Notas iniciais
Oii, tudo bem? Eu fiquei muito feliz com os comentários e para a maioria das meninas que pensavam que o pobre do Pietro havia feito merda, a resposta está ai embaixo. Como está no final, pode haver P.O.V'S do Pietro também. Espero que gostem. Beijos.

O salão de espelhos estava todo iluminado com velas e as velas refletiam por todos os lados pelos espelhos, dando ao lugar um visual incrível que parecia não ter fim. De frente para a porta estava um caminho de pétalas de rosas que levam até... Pietro, que está em pé na frente de um espelho onde as palavras ‘Casa Comigo?’ Estão gravadas.

Meus olhos estão quase pulando pra fora da minha órbita e meu coração está tão acelerado que parece que vai pular do meu peito a qualquer instante. Eu estou tendo visões ou coisa assim? Eu entro no salão e fecho a porta atrás de mim. Começa a sair a música You and Me do Lifehouse, pelos altos falantes da sala e eu quase dou um pulo com o susto, enquanto ando silenciosamente até o Pietro, que quando me tem perto o suficiente, me puxa para ele e passa os braços em volta da minha cintura.

–O que é tudo isso? – Eu pergunto ainda atordoada.

–Um pedido? – Ele ri e me dá um beijo na testa. Pietro se afasta de mim o suficiente e se ajoelha na minha frente, segurando a minha mão. Ele tira uma caixinha preta do bolso, abre e revela um anel lindo de ouro branco e um diamante de 3 quilates. Meu coração para.

–Pietro? – Sussurro.

–Melanie Charllote Devito, eu sou um idiota, como você já sabe, mas eu também to apaixonado por você. Eu sou um idiota, ciumento, nervoso, malditamente sexy e você me aguenta mesmo assim. Você sabe que eu te amo de verdade e pra caralho, porque se eu não te amasse, não teria feito coisas gays como essa. – Ele ri e eu o acompanho, meus olhos enchendo de lágrimas. – E aqueles livros idiotas e românticos demais que você me obrigou a ler, serviram pra alguma coisa, porque eles me inspiraram pra fazer isso e se você recusar o meu pedido, eu juro que eu jogo eles todos em uma fogueira porque eles não vão ter mais nenhuma utilidade pra mim. Você me conhece mais que qualquer um, sabe meus defeitos, minhas merdas, minhas manias e sabe como eu sou. Você ainda tá comigo e tá esperando um filho meu, e eu como eu já disse, eu te amo. Eu pretendia fazer esse pedido daqui a alguns bons anos quando nós dois já tivéssemos terminado a faculdade, mas não faz mais sentido esperar, então eu estou fazendo agora. Anjo, você quer casar comigo e me aturar para o resto da sua vida?

Eu estou totalmente sem palavras quando ele termina de falar. Eu estou chorando tanto que não consigo pronunciar nenhuma palavra. Seus olhos verdes brilham com as chamas das velas e eu abro o maior sorriso do mundo, quase maior do que o do gato da Alice.

–Sim! – Eu digo. Ele sorri, coloca o anel do meu dedo e pula para cima, me abraçando e me beija tão intensamente que eu tenho que me segurar nele pra não cair.

–Você tem dois meses para arrumar o casamento. – Ele diz no meu ouvido.

–Dois meses? – Arregalo os olhos.

–Sua mãe já começou com algumas coisas. – Ele sorri.

–Minha mãe sabe? – Digo indignada.

–É claro. – Ele rola os olhos. – Assim como a Sarah, Livie, Sophie, Eric, Nick, Kaio, o dono do hotel e o meu pai.

–Por que todo mundo tava sabendo menos eu? — Faço careta.

–Sério que você me fez essa pergunta Melanie? – Ele ri e eu faço bico.

–O anel é perfeito. De onde você roubou? – Eu digo.

–Meu emprego paga muito bem, okay? Eu sou um engenheiro civil quase formado, não posso comprar um diamante pra minha noiva? – Ele ri. – Mas eu não comprei. É de família. Começou com os pais do meu bisavô, então como os pais da minha mãe só tiveram ela, o anel ficou ela e ela deu para mim. Mesmo minha mãe tendo morrido no acidente de carro, ela tinha uma doença bem grave e como ela sabia que não ia durar muito, ela me deixou uma carta e o anel. Meu pai me entregou alguns anos atrás. Ela me disse que eu só deveria dar esse anel pra quem eu realmente amasse. Ela gostaria de você.

–Eu também gostaria dela. – Sorri e o abracei forte.

Nós voltamos para a festa de casamento da Sarah, mesmo o Pietro querendo que nós fossemos pra casa para podermos consumar o nosso noivado. Sophie e Kaio estavam sentados na nossa mesa, Nick também estava lá, mas Livie e o acompanhante dela não. Eu me sentei na minha cadeira e coloquei o buquê no meu colo.

–A propósito, eu peguei o buquê. – Eu digo rindo para o Pietro, que sorri e me dá um beijo na testa.

–Mel! Cadê o anel? – Sophie grita e puxa minha mão. – Deus do céu, eu estou cega. É lindo.

...

–Eu preciso de sutiãs novos. – Eu bufo, enquanto termino de colocar minha blusa e ir para sala.

–Você não sabe como me alegra essa notícia. – Pietro diz rindo da cozinha.

–Você é um tarado, Pietro! Vem cá, nós precisamos entregar os catálogos amanhã para elas poderem fazer o pedido. – Eu ri e puxo um dos catálogos para o meu colo. Minha mãe se juntou com a mãe da Sarah e as duas estavam resolvendo o meu casamento, só vinham até mim quando era pra saber a opinião e marcar coisas. Elas haviam nos mandado um catálogo de mesas, toalhas e flores. O casamento ia ser na praia, a mãe da Sarah havia conseguido um lugar na beira do mar. Era um lugar novo, enorme e as paredes totalmente de vidros, nada mais do que vidro e isso permitia uma vista perfeita e romântica para o mar; Tinha uma escada larga de poucos degraus que levava direto para a areia. O casamento ia ser na praia e a festa no salão. Eu estava vivendo meu casamento dos sonhos e o Pietro estava ajudando muito com tudo.

–O que nós temos que olhar? – Ele suspira e se joga ao meu lado, passando um braço pela minha cintura e acariciando minha barriga. – Não já decidimos as cores semana passada?

–Sim, mas agora temos que decidir o design das toalhas, que mesas nós vamos usar e as flores. – Encosto a cabeça no seu ombro. – Isso é chato, por que você me pediu em casamento?

–Não pode voltar atrás! – Ele faz careta e eu o beijo.

–Não quero voltar. – Sorri. – Agora vamos terminar isso logo.

Nós decidimos as coisas e eu liguei para minha mãe. Passamos uma hora no telefone, depois eu apaguei as luzes e fui para o quarto. O Pietro estava assistindo Invocação do Mal e abriu os braços para que eu deitasse com ele. Fechei a porta, apaguei a luz e deitei com ele, encostando a cabeça no seu peito.

–Pie? – Chamo.

–Hm? –ele murmura.

–Eu to com desejo. – Eu digo.

–São dez da noite, anjo. – Ele choraminga.

–É a sua filha que quer, não eu. – Bufo.

–O que você quer? – Ele pergunta.

–Bombom de cereja. – Sorrio. – Vende lá embaixo.

–Só porque eu amo vocês. – Ele diz e pula da cama.

Eu sorrio com o que ele fala. Pietro entra na calça e coloca uma camiseta, antes de pausar o filme e sair do quarto. Eu troco o short e a blusa pôr a meu pijama do Pokémon que era um dos únicos que ainda cabia em mim e ainda ficava confortavelmente folgado. Deitei na cama e me enrolei no edredom morrendo de frio por causa do ar condicionado que o Pietro gosta de deixar no nível Polo Norte. O celular dele começou a tocar no criado-mudo, eu me inclinei para pega-lo e o nome do visor era a Rebecca. Eu atendi.

–Alô? – Falo.

–Quem é? – A voz chorosa dela me assustou.

–Hm... É a Melanie. O Pietro saiu. – Eu digo.

–Eu preciso dele... Por favor, pede pra ele me ligar, Melanie. – Ela choramingou outra vez.

–Você tá bem? – Pergunto.

–Só pede pra ele me ligar, droga! – Rebecca rosna e eu fecho a cara. Eu estava tentando ser legal e ela me ataca?

–Tudo bem, adeus. – Desligo e me encolho na cama.

O que ela quer com o Pietro a essa hora da noite? Bom, ela parecia mal, por mais que eu não suporte a ideia, eu vou falar mesmo assim. Eu sinto uma pontada na barriga, uma pontada que não parece nenhum pouco com um chute. Eu solto um gemido e me encolho mais, mas ela para.

Ouço a porta da sala se abrir e segundos depois o Pietro entra trazendo na mão a minha perdição. Até esqueço da dor que eu senti antes e me empurro nos meus joelhos pra pegar a caixa da mão dele.

–Wow! Calma, anjo. – Pietro ri e se senta ao meu lado, enquanto eu abro a caixa e enfio um bombom na boca.

–Pie? – Digo.

–O que? – Ele pergunta e pega um dos meus bombons.

–Hm, ér... – Começo a dizer. Não sei como falar que uma das ex- sei lá o que, dele, ligou e disse que precisava dele.

–O que foi? Você tá com outro desejo? – Ele choraminga e cai com a cabeça no meu colo.

–Não! É que... Bom. A Rebecca te ligou e eu atendi. Ela pediu pra você ligar para ela. – Eu disse e ele franziu a testa.

–Oh, merda! E como ela estava? – Ele levanta em um pulo pra pegar o celular e sai do quarto.

–Ela estava chorando. – Faço careta.

Ele resmunga alguma coisa e sai do quarto pra falar ao telefone. O que droga estava acontecendo com a Rebecca que ele não podia falar na minha frente?

Coloquei play no filme e continuei a assistir, ainda estava no começo. Pietro voltou de novo e ele parecia assustado.

–Mel, eu preciso ir. Desculpa, mas eu realmente tenho que ir. Não me espera acordada pode ser que eu demore, tá? – Ele me dá um beijo na testa e procura as chaves do carro.

–O que tá acontecendo? – Eu pergunto.

–Nada demais. – Ele responde.

–Tá sim! O que está acontecendo, Pietro? – Pergunto de novo, mais irritada dessa vez.

–Não é nada, Melanie. – Ele suspira. – Você viu as chaves do carro? Merda.

–Não eu não vi e isso com certeza não é nada, Pietro! – Dessa vez eu estou realmente irritada.

–Isso não é da sua conta, droga! – Ele rosna para mim, pega a chave sai do quarto. Ouço a porta do apartamento bater lá fora e fico chocada com como ele foi mal comigo. Ele está saindo ás dez da noite para encontrar uma garota com quem ele já ficou, eu entendo que ela estava mal, mas ele me devia algumas explicações.

Eu que não iria dormir nesse quarto esperando por ele. Pego meu celular, dois travesseiros, o edredom e vou para o meu quarto. Apago a luz, tranco a porta e me encolho na cama que está intocada desde que eu me mudei.

...

Eu acordo com outras daquelas pontadas que eu senti mais cedo, só que dessa vez são mais fortes. Olho no relógio despertador ao lado da cama e agora é meia noite. Levanto da cama e as pontadas se intensificam me fazendo soltar um gemido. Acendo a luz e abro a porta que dá para o corredor. Vou até o quarto do Pietro, mas ele não está lá. Vou na sala e nada, ele não está aqui. As lágrimas já estão caindo a essa altura. Eu me encolho na cama e pego o meu celular pra discar o número dele, que atende no quarto toque.

–Mel, eu não posso falar agora, eu te ligo depois tá? – Ele não me deixa falar nada e desliga.

Eu estou sentindo dor demais pra continuar ligando pra ele, disco o segundo número no contato de emergência e o Nick atende no segundo toque.

–Mel? Tá tudo bem? – Ele pergunta.

–Não! – Choramingo. – Nick, eu to sentindo muita dor, por favor, vem e me leva para o hospital.

–Eu to chegando, Mel, espera só um pouco. – Ele diz e desliga.

Eu me arrasto até o armário e troco o pijama por um short e regata. Pego uma bolsa com algumas coisas que podem ser necessárias e me arrasto para a sala a tempo de me jogar no sofá antes de sentir outra pontada. Só o que eu quero é que minha filha esteja bem.

...

Nick entrou correndo comigo no colo na emergência do hospital. A Livie minha do lado trazendo a minha bolsa e literalmente gritando por alguém. Um enfermeiro apareceu com uma cadeira de rodas e o Nick me sentou nela. Pra falar a verdade não estava doendo tanto a ponto de eu não conseguir andar, mas eu não me incomodava nenhum pouco. Eu não queria ligar para minha mãe porque ela ia fazer perguntas que eu não ia conseguir responder, como onde o Pietro estava e por que diabos ele não atendia o celular. Nick e Livie amaldiçoaram ele o caminho todo e tentaram várias vezes ligar, mandar mensagem de todos os celulares, mas nada.

–Vocês podem esperar notícias dela aqui fora. – O enfermeiro diz enquanto me leva para uma sala. A minha médica, Dra. Cecilia, estava no plantão hoje e me ajuda a me sentar na cadeira.

–Melanie, o que está acontecendo? – Ela pergunta.

–Eu estou sentindo dores. Elas estavam muito fortes quando eu sai de casa, mas passaram um pouco. – Eu ofego.

–Olha, isso pode ser muitas coisas, mas vamos torcer para que seja o mais simples possível. Pode ser apenas cólica ou desidratação, mas só iremos fazer uma ultrassom para verificar o bebê, não se apavore. Eu vou dar-lhe um momento tirar toda a roupa e já volto. Tem uma bata em cima da maca. Depois deite-se na maca e cubra-se. Nós vamos fazer o ultrassom e depois um exame de sangue e urina se na ultrassom não der nada. – Ela diz e sai da sala por um momento.

Eu me levanto e vou para trás da cortina que tem para se trocar. Tiro toda roupa e quando puxo minha calcinha, meu coração para. Uma mancha de sangue vivo está nela e eu me desespero. Meu bebê tem que estar bem. Coloco a bata e deito na cama, puxo o lençol fino para cima e fecho os olhos com força.

Ouço a porta ser aberta e a Dra. Cecilia entrar. Ela diminui a luz e vem para perto de mim. A tele LED de ultrassons se acende e ela espalha o gel na minha barriga, arrastando o bastão nela. A imagem da minha filha aparece neblinada na tela, depois de algumas checadas, a Dra. Cecilia, limpa meu gel e acende a luz.

–Bom, está tudo bem com a sua nenê. – Ela diz e um suspiro sai da minha garganta.

–Mas havia sangue. – Estremeço.

–Bom, isso não é mais tão normal depois do terceiro mês, Melanie. Pode indicar problemas graves da gravidez, mas outras vezes pode ser apenas a desidratação como eu já disse. Nós vamos fazer o exame de sangue e urina para obtermos resultados, okay?

–Okay. – Eu assinto e a preocupação me invade de novo.

A vida da minha filha pode estar em risco e ele não está aqui. Isso não podia me magoar mais.

Pietro P.V.O

Uma hora da manhã. Uma hora da manhã foi a hora que eu e algumas das outras pessoas que estavam no apartamento, conseguimos sair depois de acalmar a Rebecca. Ela nunca mais teve esses surtos e esse foi o pior, porque quando cheguei junto com a Mary e o Sam, o apartamento estava quase destruído. Rebecca é bipolar e constantemente tinha esses surtos, mas nunca mais os teve por isso que me assustou tanto. A ligação que a Mel me fez mais cedo havia transtornado a Beca mais ainda e eu tive que desligar rapidamente, mesmo estando preocupado porque ela ligaria àquela hora, quando ela devia estar dormindo. Eu tive que desligar o celular e agora que eu religuei, vejo que foi uma maldita de uma má ideia.

Eu tinha 40 chamadas não atendidas e 15 mensagens. PUTA QUE PARIU! O que será que aconteceu?

Olhei as chamadas, umas cinco da Mel, outras 20 da Livie e 10 do Nick. Definitivamente algo aconteceu com ela. As mensagens eram todas da Livie, ela me xingou em todas, mas só a primeira bastou pra me apavorar.

‘Seu cara de merda, imprestável, onde você está? A Melanie está com cólicas do inferno e sangrando. Ela ligou desesperada para o Nick porque o noivo dela não atende o celular. Que droga, Pietro!’

Droga, droga, droga! Inferno, a Mel estava mal. O bebê poderia estar mal. Eu tinha que ter estado com ela. Eu devia estar com ela. A mensagem foi a menos de uma hora. Deus, a Mel provavelmente me odeia agora e eu não a culparia por isso e quem estava lá pra ela? Nick, o ex-namorado. Ele podia estar enrolado com a Livie, mas ainda assim era ex dela. Eu disquei o número da Livie, enquanto eu entrava correndo para o meu carro.

–Finalmente! Você nos deve uma explicação enorme por termos que ir no seu apartamento de madruga e encontrar a SUA noiva encolhida no sofá agarrando o pobre do Rush com tanta força que eu tenho certeza que ele ficou traumatizado. A Melanie estava desesperada Pietro, ela estava com medo de estar perdendo o bebê e a única pessoa que ela queria era você e você não estava lá e nem atendia. – Ela despeja, mas não está irritada e sim desapontada. Suas palavras são como facas em mim. Ela precisava de mim, que merda. A minha filha precisava de mim. Ela poderia ter perdido a nossa filha.

–Onde ela está, Livie? – Eu imploro. — Como está a minha filha?

–Eu não sei o nome. É onde ela faz o pré-natal. Por favor, vem correndo Pietro. Elas estão bem agora, mas a Mel precisa de você. – Livie suspira.

–Eu estou indo. – Desligo

...

Eu entrei correndo no hospital e vi a Livie e o Nick dormindo na recepção, eles estavam abraçados e isso era com certeza um bom sinal, ele não estaria em cima da Mel caso ela me largasse, o que eu espero com todas as gotas de sangue do meu corpo que ela não faça. Pedi informações sobre ela e eles me disseram o quarto, eu corri para lá.

A porta estava fechada, eu entrei e fechei novamente. A Mel estava dormindo na maca e tinha uma IV no seu braço. A sua barriga de quatro mês está perceptível naquela camisola do hospital. Me aproximo da cama e puxo a cadeira do canto pra perto dela. Beijei sua testa e entrelacei nossos dedos.

Pelo que me disseram na recepção, a Mel e a nossa filha estavam bem e que foi só uma desidratação das mais graves, mas ela já estava ficando melhor depois de alguns soros. Eu devia ter estado com ela. Eu a amo mais que tudo nesse mundo, eu amo elas duas, mas eu não estava lá quando a Mel precisou.

As pálpebras dela começaram a se agitar e seus olhos castanhos se abriram. Ela olhou ao redor do quarto até seus olhos caírem sobre mim e ela franzir a testa.

–Pie? – Ela murmurou.

–Hey, anjo. – Sorri pra ela.

–Você tá aqui? – A Mel pergunta baixo. Ela ainda está meio grogue do sono. – Você não me deixar sozinha de novo, né?

–Não, meu amor, eu não vou te deixar. – Eu me inclino e dou um beijou nos lábios dele.

–Eu estava assustada. – Ela choramingou e isso doeu em mim.

–Me desculpa. – Digo.

–Por que não atendeu o telefone? Você me magoou. — Ela diz.

–É complicado, anjo. Eu te falo quando você tiver melhor, okay?

–Okay.

–Eu te amo.

–Eu também te amo seu idiota, mas eu ainda to com sono, então deita aqui comigo porque eu não consigo mais dormir sem você na mesma cama. – Ela bufa e eu rio. Tiro o tênis e deito com ela, puxando-a para mais perto com cuidado por causa da IV.

–Sinto muito, Mel. – Sussurro e beijo sua cabeça.

–Cala a boca e me deixa dormir. – Ela disse. – Nós falamos sobre isso amanhã. Nós duas estamos bem agora.

–Eu sei. – Digo e a aperto mais contra mim.

Nós estamos bem ou pelo menos é o que parece. Eu espero que sim.

Notas finais
Últimos capítulos, me façam feliz com comentários ^^