Draco estava em frente a casa de Hermione a esperando, estivera lá por um bom tempo. Hermione olhou para dentro e viu seus pais passando por uma das janelas, Draco abaixou a cabeça.

– Não Hermione, eu não os machuquei. — Falou ele decepcionado.

– Eu eu nem pensei nisso Draco. — Falou Hermione.

Ele levantou a cabeça e olhou no fundo dos olhos da garota.

– Você deve estar curiosa pra saber porque estou aqui. — Draco deu uma risadinha.

– Na verdade vindo de você, nada me supreende. — Falou ela evitando os olhos dele, aqueles olhos cinzas a fraquejavam.

– Eu te amo. — Falou ele interrompendo-a.

Hermione arregalou os olhos.

– Isso te surpreendeu. — Falou Draco divertido.

Ela permaneceu com os olhos arregalados, não sabia o que fazer, não podia nem imaginar.

– E eu voltei por você, não conseguia parar de pensar em você. Nas nossas brigas, discussões, no seu cabelo castanho, no belo soco que você me deu no 3° ano.

Hermione deu uma risadinha, fora mesmo um belo soco.

– Eu sei que não faz sentido nenhum eu chegar aqui agora e me declarar pra você mas aqui estou, sei que talvez você e seus amigos nunca me perdoem, mas eu precisava lhe dizer. Hermione permaneceu calada.

– Bom, eu vou indo então. Foi bom ver você. — Falou Draco decepcionado e dando alguns passos.

– Espera. — Falou Hermione, era só o que ele precisava ouvir.

Ela não podia deixa-lo ir, ela sempre guardou em segredo seu amor louco e não correspondido pro Malfoy, e agora ela soube que ele sempre a amou também. Parecia injusto terem ficado tanto tempo brigando enquanto estavam apaixonados.

– Eu sempre fui apaixonada por você Draco. — Falou Hermione.

Draco paralisou, parece que essa notícia era nova para ele também.

– Mas por que agora? — Perguntou Mione

– Por que esse ano fora uma tortura para mim. Eu não sabia que precisava tanto assim de você. — Falou.

Hermione estava parada com os braços cruzados, a noite estava congelante e ofegante. Ela sempre fora apaixonada por ele, mas isso não mudava o que ele fez ou o que ele é, ele é um Malfoy.

– Eu sei que tudo o que eu fiz de alguns anos pra cá foi um erro. Eu fui um erro. Mas eu mudei Hermione. Quero que me ajude a provar isso.

Hermione descruzou os braços e deu alguns passos na direção do garoto.

– Eu sempre acreditei que você tinha podia. — Falou Hermione sorrindo.

– Nem todo sonserino é só trevas. — Falou Malfoy.

– Bom, nem todo grifinório é só luz.

Draco andou em direção a garota chegando tão perto que agora só a altura os separava.

– Será que um dia vai me perdoar? — Perguntou Draco acariciando o rosto de Mione com as costas da mão.

– Eu já te perdoei — Falou ela. Ela não esperava soltar aqui tão rápido, porém foi involuntário.

Ele a olhou surpreso, respirou fundo.

– Você não sabe o quanto eu precisava disso.

Ele ficou parado a olhando nos olhos. Hermione ficou na ponta dos pés, lhe deu um selinho e o olhou.

– Não se martirize tanto. — Falou ela.

Ele a segurou pela cintura e a beijou levantando-a alguns centímetros do chão. Depois de tanto tempo era até inacreditável que ele a tinha ali em seus braços. Eles param o beijo, testas coladas, juras de amor nunca ditas e dois corações machucados pelo tempo.

Eles ficaram deitados no gramado por um tempo. Porém já estava tarde.

– Te vejo amanhã? — Perguntou Draco esperançoso.

Hermione afirmou positivamente com a cabeça, ele lhe deu um beijo demorado em sua boca e em sua testa e foi andando em direção ao beco onde era possível aparatar sem ser visto.

Ela sorriu. Sempre quisera isso, sempre sonhara com isso. Draco era um tipo de droga para ela, e ela estava, nesse momento, anestesiada da vida.