Notas iniciais
Hey! Oi gente! o/ Okay, eu sei que demorei muito pra atualizar a fic, mas eu tenho explicações. ;u; Bom, primeiro, eu entrei em semana de prova, e eu sou bolsista então não posso vacilar, por isso decidi dar uma pausa no pc pra ficar estudando direto (inclusive amanhã tenho prova de Biologia, mas como eu estudei com meu amigo agora a pouco, estou tranquila sobre ela). O segundo é que, bem, eu sou meio fraca com doenças, eu fico doente muito fácil e demoro pra melhorar, não foi diferente esses dias, eu peguei a maior gripe e comecei a tomar remédio, o problema é que o tal remédio me fez mal e eu acabei ficando mais doente ainda (ta de sacanagem remédio?), enfim, acabei ficando de cama por alguns dias. ç.ç Mas aqui estou eu de volta o/ quase totalmente curada e feliz que depois de amanhã é feriado o/ (aleluia igreja, glorifica de pé!). Novamente eu queria agradecer aos comentários e por vocês estarem acompanhando a fic! Eu tenho lido todos os comentários de vocês mas ainda não tinha achado tempo para responder (coisa que vou fazer hoje, assim que postar esse cap). Enfim, vou parar de atrasar vocês XD Boa leitura~!

A principio Deidara até se esqueceu de que era um ser humano, que vivia, tinha familia, que tinha Sasori.

Não pensava nessas coisas, ou no porque de seus pulsos estarem doendo tanto. Ele só teve um daqueles choques repentinos, de quando se esquece de tudo e de todos.

Pensou em como estava escuro, em como os pássaros lá fora tinham apenas um tipo de canto, em como o cheiro de algo podre invadia seu sentido sem a devida permissão. Viu pessoas que não conhecia, pode ouvir frases aleatórias. Tudo vinha de sua mente perturbada pelo ataque.

Sua visão estava ruim, a tipica visão de um recém acordado.

Piscou algumas vezes até perceber que, mesmo focalizado, não conseguia enxergar nada. Tudo estava terrivelmente escuro, e ele só rezava para não ter perdido a visão.

Foi quando percebeu que sua cabeça latejava, se lembrava de ter apagado em uma rua que nem ao menos sabia o nome, provavelmente foi com um golpe na cabeça. Pode sentir o local dolorido um tanto úmido e algo apertando seu cranio de uma madeira desconfortável mas tolerável.

Tentou mover suas mãos para inspecionar o possível ferimento, mas elas não responderam.

Estavam presas.

Estavam presas a correntes e machucava, já podia senti-las geladas, e ao tentar mover os dedos percebeu melhor ainda.

Alem das mãos seus pés estavam dormentes, ele percebeu também que ambos encostavam no chão. Estava preso ao teto, em pé.

Estava preso...

Foi nessa hora que Deidara passou pelo estágio dois do choque. O pânico.

Debateu as mãos, pés e todo o seu tronco. Queria se soltar, precisava. Gritos de frustração e ódio surgiram enquanto tentava, inutilmente, se livrar. Junto deles vieram os ruídos irritantes das correntes que o seguravam.

Porque? Isto é o tipo de coisa que acontece a alguém em um filme ou série. Isso não é brincadeira. Porque Deidara? Seu avô nem ao menos tinha muito dinheiro para quererem sequestra-lo. Inclusive, passavam por uma crise...

Seu avô... Lembrou-se dele. Tinha combinado de sair com ele no próximo sábado, o ''velhote'' havia reclamado que não estavam se vendo muito.

Soltou um gemido de frustração, pensava que se passasse por uma situação dessas seria forte.

Mas ele não era. Estava com medo e queria ir para casa. Não sabia quem era seu agressor ou o que poderia fazer contra ele.

Desistiu de tentar se soltar. Não conseguiria e precisava guardar energia para o que talvez estivesse por vir. Não era forte mas tinha que tentar. Por seu avô.

Apesar de repetir isso a todo instante as correntes ainda tremiam com seu nervosismo, e passaram a tremer mais quando ouviu o movimento de alguém, apenas a alguns centímetros a frente.

Era o som de alguém se remexendo de baixo de um cobertor.

''Só pode ser zoeira.'' — pensou. Seu agressor está dormindo a sua frente enquanto ele está logo atrás sofrendo?! Quem diabos está no comodo?

A pergunta logo seria respondida.

Escutou a pessoa afastar o cobertor e jogá-lo longe. Logo depois este resmungou ''Cara, você é barulhento.'' com uma voz sonolenta, realmente ele estava dormindo, mas o loiro não pensou muito nisso estava mais preocupado em franzir o cenho. Percebeu que aquela voz, obviamente, era de um homem, mas o mais intrigante é que percebeu que conhecia a tal voz.

Mas, não podia ser, não conhecia muita gente, e quem conhecia nunca faria uma coisa dessas com ele.

Ouviu os passos gradativamente mais próximos. Deidara não tremia mais, estava imerso em pensamentos tentando entender como podia achar a voz familiar, está certo que algumas pessoas tem vozes parecidas, mas mesmo assim. Isso estava o atormentando.

E então, o som do interruptor marcou presença, uma presença tão emplacante que Deidara escutaria este som em sua mente por longas semanas.

Nunca se esqueceria deste momento. Quando percebeu que foi estupidamente... Ingenuo.

– Iria gostar de ser interrompido no meio de um sonho? Acha isso legal?! Faz tempo que não durmo.

Conhecia a voz, conhecia a pessoa, conhecia aquele tom tão característico. Claro que era ele... ''Como sou imbecil...''

– Sasori... — murmurou quando viu o ruivo bem a sua frente, com a típica expressão indiferente que apresentava durante todo o tempo em que o conhecia. Nunca viu o ''amigo'' sorrindo, nem no dia da confissão.

– Me acordou pra isso? — perguntou casualmente, juntando as sobrancelhas, parecia estar começando a ficar irritado quando mudou a expressão para uma mais calma e se aproximou do loiro. — Sua cabeça dói? Desculpe a brutalidade, mas você tem cara de ser escandaloso e, pelo o que vi a alguns segundos atrás, você é mesmo.

A expressão de Deidara passou de assustada para indignada. A raiva começou a tomar conta de si, nosso loiro é uma pessoa extremamente explosiva, creio que ele não pensou direito naquela hora.

– Seu merda! Porque fez isso? É lógico que minha cabeça dói, desgraçado! Me diga logo que droga é essa! Porque estou preso?! Exijo que me solte agor- — antes que pudesse colocar o ponto final na frase, Sasori se intrometeu colocando a mão sobre a boca do loiro e a pressionando de forma bruta. Sibilou em reprovação, o som carregado de sarcasmo e tomou a fala:

– Olha como fala comigo, ''querido''. Posso ficar magoado e acabar te machucando, também posso ser explosivo. — Deidara quase pode ver um sorriso em seu rosto ao termino da primeira frase. — Essa droga, como você mesmo disse, é sua nova casa. Vai ter bastante tempo para analisa-la, mas depois. Você ainda está um tanto exaltado e não acho inteligente te deixar solto e a vontade, por enquanto. Logo mais você vai poder fazer o que quiser aqui, por agora acho melhor continuar acorrentado.

O loiro apertou ainda mais as sobrancelhas e cerrou os dentes, moveu a cabeça bruscamente para o lado fazendo Sasori tirar a mão de sua boca. Ele só pode estar brincando, Deidara jurou mentalmente que quando essa palhaçada acabasse ele iria socar Sasori e nunca mais voltaria a falar com o mais velho.

– E o motivo de ter feito isso é bem simples, você me correspondeu, não? Disse que me amava, ora, se me ama então porque não vir morar comigo? Certo? Vai mentir agora e dizer que nunca confessou que me ama? Só avisando que eu odeio mentiras Dei, não faça isso.

Deidara não sabia o que pensar ou dizer, o desgraçado havia o pegado direitinho, talvez Sasori não soubesse mas o loiro estava se culpando por ter mentido sobre sentir algo pelo ruivo, não conseguiria desmentir, mesmo que estivesse com muita raiva.

A essa hora Deidara odiava mais a si mesmo do que estava odiando Sasori.

O ruivo colocou suas mãos sobre a cabeça do menor tirando as ataduras, que antes apertavam o cranio do garoto, e colocando ataduras novas.

– Não seja rebelde, não tem motivo pra ser. Sua vida só vai melhorar daqui pra frente. — disse Sasori ao terminar o curativo, e pousou a mão sobre a bochecha esquerda do loiro, que apresentava uma expressão enojada. — É porque te amo que quero você perto, entende? É cansativo ter que dividir alguém.

O ''agressor'' se afastou, indo em direção a uma das portas ali na sala onde estava, levando com sigo uma mochila muito semelhante a que ele usa no colégio.

Deidara, ao ver que estava sozinho, começou a esfregar a bochecha tocada na manga da blusa, lágrimas começaram a brotar molhando ambas as maças do rosto e caindo no piso gelado. Que rumo ele tinha tomado?

Os olhos marejados ainda tinham curiosidade e tentaram analisar o lugar, agora que a luz estava acesa.

Estava preso próximo a uma das paredes, tanto que só agora percebeu que estava encostado a ela. O comodo tinha o formato perfeito de um quadrado, parecia bem limpo. A sua direita tinha uma porta grande, que julgava ser a porta principal, ao lado dela tinha uma cortina marrom, bem grossa que não deixava nem um raio de luz passar. Pelo tamanho, a janela era bem grande, quase do tamanho de uma vitrine. A sua frente tinha um sofá, de costas para si, estava bagunçado com um cobertor jogado no chão ao seu lado. Na frente no móvel tinha uma pequena TV que estava ligada ao jornal, não havia notado isso. Mais a frente tinha a porta por onde Sasori entrou a alguns minutos atrás, um armário residia ao lado desta. Do lado esquerdo de Deidara tinha outra porta, esta ele não sabia pra onde dava, e era trancada por duas correntes.

O comodo todo era bem pequeno, não havia escada e nem nada, na verdade pareciam muito com uma loja, uma loja minuscula mas ainda assim uma loja. Havia algumas estantes com um lençol velho por cima. Se perguntava o que elas escondiam. Assim como as estantes aquela porta acorrentada também o intrigava. Quase se esqueceu do seu estado atual.

Sasori fez questão de traze-lo para a realidade.

Saiu do quarto, que, agora que pode ver melhor, era o banheiro. Estava com o uniforme da escola e com a mochila nas costas. Olhando assim ele parecia um garoto comum, e, diga-se de passagem, bem atraente. Conseguiu enganar Deidara perfeitamente, e agora o loiro sabia o que estava escondido atrás daquela faceta.

– É cedo, já está quase na hora da aula, você aguenta ficar aqui sozinho não é? — perguntou, enquanto ia até a cortina e olhava la fora.

– Vai me soltar?

– Você é surdo? — perguntou, se afastando da cortina e se voltando para o loiro — Vai ficar ai até se conformar.

– Mas eu tenho fome, não fui ao banheiro...

– Muita gente sente o mesmo que você e sobrevive, volto logo. — finalizou e foi até a porta, a destrancando com rapidez.

– Não pode fazer isso! — Deidara tinha a intenção de dizer isso de forma agressiva e intimidadora, mas pareceu mais com uma suplica.

– Quer apostar? — perguntou o ruivo, sarcastico, e então se retirou, trancando a porta — e pelo som, mais de uma tranca -.

– Sasori! — o loiro gritou pelo outro, se debateu e vociferou. Mas a única resposta que teve foi a da sola do sapato de Sasori contra o chão.

Notas finais
Não me matem, o Dei não vai ficar bravo com o Sasori pra sempre, tenho outros planos XD Queria me desculpar pelos capítulos estarem tão pequenos (principalmente pelo Dois que estava.. Senti até vergonha depois que postei de tão minusculo que estava ;-;). Bom, acho que vejo vocês no próximo! Até mais! /o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.