Perfeicão Inexistente

17 Um ponto de vista diferente 2.


Notas iniciais
Mais um cap. com a narração do Kin.

Ainda pude ouvir o grito da Angel: "Não". Mas, eu já estava longe e não podia voltar atrás.

- Tarde de mais, amor. — pensei.

Ok, claro que ela não ouviria, até onde sei ela não lê pensamentos. Procurei primeiro pela cidade. Será que ele podia já estar tão longe assim? Isso era impossível — acho. Eu não queria ter que sair da cidade, mas, prometi a Catarine que o traria inteiro — não vivo, mas inteiro — , não voltaria atrás na minha palavra, isso me tornaria um moleque em seus "dezesseis" anos covarde. Respirei fundo o ar daquela cidade pacata misturado com o cheiro do sangue dos humanos que haviam por perto. Nós sabíamos nos controlar nessas situações. Eu não só sairia da cidade, como do estado e do país, aquela era a fronteira do Brasil. Me deu um vontade tremenda de desistir e me esconder pelo mundo, não veria mais Angel — fato — , mas talvez isso fosse melhor pra ela. Pet não voltaria pra casa , e eu também não.

Mas, é claro que eu não iria desistir , não deixaria Catarine na mão, nem minha Angel sofrer. Não me importaria se levaria anos para encontrá-lo, se era isso que faria o bem de todos, Pet voltaria, estando ele vivo ou morto. Voltei a correr, mais rápido que a velocidade da luz, e acabei entrando numa floresta densa, e escura. Normalmente, eu ficaria com , mas, estava mais preocupado em achar Pedro do que com um floresta boba. Isso não teria me atrapalhado a não ser pelos ruídos que eu começara a ouvir vindo em minha direção.

Parei por um instante, e mesmo sem estar andando, o barulho aumentava e aumentava. Até que distingui:

- DESGRAÇADO !

Não pude dizer ao menos um "ai", um tronco de árvore me atingiu no estômago e eu cai. Tirei rápido aquele tronco de cima de mim, e mais uma vez a voz falou:

- EU VOU MATAR VOCÊ .

- Pedro . — Pensei.

Ele avançou em mim, com as presas a mostra. Desviei vagarosamente do seu golpe, ficando em posição de ataque. Pulei em cima dele, prendendo-o no chão, e o olhei.

- Acha mesmo que tenho culpa de amá-la?

- MAS VOCÊ SABIA... Você sabia que eu a amava.

- Não nego. Sabia sim, Pet. Mas, isso não me impedia de amá-la também. Não mandamos nos nossos sentimentos, sejamos vampiros, humanos, fadas, lobos, ceifadores... Não importa, não mandamos nos nossos sentimentos. Consegue entender?

- NÃO!

Pedro se libertou de mim, a avançou de novo, a raiva tomava conta de seu corpo. Ou eu fazia algo rápido, ou ele me mataria. Tirei minha camisa, e amarrei suas mãos. Quando ele estava com as mãos impossibilitadas, eu tirei a dele e amarrei seus pés.

Coloquei-o no meu ombro e segui de volta pra casa. Ele estava inteiro, ele estava vivo, mas ainda assim ele estava mal, debatendo-se e gritando. Ele ainda não aceitara.

Notas finais
Espero que gostem. Beijos :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.