Notas iniciais
ooi, tudo bem? Bom, feliz ano novo pessoal, que esse ano seja incrível para todos vocês. Esse capitulo não ficou um dos melhores, mas eu gostei e espero que não me odeiem por o que vai acontecer por que ainda tem muita coisa pela frente. Beijos.

Acordo com o sol batendo nos meus olhos e reclamo afundando meu rosto no travesseiro. O braço do Pietro passa na minha cintura e o seu cheiro delicioso está impregnado do travesseiro. Eu não consigo voltar a dormir, então com cuidado eu tiro o braço do Pietro de cima de mim para não acordar ele, coloco minha lingerie e uma camiseta dele que estava jogada na cadeira. Vou até a cozinha em busca de algo para fazer o café da manhã, mas não tem NADA. Suspiro frustrada e vou até meu quarto. Coloco um short, ajeito a blusa enorme do Pietro, arrumo meu cabelo bagunçado em um coque, escovo os dentes, pego dinheiro e vou até a padaria que eu vi ali perto.

Saio do prédio e vou até a padaria. Compro um monte de coisas e a metade delas são os pãezinhos com cereja que eu vi. Vou até o caixa, pago e volto para o prédio. Quando saio do elevador e no corredor dou de cara com o Pietro na porta do apartamento com o celular na mão olhando para o outro lado, mas quando ouve o elevador, vira o rosto para mim.

–Melanie! – ele grita e vem até mim.

–O que foi? – sorrio da sua reação e dou um beijo na sua bochecha, enquanto ele me envolve com um braço.

–Eu acordei você não estava no quarto, te procurei pelo aparamento e também não estava lá, fui no apartamento da Sarah vê se você estava lá e acabei vendo uma cena deplorável das desgraças do Eric – ele faz uma careta impossível de não rir. – Ele me expulsou de lá e disse que eu não devia entrar na casa dos outros assim, então eu te liguei e você tinha deixado o celular em casa.

–Desculpa, não achei que fosse acordar nem tão cedo– sorri. – Fui comprar comida. Sério, os armários precisam ser reabastecidos.

–Mais tarde vamos ao mercado – ele suspira e me dá um selinho. – Agora eu estou faminto. Você me cansou ontem à noite.

–Pietro! – eu o advirto e bato em seu braço. – Nós estamos em um corredor.

–Vazio – ele revira os olhos e antes de ser puxada para dentro do apartamento, vejo uma porta sendo fechada mais à frente. Tinha alguém nos olhando?

...

–Como assim você vai pra Petrópolis amanhã? – Livie gritou no telefone, o barulho tá enorme no lugar onde ela está.

–Onde você está? – pergunto.

–Eu estou no churrasco de um amigo, mas que história é essa de ir para Petrópolis?

–Férias. Andrew e a minha mãe voltaram, eu ainda estou de férias e a Sarah e o Eric nos convidaram para ir. Minha mãe deixou – dou de ombros.

–Se ela soubesse que o Pietro te desvirtuou e as coisas impuras que vocês andaram fazendo nesses últimos dias, ela não estaria deixando você ir – Livie ri alto.

–Cala a boca – eu brigo. – Só estou avisando.

–Ok, só não esquece que terça é o aniversário do Kaio e vai ter a festa surpresa na casa da Sophie, se você não for ela te mata e eu sei que ela tem diversas maneiras de fazer isso lentamente.

–Ela deixou isso bem claro quando eu a avisei sobre a viagem – eu ri.

–Tenho que desligar agora Mel, se divirta muito, beije muito e eu sei que vai, não faça nada que eu não faria, não aceite bebidas de estranhos e use camisinha por que não estamos prontos para ver uma mistura de Pietro e Melanie tão cedo, sem contar o fato que a pobre da Penny ficaria louca vendo um serzinho dos irmãos dela – ela diz em tom firme e ri.

–Você é horrível e não se preocupe, ninguém quer um serzinho meu e do Pietro – eu digo. – Digo o mesmo para você ai dona Srta. Livie. Beijos.

Eu desligo o celular e começo a arrumar as minhas coisas. Nós iriamos para Petrópolis amanhã logo cedo e voltaríamos na terça de manhã, Eric havia feito as reservas em um hotel e iríamos no carro do Pietro.

A porta do meu quarto se abre a Sarah entra se jogando na minha cama e começando a olhar as coisas que eu colocava na mala. Eu olhei para ela fazendo careta e ela sorriu.

–Oi Mel. Os meninos estão jogando vídeo game e o Eric me expulsou da sala por que ele disse que eu o desconcentro com meu short – ela bufa. – O que você tá levando para viagem?

–Roupa?! – eu ri.

–Sério? Pensei que você estava levando sacos de farinha – ela faz bico. – Quais roupas?

–Shorts, camisetas, vestidos e sapatos – olho para ela.

–Tá levando aquele vestido super sexy que a gente comprou? – Sarah arqueia uma sobrancelha.

–Não!

–Você tem que levar – ela diz indignada. – É perfeito e o Pietro vai babar em você.

...

Chegamos em Petrópolis bem cedo, então conseguimos fazer muitas coisas e como eu não nunca havia ido lá e a Sarah antes morava lá, ela fez questão de me mostrar cada canto da cidade e a agora a noite eu e ela havíamos nos trancado no quarto dela para nos arrumarmos e deixamos os meninos no meu quarto. Ela estava terminando de delinear meu olho para eu enfim ficar pronta.

Eu estou usando o vestido preto de costa nua que vai até pouco antes de chegar na bunda, tem mangas três quartos, decote coração e bate pouco acima do joelho. Salto altíssimo azul marinho, batom vermelho e olhão preto. Sarah está com um vestido verde colado segurado por uma corrente em volta do pescoço, salto de camurça preto, olhão preto e batom rosa. Nós já estávamos nos arrumando a mais de uma hora e os meninos estavam nos esperando a meia hora no hall do hotel. Depois de algumas fotos e olhadas no espelho, descemos de elevador e chegamos onde os garotos estavam nos esperando. Eric com uma camiseta social e All Star tradicional, Pietro como uma camiseta branca, jaqueta de coro e Vans azul, ostentando como um bad boy. Deus do céu, ele está mais gostoso que nunca. Sarah pigarreia alto para chamar atenção e então eles nos olham.

–Wow! – Eric diz. – Vocês estão... Lindas.

–Sabemos, obrigada – Sarah pisca e solta beijo.

–Sarah tá linda – Pietro diz para ela, anda até mim e envolve os braços na minha cintura. – Mas você Anjo, tá maravilhosa, apesar do seu vestido ser curto demais.

–Não é curto, você que é chato – reviro os olhos.

–Claro que é curto e as suas costas estão a amostra, é pele demais – faz bico. – Eu vou ter ficar agarrado com você a noite inteira para impedir que alguém se aproxime.

–E isso é ruim? – faço cara de indignada.

–Claro que não! Eu ficaria o resto da minha vida se deixassem – ele sorriu e me beijou.

–Awn, o meu menino tá apaixonado mesmo – Eric diz com voz afetada.

–Vai se ferrar Eric – Pietro ri para ele.

–Vamos logo! – Sarah suspira.

Nós vamos de táxi até uma boate de um antigo amigo da família do Eric, então quando o Eric avisou ao cara que nós víamos, ele fez questão que fossemos lá e não enfrentaríamos nem a fila. O táxi para na frente da boate, não é das maiores, mas não é ruim pelo que aparenta. Nós vamos até os seguranças, o Eric fala com ele e quando eu vejo, já estamos dentro. O lugar está cheio. As luzes coloridas e os lazers deixam misturado com muito gelo seco dificulta a visão. Nós vamos até o bar e nos sentamos em uma mesa com bancos altos no canto com uma visão perfeita para a pista de dança.

–Baby, vamos dançar? – Sarah faz bico para o Eric.

–Já? – ele choraminga. – Acabamos de chegar, amor.

–Se você não for eu arrumo alguém muito melhor que você para ir – ela diz ameaçadoramente.

–Vejo vocês depois – Eric bufa enquanto puxa a Sarah pela mão.

Pietro puxa meu banco para mais perto e passa o braço em volta da minha cintura quando um cara que está ao nosso lado sorri para mim. Eu quase rio da cara do

–Você vai comigo a festa do Kaio na terça? – pergunto tentando mudar a cara dele.

–Kaio, o melhor amigo do seu ex que também vai estar lá? – ele arqueia uma sobrancelha.

–Sim – dou de ombros.

–Não sei se algum dos dois vai gostar da ideia – ele me dá um beijo na testa.

–Eles sabem de nós dois, Pietro. Eu me encontrei, nós conversamos sobre tudo dele não ir com a sua cara, ele não vai fazer nada – digo.

–Só vou por que não quero deixar brecha para ele te roubar – Pietro sorri e me beija.

–Otário – digo entre o beijo e sorrio.

–Que você não vive sem – ele me dá um selinho.

–Sabe o que dizem, toda garota precisa de um otário – eu dou um beijo na sua bochecha e mordo.

–Outch – ele faz bico e eu dou um selinho e ele aprofunda para um beijo.

–Ai meu Deus, Pietro! – uma voz feminina empolgada diz na nossa frente e o Pietro para o beijo para ver quem é.

–Rebeca? – ele diz surpreso.

Rebeca? A loira platinada, peituda que estava ficando com ele no estava ficando naquele dia do iate?

–Pietro, baby – ela abraça ele e quase se senta no colo. – O que está fazendo aqui?

–Ah, vim passar uns dias aqui – ele sorri para ela. – E você?

–Visitando uns amigos – ela sorri e finalmente olha para você. – Hey, você é a irmãzinha do Pietro né? A que pegou o Gustavo. Mellody, né?

–Não sou irmã do Pietro e meu nome é Melanie – forço um sorriso para ela.

–Hm, tá então – ela me dá um sorriso falso e volta a olhar para o Pietro. – Vocês vieram sozinhos?

–Ah, não – Pietro fala rápido. – Sarah e Eric estão dançando.

Rebeca e Pietro começam uma conversa animada, me deixando de fora de tudo. Rebeca está sentada ao lado dele quase esfregando o decote no rosto do Pietro, enquanto eu me controlo para não bater com a cara dela contra a mesa de vidro.

–Eu vou ao banheiro – resmungo, mas duvido que algum deles tenha ouvido. Levanto do banco irritada e começo a procurar o banheiro. Enfrento a pequena fila que tem nele, entro e mando uma mensagem para a Sarah mandando ela ir até o bar. Me olho no espelho e volto para a mesa, mas quando chego no meio da pista de dança e olho para a mesa, meu coração para.

Pietro e Rebeca se beijando.

Meu ar se esvai, meu coração para, o famoso nó na garganta é feito e meus olhos começam a embaçar. Deus, por que ele fez isso comigo? Começo a procurar a Sarah e o Eric, enquanto as lágrimas caem dos meus olhos como gotas de chuva. Meu coração dói como nunca antes, eu respiro fundo tentando puxar todo o ar que eu consigo. Não encontro Sarah e Eric em lugar algum, ligo para o celular deles, mas também não antedem. Só sei que eu preciso sair dessa boate, dessa cidade, se possível desse país. Enquanto eu corro para fora da boate, disco o primeiro numero que me vem a cabeça.

–Alô? — uma voz reconfortante atende do outro lado.

–Você pode vir me buscar em Petrópolis? — digo tentando disfarçar o choro.

–Melanie? — grita do outro lado. — O que houve? Onde você tá agora?

–Você pode apenas vir me buscar? Eu... Eu, eu vou pegar minhas coisas no hotel e saio de lá, me diz onde te esperar. Por favor, me tira daqui — não aguento e começo a soluçar desesperadamente.

–Eu estou indo. Chego ai em duas horas, me manda uma mensagem dizendo onde você está.

–Obrigada — sussurro.

Pego um táxi e corro para o hotel.

Notas finais
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