Perigosa Paixão

2 Capítulo 1 - O Lobo-


Notas iniciais
É a minha Primeira Fanfic. É uma Fanfic de época, que se situa em Mystic Falls (cidade tirada de Vampire Diaries, esta fic contém drama, romance, ação, poderão aparecer cenas violência, lemon deverá vir mais tarde na história, e vale lembrar também que é no estilo Darkfic.
Espero que deixem reviews mesmo que seja para criticar, pois só assim poderei melhorar a Fic.

- Capitulo 1 – O lobo -

Ravenna Somerhalder morava em uma cidade interiorana aos redores de Mystic Falls. Ela vinha de uma família que poderia se considerar de classe média. Ela vivia com seus irmãos mais velhos, seus pais, sua avó, e com duas tias, irmãs de seu pai que foram morar na casa de sua família logo após viuvarem.

Sua família tinha um uma pousada, que era a fonte de renda. O governo estava passando por uma constante crise econômica e com isso os impostos cobrados pelo governo aumentaram assustadoramente.

O pai de ravenna, Gerald Somerhalder estava se vendo sem saídas em meio desta situação. Por causa da crise sua freguesia diminuía significativamente, pois todos estavam fazendo economias. Ele se sentia, definitivamente, em um beco sem saída: seus dois filhos estavam mais que na hora de se casarem, e sendo assim, eles precisavam de que o pai contribuísse com um terreno com casa para que seus filhos pudessem morar com suas respectivas esposas e ainda pagar o dote das mesmas; ainda havia as mercadorias que ele teria de comprar para suprir o seu estabelecimento e, o aumento a crise não o ajudava em nada; tinha de sustentar a esposa, suas duas irmãs viúvas, sua mãe também viúva e sua filha, Ravenna. Ela era a mais nova dos seus três filhos e, a única mulher entre eles também. Era uma bela moça, havia completado seus 17 anos recentemente. Ela possuía longos negros cabelos que terminavam um pouco acima de sua cintura. Possuía estatura média alta, era bem mais alta que sua mãe e apenas alguns centímetros mais alta que o pai e mais baixa que seus irmãos. Possuía olhos muito azuis e penetrantes. Seu corpo tinha curvas muito bem definidas com seios fartos, cintura delineada e fina, pernas longas e bem definidas e sua pele era muito clara, macia e delicada, o que dava um belo contraste com suas longas madeixas negras e seus profundos olhos azuis.

O Sr. Somerhalder, sabia qual seria a saída para que suas dividas não se acumulassem mais do que já estavam. Ele mais do que qualquer um sofreria com isso, ele saberia que isso era injusto e de certa forma cruel, mas, mesmo assim não poderia deixar de fazê-lo mesmo que a dor fosse um fardo que teria de carregar para o resto de sua vida.

Certo dia, enquanto estava no balcão, servindo seus clientes, o Sr. Somerhalder notou que havia uma movimentação estranha em seu recinto. Sr. Somerhalder olha em direção à porta de entrada de seu estabelecimento e percebe o que estava ocorrendo ali. As pessoas estavam olhando Simon Harris.

Harris era um homem alto, grisalho, já com algumas rugas que se formavam na testa, em volta dos olhos e perto da boca. Havia ficado viúvo recentemente. Ele tinha sues 57 e era muito respeitado na região; não por excesso de dinheiro, mas sim por seu poder. Ele era sim, um homem rico, mas, acima disso estava o poder e as terras que ele possuía.

Harris entra no recinto e então, as pessoas param de olhá-lo para manter a descrição. Ele caminha tranquilamente, mas a expressão de seu rosto denunciava-o que ele havia percebido a surpresa das outras pessoas em vê-lo, afinal, ele ficara muito tempo sem mal sair de casa após a morte de sua esposa.

Harris continua seu trajeto até o balcão do bar da pousada, onde Sr. Somerhalder estava a atender. Ele se sente e pede uma bebida.

Prontamente Sr. Somerhalder o serve e, fica internamente feliz pelo fato de Harris estar ali e torcia internamente para que ele ficasse bêbado. Sim, este era um pensamento estranho, mas, era muito lógico se for analisado por este ponto: um dos homens mais ricos da região vem em seu recinto, o homem bebe, fica bêbado, e, quanto mais bêbado uma pessoa fica, mais ela consume bebidas, quanto mais ela consome mais o fornecedor lucra vendendo, e quanto mais Sr. Somerhalder lucrar melhor para o negocio da família e assim uma dor de cabeça a menos. E sim, é evidente que nem só assim se salva o negócio da família, mas, tudo o que estiver do alcance de Somerhalder, ele o fará.

Harris virou o copo da bebida em um só gole e pediu mais outra logo depois de largar o copo em cima do balcão. Enquanto Somerhalder pega mais uma bebida para Harris ele percebe que o cliente parecia estar absorto em alguma coisa que avistara na outra ponta do bar. No principio Somerhalder não se importou em saber o que era que havia o deixado tão concentrado no horizonte, afinal, sua pousada era muito simples, o bar não era diferente. Ele sabia que a casa do cachorro de Harris era muito mais sofisticada do que aquele ambiente.

Então Somerhalder entregou-lhe a bebida, mas Harris não a pegou, parecia que não estava realmente ali presente. Foi quando Somerhalder sentiu curiosidade em saber o que havia prendido tanto a atenção de um homem como Harris. Então ele viu que não seria apropriado dizer o que prendia a atenção do cliente e sim quem prendia a atenção. No primeiro momento a vontade de Somerhalder era socar o individuo enquanto ele ainda estivesse com o pensamento longe e ter lhe ensinado a ter o respeito que a mãe dele não havia o ensinado.

Somerhalder agitou o copo de bebida, que ainda segurava em sua mão, na frente de Harris afim de que tal ato chamasse sua atenção de volta.

Harris se deu por conta da realidade em sua volta e pegou a bebida.

Tomou o primeiro gole e voltou-se para Somerhalder:

-Qual é o nome daquela sua atendente ali?- Perguntou Harris apontando em direção à filha de Somerhalder, sem imaginar que ela seria filha do mesmo.

-Aquela é minha filha. — disse Somerhalder frisando bem aquelas duas ultimas palavras — Seu nome é Ravenna. – Respondeu dando um leve sorriso ao freguês, sentindo-se um pouco envergonhado por ter chamado a atenção de Harris anteriormente.

Harris terminou de tomar sua bebida e ficou parado por alguns minutos em frente o balcão, enquanto Somerhalder atendia outros clientes, e depois disso ele foi embora deixando o pagamento em cima do balcão.

Depois de fechar o bar de sua pousada subiu até o segundo andar de sua casa e pediu para sua mulher, Elizabeth Somerhalder, preparar a tina com água quente para poder tomar seu banho.

Enquanto tomava seu banho, Somerhalder aproveitou para relaxar e pensar sobre sua situação. Ele sabia que ia ter de fazer um casamento arranjado para sua filha, então foi que decidiu ir ao centro da sua cidade, no dia seguinte, para falar com o padre local sobre os possíveis pretendentes para sua filha.

Após vestir-se desceu ao primeiro andar e foi falar com sua esposa, que estava terminando o jantar. Ele contou a ela sobre seus planos de ir à cidade amanhã e pediu para que ela tomasse conta do bar enquanto ele fazia a viagem ao centro da cidade e mandou que Joshua Somerhalder, seu filho mais velho fosse chamar o cocheiro para no dia seguinte realizarem a viagem.

Durante a conversa com sua esposa ele pediu que ela falasse com Ravenna sobre o casamento que ele iria arranjar para ela e, acima de tudo que ela explicasse os motivos dele para estar realizando tal feito.

Elizabeth garantiu ao marido que conversaria com Ravenna. Ela tranqüilizou o marido dizendo que, certamente ela não iria oferecer resistência para ajudar a família. Mas ela sabia que não seria assim, no fundo ela sabia que a filha não era de temperamento fácil e que ela teria um grande trabalho para fazê-la aceitar tal casamento, contudo ela não quis preocupar o marido com mais este assunto, afinal ele precisava descansar, pois a viagem até o centro da cidade era cansativa.

Elizabeth foi chamar a filha, que estava cuidando dos cavalos no estábulo da casa, para ajudá-la pôr a mesa, pois no final das contas a filha tinha de saber de como cuidar de uma casa.

Ravenna era uma moça, que para a época, era vista até como atrevida, pois não gostava do jeito que a sociedade tratava as mulheres, vendo elas como seres inferiores sem nem mesmo o direito de ter estudo, ela não aceitava ter que pedir permissão para falar na frente de homens. Ravenna sabia que estava na hora certa de casar, mas ela não queria isso, ela não via a menos necessidade de parar de servir sua família para ir servir um homem que ela nem conheceria antes de seu casamento.

POV Ravenna

Após minhas tias que viuvaram vieram morar na casa de meus pais, elas não param de falar que já passou da hora de uma moça de família como eu casar e que meus irmãos precisavam arranjar noivas para eles.

Meu trabalho em casa havia aumentado relativamente com as minhas tias minha avó que me mandavam fazer todas as tarefas domésticas que precisavam e também agora que tentavam me ensinar a fazer meu próprio enxoval. E realmente odiava toda aquela situação e era infeliz com tudo aquilo. Eu não sentia a menor vontade de ajudar com serviços domésticos e não levava o menor jeito e nem tinha um quinto de vontade aprender como se faz um enxoval.

Eu sempre pedia permissão à minha mãe para cuidar dos cavalos no estábulo enquanto meus irmãos estavam na escola, pois quando eles voltavam para casa este trabalho era deles. Eles também cuidavam do bar da pousada enquanto eu raramente ajudava a servir as mesas quando eu acabava mais cedo o trabalho de arrumar os quarto, lavar as roupas dos clientes e já tinha arrumado a casa. Minhas tias e minha avó diziam que eu, desde pequena, corria feito um moleque e não tinha delicadeza como uma dama deveria ter. Diziam que meus gestos eram agressivos e que eu não tenho paciência e nem um bom temperamento. E o principal, principalmente elas diziam que esse meu jeito seria meu maior problema quando eu me casasse, pois se o marido escolhido para mim fosse uma pessoa de temperamento difícil como o meu eu teria sérios problemas, pois ele teria todos os direitos como marido sobre mim, e eu não seria mais problema da minha família.

Ultimamente tenho tido uma sensação estranha que não sei dizer bem o que é. Meus irmãos estão em época de testes na escola e eu tenho tido mais tempo para ficar com os cavalos. Adorava a sensação de liberdade que correr a cavalo, era o único momento que eu conseguia me sentir bem, pois só assim, nem que fosse por alguns minutos, eu conseguia esquecer tudo e todos à minha volta, os problemas passavam por mim tão rápidos quanto às árvores que eu deixava pra trás em meio à corrida.

Há mais ou menos uns dois meses eu tenho andado sentindo uma sensação muito boa e desconfortável ao mesmo tempo. É como se tivesse uma atmosfera que às vezes me emanava paz e outras vezes me emanava desespero.

Em meio a conversas com minha mãe eu quase toquei nesse assunto, mas depois fui freada por mim mesma. Eu gosto muito mais da solidão do que da companhia de pessoas. Minha mãe ultimamente tem sido a pessoa mais próxima de uma amiga pra mim e às vezes fico feliz quando ela se afasta. Ela até tenta desenvolver uma conversa comigo, mas os assuntos são sempre os mesmos, de como ela sonha que eu me case e como isso me fará bem, mas para mim isto não passa de conversas vazias.

Estava em meu lugar preferido, o estábulo, quando senti um vento frio passar por mim e fez encolher-me sentindo um arrepio passar por mim e bater de novo aquela sensação, “já está a escurecer e estou de vestido sem agasalhos, não há nada de estranho por aqui.” Pensei comigo mesma em justificativa ao frio que sentia.

Olhei para a floresta que se iniciava perto do estábulo e avistei um lobo que estava a olhar em minha direção. Fiquei sem reação durante alguns instantes e depois resolvi me aproximar mais um pouco para olhá-lo melhor. O lobo mantinha o olhar fixo em mim, em cada movimento que eu fazia, em cada vez que eu respirava. Minha respiração ficou ofegante e o espartilho do meu vestido parecia agora mais apertado do que nunca e o bolo que crescia em minha garganta não ajudava em nada. Meu peito subia e descia rapidamente com a minha respiração. Por um momento meu olhar encontrou com o do lobo e eu senti que eu precisava me aproximar mais. Eu estava ficando louca, essa era a única razão que eu encontrava por não ter saído correndo ainda e nem gritado em busca de ajuda. Dei alguns passos vacilantes a frente parei. Depois recomecei a andar sentindo que, a cada milímetro de distancia que eu acabava entre mim e o lobo aquela sensação estranha que me perseguia ultimamente aumentava cada vez mais. Senti como se eu fosse sufocar. Meu coração começou a disparar. E eu continuava a avançar. “Sim, eu estou louca.” Disse mentalmente a mim mesma e com essa confirmação surgiu uma duvida em minha mente: “O que eu tenho para perder? Uma vida na qual eu sou infeliz? Uma vida na qual todos tem mais poder sobre mim do que eu mesma, onde eu não tenho voz e nem vontade?”. E a resposta veio tão rápida quanto a pergunta: “O que eu tenho a perder é uma vida casada com um homem que eu não conheço, que irá poder mandar e desmandar em mim quando quiser e bem entender e passar todo a outra parte do tempo em volta de filhos que eu teria mesmo que eu não tivesse preparada para isso neste momento”. E com essa confirmação eu vi que eu devia seguir a minha vontade e saciar minha curiosidade, embora todas as células do meu corpo gritassem em protesto dessa aproximação.

Não sei quanto tempo se passou enquanto fui atingida por esse turbilhão de pensamentos e conspirações, poderiam ter sido segundos, minutos ou horas, mas agora isso já não importava mais.

Engoli calando um grito que se formou em minha garganta quando percebi que os olhos que me encaravam por tanto tempo agora de perto não pareciam olhos de um animal. Eles me analisavam, me estudavam e cercavam por toda parte. Agora tremores começavam a tomar conta do meu corpo e o uma atmosfera fria tomou conta de todo o lugar, a respiração ficou mais difícil.

Com um rompante lucidez ou insanidade eu percebi que eu estava certa de três coisas, talvez as únicas verdades que houvessem na minha vida, as únicas coisas que fossem reais, como se toda a minha vida tivesse sido uma pequena introdução para chegar até aqui: Eu iria morrer agora, Aquele lobo era a minha morte, sempre foi ele todo o tempo, o causador de todas aquelas sensações que agora com a proximidade só aumentavam e a minha terceira certeza agora havia sumido com o choque de realidade que eu acabara de tomar. Mas mesmo assim eu sabia que ele era ainda mais do que minha própria morte, ele era uma criatura pensante, inteligente, os olhos dele demonstravam isso desde o principio e talvez tenha sido isso que tenha despertado minha curiosidade, a forma de como ele me olha, a forma de me analisar, a forma de como o olhar dele queimava quando seu olhar encontrava com o meu, a forma que ele me atraia com se fosse um imã, o desconforto que ele me causava. Aquilo não era apenas um animal. Todos os Eu estava cara a cara com a morte e o pior de tudo: Eu tinha escolhido esse caminho.

Notas finais
Bom gente, este foi o primeiro capítulo, me avisem os erros de ortografia (estou sem beta), e espero que gostem. Reviews ?