Perigo 42!

1 Um papel mais profundo que o mar.


Notas iniciais
Espero que gostem do tipo de abordagem como é o começo decide pegar bem leve.

Em meio a uma noite bem chuvosa um homem anda pela rua onde existiam poucos carros passando, podia se ver um ou outro desafortunado dormindo perto das sacadas para não se molhar, os prédios faziam qualquer ser humano se sentir oprimido principalmente o homem que andava por essa rua. Caminhando em uma linha reta o homem somente dá ao luxo de se manter de pé pois parecia que seu corpo não aguentava mais, aos poucos era visível que seu caminhar deixava um rastro vermelho no chão esse rastro em meio a água das chuvas escorria diretamente para o esgoto, essa noite não era para o pobre homem, ninguém que estivesse a essa hora na rua era menos do que um rato, depois desse caminhar torturante finalmente sua alma se desprendeu de seu corpo que a levava, cair sobre o asfalto sujo da cidade não era mais um problema há verdade é que nesta hora não existia mais problemas. Umas horas depois com o amanhecer da cidade um amanhecer que predominava o cinza, aquele homem foi tendo importância novamente ao mundo, pelo menos sua casca, curiosos começavam a chegar perto alguns ratos já haviam comido parte do rosto do homem, não era uma surpresa já era de se esperar numa cidade como essa, em meio à multidão um homem trajando um sobretudo marrom se aproximava do corpo tentava afastar os curiosos sem êxito até que algum policial se importa com isso vai aproximando aos poucos do corpo, o homem de sobretudo buscava algo que podia de haver no corpo do defunto, remexia em todo o corpo até achar uma carteira sem muitas informações mas algo havia de estranho havia uma quantia de dinheiro bem grande mais claro não existia nenhum documento.

Minutos depois a polícia finalmente apareceu começando a se preparar para remover todos da cena, dois policiais começavam a afastar os curiosos com gritos e tiros para o alto, não era uma maneira correta mas quem iria ligar uma cidade assim não merecia menos, aos poucos outros dois policiais colocavam cones para formar um perímetro para que os legistas pudessem mexer no corpo. Longe do local o homem que apresentou para vasculhar o corpo chega perto de um grande prédio bem maior que os outros que rodeavam a cidade, não tinha um ar moderno era ainda antiquado se igualava aos demais prédios seu ar sombrio deixava qualquer um sem esperanças, enquanto o homem subia as escadas para a sacada do prédio pode se perceber que seu celular tocava mais mesmo assim seguiu seu caminho parecia não se importar com nada além de um papel que segurava em suas mãos, chegando na sacada olhou para o imenso quadro onde ficava as salas de médicos, advogados e outros que ali trabalhavam mas só olhou para uma delas era de um detetive logo se dirigiu para o elevador, entrando no elevador, bem apertado diga se de passagem, o homem tirando seu sobretudo olha para o painel onde aperta o número sete, neste ambiente claustrofóbico o homem fica balançando sua perna seguidas vezes num movimento pendular que deixava qualquer um irritado, ao cruzar os braços seu desconforto era visível parecia querer chegar no local rapidamente. Chegando no tal andar, o homem começa a andar em linha reta, o corredor era bastante largo deixava-o com uma aparente leveza não demora muito para chegar na sala onde deveria haver o detetive mas é claro que o homem era o próprio dono da sala.

– O dia começou, Silvia e Siqueira chegaram logo. – Depois dessa pequena indagação o homem coloca a chave na porta respirando bem fundo e girando lentamente a chave para abrir a porta que arranha um som esganiçado.

Abrindo a porta já adentrando o local podia se ver um balcão deveria ser uma recepção com duas poltronas atrás do balcão havia uma parede com uma porta entrando por essa porta duas mesas podem ser vistas, uma branca do lado esquerdo, essa mesa tinha uma arrumação peculiar juntamente com uma organização extrema ela se destacava pois o local era totalmente desorganizado, havia uma mesa a direita era negra, um negro fosco que não se destacava essa mesa era entulhada de arquivos juntamente com objetos ao mesmo tempo que era suja fazia jus ao local. Ao fundo da sala tinha uma divisória que era o local onde o homem se dirigia na porta estava escrito certamente seu nome, é claro que não precisa ser dito não ainda, assim com um giro rápido na maçaneta a porta se abre revelando o local de trabalho daquele detetive, tinha vários armários e caixas com arquivos para fora, um mesa bem ampla e lotada de arquivos, garrafas de algum tipo de bebida, não precisa julgar o tipo de bebida ele gostava de se aventurar em todas, claramente vazias juntamente com copos de cafeteria vazios, o homem vai em direção a sua cadeira, sentando se começa sua procura por algo até que acha um notebook preto antes de abri-lo passa a mão por cima num movimento de limpeza em sua mesa lotada, começando a tirar os papeis com uma sutileza parecia que cuidava de um cirurgia de alta precisão pouco a pouco o lado onde ele está da mesa começa a se arrumar de uma forma harmoniosa, quando finalmente tem espaço para o notebook o põe sobre a mesa abre se com um carinho extremo e assim liga colocando ao seu lado o papel que pegou do corpo, o homem começa a olhar o papel fixamente em um tom de confusão indaga para si mesmo poucas palavras mas o suficientes para aquela hora.

– Que merda será esse tal “perigo 42”? – Colocando uma das mãos sobre sua testa o detetive começa a mexe-la lentamente em um movimento pendular.

Com o notebook ligado sua investigação começa de verdade aos poucos passos são ouvidos dentro só ressinto mesmo assim o detetive os ignora, pode se perceber que duas pessoas estão sentando cada uma em uma respectiva mesa monocromática os dois investigadores que trabalham para o detetive já tinham chegado. Um mistério surge para os três, dessa vez a profundidade deste pedaço de papel não era definida muitas dúvidas surgiam na cabeça do detetive mas qual será o sentido que se esconde nesse pedaço de papel.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.