Perfeicão Inexistente
6 Sem chilique.
Notas iniciais
Um mês se passou ... Incrível, cada vez que eu me alimentava, eu acreditava que era real . Ainda era meio embaraçoso adimito , mas, era incrível . Eu me via cada vez mais integrada naquele grupo. Pedro estava em busca de novos vampiros , e cuidava mais de mim e de Catarine , que já não se importava com isso . Passavamos horas e horas conversando .
Como comentei, Pedro estava em busca de novos vampiros, procurava pessoas novas, como todos nós eramos .
- Catarine, Angel, preciso de vocês .
- O que houve, Pedro? — perguntou Catarine, sem se preocupar em olhar nos olhos dele.
- Preciso que vocês venham comigo, vocês duas são rápidas e eu já escolhi dois novos vampiros .
- Ok .
- Venham. — fomos até ele — Catarine, você é uma ótima vigia , você nos deixará tranquilos de que não terá ninguém por perto , e você Angel — ele me olhou — Você irá me ajudar com os dois pirralhos.
- Ok. — respondemos em unissono .
Seguimos Pedro até uma casa onde não se escutava movimento nenhum, apenas duas respirações, uma ofegante e rápida, um pulsar rápido de um coração , outra lenta , calma. Eu e Pedro deixamos Catarine na porta e entramos na casa. Os móveis estavam todos quebrados, armarios com portas pendendo, e sem gavetas , rélogios parados. Uma casa altamente maltratada. Continuei seguindo-o até um quarto mal iluminado com a luz fraca de um abajur velho , uma cama encostada na parede , e um menino e uma menina deitados na mesma . O menino era o que tinha a respiração ofegante, e a menina olhava seu rosto fixamente. Ela parecia não saber que estavamos ali . Chegamos mais perto , e ela se virou . Olhei fixamente em seus olhos. Olhos assustados, olhos temerosos , medrosos. Pedro sorrateiramente, desviou-se dela e foi pra mais perto do menino. Prendeu seus dentes no pescoço dele — o menino não fez barulho nenhum , seu coração parou. A menina olhou pra trás , assustada.
- AAAAAAAAAAAH. O QUE SÃO VOCÊS ? — gritou ela .
- Uma coisa que você nunca imaginou ser real.
- O QUE SÃO VOCÊS? — ela repetiu a pergunta , realmente querendo uma resposta .
- Quer mesmo saber ?
- O QUE SÃO VOCÊS ?
- MORDA-A LOGO ANGEL. — Catarine gritou do lado de fora.
- ME DEIXE BRINCAR .
- NÃO TEMOS TEMPO PARA BRINCADEIRAS.
- Estraga prazes — pensei.
A menina avançou em cima de mim, com um pedaço de madeira . Por um reflexo segurei seu braço.
- Você não vai me atacar assim. — Com seu braço em minhas mão, levei-o até minha boca, e o mordi.
A menina gritou de dor , e começou a se contorcer .
- Traga-a — Pedro falou com o menino em seus ombros.
- Sim.
Fiz a mesma coisa com a menina e fomos nos encontrar com Catarine , que sorriu para mim. Chegamos em casa em questão de segundos, coloquei a menina no sofá menor e Pedro colocou o menino no sofá maior. A menina ainda se contorcia de dor , a dor do inferno. Em questão de segundos o menino acordou.
- Onde eu estou ? — perguntou o menino tentando distinguir as figuras de nossos corpos .
- Numa casa , onde mais estaria, querido? — Louis falou , debochando .
- Eu sei que estamos numa casa. — Respondeu. — Quero saber o que faço aqui. Até onde sei, estava morrendo numa casa mal cuidada, com minha irmã ao meu lado .
- Você está morto menino — Kin respondeu .
- E por que minha irmã está ali, como se fosse uma cobra?
- Porque ela esta morrendo também. — Kin sorriu .
- E por que eu ainda tenho um corpo material ?
- Porque você é um vampiro horas .
- Ah tá. — o menino silenciou.
- Não vai dar chilique ?
- Não .
- Graças a Deus . — Louis sorriu e me olhou .
- Não tenho culpa se eu vivi até meus catorze anos num mundo inventado.
- Não te culpamos, Angel . — Pedro falou, sossegado — Não é fácil pra todo mundo .
Ficamos em silêncio por um tempo , até que a menina se acordou .
- OI MENINAAAAAAAA — Kin gritou .
- AAAAAAAAAAAAAAAH . — Ela gritou assustuda e olhou pra mim. — Você... Você... Você estava lá na casa, foi você que me trouxe pra cá ?
- Sim, fui eu. — respondi calma.
- Olha, antes que você pergunte ... — Louis começou.
- Nós somos vampiros, irmãzinha .
- Uau — a menina ficou boquiaberta .
- É, Angel. — Pedro falou. — Você foi a única que deu chilique.
- Já falei que não tenho culpa.
- Nós sabemos. — responderam todos.
Começamos a rir de mim , sim, de mim. Sou tão única e diferente assim ? Nossa .
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