Perigosa Paixão

4 Capítulo 3 - Ciúmes-


Notas iniciais
Estou postando mais um capítulo. Boa Leitura!

- Capitulo 3 – Ciúmes -

Em geral ele disse que viaja muito em função de ser um caçador. Ele não entrou em detalhes se tinha esposa ou filho então imaginei que sim afinal, um homem daqueles que viaja tanto e já conheceu tantas mulheres deve ter achado uma com a qual deve ser casado. Eu me peguei imaginando quem seria a vagabunda, quero dizer a felizarda. Eu tinha que parar de ter ciúmes. Sim, era isso que eu estava sentindo: ciúmes. O ciúme é um sentimento frio. Um dos piores sentimentos que eu já havia provado. Como eu poderia estar provando de sentimentos tão contraditórios e tão intensos em tão pouco tempo com um homem que eu nem sabia direito quem era. Sim ele havia me contado a sua vida mas, o que vai garantir-me que ele não mentiu? Eu nunca saberia. Eu não poderia me permitir sentir ciúmes, ele não era nada meu, e nunca poderá ser.

Comecei a sentir o vento ficar mais forte e, então percebi que isso se devia ao fato das arvores estarem ficando mais espaçadas uma das outras. Sim, eu sabia o que isso queria dizer. Eu estava chegando em casa.

- Oh não... – resmunguei em tom aborrecido.

- A Senhorita está sentindo muita dor? – Perguntou ele, aparentemente estava realmente preocupado comigo. Isso fez com que um sorriso besta se formasse em meus lábios. – Creio que não falta muito para chegarmos. – Disse ele tentando tranqüilizar-me, mas tal feito obteve a reação contrária.

- Não falta mesmo, a minha casa é aquela ali – Disse apontando com o dedo para uma silhueta de uma casa que começava a se formar.

Ele continuou a caminhar me levando no colo só que agora ficamos o resto do caminho em silêncio. Fiquei o caminho inteiro com os olhos fechados, pois estava cansada demais depois de todos os acontecimentos. Às vezes quando abria os olhos deparava-me com os olhos dele me encarando, daquela forma tão intensa como só ele sabia fazer.

- Esta é a casa da Senhorita? – Perguntou-me com um tom diferente, que ele nunca havia usado comigo, havia desgosto na voz dele? Por quê? Teria ele alguma rixa com a minha família? Fui interrompida de meus pensamentos com a sua linda voz de novo. – Mesmo não me respondendo vou bater à porta mesmo assim, você precisa descansar e ter cuidados melhores. – Me freei quando estava quase dizendo que eu preferi que ele me cuidasse, pois escutei a voz de meu pai atendendo a porta.

- No que posso ajudá...- Ele não concluiu o “ajudá-lo” pois seu espanto ao ver me estado foi maior – O que aconteceu com minha filha? – Perguntou desesperado. – Entre, traga ela logo pra dentro. – Agora ele falava em tom de quem dá ordens.

- Eu estava caçando quando a vi caída em uma das armadilhas preparadas por mim na floresta – Mathew explicou-se.

- Oh, obrigada rapaz. – Disse meu pai em um tom muito verdadeiro, quase nunca havia ouvido meu pai falar assim. “Isso é um bom sinal.” Pensei. “Ele realmente se importa comigo.” Sorri após tirar essa conclusão.

- Não fiz mais do que minha obrigação senhor. – Respondeu Mathew cordialmente.

– Leve ela para o quarto, fica no andar de cima. – Disse ele à Mathew. – Ravenna, diga a ele qual é o seu quarto quando chegarem enquanto eu chamo sua mãe para cuidar de Você – Disse ele dirigindo-se agora a mim. Eu apenas assenti.

Mathew foi subindo as escadas em silêncio mais uma vez. Eu não me incomodava nem um pouco com o silêncio então não fiz nenhum esforço para quebrá-lo.

Quando chegamos ao corredor com portas, típico de uma pousada, eu disse-lhe para seguir até a porta do final do corredor.

Reparei que ele era deveras habilidoso, pois segurou-me no colo com uma só mão e com a outra abriu a porta de meu quarto. Entrou e me colocou com cuidado em cima de minha cama.

- Então, acho que é melhor eu ir indo, está ficando muito tarde. – Ele sorriu. Meu Deus, como alguém poderia ter um sorriso tão lindo. O que está acontecendo comigo? Por que meu coração acelera quando ele sorri? – Mais uma vez, Foi um enorme prazer em conhecê-la Senhorita Somerhalder – Disse beijando minha mão. Esse beijo demorou um pouco mais que o necessário ou isso foi apenas fruto do cansaço de minha mente? Não sei qual seria a resposta correta e, nem me importava com isso. Só sei que se, eu pudesse parar o tempo, seria neste exato momento. O contato dos lábios dele em minha pele fizeram-me sentir de novo aquela maldita corrente elétrica percorrer todo meu ser e como conseqüência, senti aqueles arrepios também que, mais uma vez, não passaram despercebidos por ele. Corei e ele desta vez não conseguiu reprimir o sorriso exibindo dentes perfeitamente brancos e alinhados. Seus lábios rosados não eram nem carnudos e nem finos demais, eram muito másculos, eram perfeitos, entravam em uma perfeita harmonia com as covinhas que apareciam quando ele sorria. Seus olhos me causavam uma espécie de hipnose, era como se eu mergulhasse naqueles dois intensos olhos e me perdesse, e me afogasse ali sem nem me importar com isso.

Agora ele esperava que eu dissesse alguma coisa, mas eu estava perdida demais em sua perfeição e não queria me encontrar. Não consegui fazer com que palavra nenhuma saísse de minha boca então ele mesmo falou.

- Bem, já que não tenho mais nada a fazer por aqui, vou indo. – Disse-me cordialmente. – Estimo muito a melhora da Senhorita. – Disse isso encaminhando-se para a porta. E então era isso? Depois de tudo que havia ocorrido hoje, depois de tudo que havia ocorrido entre nós dois, não que tenha se concretizado em algum ato ou palavra, mas nós havíamos entregado nossos sentimentos em troca de olhares. “Um olhar vale mais do que mil palavras.” Muito sábio quem disse isso. E nos nossos olharem eram revelados todas as palavras não ditas e aquelas que não existem para explicar quilo que sentimos, tudo estava o tempo todo em nosso olhar.

Quando acordei de meus devaneios vi que ele já havia saído de meu quarto, mas não sei como, sabia que ele ainda me ouvia, então resolvi falar com ele.

- Espere, não vá agora. – Disse em um tom mais alto do que o normal.

Ouvi passos se aproximando de meu quarto e eu senti, eu sabia que era ele.

- Sim? – Ele perguntou encostando-se na entrada de meu quarto.

- Fique comigo. – Pedi.

- Como disse? – Perguntou-me com um misto de confusão e travessura no olhar.

- Não finja que não ouviste. – Falei sem nem me importar se éramos íntimos ou não. – Pedi que ficasse aqui comigo. – Repeti o olhando fixamente.

- Não, eu não estou fingindo que não a ouço, apenas fiquei surpreso com sua proposta. E em segundo lugar, creio que não posso e não devo ficar a sós com a Senhorita em seus aposentos por muito tempo, não seria de bom tom.

- Não importa. – Retruquei.

- Posso fazer-lhe uma pergunta? – Indagou-me olhando fixamente em meus olhos. Perdi-me em seus olhos mais uma vez. Continuei a fita-lo esquecendo-me de que ele esperava por minha resposta. Desta vez senti um arrepio percorrer-me só de olhá-lo fixamente. “Como ele podia exercer tamanho poder sobre mim?” perguntei-me mentalmente.

- Vou considerar isto como um sim. – Ele riu com um tom beirando entre o divertimento e a ironia.

- Faça logo a maldita pergunta. – Disse com raiva dele e de mim mesma. Sim, eu tinha raiva dele. O amaldiçoei em pensamento por ele ser tão absurdamente lindo. Por sua voz ser rouca e sedutora. Por atrair-me como um imã para ele, fazendo com que eu desejasse toca-lo. Por seu toque me causar aquela maldita descarga elétrica que me dava arrepios por todo o corpo. Por ele ser tão formal comigo. Por ele ter aquele tom irônico que o deixava mais sexy ainda e que eu tanto odiava. Por ter aquelas duas covinhas que apareciam em seu rosto o dando um ar jovial. Por seus olhos serem tão profundos e intensos sendo capazes de que as mulheres se afogassem neles sem nem pensar em voltar. Por manter aquela distancia dos diabos entre nós estando encostado na porta de entrada de meu aposento e eu em minha cama não podendo fazer mais nada além lamentar a dor e o cansaço. E eu odiava-me por, apesar de tudo, só conseguir pensar nele e, que se ele saísse por aquela porta, nunca mais nos veríamos, e eu não conseguia pensar em cogitar tal idéia. Amaldiçoava-me silenciosamente por desejá-lo tanto. Por simplesmente não poder deixá-lo ir.

- Por que falas comigo como se eu fosse algum íntimo seu? Nunca vi nenhuma mulher com a sua postura, nunca encontrei uma mulher com a sua coragem de dizer o que pensa. Muitas nem falam na presença de homens. – Despejou tudo de uma vez me olhando com aquele misto de admiração e curiosidade que ele usara comigo mais cedo na floresta.

- Eu simplesmente não me importo. Não quero ser uma filha ou uma esposa exemplar. Simplesmente não tenho interesse. Isso não seria um troféu pra mim. – Respondi a verdade. Contei o que eu nunca havia contado a ninguém. E o que mais me assustou foi que eu mo sentia totalmente à vontade expondo minha Caixa de Pandora a seus olhos.

- E por que quer que eu fique? – Perguntou olhando-me com aquele olhar irônico e malicioso que tanto me irritava.

- Não é de sue interesse o motivo. Apenas fique. – Respondi-lhe com raiva.

Ele riu da minha repentina raiva e isso me deixou ainda mais brava.

- Não vai entrar? – Perguntei impaciente olhando para ele que continuava em sua posição inicial.

- Achei que a Senhorita estivesse com raiva. – Respondeu-me sarcasticamente.

- E assim o Cavalheiro está deixando-me com mais raiva ainda. – Respondi-lhe imitando seu sarcasmo.

- Tudo bem, eu me rendo. – Ironizou ele levantando as mãos em sinal de rendição e formando um sorriso zombeteiro em seus lábios o deixando mais lindo do que de costume. Eu tive vontade de pular no pescoço dele naquele momento, mas antes que eu pudesse me mexer senti uma forte dor em meu ferimento.

Sem dizer mais uma palavra ele se desencostou da porta e andou até a beirada de minha cama ficando de joelhos a beirada da mesma e em seguida levantou meu vestido até um pouco abaixo da virilha. Quando eu iria protestar ele, parece que leu meus pensamentos e respondeu-me.

- Precisa alternar entre afrouxar e apertar o ferimento a cada vinte minutos senão a perna gangrena e, eu acabei esquecendo de fazer isso. Por isso deve estar com dor, mas eu já estou cuidando disso.

E ele assim respondeu todas as perguntas que haviam surgido. Me assustei um pouco com isso, mas depois disse a mim que isso só poderia ser coisa da minha cabeça.

Olhei para ver como ele estava cuidando de meu ferimento para saber fazer o mesmo depois e reparei que minha meia 7/8 que eu usava não estava mais ali e que a liga que a prendia também havia sido retirada.

- Onde foi parar minha meia? – Perguntei.

- Acho que se perdeu na floresta. – Respondeu-me agora já amarrando uma toalha branca que ele havia pegado de cima de uma cadeira que havia em meu quarto e rasgado a toalha para amarrar em meu ferimento, pois a outra já estava demasiadamente ensangüentada.

- Droga! Eu gostava daquela. – Praguejei e ele riu baixo e murmurou um “eu também.”. Não, eu só podia estar ficando louca, pois ele nunca repararia em mim, afinal, eu não tinha nada de especial.

- Você pode comprar outra. – Disse ele.

- O que você disse antes disso? – Resolvi fazer meu teste de sanidade.

- Tudo bem. – Respondeu-me com um sorriso de tirar o fôlego que quase esqueço de dizer que não fazia o menor sentido ele ter me respondido “tudo bem” naquele contexto.

- Isso não faz sentido! Ninguém responde “tudo bem” a quem diz “eu gostava daquela”. – Exclamei mostrando que ele não havia me enganado. Vi a confusão em seu rosto e sorri vitoriosa, ele me observou por alguns instantes e depois respondeu-me.

- E não faz o menor sentido mesmo. – Eu o olhei totalmente confusa e ele riu com uma pontada de sarcasmo. Isso estava me deixando extremamente irritada.

- E então... – Gesticulei com as mãos para que ele prosseguisse.

- Por isso que eu disse “tudo bem, você pode comprar outra.” – Sorriu vitorioso. Senti meu rosto queimar de vergonha pela tempestade no copo d’água que eu tinha feito e me senti infantil. Me amaldiçoei por realmente ter tido esperanças daquilo ter sido um “eu também.”.

O silêncio tomou o quarto.

- Sabe que está devendo-me uma coisa, não é? – Perguntou olhando-me intensamente como sempre fazia. Senti todos os pêlos de meu corpo se eriçarem. Sua pergunta veio com malícia. Estremeci antes de conseguir responder.

- O que eu lhe devo? – Perguntei sentindo uma sensação estranha me dominar, estranha, mas mesmo assim era boa. Ele fez uma pausa que me deixou mais ansiosa pela sua resposta do que já estava antes. Eu estava começando a sentir como se tivessem borboletas em meu estomago. Meu coração acelerou e meu peito subia e descia rapidamente conforme minha respiração.

- Eu lhe fiz uma pergunta no inicio e agora quero a minha resposta. – Disse de uma maneira que para mim, pareceu extremamente sedutora. A minha única vontade agora era de jogar-me em seus braços e lá ficar pra sempre. – Por que não pediu-me para ficar? – Disse ainda mais sedutor. – Eu só vou aceitar a verdade como resposta. – Disse aproximando-se mais de mim. Já podia sentir seu hálito fresco batendo em meus cabelos.

- Faz tanta diferença assim para você? – Perguntei tentando não demonstrar o poder que ele tinha sobre mim.

- Apenas responda-me a verdade. A sua resposta vai fazer toda a diferença daqui para frente. – Sussurrou em meu ouvido. Não consegui conter um gemido baixo que escapou por entre meus lábios com a sua aproximação.

Eu não queria admitir que ele, de alguma maneira que eu desconhecia, me faria toda falta se fosse embora, mas mesmo assim eu era orgulhosa demais para admitir isso. Orgulhosa demais para admitir que precisava dele.

- Eu não sei. – Respondi. Sim, isso era verdade. Eu desconhecia totalmente o motivo que me sentia tão ligada a ele. Mas também era só parte da verdade. Ele não sabia que eu precisava dele perto de mim, que isso era uma necessidade.

- Então não tenho mais nada a fazer aqui. – Disse se afastando de maneira brusca de mim.

Senti como se tivessem me acertado um soco no estomago. Senti o ar escapando de meus pulmões, meu coração batendo desesperadamente de uma maneira quase dolorosa fisicamente, minha cabeça latejou. Senti Raiva. De uma maneira que eu nunca havia sentido antes. Senti ódio por tudo. Ódio de tudo a minha volta. Em minha garganta eu sentia como se houvessem unhas a rasgando. Peguei um vaso de flores estúpidas que estavam perto de minha cama e o arremessei na parede.

Após isso Gritei. Gritei com toda minha força. O som que saiu de minha boca era o mais horroroso que alguém já ouvira. Não parecia ter saído de meu corpo. Era como se facas me atravessassem.

Desta vez, eu não o impedi de ir. Ele não tinha nenhuma obrigação comigo. Ele tinha o direito de ir. E eu não poderia fazer nada para mudar isso.

- Mãe! – Gritei chamando-a.

- Oh minha filha... Olha só para você — disse minha mãe lamentando o meu estado.

- Mãe, prepara a tina de água para o meu banho, só por enquanto meu ferimento ainda me atrapalhar? – Perguntei, na verdade pedi mentalmente a Deus que ele a fizesse dizer que sim, pois afinal, essa tarefa era minha e eu nunca rezava pois não acreditava em Deus. Diziam que Deus era nosso senhor supremo, bondoso e justo, mas comigo ele nunca havia sido assim. Nunca havia sido bom pra mim. Nunca havia sido justo pra mim. Nunca havia feito a diferença em minha vida. Quando eu ia a igreja eu fingia rezar pois era obrigada a ser uma moça religiosa.

- Enquanto não melhoras eu cuidarei disto. – Disse ela indo esquentar a água para meu banho.

Quando ela voltou com a água eu fui tomar meu banho.

Já deitada na tina, comecei a desenrolar a toalha branca que improvisava um curativo. Lembrei-me de Mathew. Lembrei com contato de sua pele na minha. As sensações que ele me causava. Lembrei dos olhos mais intensos que eu já vira na vida. Lembrei do sorriso milimetricamente alinhado em perfeita harmonia com suas covinhas. Lembrei que também o perdera sem nunca o ter. Uma forte dor no peito me tomou.

Lembrei-me de tudo o que eu finalmente vivera nessas ultimas horas, ou foram dias? Todas as emoções misturadas, descobertas que eu nunca imaginara que um dia poderia chegar perto de fazer, as sensações das ultimas semanas, o lobo, a floresta, a armadilha, o caçador, e agora novamente, a mesma monotonia de sempre. Minha vida iria ser a mesma de sempre. Aquela exata vida que eu odiava. Ele e a sua maldita perfeição atacaram meus pensamentos me arrastando para junto de suas lembranças.

____FLASH BACK ONN____

- Então, acho que é melhor eu ir indo, está ficando muito tarde. – Ele sorriu. Meu Deus, como alguém poderia ter um sorriso tão lindo. O que está acontecendo comigo? Por que meu coração acelera quando ele sorri? – Mais uma vez, Foi um enorme prazer em conhecê-la Senhorita Somerhalder – Disse beijando minha mão. Esse beijo demorou um pouco mais que o necessário ou isso foi apenas fruto do cansaço de minha mente? Não sei qual seria a resposta correta e, nem me importava com isso. Só sei que se, eu pudesse parar o tempo, seria neste exato momento. O contato dos lábios dele em minha pele fizeram-me sentir de novo aquela maldita corrente elétrica percorrer todo meu ser e como conseqüência, senti aqueles arrepios também que, mais uma vez, não passaram despercebidos por ele. Corei e ele desta vez não conseguiu reprimir o sorriso exibindo dentes perfeitamente brancos e alinhados. Seus lábios rosados não eram nem carnudos e nem finos demais, eram muito másculos, eram perfeitos, entravam em uma perfeita harmonia com as covinhas que apareciam quando ele sorria. Seus olhos me causavam uma espécie de hipnose, era como se eu mergulhasse naqueles dois intensos olhos e me perdesse, e me afogasse ali sem nem me importar com isso.

____FLASH BACK OFF____

E então eu mergulhei.

Notas finais
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