Persona

1 A cidade cinza


Notas iniciais
Não sei o que vocês irão achar desse primeiro capítulo é algo diferente do que escrevi e não estou habituado a esse tipo de história.

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O jovem quando acordou não se lembrava do que havia acontecido de quem era do seu nome, só sabia que nunca estava nesse lugar que estava ele olhou ao seu redor e viu que estava sobre uma cama cinza, um quarto em que havia uma cadeira e uma mesa da mesma cor, um espelho e um armário também cinza como o resto do quarto, não entendia o que estava acontecendo, como viera ali? O que aconteceu? Não sabia responder quando pensou sobre isso sentiu uma dor de cabeça que o fazia parar de pensar na hora, não sabia por que, mas nesse momento parecia que não era importante se lembrar do que aconteceu.

Quando se levantou da cama percebeu que estava com uma jaqueta cinza e uma camisa branca, uma calça da mesma cor que a jaqueta e sapatos pretos, não sabia por que havia apenas essas cores, ele queria ver se havia algo que ele não conseguisse enxergar algo que não tenha percebido, isso o assustou muito, em vez de conseguir ver o seu rosto ele viu apenas uma máscara em vez de sua face, tentou retira-la com sua força, mas não parecia ter mascara no seu rosto, conseguia respirar e cobrir o seus olhos, mas no espelho mostrava que havia uma máscara, ela era uma coisa que nunca havia visto antes, cobria o rosto inteiro, havia dois buracos pretos marcar o local dos olhos, havia uma expressão de surpresa e havia diversos riscos que faziam curvas, formando várias formas e dentro destas apareciam as três cores que estavam sempre presente, o que estava acontecendo?

Não levou muito tempo para abrir a porta que levava a uma escadaria, sabia que se ficasse esperando nada iria acontecer e talvez ninguém fosse aparecer, a escada era bem curta, composta por seis degraus, e levava para o que parecia ser a entrada da casa, olhou ao seu redor e estava coberta por paredes, havia apenas aquela escada que ligava para o quarto, não estava outra opção a não ser sair daquele lugar, a porta estava destrancada como suspeitava, então percebeu como era o lado de fora, a casa em que saiu aparentava ser normal, havia outras iguais, que se estendia para a sua direita até o fim de sua vista, todas tinham a mesma cor, cinza e preta, o chão era branco, a cidade parecia estar vazia:

-Ora, olha só o que temos aqui! Mais um irmão puro!

Quando se virou o jovem se surpreendeu pelo fato de ser um homem vestindo um terno preto e sua mascara lembrava um gato branco, mas o garoto não se lembrava do nome que se dava a eles, estava na ponta da língua, mas não se lembrava:

-Onde estou?

-Onde está? Você ainda não percebeu? – o homem de terno abriu os braços e olhou para cima – Estamos no paraíso irmão!Não acredita? Olhe para cima!

O jovem fez o que o homem falou e olhou, o céu era totalmente branco, mas era de um tom diferente do branco do chão, era mais claro e brilhante, mas parecia que havia pilares que seguravam a estrutura em que o homem chamava desse céu do “paraíso” que ele estava dizendo:

-Como eu chego lá em cima?

-Oh meu caro, não tem como! Lá em cima fica o todo poderoso Deus e não podemos ir para a morada Dele, aqui é uma cidade onde todos nós podemos ser felizes como que temos e com o que ficamos destinados!

-Estamos presos nessa cidade?

-Não, meu caro, estamos livres para ficar e ou ir por aquele caminho que leva para a escuridão e não é isso que queremos não é?

-Então se aqui é o paraíso, você deve saber o meu nome certo?

-Desculpa,mas eu não sei o seu nome, não sou nenhum anjo, você encontrou algum familiar dentro da sua casa?

-Não... só tinha apenas o quarto que acabei de sair e só.

-Então quer dizer que você foi o primeiro a morrer da sua família então.

-O que você quer dizer que sou o...

Uma criança foi em direção correndo em direção ao homem com a máscara de felino e pelo seu pequeno tamanho o abraçou na cintura, pelo vestido deu para perceber que era uma garota:

-Te achei papai!

Ela também estava usando a máscara, só que não era a mesma que o homem estava usando, era totalmente branca exceto dois riscos parecendo dois olhos fechados, um risco que formava um sorriso:

-Sua casa não é cheia de paredes? No inicio a minha também era, até que um dia – abraçou-a e a levantou – apareceu uma nova porta e quando fui ver lá estava ela.

-Você sabe o nome dela?

-O nome dela parece esta na ponta da língua, mas não me vem à mente qual é, mas isso não importa quando eu cheguei, tinha medo, mas depois eu percebi que aqui era, foi na mesma época em que ela chegou e nãoprecisei mais me preocupar, um dia alguém chegara e lhe trará a esperança e poderá aceitar que aqui é o paraíso, já que todos aparecem aqui.

-Mas não tenho motivos para ficar então, se não lembro quem sou eu, como vou saber se tenho alguém? Você só teve sorte – ou azar pensou, sendo que se eles estão mortos logo a filha dele – O que tem aqui além dessas casas?

-Nada, as pessoas se reúnem nas ruas e conversam entre si, se divertem aqui não sentimos fome, sede, nunca ficamos cansados e o dia nunca acaba.

-E o que é esse caminho que leva para a escuridão? – ele não gostava desse lugar, tinha que achar as respostas, como pode simplesmente aceitar que não sabe quem era e viver com isso, queria suas lembranças de volta – Eu quero ver o que tem lá, poderia me mostrar?

-Infelizmente não posso ir com você, mas posso te mostrar o caminho – colocou a filha de volta para o chão – É simples se você continuar o caminho reto você achara a saída da cidade, e lá estará uma ponte totalmente branca e assim será uma boa sorte para você caso consiga retornar aqui, aí eu te falarei eu te disse e todos nós nos divertiremos!

Não havia mais nada a ser falar com o homem com a máscara de felino, o jovem apertou a sua mão agradeceu e seguiu o caminho que havia lhe dito, quando não conseguia mais vê-lo a garotinha perguntou ao seu pai:

-Papai, por que você o mandou para o lugar proibido e que não pode ir?

-Porque certas pessoas não aceitam a verdade e só aprendem pela pior maneira, era uma pena, se ele ficasse receberíamos de braços abertos.

-Mas todos que saem da cidade não voltam, para onde eles vão?

-Eu não quero saber, pelo que aquele homem que veio muito tempo antes de você vir, disse que era da outro lado e que aqui é o lugar mais seguro e feliz, vamos falar de coisas mais felizes, vamos de volta para onde os outros nos aguardam, devem estar se perguntando onde estamos.

E os dois se deram as mãos e foram pelo caminho oposto onde eles sabiam que estariam seguros, com a mente clara de que todos que saem não voltam e que o desconhecido não é um lugar seguro e feliz, nada poderia fazê-los mudar de ideia.

Notas finais
Então o que acharam desse capítulo? Bom, mais ou menos ou ruim?
Eu já disse que não estou acostumado com esse tipo de história, mas de uma cosia eu sei, tenho uma mensagem para transmitir para vocês meus caros leitores e espero que aguardem e gostem dessa aventura de que o nosso protagonista ira realizar.

Até a próxima página.

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