Persona Gêmea

7 Amnésia Cognitiva


Notas iniciais
Certo, para aqueles que pediram: sexo na biblioteca. Apesar de que não ficou lá grande coisa... Minha imaginação é limitada u.u

Fazia tanto tempo que não sentia o corpo de um homem sobre o seu que sequer tentou resistir quando Vergil puxou as extensões do espartilho, arrebentando os cordões que o prendiam e livrando-a daquele tormento.

Ao mesmo tempo, sentiu o ar gélido e sóbrio da biblioteca roçar seus seios, causando-lhe um arrepio súbito.

-Parece que não terei que me esforçar muito para satisfazê-la, não é mesmo, jovem Marylin Monroe...?- ele sussurrou em seu ouvido, no que a mulher ofegou, excitada.

Não entendia exatamente o motivo de compará-la com Marylin Monroe, mas parecia estranhamente adequado.

Os dedos dele passaram pelo interior de suas coxas, alcançando sua intimidade para então acariciá-la, estimulando seu clitóris de forma atordoante. Trish arfou, concentrando-se em respirar compassadamente, mas isso se mostrou uma tarefa difícil de cumprir.

Curvando-se para os seus seios, a loira distraiu-se um pouco quando sentiu os lábios dele alcançarem a região sensível e sua língua quente umedecer seus mamilos, obrigando-a a conter um gemido.

Então sentiu quando ele a penetrou, inicialmente com apenas dois dedos.

Soltou um gemido gutural que fez com que ele esboçasse um sorrisinho de satisfação, iniciando movimentos lentos e cuidadosos.

Os movimentos tornavam-se gradativamente acelerados, obrigando-a a se arquear quando as ondas de prazer inundaram-na. Aumentaram até que a levaram ao ápice, mas que logo se atenuaram aos poucos, deixando a mulher ofegante.

Vergil retirou seus dedos de dentro dela quando sentiu que ela se contraía, obviamente atingindo o orgasmo.

Então ele se afastou, se levantando.

Antes que tivesse tempo para compreender, Trish foi tomada em seus braços e não conseguiu ver aonde ele a levaria, ainda com a visão nublada de êxtase.

-Aonde vamos...?- perguntou, apoiando-se no peito dele e constatando que eram cuidadosamente bem trabalhados.

-Tomar banho juntos- ele respondeu, sério, depositando-a na bancada do seu banheiro.

Trish contraiu-se um pouco ao ser deixada em cima de uma material tão frio, envolvendo-o com seus braços finos e sentindo as mãos dele em suas costas, apertando-a contra si.

Pela primeira vez, sentiu os lábios dele nos seus, beijando-a de leve.

Ia se afastar, mas ela o puxou pela nuca para tornar a beijá-lo, desta vez sentindo que ele aprofundou o toque, explorando a boca dela calmamente e apertando suas coxas de forma quase violenta, deixando marcas avermelhadas quando o fazia.

A loira podia sentir o membro rijo contra sua calcinha, incitando-a a livrar-se daquele pedaço de pano incômodo.

Então ele ergueu-a, onde Trish se envolveu nos quadris dele com as pernas e firmou-se em seus braços que se seguravam na nuca dele. Levou-a até o chuveiro e ligou a água morna, que escorreu no corpo de ambos, para o deleite da psiquiatra.

Sentiu seu corpo ser prensado contra os ladrilhos de porcelana e mal viu quando ele livrou-se da calça de brim, já encharcada.

De supetão, livrou-se de sua calcinha, rasgando-a como se fosse papel.

Podia sentir o membro roçar sua intimidade, mas Vergil parecia decidido a provocá-la até que implorasse para que o fizesse logo.

-Anda logo- ofegou, arqueando-se para que fosse penetrada, mas o homem apenas permitiu-se um sorrisinho.

-Diferente dos homens com quem sai, eu sei exatamente como satisfazê-la, Trish- ele sibilou em seu ouvido, fazendo com que tremesse. Era a primeira vez que a chamava pelo nome e isso só o tornava mais excitante.

Ele a penetrou violentamente, fazendo com que ela cravasse as unhas nas costas dele com força, rasgando a pele de forma que o sangue se misturasse com a água que escorria do chuveiro.

Ouviu-o ofegar em seu ouvido e arranhou-o mais, obrigando-o a gemer silenciosamente.

Mordeu-o no ombro quando este começou a se movimentar dentro dela, já não tão gentil como estava sendo, e passou a mão pelos cabelos dele, causando-lhe arrepios.

Prendeu a respiração, acompanhando o ritmo languidamente, com os quadris se chocando de forma lasciva e extasiante. Um espasmo tomou-a quando alcançou o orgasmo, incentivando-o a continuar, gozando dentro dela poucos segundos depois, ofegando próximo à curva do seu pescoço.

Aparentemente, Vergil era um pouco masoquista durante suas relações e perguntou-se se isso não seria outro sintoma do seu transtorno dissociativo.

Decidiu que não era hora para fazer diagnósticos e sentiu seus músculos se descontraindo, fraca devido à forte onda de prazer que a invadiu há pouco.

Acordou de madrugada, com a cabeça latejando e perguntando-se que horas seriam naquele momento. Estava na cama de Vergil e ele dormia ao seu lado, respirando calmamente.

Devia ser a primeira vez que Trish realmente dormia com um homem e isso era estranho.

Levantou-se, notando que estava nua, e foi até o banheiro, onde passou água no rosto e finalmente visualizou algo à frente de um palmo do seu nariz.

O banheiro era revestido de ladrilhos de porcelana brancos e largos, o chão e a bancada na qual transaram na noite passada era de mármore vermelho e as toalhas eram impecavelmente brancas. Não havia constatado isso antes porque ainda deveria estar sob efeito da névoa de ópio.

Caminhou até a biblioteca e encontrou sua bota, o espartilho arrebentado e seu casaco preto de shantung.

Em sua bota, encontrou seu celular.

Eram 4:13 da manhã, pelo que dizia o visor, e não conteve um muxoxo irritado. Ainda era muito cedo e não teria como avisar à sua secretária que não teria como atender na clínica naquela manhã, pelo menos.

-Algum problema?- ouviu e encontrou Vergil recostado no batente, vestindo uma calça de moletom cinza e levando um cigarro aos lábios.

-Nenhum. -ela se aproximou dele e tirou o cigarro dos seus lábios- Drogas psicoativas... Isso por acaso é bom?

-Hn- ele fez- Ajuda a desanuviar a cabeça.

-Anda estressado, é?- a mulher sorriu de canto, devolvendo o cigarro de fumaça doce para ele, que apenas apagou em um cinzeiro. –Trabalha em quê, Vergil?

-Não é nenhuma espécie de diagnóstico, espero- o homem sugeriu, puxando-a pela cintura e beijando-lhe os ombros.

-Não, eu só estou curiosa, mesmo- confessou- Nunca dormi com um homem que a única informação que eu tinha era o nome...

-E seu perfil- ele reiterou, no que ela riu. –Sou engenheiro.

-Jura?- Trish arqueou as sobrancelhas, genuinamente surpresa. –E trabalha em que área?

-Civil- Vergil deu de ombros- Tenho uma construtora grande, mas prefiro fazer apenas trabalhos pequenos, como loteamentos simples, pontes, terraplanagem, rodovias...

-Para mim, isso parece grande- ela fez uma careta.

-Talvez... –o homem suspirou- Vamos voltar para a cama... Ainda estou com sono.

-Certo... Só vou deixar uma mensagem para a minha secretária... –avisou, digitando habilmente em seu celular e abandonando-o em cima da escrivaninha, virando-se para Vergil.

Ele pegou-a nos braços, fazendo com que ela se sentisse uma pluma, e levou-a de volta para a cama, tornando a ficar por cima desta.

-Achei que estivesse com sono- Trish comentou, no que ele a beijou de forma impudica, continuando o que não havia começado.

-Posso ter sono depois que provar mais de você- ele mordeu o lábio inferior, retomando o beijo com a mesma intensidade de antes.

-Você é insaciável... –ela murmurou, deixando-se levar pelas carícias lascivas.

*****

Acordou quando sentiu alguém se levantar da cama. Semicerrou os olhos, desacostumados à claridade do quarto, e bocejou. Sentou-se na cama e notou os olhos de alguém sobre ela, cobrindo-se com o lençol quando viu quem era.

De alguma forma, soube que não era Vergil quem a olhava naquele momento.

-Porcaria... Aconteceu de novo- ouviu e franziu o cenho.

-O que aconteceu de novo?- Trish perguntou.

-Eu me deitei com uma mulher incrível e nem me lembro do que fiz ou o que deixei de fazer- ele suspirou e, agora certa de que se tratava de Dante, enrolou-se com o lençol.

-Amnésia cognitiva- ela informou- Típica de uma pessoa com dupla personalidade.

-Dupla personalidade? Hah... Até parece- ele zombou, passando a mão pelos cabelos de forma que os deixasse mais desgrenhados.

-Pode escolher não acreditar- suspirou- Sua outra personalidade aceita bem, sabe... Dizem que a personalidade é como um perfume caro: o único que não sente é quem o usa.

-Bobagem... –Dante deu um muxoxo.

Viu-o caminhar até o banheiro, hesitante, provavelmente se perguntando se havia tomado banho na noite anterior.

-Você tomou banho comigo- Trish comentou e ele fez uma careta, entrando no banheiro de qualquer jeito. Parecia alguém teimoso, que demoraria a aceitar o distúrbio, se é que aceitaria um dia.

Enquanto ouvia o som do chuveiro, perguntou-se o que vestiria, considerando que a maior parte de suas roupas haviam sido rasgadas.

Cogitou ligar para Mary, mas ela veria que acabara dormindo com Dante, o que não era verdade, mas era o que pareceria.

Vestiu o casaco e calçou suas botas, guardando seu celular, que continha a resposta da sua secretária para sua mensagem, dizendo que cancelaria os clientes de hoje e perguntando o motivo. Respondeu que era indisposição, o que era quase verdade.

Então ouviu a campainha.

Perguntou-se quem seria e viu Dante sair do banheiro, já com uma calça e uma camiseta no ombro, indo atender a porta.

-Aqui é da Polícia Federal- Trish ouviu e surpreendeu-se, saindo da biblioteca. –Vergil Sparda, você está preso. Suas acusações são de violência gratuita, homicídio e tortura de cinco homens. Tem o direito de ficar calado ou tudo que falar poderá ser usado contra você.

-Olha... Sei que vai parecer clichê, mas... Você pegou o cara errado- Dante retrucou, embora não reagisse quando o policial o algemou.

-Senhor policial, ele está falando a verdade...!- Trish interveio. –Eu sou prova de que...!

-Por favor, não interfira, moça... Se me atrapalhar, posso levá-la por desacato à autoridade- ele falou, livrando-se dela bruscamente.

-Mas...

-O julgamento será no dia 23 de outubro- o policial anunciou, levando Dante para a viatura- Se quiser argumentar, contate o advogado dele e apareça como testemunha.

Sentia como se houvesse sido estuporada.

Não entendia por que Dante havia ido sem sequer reclamar. Talvez ele já estivesse acostumado ou seria por que ele achava que era mesmo o culpado? Não estava certo.

E Trish precisava resolver aquilo antes que fosse irreversível.

Ligou para Mary e avisou exatamente onde estava, pedindo ajuda ao porteiro para que lhe informasse o endereço, solicitando que a amiga lhe trouxesse uma muda de roupas; foi obrigada a ignorar o porteiro, saindo sem lhe dizer obrigada depois da olhada maliciosa que ele lhe lançou.

A morena parecia ansiosa e contente pela amiga finalmente ter ido dormir na casa de um homem. Talvez isso lhe indicasse que estava iniciando um relacionamento sério.

Mas Trish parecia preocupada demais para ser algo do tipo.

Contou-lhe que fora ver Arkham, de sua tentativa de estupro e que encontrara Vergil Sparda, omitindo que ele era o mesmo homem que Dante. Disse-lhe suas suspeitas de que Arkham havia denunciado ele e que ele agora estava preso quando, na verdade, era inocente.

-Mas você disse que ele matou os homens, não disse? Droga, Trish... Você transou com um assassino... –Mary suspirou.

Teoricamente, você também... Trish respondeu mentalmente.

-Ele só estava defendendo a mim e a si mesmo- retrucou.

-Eu acredito- a morena confessou- Conhecendo Arkham, ele seria mesmo capaz de denunciar outra pessoa para salvar seu próprio ego.

-Lady... Você precisa me explicar direito... O que esse tal de Arkham significa para você? –perguntou, severa.

De alguma forma, soube que a amiga não iria lhe esconder mais quando a situação estava tão séria.

Notas finais
Hah, dessa parece que a Lady não escapa n.n
Espero que tenham gostado. Próximo capítulo sai no domingo... Ou no sábado, se eu receber muitas reviews (aprendi a ser chantagista, espero que funcione XD)