Persistência

4 Capítulo - Dia 14 de Agosto


Estava a bastante tempo com ela e mal sabia seu nome. Estávamos nós dois sozinhos nessa floresta louca e nem nos conhecíamos. É, mas não por muito tempo...

Procurei conhece-la, fiz várias perguntas (incluindo o nome dela que não sabia), o nome dela era Akemi, um nome lindo por sinal (outra característica dela que acho linda), ela tinha 15 anos, e me admirei, pois eu tinha 17 e estava mais assustado que ela.

Não tivemos muito tempo para conversar, tínhamos que sair logo dessa floresta, as aparições já estavam me incomodando. Depois de meses caminhando em círculos, chegamos a um lugar mais claro que nunca tínhamos passado antes, provavelmente era uma saída.

Era uma saída, mas não era a saída que procurávamos, mal vimos a luz do sol e já tinha uma série de guardas nos cercando.

Tiraram Akemi de perto de mim, não poderia protege-la, e foi exatamente o que aconteceu, ela tinha acabado de ser tirada dos meus braços e já estava apanhando, todos começaram a bater nela com a desculpa que ela "se vendeu" para mim, um escravo qualquer.

Esse lugar é ridículo, tudo é levado na base de opressão.

Não aguentei por muito tempo ver tudo isso quieto, mas tinha que esperar a hora certa, lutar sozinho contra quantos guardas armados não me dá a mínima chance de ganhar. Teria que formar uma rebelião para sair daqui e encontrar Akemi.

Dias se passaram. Consegui o apoio da maioria dos escravos, mas não todos. Espero atingir meus objetivos, mas não tínhamos nenhum plano por enquanto.

Um dia qualquer, enquanto trabalhava uma mulher apareceu a cavalo, Akemi estava montada no cavalo com a mulher, quando vi a cena admito que me desesperei, pensei que iriam leva-la para longe de mim, mas essa mulher era diferente dos outros, ela era dócil, falava com Akemi como se ela fosse sua filha.

A mulher se virou e olhou para mim, Akemi sorriu, ela tinha um plano.

A mulher entrou no celeiro de cavalos, trouxe um cavalo negro, talvez o melhor cavalo daquela fazenda maldita, montou junto com Akemi em seu próprio cavalo, e prendeu as rédeas do cavalo negro em seu cavalo e do nada começou a galopar.

Elas vieram em minha direção, e por instinto entendi que deveria montar no cavalo se quisesse fugir dali. Foi o que fiz, não sabia onde íamos, mas o importante nesse momento era sair dali.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.