Permita-se Recomeçar
31 Capitulo 31
Eu estava no chão, olhei para o lado e vi Aline jogada ao meu lado desmaiada com o braço sangrando, próximo dela esta o Luís sangrando nas costa.
Luís se jogou na frente da Aline, ele levou um tiro no ombro que o perfurou e atingiu o braço da Aline, seu ferimento era superficial, mas devido seu estado físico debilitado ela desmaiou.
Olhei o ferimento do Luís, ele estava com dor e não podia mexer o braço, mas estava lúcido, conversando e andando, já a Aline não ela havia desmaiado e não queria acordar, fiquei completamente maluco, a abraçei forte e tentei acordá-la, sem sucesso...ela não voltava.
Ouvi barulho de ambulância e carros de policia, duas ambulâncias chegaram, os paramédicos examinaram Luís contataram que a bala atravessou seu ombro e pegou o braço da Aline de raspão, ele teria que ser levado para o hospital para melhores exames e medicação.
Quando a Aline um exame prévio mostrou que ela estava muito debilitada, ela passou quase 24 horas em cativeiro, nesse tempo ela não comeu nada e nem liquídos ela ingeriu adequadamente, essa era a causa do desmaio, ela iria precisar de hidratação e descanso.
Enquanto os paramédicos estavam com os dois eu liguei para Karina resumindo o que havia acontecido, ela ficou extremamente preocupada, pedindo para conversar com Luís, claro eu entendi sua preocupação, no seu lugar faria o mesmo, passei o celular para o Luís que a acalmou e disse que a queria no hospital com ele, então iriamos encontrá-la lá.
Nossos amigos e os policiais cuidavam dos bandidos feridos e dos que foram abatidos, no meu dos feridos havia uma mulher, ela tinha atentado contra a vida da Aline, ela não teve sucesso por que Will a baleou primeiro tirando assim sua mira.
Instantanêamente imaginei que ela era Helena Garcia, se assim fosse teriamos que identificar os feridos e mortos rápido, pois minha experiência dizia que Antônio Garcia poderia estar nesse grupo.
Luís e Aline foram levados para o hospital na mesma ambulância, eu os acompanhei, Luís teria o tratamento compatível com seu caso e Aline o seu, não podia e não queria deixa-lo, meu amigo irmão salvou a vida da mulher que amo, eu estava devendo muito a ele.
Apesar do susto, tudo deu certo no resgate, as provas continuavam comigo, assim que possível anexaria elas ao processo.
No meu do caminho meu coração se encheu de alivio, Aline acordou, ela estava pálida, com dor no braço ferido e um pouco desnorteada, disse que se sentia fraca e com muito sono, apertou minha mão e voltou a dormir.
Chegamos ao hospital, Karina estava nos esperando na porta, ela tinha o rosto vermelho de tanto chorar, junto com ela estavam a Taty e o Bruno também muito preocupados.
Luís foi levado por uma equipe para o lado esquerdo do hospital, Karina acompanhou, Aline foi levada por outra equipe para o lado contrário, eu, Taty e Bruno acompanhamos, chegamos em uma porta a equipe atravessou com ela, uma enfermeira me parou dizendo que não poderia entrar, teria que esperar na sala de espera logo teria notícias.
Aquela espera me pareceu uma eternidade, andando pra lá e pra cá senti meu celular vibrar, era Paul com novas notícias, disse que a mulher prestou depoimento no caminho do hospital, ela era mesmo Helena Garcia, seu alvo era a Aline, segundo ela chegaram no carro ela, seu pai, mais três comparsas, no meio do confronto seu pai foi morto, quando ela viu o que houve, decidiu se vingar e levar a cabo suas ameaças, ela é uma exímia atiradora, mas antes mesmo de conseguir atirar, ela foi baleada na perna e perdeu a mira.
O corpo de Antônio Garcia foi reconhecido, ela e os outros feridos foram levados para outro hospital sob custódia escoltados por uma equipe de policiais.
Aline foi levada para um quarto onde estava tomando soro na veia e dormindo, segundo os médicos ela passou por um estresse muito grande, logo estaria recuperada, perguntei sobre Luís eles me informaram que ele levou pontos no ombro, estava no quarto tomando remédios, que seu estado era bom.
Havia uma cadeira ao lado da cama da Aline, sentei nela e peguei a mão da Aline apertei forte, minha intenção era passar força e ela.
Estava tão perdido em meus pensamentos que não percebi quando Taty e Bruno entraram no quarto, ela descansou sua mão em meu ombro e disse baixinho.
— Derek vá pra casa, Aline está bem ela só precisa de descanso, você também precisa descansar, vá eu cuido dela, afinal ela é minha amiga irmã.
— Obrigado Taty mas prefiro estar com ela, quando acordar, não conseguirei me afastar.
— Entendo sua necessidade, mas voltou a dizer você precisa de descanso, vá para casa dela assim você se sentirá próximo dela, o Bruno irá com você, lhe fará companhia.
— Eu não quero deixa-la sozinha, sei que preciso de descanso e também de remédio pois meu corpo doi, mas não quero deixa-la.
— Vamos fazer o seguinte eu fico com ela, se ela acordar te ligo para voltar correndo, Ok...vá para casa dela, o Bruno vai com você.
— Você me promete que vai ligar se ela acordar, me promete cuidar dela, você não pode sair daqui por nada, está me entendendo Taty, é sério.
— Sim Derek estou entendendo direitinho, vou ficar aqui e não dar nem um passo, prometo, agora vá e cuide de si mesmo, amanhã ela terá alta e precisará de você forte para cuidar dela.
Sai do quarto da Aline com o Bruno, passamos pelo quarto do Luís ele estava dormindo, Karina estava ao seu lado, ela disse que ele estava bem só precisava tomar remédios e que no outro dia teria alta, ela disse que iria visitar Aline assim que fosse possível, deu um beijo nela e me pus a sua disposição, me despedi e fui para a casa da Aline.
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