Abri meus olhos bem devagar, estava tonta e minha cabeça doia, minhas vistas estavam turvas, pisquei várias vezes para firma-las.

Olhei onde estava, era um quarto úmido, estava deitada em um colchão no chão, com um travesseiro e cobertor.

O quarto era pequeno com uma janela de grade com cadeado, havia uma porta aberta que parecia ser um pequeno banheiro, logo a minha frente uma porta de ferro muito fechada e resistente, parecia um cativeiro, então deduzi que fui sequestrada.

Tentei me lembrar o que eu estava fazendo, entrei em pânico.....meu Deus Derek sofreu um atentado, será que estava ferido? Ou pior....

Levantei do chão e meu corpo reclamou, minha cabeça ficou rodando, tive que me apoiar na parede, meu estomâgo começou a embrulhar, fiquei muito enjoada a ponto de sair em disparada até o banheiro e vomitar.

Me refazendo do mau estar lembrei do restaurante, e obvio da Helena, era uma isca, uma armadilha para me pegar, mas por que, qual a motivação? Eu não tinha inimigos, foi então que minha ficha caiu....a paranóia do Derek, olhos me vigiando, tinha alguma coisa errada, alguém o havia ameaçado e ele não me contou, ele preferiu me manter na ignorância, fiquei puta da vida, ele não tinha esse direito.

Mas esse assunto ficaria para mais tarde, bem eu espero que eu tenha um mais tarde...agora precisava me concentrar em por que fui sequestrada e como escapar dali.

Olhei ao redor e constatei que minha bolsa não estava comigo, não havia nada para eu usar, então bati na porta e gritei incessantemente, fiz isso até ficar sem voz e com as mãos vermelhas, não adiantou nada, ninguém me respondeu, nem me mandaram calar a boca.

Voltei ao colchão sentei e fiz uma prece silenciosa paraa que o Derek estivesse bem e me encontrasse logo.

Muito tempo depois, o que para mim pareceu uma eternidade, ouvi um barulho na porta, fiquei em pé imediatamente, dois homens armados abriram a porta, um deles ficou no batente, o outro entrou no quarto, vindo em minha direção com uma bandeja na mão.

Ele colocou a bandeja no chão, então vi que era um prato de comida com um copo de bebida, olhei para ele e depois para a porta aberta, ele então deu um sorriso estranho e disse.

— Nem pense nisso moça, temos ordens de não machuca-la, mas se tentar alguma gracinha serei obrigado a desobedece-las. Então coma e seja boazinha, só serão algumas horas, logo seu namorado cumprirá o acordo e talvez você sairá bem.Disse e fechou a porta.

Fiquei apavorada, horas, teria que esperar algumas horas, o choro veio compulsivamente.

Peguei o copo de bebida na bandeja vi que era suco, tomei na esperança de me acalmar.

Minutos depois tentei pensar racionalmente, o homem disse que Derek teria que cumprir um acordo, então ele estava vivo e bem, se não o homem não contaria com isso.

Parece estranho mas esse pensamento me confortou, saber que Derek estava bem era minha esperança de ser resgatada.

Eu confiava nele e em seu amor e sabia no fundo de meu coração que ele moveria mundos e fundos para me salvar era só uma questão de tempo, eu tinha que manter a calma e acreditar.