desculpas pela minha escolha. Confessei minha esperança e desejei fortemente que a felicidade dos dois compensasse o sacrifício que lhe cobrei sem querer. Depois disse:

- Seja muito feliz!

Esme tossiu, sei que ela é vampira e não fica doente, mas me assustei (bendito instinto protetor). Depois ela me lembrou com gestos que devia dar o brinco a Rose. Eu pedi desculpas pelo meu nervosismo, afinal era a primeira vez que eu casava uma filha. Aliás, jamais imaginei que teria filhos.

Ela me surpreendeu e me pediu para que eu pusesse os brincos, depois me abraçou. Fiquei emocionado, já que ela era muito resistente ao toque, mas nada me preparou para o que estava prestes a acontecer. Ela me disse:

- Carlisle, ou melhor, pai não se culpe. O que está feito não pode ser mudado.

Me deu mais do que podia pedir: abrigo, compreensão (ela tocou os brincos como se quisesse me relembrar que eu a chamara de filha a pouco) paternidade, afeto e agora um marido.

Primeiro ela retirou um fardo de minhas costas, sabia que ela valia qualquer esforço. Ela se mostrou humilde e grata, e ainda achava que meu remendo de compensação era mais do que podia exigir de mim. Mas o mais emocionante foi ela me chamar de pai. Pai, ela disse pai. Carlisle, ou melhor, PAI! Eu ouvi claramente.

Eu estava maravilhado, me chamar assim era como me perdoar, olhei para Esme e ela também chorava em silêncio e sem lágrimas como os vampiros costumas fazer. Mas tinha uma expressão de satisfação e felicidade, sabia que naquele momento a expressão de minha esposa era um reflexo parcial da minha.

Rose precocemente se libertou de meu abraço, eu queria tê-la protegida e amada para sempre em meus braços. Depois se cobriu com o véu e andou em direção à porta. Eu a impedi, queria que todos me vissem com minha filha, que soubessem como estava orgulhoso e feliz.

Me lembrei de uma história da bíblia em que um homem chamado Labão conseguiu enganar um jovem que queira casar com sua filha mais nova e por isso trabalhou sete anos para ele. Colocando um véu para esconder o rosto da noiva ele casou a filha mais velha com o pobre coitado.

Jacó casou sem ver com a mais velha, que dizem, era feia. E teve que trabalhar mais sete para casar com a que queria. È maravilhoso como pode se lembrar de coisas complexas em um tempo tão curto quando se é vampiro, pois só precisei de frações de segundo para elaborar meu argumento.

Disse a Rose porque se usava o véu e pedi para que ela descobrisse o rosto e se mostrasse, já que eu considerava um crime privar a todos de admirá-la durante a cerimônia.

Eu retirei o véu e a beijei na testa, e ela me sorriu. Não que ela nunca tivesse feito isso, mas esse seu sorisso foi esplendoroso.

Esme desceu na frente, depois de pouco tempo ouvimos a marcha nupcial. Edward estava cumprindo sua promessa, ele estava tocando com muito empenho como se quisesse agradá-la. A música fazia a ocasião se tornar solene e ela parecer divina.

- Vamos, é nossa hora. Acho que seu irmão te viu na minha mente, está se esforçando para tocar de acordo com seu esplendor.

Quando chegamos à sala, vi o olhar admirado de Emmet e seu nervosismo instantaneamente sumiu. Andamos vagarosamente até o altar, quando enfim alcançamos o noivo eu me virei para ela a abracei e disse:

- Eu te amo, filha. Vocês têm minha benção para serem imensamente felizes.

Depois olhei para Emmet e também o abracei. Dizendo:

- Estou muito orgulhoso de sua hombridade filho. È um homem decente e bom o que me faz te amar muito. Seja muito feliz.

Mas devo lhe advertir. Tome conta de minha filha, se você a magoar eu vou...

Como seu pai, te colocar de castigo.

Todos riram e ele me deu um abraço de urso, ainda bem que não é mais um recém criado.

O Juiz de paz, que já achava a situação muito estranha, me lançou um olhar escandalizado, mas na falta de opção continuou.

PDV Emmet.

Eu esperei, é isso! Desde que voltei para casa eu só fiz esperar. Às vezes ouvia Esme ralhar com a Rose querendo escapar para me ver. Óbvio que o “sentinela telepata” não permitiu, um dia eu ainda pego o Edward.

Esme chamou Carlisle, eu não sei se isso teve o resultado que esperava, pois fiquei ainda mais nervoso. Não sei o que acontece lá em cima, já estava começando a desconfiar que vampiros não tenham super audição. Eles devem estar se comunicando com mímica. Edward sorriu para mim, ele deve saber, ele sabe tudo. Depois balançou as mãos devagar e sussurrou:

- Calma, calma, para que tanta pressa para morrer, Emmet?

Enfim Esme desceu, ela sabia como eu estava, as mães sempre sabem. Ela me abraçou e tentou me acalmar, dizendo as palavras que tanto ansiei, ela já ia descer.

Eu não me contive e olhei fixamente para aqueles amáveis olhos dourados enquanto agradecia tudo que meus pais fizeram por mim. Como sempre ela foi generosa e me fez crer que eu é que merecia gratidão.

Para mim se passou uma eternidade até que a música a anunciasse, quando meus olhos encontraram os delas todas as outras coisas perderam o significado. Naquele momento não existia nada além dela e seu caminhar onírico em minha direção.

Carlisle interrompeu-me virando-a para ele e disse que a amava e nos abençoava, ele nunca saberá o valor que este gesto tem para mim. É muito mais significativo ser abençoado pelas pessoas que servem de exemplo pra você do que por um homem que te verá por uma hora e não conhece sua história.

Depois ele se virou para mim e eu sabia que vinha uma chamada á responsabilidade. Mas ao contrário do que esperava ele me elogiou e disse que me amava pelo homem que eu era, pelas minhas qualidades. Depois brincou dizendo que ia me colocar de castigo se magoasse a filha dele, todos riram.

E eu me achava o piadista da família, nunca consegui fazer a Irina rir.

O juiz de paz começou perguntando se estávamos nos casando por vontade própria e ambos dissemos que sim. Depois ele fez um discurso e pediu que eu repetisse os votos do casamento, mas eu disse que tinha meus votos. Rose me olhou assustada, mas eu continuei:

- Edward tem brincado comigo que o casamento é a morte de um homem, eu fiquei pensando sobre a minha quase morte. Não me lembro de muita coisa, só que estava sendo atacado por um urso.

Vi os olhos de todos se arregalarem de horror e todos se virarem para o telepata, como ele estava tranqüilo eles concluíram, que teria cuidado com as palavras, que me lembrava da humanidade do celebrante. Então eu continuei.

- Eu achei que morreria, então vi seu rosto. Por detrás, os raios de sol davam a impressão de que era um anjo. Eu fechei meus olhos e me entreguei à morte, eu a aceitaria de bom grado se viesse em seus braços. Seu pai me socorreu e eu sei que ficou ao meu lado o tempo inteiro, eu sentia sua presença.

Quando eu acordei, foi seu rosto o que vi primeiro e percebi que não tinha sido justo da primeira vez você era ainda mais linda.

Todos que me abraçaram hoje me parabenizaram por estar me casando com uma mulher tão linda. Mas para dizer a verdade eu estou fazendo isso, porque quando fecho meus olhos vejo seu rosto, não o da mulher deslumbrante, mas do anjo daquele dia.

Seus olhos estavam carregados de afeto, desprendimento, doçura, coragem e força. É isso que vejo quando te olho, eu me casaria com você mesmo que tivesse três braços e barbatanas.

Você não é a razão da minha existência, você é toda a minha vida. Porque com você eu tenho uma vida, você mesma me deu uma.

Eu não tenho muito, mas prometo te amar enquanto eu existir. Construir uma história de nós dois, honrar e respeitar nossa família e te fazer feliz como você me faz.

Todas as mulheres choravam quando eu terminei, eu arrasei. Rose gaguejou, mas também decidiu fazer seus próprios votos. Ela respirou fundo e discursou:

- Emmet, você faz tudo valer a pena. Antes de você eu carregava uma dor profunda e cruel, eu me sentia perdida e infeliz.

Não foi você quem foi salvo naquele dia. Você é que me salvou, transformou minha triste existência em algo que valha a pena.

Eu sei que sou difícil e que dificulto as coisas, às vezes. Sei também que não te mereço, mas eu te amo.

Nunca disse nada com tanta verdade: Eu te amo.

Por isso prometo me esforçar para construir um casamento feliz e duradouro com você e te amar enquanto eu existir.

O juiz de paz nos olhou e disse:

- Fico orgulhoso de saber que os jovens sabem que o matrimônio não é a cena final de um conto de fadas. Que é a construção diária, permanente e continua de afeto, tolerância e amor. Pouparam-me o segundo discursos. Vamos à troca de alianças.

Eu beijei a mão de Rosálie depois que coloquei seu anel de casamento e ela fez o mesmo, por fim ele disse:

- Com o poder a mim outorgado pelo estado e em vista das testemunhas darem fé de que aqui se sacramentou um matrimônio eu vos declaro marido e mulher. Vá em frente querido, beije esta bela jovem que agora é sua legítima esposa.

Eu me aproximei de Rose e beijei sua testa, era muito vergonhoso beijá-la na frente de todos. Eles suspiraram de frustração. Depois que o juiz de paz foi embora, nossos pais nos levaram para um carro na entrada da casa. Carlisle disse:

- Passem para trás meninos, vamos levá-los.

Eleazar disse gargalhando:

- Carlisle, não banque o pai ciumento. O menino procedeu corretamente, se se opunha tinha que dizer antes do juiz declará-los casados. Não vai querer fazer parte da lua de mel não é?

- Bem, não provoque um pai meu caro amigo.

Mas não, é a hora de entregar nosso presente. Podem nos acompanhar se quiserem.

Notas finais:

Neste capítulo não temos PDV da Rose, pois o próximo é totalmente dela.