Perfeitamente Imperfeitos
38 O Fim
Notas iniciais
Entro em casa com a Kate dormindo no meu colo e o Pietro ao meu lado trazendo as coisas dela. Ela é tão perfeita que não consigo parar de olha-la. Ela é minha. É nossa.
Eu levo a Kate para o seu quarto e a deito dormindo no berço. Pietro coloca as coisas da Kate no armário e vem até onde eu estou ao lado do berço. Ele envolve os braços na minha cintura e eu descaso a cabeça no peito dele.
–Não dá pra acreditar que eu já tenho uma dessas. — Murmuro.
–Eu muito menos. — Ele sussurra e beija minha nuca. — Nunca imaginei que ia ter um filho. Pelo menos não com alguém que eu gostasse e com certeza seria por acidente. Bom, a Kate foi por acidente, mas é o acidente mais lindo que eu já vi na vida.
–Pois é — sorrio. — E ela tem os seus olhos.
–E a sua boca, que é linda e totalmente beijavel. — Ele sorri e eu rio. — Mas ela só vai beijar depois dos vinte ou trinta, mas trinta e cinco me parece uma boa idade para o primeiro beijo. Mas também podemos considerar a ideia de um convento.
Eu rio.
–Você não vai mandar minha filha para um convento! — Franzo as sobrancelhas.
–Discutiremos isso em alguns anos. — Ele ri.
–Ela é tão pequeninha — sorrio.
–E a coisa mais linda do mundo — ele diz. — E nossa.
–Não acredito que fiquei louca o bastante a ponto de ter um filho seu e casar com você. — provoco.
–Eu falei que você se apaixonaria loucamente por mim. — Ele sorri. — Acho que foi o meu sorriso.
–Foi por causa dos seus malditos olhos. — Bufo. — Um dia quando eu me cansar de você e te trocar pelo Dougie Poynter e fugir com a Kate para lá. Eu arranco os seus olhos por terem feito eu me apaixonar por você.
–Como se depois de mim você fosse se apaixonar por outro cara. — Ele revira os olhos desdenhoso.
–Idiota. — Dou um beijo na sua bochecha. — Mas infelizmente isso é verdade.
1 ano depois...
Eu empurro a porta do quarto com o quadril, enquanto seguro a Kate em um braço e a bandeja com três cupcakes de chocolate. A Kate se mexe animada no meu colo e os seus olhos verdes brilham empolgados.
–Okay, vamos acordar o papai, no três, tá bom? — Sorrio para a Kate, que ri.
Eu coloco a bandeja no criado-mudo e me sento com a Kate na cama. Ela fica de joelhos se joga em cima do Pietro, que acorda assustado e causa nela uma crise de risos.
Kate é o bebê mais risonho que eu já vi na vida. Ela ri do vento batendo no rosto dela e a risada dela é a coisa mais gostosa e contagiante que alguém já ouviu.
–Hey, minhas garotas lindas. — Pietro sorri sonolento e senta na cama, com a Kate. Ele dá um beijo na bochecha dele e me dá um beijo.
–Papa! — Kate grita sorrindo.
O Pietro abre um sorriso enorme e seus olhos intensamente verdes iguais aos da Kate, brilham. Papai, havia sido a primeira palavra dela, o que me deixou meio enciumada e o Pietro super bobo e orgulhoso. Era fofo e ele adorava quando ela o chamava assim. -
Feliz aniversário, baby. — Eu sorrio e o beijo de novo. Ele sorri entre o beijo e envolve minha cintura com um braço, me puxando mais para perto.
–Obrigada, anjo — ele sorri e me dá um beijo na testa, antes de se virar para a Kate. — Hey, gatinha, nós estamos ficando mais velhos hoje, sabia?
Kate sorri para ele e se inclina para ficar em pé na cama, segurando no meu ombro. Seguro ela pela cintura e a puxo para o meu colo, fazendo cócegas nela, que começa a rir muito.
–Você tá crescendo gatinha e o papai tá ficando idoso — Eu falo para a Kate que ri mais ainda e depois olho para o Pietro que está fazendo bico.
–Idoso? — Ele pergunta e eu rio.
–Idoso.
–Um idoso muito potente só pra te lembrar. — Ele pisca.
–Eu sei, você me lembrou disse três vezes ontem. — Mostro a língua e pego a bandeja com os cupcakes.
–Hmm, anjo, seus cupcakes são minha perdição — ele choraminga. — Você quer que os meus esforços na academia vão por água abaixo?
–Sim, gordinho. — Brinco.
–Oh, Deus, pera ai. Qual de vocês duas é a minha eposa e qual é a minha filha? Porque eu não consigo reconhecer. — Pietro me provoca e olha para os meus pés, depois para os da Kate. Nós duas estamos com a mesma pantufa do Nemo e a Kate ri no meu colo.
–Você é chato! -Eu rio. Pego um cupcake e deixo a Kate da uma mordida.
–A culpa não é minha se você tá parecendo uma versão maior da minha filha — ele ri e come um pedaço do seu cupcake.
–Papa, papa, papa, papa — Kate começa a falar.
–Estou começando a aceitar que ela nunca vai chamar mamãe até fazer quatro anos. — Suspiro e faço bico. Kate pega o meu bico e o Pietro começa a rir.
–Ah, ela vai falar, só quer te enlouquecer primeiro, afinal ela é minha filha e Deus sabe que a minha missão de vida é te enlouquecer de todas as formas possíveis. — ele me dá um beijo no rosto e depois pega a Kate no colo. — Não é, amor?
A Kate sorri de forma conspiratória e isso me faz rir.
–Ela puxou a você em quase tudo. — Balanço a cabeça.
–Mame, mame, mama, mama... — Kate começa a falar e estende os braçinhos para mim.
–AIMEUDEUS! — Grito animada e olho para o Pietro, que me olha sorrindo. — ELA ME CHAMOU DE MAMÃE. EU SOU OFICIALMENTE A MAMÃE DELA! — Pego a Kate no colo sorrindo e começo a encher ela de beijos.
–Só agora você virou oficialmente a mãe dela? — Pietro pergunta divertido. Faço cara feia para ele e mostro a língua.
...
A metade da festa já havia passado e a Kate já havia passado de braço em braço por todo mundo. Ela é adorável e todo mundo que pega-la, mas ela já estava cansada e está toda manhosa no meu colo.
–Hey, a minha pequena já está cansada? — Pietro entra na cozinha e abraça minha cintura, enquanto beija a testa da Kate.
–Sim. Todo mundo esgotou ela — falo e beijo o rosto dela.
–Oi casal! — Sophie entra sorrindo na cozinha. — A minha princesa já está dormindo?
O aniversário da Kate era da Bela e a Fera e a Kate estava usando um vestido amarelo lindo igual ao da Bela.
–Quase lá. — Pietro sorri.
A Kate desencosta a cabeça no meu peito para olhar para Sophie e sorri para ela.
–Hey, gatinha, vem com a tia? — Sophie estende os braços para a Kate, mas ela se agarra no meu pescoço.
–Ela tá manhosa, só quer a mamãe. — Pietro suspira. — Me rejeitou ainda pouco.
–Ah, eu não sei se vocês lembram, mas hoje é o dia de três aniversários. — Sarah entra empolgada na cozinha com o Eric atrás dela.
–Três? — Pietro franze a testa.
–O seu, o da minha futura-sequestrada filha e a Livie o Nick estão fazendo um ano! — Sarah grita empolgada e dá pulinhos, fazendo a Kate rir.
–E onde estão eles agora? — Kaio pergunta receoso.
–Faz meia hora que eu não vejo eles. — Digo.
–Eles quem? — Nick pergunta entrando na cozinha.
–Você e a Livie. — Pietro fala.
–Onde estavam? — Eric olha desconfiado.
–Hm, dando um passeio pela casa. — Livie sorri. — Faz tempo que não vim aqui.
–Urgh! — Faço careta. — Vamos cantar parabéns logo, antes que a minha princesinha durma.
–Nós vamos reunir as mini pessoinhas lá fora. — Sophie fala. — Vamos lá, pessoas, vamos reunir aquela multidão de pequenas pessoas.
Eu rio, enquanto os outros seis seguem a Livie, deixando apenas eu, Pietro e Kate na cozinha.
Coloco a Kate sentada no balcão e arrumo a rosa discreta no cabelo dela. Ela estava a coisa mais fofa do mundo no vestido amarelo da Bela e com aquela rosa no cabelo.
–Ainda não entendo a sua paixão por a Bela e a Fera — Pietro diz e pega a Kate no colo, quando eu termino de ajeita-la.
–Provavelmente nunca vai entender, mas a Kate entende e ela também é uma apaixonada por A Bela e a Fera. — Mostro a língua para ele e a Kate ri.
–É claro! Depois da mãe dela a ter feito assistir ao filme pelo menos umas mil vezes desde que ela nasceu, é obvio que ela gosta. — Pietro me provoca.
–Você tava assistindo com ela quando eu cheguei em casa semana passada. — falo.
–Bom... — Ele tenta achar uma desculpa, mas não acha nada e eu sorrio vitoriosa. — Ah, droga, eu gosto, okay?! Agora vamos cantar o parabéns.
A Kate começa a rir no colo e eu a encho de beijos a fazendo rir mais ainda.
–Vamos logo cantar parabéns. — Sorrio.
...
Eu entrei no quarto da Kate depois de ter tomado um delicioso banho e colocado uma cueca boxer do Pietro, que eu havia pego dele e uma camiseta, também dele. A culpa não é minha se as roupas dele são mais confortáveis que as minhas para dormir.
Pietro está sentado na poltrona cantando alguma música dos filmes das Disney para a Kate dormir. Ela adora ouvir ele cantar. Me aproximo deles e dou um beijo na testa dela, que já está com os olhos fechados.
–Ela dormiu? — pergunto.
–Acho que sim. Pelo menos ela está com os olhos fechados — ele sorri e levanta para coloca-la no berço.
Acendo as borboletas luminosas da parede e apago a luz central. Pietro termina de arruma-la e vem até mim.
–Eu to com fome. — Falo e vou com ele até a cozinha.
Na mesa ainda tem os cupcakes que sobraram da festa da Mel e que o Pietro fez questão de trazer pra casa, porque ele morre de amores por cupcakes. Eu sento no colo dele com as pernas estiradas na outra cadeira.
–Acho que é capaz de eu ir para o paraíso só com esses cupcakes. Eu to faminta! E olha que eu comi igual uma morta de fome na festa. — Eu falo.
–Eu percebi. — Ele ri. — O que foi que deu em você?
–Acho que é porque eu to grávida de novo. — Mordo o lábio esperando a reação dele.
Pietro arregala os olhos e começa a tossir desesperadamente engasgado com o cupcake. Eu seguro o riso e entrego um copo d'água para ele.
–Puta que pariu, Mel! Você é uma maquina de fazer bebês? A Kate tem um ano. — Ele fala desesperado.
–A culpa não é minha, seu idiota. — Finjo estar com raiva. — A culpa é sua e do seu esperma super poderoso.
–Oh, Deus! Outro bebê? Tenho certeza que seu pai vai me castrar agora. — Ele afunda o rosto no meu pescoço. — Mas tudo bem. É nosso. Vou amar mesmo assim.
–Own, é muito fofo da sua parte, mas eu não to grávida. — Desato a rir da cara que ele faz. — Só queria ver o que você ia dizer.
–Você quase me matou engasgado, mulher! — Ele faz careta.
–Não resisti, desculpa. — Eu beijo seu rosto.
–Você é malvada, Melanie. — Pietro balança a cabeça.
–Você devia ter visto a sua cara. — Eu rio e levanto seu colo para beber água.
Abro a geladeira e procuro a garrafa de água, me inclino para pega-la tendo a certeza que o Pietro está secando a minha bunda. Fecho a porta da geladeira, mas antes que eu possa ao menos pensar, o Pietro tira a garrafa da minha mão e me encurrala na geladeira.
Sua boca cai sobre a minha e eu os lábios dando passagem para a sua língua. Enrolo os braços no seu pescoço e ele me pega no colo, me fazendo entrelaçar as pernas na sua cintura. Pego o seu lábio inferior entre os dentes e o ouço gemer em aprovação.
Mas então a Kate começa a chorar.
–Oh, Deus! — Pietro choraminga. — Como é que a Kate quer ter irmãos se ela continuar com atitudes assim?
–Eu vou lá ver ela. — Digo rindo.
Ele relutante me deixa ir e eu vou até o quarto dela.
Kate está sentada no berço e estende os braços para mim quando me vê. Eu sorrio e a pego no colo.
–Você deixou o papai frustado. — Falo para ela.
Kate sorri quando eu a entrego o seu ursinho favorito. Começo a balança-la para lá e para cá, enquanto canto uma musica para ela. Logo os seus olhos começam a fechar e ela dorme definitivamente. Dou um beijo no seu rosto e a coloco no berço de novo, junto com o ursinho.
Vou para sala onde o Pietro está olhando alguma coisa no meu celular. Eu reconheço o vídeo. É o vídeo de quando eu o fiz dançar no Just Dance a música Call Me Maybe, para pagar a aposta que nós fizemos anos dois anos atrás quando cuidamos da Penny. Ele não fazia ideia que eu tinha gravado aquela cena ridícula e mostrado para os outros.
–É por isso que o Eric zoa de mim sempre e eu nunca entendo? — Pietro semicerra os olhos quando eu paro na frente dele.
–Talvez... — digo receosa.
–Corre. Agora! — Ele diz.
Eu olho enquanto ele levanta vagarosamente do sofá e vem andando até mim. Eu corro até o nosso quarto e me meto dentro do guarda roupa, fechando a porta e encolhendo os joelhos até o peito.
(N/a: Sugiro colocarem a música When You Got a Good Thing, de Lady Antebellum para tocar)
A porta do guarda roupa se abre e o Pietro me puxa para fora, me pegando no colo e me jogando na cama. Eu solto uma risada alta e ele se joga em cima de mim se apoiando com os seus braços.
–Você vai pagar por isso, Sra. Martins — ele sorri malicioso para mim e começa a me fazer cócegas.
Eu rio descontrolada e me contorço embaixo dele, mas ele não para. Pietro continua fazendo cócegas e beijando meu rosto todo. Eu tenho certeza que estou vermelha.
–Para, para! — Falo ofegante. — Por favor, para.
Ele para e eu consigo respirar de novo. Me acalmo e olho para ele, que está com um sorriso no rosto.
–Nunca mais ouse fazer algo assim de novo — ele diz e me beija.
–Eu quero o divorcio. — Choramingo.
–Não! Você está presa comigo até a morte, agora. — Ele sorri.
–Em que eu estava pensando quando aceitei uma coisa dessa? — Finjo estar chateada.
–Em mim e no quanto eu sou gostoso e o quanto você me ama. — Pietro ri.
–Idiota — Retruco sorrindo.
–Linda.
–Chato.
–Gostosa.
–Convencido.
–Cheirosa.
–Errado.
–Certa.
–Te odeio.
–Te amo.
–Eu sei.
–Quem está sendo convencido agora, hein? — Ele diz e beija meu pescoço, me fazendo rir com cócegas por causa da sua barba.
–Eu te amo também, com todas as suas imperfeições e suas perfeições. — Digo, segurando o seu rosto entre as mãos.
–Também te amo, muito. Com todas suas perfeições e imperfeições. — Ele sorri.
E ele me beija.
Nós somos uma total confusão. Ele é uma bagunça e eu tenho minhas próprias merdas, mas eu o amo e ele me ama. Não há nenhuma outra pessoa mais perfeita para mim do que ele, mesmo com suas imperfeições e o seu passado. E o mesmo ele parece achar de mim.
Em todas as possibilidades de eu amar alguém, o Pietro era única pessoa que eu nunca pensaria, mas agora eu estou aqui com ele e estou completa e eu o amo tanto que me consome.
Ele é o único que eu quero e preciso. Eu sou completamente dele e isso é a coisa mais clichê do mundo, mas é a verdade. Se daqui a mil anos me perguntassem quem é o amor da minha vida, seria ele.
Sempre vai ser ele.
Ele é me. Eu sou dele.
Somos perfeitos e imperfeitos. Temos os nossos passados, dramas, merdas e tudo isso, mas nosso romance é quase cor de rosa.
Pietro e eu somos perfeitamente imperfeitos.
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