Notas iniciais
Oii, tudo bem? Gostaria de agradecer pelos comentários, fiquei muito feliz com eles. E como já havia dito antes, os próximos capítulos serão cheios de emoção e espero que não me odeiem se acontecer de acontecer alguma coisa trágica em um dos próximos capítulos. Espero que gostem desse capitulo. Beijos.

Enzo morde meu pescoço com força total e eu me encolho com a dor que eu sinto, esmurro seu peito, mas ele prende meus braços e beija meus lábios e eu sinto o gosto do meu sangue. Meu desespero só aumenta quando ele começa a subir minha blusa e apertar minha cintura com força o suficiente para deixa-la roxa. Meu corpo reage e eu consigo dar uma joelhada na sua virilha e empurra-lo de cima de mim, mas quando começo a sair de lá, ele pega meu pé e torce, me fazendo gritar de dor e cair, batendo a cabeça no pé da cadeira da escrivaninha. Sinto uma tontura e minha visão fica turva.

–Quando você ficou agressiva assim, Mel? – ele sussurra com raiva e segura meu rosto. – Você não era assim e eu não gosto disso.

Enzo bate no meu rosto e eu solto um gemido de dor, quando corto meu lábio com os dentes.

–Para! – peço.

–Você é minha, Mel! Sempre foi, mas resolveu dar uma de vadia e dar para todo mundo. Vou fazer você minha agora. – ele tira minha blusa e aperta meus seios com força e eu respiro fundo. Faço uma oração silenciosa e imploro para que o Pietro volte e me tire daqui, mas o Pietro não chega e o Enzo tira meu short e começa a desabotoar sua calça e me beija, morde o meu lábio inferior já cortado e eu grito com a dor me invade quando ele pega o meu pé machucado.

Bato minha testa com força na dele e ele cai ao meu lado resmungando. Pego meu abajur no criado mudo e bato na cabeça dele. Ele não vai ficar inconsciente por muito tempo, então levanto e corro mancando para o quarto do Pietro, me trancando lá e me encolho na parede. A maçaneta vira e eu ouço a risada sem graça dele, antes que ele comece a esmurrar a porta.

–Vai ser muito pior para você quando eu conseguir abrir essa maldita porta, Melanie! – ele rosna e eu começo a gritar na esperança que alguém ouça. Mas de repente, ele para e a única coisa que eu ouço é a voz do Pietro e os gemidos de dor do Enzo.

Crio força e abro a porta. No corredor o Enzo está caído no chão com um olho inchado, mandíbula aparentemente quebrada, testa cortada e sangue saindo da sua boca. Ele não está morto.

–Pietro? – sussurro para ele que quando me vê, fecha os olhos com força e solta uma maldição, antes de vir me abraçar forte.

–Anjo, anjo... Você tá bem? – ele beija minha cabeça e eu envolvo meus braços em sua cintura, me apertando contra ele.

–Ele, ele não conseguiu fazer nada. – Digo. Minhas pernas fraquejam um pouco e eu pisco meus olhos tentando acordar. – Mas eu to tonta.

E então meus olhos se fecham.

...

Abro meus olhos e eles focam no teto branco do quarto. Não estou em casa. Olho em volta, para as paredes também brancas e alguns aparelhos em volta. Eu estou com uma intravenosa no braço e minha perna esquerda enfaixada está apoiada em uma monte de travesseiros. Na poltrona ao lado da minha cama, minha mãe está fitando o chão.

–Mãe? – falo.

–Mel! – ela suspira e vem até mim. – O que você está sentindo?

–Agora, nada. – Digo. – Como eu vim parar aqui?

–O Pietro te trouxe. Você desmaiou, Mel. O coitado ficou desesperado. O médico disse que foi apenas sua pressão que baixou e você torceu o pé. – Minha mãe alisa meu cabelo e eu fecho os olhos.

–E o Enzo? – pergunto seca.

–Pietro fez um belo estrago em alguns de seus ossos, então ele está no hospital vigiado pela polícia. Você está segura agora, meu bem. – Ela beija minha testa e eu sorrio.

–E onde o Pietro está?

–Ele está lá fora, com a Penny e o Andrei. Seu pai está vindo de New York, ficou transtornado quando eu o contei e pegou o primeiro voo.

–Chama o Pietro... – Murmuro e minha mãe vai.

Pietro entra no quarto e sorri quando me ver. Anda até mim e senta ao meu lado, me puxando para um abraço leve como se eu fosse feita de porcelana.

–Você tá melhor? – ele pergunta.

–Sim. – Suspiro e enterro a cabeça na curva do seu pescoço. –Obrigada.

–Eu não cheguei antes... – Ele suspira.

–Você chegou antes que ele pudesse fazer algo mais, obrigada. – Eu beijo sua bochecha.

–Você tem um roxo na testa e seu pescoço... – ele rosna e passa os dedos pelo meu pescoço. – Sinto muito, Mel.

–Pietro, para! – eu digo. – Eu to bem agora, você chegou antes dele fazer alguma coisa pior.

Ele beija minha testa e eu me aconchego no seu abraço. Foi horrível com o Enzo, mas aqui com o Pietro parece que a manhã foi deletada da minha mente por aquele momento.

–Você vai poder sair daqui ainda hoje. – Ele diz. – Sua mãe quer que a gente vá para casa dela.

–Eu não quero ir para casa dela – choramingo. – Eu quero ir para nossa casa. – Pietro sorri quando eu falo ‘nossa casa’.

Eu passei os dois primeiros meses sempre dizendo ‘o apartamento do Pietro’, ele sempre se irritava quando eu fazia isso e insistia que era nosso apartamento. É incrível como a casa onde eu morei por quatro anos se transformou facilmente na casa da minha mãe e como o apartamento do Pietro se transformou meu apartamento, o lugar onde eu quero ir quando saio da faculdade e como eu já tinha ouvido falar, o lar não é um lugar e sim uma pessoa e o meu lar é o Pietro.

–Tem certeza? Não acha que ficaria melhor na casa dela? – ele pergunta com os lábios pressionados no meu rosto. – Tipo, com o que aconteceu lá mais cedo.

–Não. Eu tenho que ir para casa. O que aconteceu lá, poderia ter acontecido em qualquer outro lugar e eu não tenho como fugir também. Eu moro lá, tenho que enfrentar uma hora ou outra e é melhor que seja hoje. – Suspiro.

–Tudo bem, então estamos indo para casa. – ele sorri e me abraça mais forte.

...

Duas semanas depois do que aconteceu com o Enzo; Eu, meus pais, Andrei e Pietro saímos do tribunal. Enzo pegou 15 anos de prisão. Estava indo comemorar na praia com o Pietro e os outros.

–Eu volto para New York, essa tarde. Espero que vá me visitar em breve. – Meu pai me abraça e beija minha testa.

–Eu vou! – Sorrio. – Diga para o Henry que eu mandei lembranças.

–Claro! – ele diz e se vira para o Pietro. – Você! Cuida dela.

–Pretendo fazer isso, senhor. – Pietro sorri.

–Gosto de você. Foi improvável esse romance de vocês. Não imaginaria que a minha bebê acabaria se apaixonando por o projeto de gente idiota, como ela te chamava.

–Como é que é, Mel? – Pietro arqueia uma sobrancelha rindo.

–John Devito, disse que gosta de você e essa é a parte que você ouve? – Eu olho para ele com bico.

Eles riem.

–Nós estamos indo almoçar antes que o seu pai vá embora. – Minha mãe diz. – Querem vir?

–Não! Nós vamos nos encontrar com a Livie, o Nick, a Sarah e o Eric, na praia. – Pietro fala.

–Então, Livie e Nick, hein? – Andrei ri.

–Improvável, não?! – Meu pai fala para Andrei.

–Tão improvável como esses dois. – Andrei comenta e balança a cabeça.

–Não sei se sou capaz de me acostumar com isso. – Minha mãe suspira. – Como vai ficar a cabeça dos meus filhos quando souberem que seus irmãos namoram?

Eu ri.

–Discutam isso depois, agora nós estamos indo. – Eu digo.

–Okay. Mel, não se esqueça, você vai a ultrassom comigo amanhã. – Minha mãe diz.

–Eu sei. Tchal papai, boa viagem. – Sorrio e o beijo no rosto uma última vez antes de ir com o Pietro para o carro.

...

Nick e Livie haviam ido embora a algum tempo, junto com o Eric e a Sarah. Já era de noite e eu e o Pietro estávamos andando no escuro por um lado cheios de rochas altas da praia deserta.

–A lua da perfeita hoje. – Eu digo. – Tá imensa e brilhante.

–Então vamos sentar e olhar para ela. – Ele sorri e me puxa para baixo com ele. Sento em seu colo e coloco minhas mãos em cima das suas que envolvem minha cintura.

–Obrigada por hoje. – Eu digo olhando para a lua.

–Mel? – ele chama e beija meu pescoço.

–Hm? – Digo em resposta.

–Não me deixa. – Ele sussurra.

–Eu não vou. – Digo e me viro para ele. – Por que isso agora?

–Porque você é incrível e eu sou um merda cheio de erros. – Ele dá um meio sorriso.

–Você pode ser cheio de erros e defeitos, mas é o que eu quero e o que eu preciso. – O beijo. – Não quero e não vou te deixar.

–Bom mesmo, porque eu te sequestraria e te levaria para um lugar bem longe daqui. – Ele sorri.

–Uh, eu não reclamaria. – Ri.

Pietro me beija e o gosto de hortelã na boca é incrível. Eu passo minhas pernas em volta da sua cintura e o beijo começa a ficar mais intenso, assim como o calor dentro de mim. Mordo o seu lábio inferior e puxo, ele sorri e suga meu lábio, ronrono em aprovação.

–Estamos na praia. – Ele murmura entre o beijo.

–E está escuro. – Eu sorrio. – E não tem ninguém aqui.

–Quando foi que você ficou assim? – Ele riu.

–Quando eu comecei a sair com você. – Ri.

–Fiz um bom trabalho em te desvirtuar, hein? – Pietro sorri e volta a me beijar.

–Perfeito. – Digo.

...

–Deu negativo! – Sarah suspira e sai cai com a cabeça no meu colo. – Isso sempre acontece, mas essa foi a vez que mais me assustou.

A porta se abre e Sophie e Livie entram com as pizzas que elas foram comprar. Nós havíamos planejado uma noite sem meninos, então fizemos uma troca de apartamentos. Pietro, Eric, Kaio e Nick estavam no nosso apartamento e nós estávamos no da Sarah que era dois andares acima. Então, a Sarah estava preocupada porque a menstruação dela estava consideravelmente atrasada e nós fomos a farmácia comprar uns dois testes e foi confirmado que ela não estava esperando um bebê.

–Não é dessa vez que a Sarah vai ter um bebê. – Eu digo e vou até o banheiro. Pego um comprimido para náusea na caixinha do banheiro e volto para a sala. Engulo o comprimido com água e sento ao lado da Sophie que arqueia uma sobrancelha.

–Tá doente, Mel? – ela pergunta.

–Não. – Digo. – Só um desconforto, mas to bem.

–Tem certeza? Você não tava muito bem ontem, quando eu fui te pegar na faculdade pra gente almoçar juntas. – Livie entra na sala com os pratos e talheres, enquanto Sarah vem atrás com os copos e a Coca-Cola.

–É só estresse. – Suspiro. – Tenho prova segunda e minha cabeça tá explodindo de tanta coisa. Só como quando o Pietro me lembra ou quando meu estômago ronca. A única coisa que eu faço é estudar e dormir, porque a única coisa que eu faço mais que comer, é dormir e parece que essas últimas semanas o cansaço bateu com fé na minha vida.

–Sei como é. – Livie diz e começa a distribuir os pratos pela mesa de centro. – Dormi a tarde inteira ontem, só acordei quando o Nick tocou a campainha pela decima vez, segundo ele.

–E como estão você e o Nick? Resolveram dizer que estão oficialmente juntos e apaixonados? – pergunto.

–Não! Não estamos oficiais e muito menos apaixonados. – Ela faz careta.

–Eu te conheço, Livie. – Sophie fala. – Só vi esse brilho nos seus olhos uma vez na vida.

–É e o cara quebrou meu coração. Não quero correr esse risco de novo. – Ela diz.

–O Nick não parece ser do tipo que quebra corações. – Sarah pega as pizzas na cozinha e volta para a sala.

–E ele não é. Mas a Livie tem medo. – Retruco.

–Não estou acostumada com isso. – Livie dá de ombros. – Mas estou acostumada com pizza e morta de fome também.

Sarah revira os olhos para a Livie e abre a pizza. O cheiro de queijo e calabresa invadem a sala e meu estômago se embrulha. Faço uma careta e saio da sala correndo para me trancar no banheiro e olhar minha cara verde. O cheiro ainda está no meu nariz e meu estômago só piora. Me ajoelho na frente do vaso de cerâmica e coloco tudo que eu comi hoje, pra fora.

–Mel? – Sophie entra no banheiro e arregala os olhos quando me vê. – Deus do céu, Melanie! Você precisa ver um médico.

–É só uma das minhas crises. – Falo. – Esqueceu que eu tinha isso desde criança? Eu perdi o show do McFly por causa disso.

Levanto do chão, dou descarga e lavo meu rosto. Sarah e Livie estão paradas na porta com a Sophie me olhando como se eu fosse um tipo de aberração.

–Não... Não acho que isso tenha haver com uma das suas crises. – Sarah diz.

–E o que seria, se não fosse isso? – Reviro os olhos e sigo para a cozinha, pego um copo com água gelada e vou para a sala. O cheiro não está mais tão forte, mas é melhor ficar onde tenha mais ar circulando e vou até a varanda.

–Não sei... Um bebê? – Sophie diz relutante.

–Como é? – Eu que tinha acabado de tomar um gole da água, cuspo tudo e começo a tossir. – Claro que não!

–Tem certeza? – Livie pergunta.

–Tenho! Tenho certeza absoluta! – Digo firme.

Será?! Meu Deus, não!

Notas finais
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