Permita-se Recomeçar
12 Capitulo 12
Marquei nosso encontro para sábado no fim da tarde, nos encontraríamos no shopping.
Escolhi um estilo bem casual, um shorts preto com uma regata azul claro de alcinha bem fina, por cima um colete jeans com uma sapatilha básica.
Prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, um par de brincos discretos e um baton cor vinho para dar um destaque.
Cheguei ao shopping no horário combinado, me dirigi à praça de alimentação, ele estava sentado em um mesa no canto esquerdo, quando me viu levantou, fiquei feliz com a visão.
Ele usava uma calça jeans básica com camisa azul polo e um sapatênis, ele estava sensacional.
Enquanto me aproximava seu olhar viajou por todo meu corpo, deixando seu sorriso cada vez maior, senti minhas bochechas corarem, não pude negar fiquei feliz com isso.
Assim que cheguei na mesa ele disse.
— Oi, nossa você está linda!
Muito sem jeito tentei responder.
— Obrigada, você também não está nada mal.
Ele me deu um sorrisinho de lado e convidou-me à sentar.
Pedimos um suco e começamos a conversar, então eu disse.
— Então como devo te chamar Alexandre ou Derek?
— Por favor me chame de Derek, como eu disse o Alexandre morreu, hoje eu sou outro homem, assim como você, ou você é a mesma mulher e nada mudou? Perguntou ele.
Gostaria de dizer que ele estava errado, que eu era a mesma mulher, mas quem eu queria enganar, eu não era a mesma, como ele eu havia mudado.
— Pois é Derek, você está certo eu também mudei, muitas coisas aconteceram. Respondi pensativa.
Ele me fez uma pergunta que me surpreendeu.
— Soube que seus pais faleceram, você pode me contar como foi, por favor?
Fiquei uns instantes em silêncio, respirei fundo e comecei a relatar o ocorrido.
— Foi a quatro anos, eu estava trabalhando quando minha mãe ligou dizendo que meu pai tinha sido levado ao hospital, sai correndo do escritório, quando cheguei lá ele estava morto, na verdade ele morreu no caminho do hospital, ele teve um enfarto fulminante.
Foi difícil, minha mãe ficou inconsolável, mas isso não foi nada, o pior estava por vir.
Seis meses depois minha mãe passou muito mal, ela ficou internada quatro dias e passou por uma bateria de exames, onde foi descoberto um câncer de pulmão em estágio avançado.
Segundo os médicos ela teria mais ou menos seis meses de vida, ela estava totalmente conformada e muito calma, ela não suportava a saudade de meu pai e queria voltar para ele.
Um dia ela me disse para virar a página e seguir minha vida, encontrar alguém para preencher o vazio do meu coração, lutar e ser feliz novamente, mesmo dizendo isso, no fundo ela sabia que sem você eu jamais seria feliz de novo.
Cinco meses depois do diagnóstico da doença ela foi hospitalizada, passou três dias no CTI mas não resistiu e faleceu.
Meu mundo caiu de novo, mais uma perda, só que dessa vez não haveria mais lágrimas a ser derramadas, a única pessoa que eu ainda tinha era a Taty, ela me ajudou a enfrentar suas mortes.
E foi assim que me tornei sozinha, tipo eu contra o mundo.
— Eu sinto muitissímo, primeiro a morte de seus pais que eram pessoas expetaculares e eu os amava, depois por não estar ao seu lado e lhe dar a força que você precisava. Ele disse realmente comovido e arrependido.
Mudando de assunto fiz uma pergunta importante a ele.
Como você conseguiu o patrocínio da construtora?
Derek tomou um grande gole de seu suco, me encarou e respondeu.
— A empresa é minha com um amigo em sociedade, ele é brasileiro mas morou muito tempo nos EUA, ele é delegado, trabalhamos em alguns casos, nos tornamos amigos, ele conhece toda nossa história e ficou muito entusiasmado em ajudar o Abrigo.
Depois disso me lembrei que Angela disse que ele era um empresário que volrou ao pais a pouco tempo.
Me tirando de meus pensamentos ele me fez uma pergunta que não esperava.
— Posso lhe fazer um convite?
— Sim. Respondi muito curiosa.
— Lembra a boate que você me viu, terá uma festa particular, gostaria que me acompanhasse. É uma festa surpresa de aniversário da noiva do Luís, meu sócio, além do mais ele gostaria de te conhecer, vai aceita meu convite, eu prometo me comportar. Muito saidinho ele disse isso e piscou pra mim.
Mais confiante que pensei que estaria acabei aceitando o convite.
Combinamos de Derek me pegar em casa por volta das 22:30 hs.
Seria uma boa oportunidade de conhecer seu sócio, mas o que mais me deixava intrigada, eu odiava admitir mas estava gostando cada vez mais de sua companhia.
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