Perfect Lover
4 So if I said I want your body now , Would you hold it against me?
Notas iniciais
Elena não conseguiu dormir naquela noite. Passou a noite inteira pensando no moreno lindo que dormia ao seu lado. Ela podia beijá-lo quando quisesse, aquela frase ficava martelando em sua mente. Sim, ela podia beijá-lo, mas isso não significava que ela iria fazer isso. Olhou novamente para o rapaz, ele dormia profundamente. E ele era tão bonito. Pensou que era quase um pecado apenas dormir ao lado dele, sem fazer nada. Por um instante, considerou acordá-lo e pedir por sexo. Já tinha se passado muito tempo desde a ultima vez que ela tinha feito, ela realmente estava chegando ao seu limite de abstinência. Contudo, teria que agüentar mais. Não iria fazer com ele, ela achava humilhante a ideia de ter que pagar por sexo. Isso significava o quanto ninguém a queria. Ela também achava repulsivo quem fazia por dinheiro. Só que ela não conseguia achar que ele era repulsivo. Damon era engraçado, inteligente, um pouco convencido, é claro, mas uma ótima companhia. E ele a fazia sorrir de verdade. Havia algo nele, além de sua inegável beleza, que mexia com ela. Devia estar ficando maluca, era o que o seu racional dizia e provavelmente deveria estar mais que certo. Deu mais uma olhada para o rapaz e o achou ainda mais bonito. Mais uma vez, sentiu vontade de fazer sexo com ele. Ela precisava se conter. Seria se rebaixar de mais se ela tivesse que pagar por isso. Ainda assim, não conseguiu controlar o ato que praticara a seguir. Devagarzinho, puxou o edredom, descobrindo parte de seu corpo e revelando seu peitoral desnudo. Ficou com medo que ele acordasse e percebesse o que ela estava fazendo, mas ele dormia profundamente. Elena passou um bom tempo o admirando. Deixou a mão quase tocá-lo, mas se retraiu. Não podia fazer isso. Respirou profundamente e virou para o lado. Fechou os olhos, mas simplesmente não conseguia dormir.
Eram por volta das nove horas da manhã, Elena ainda estava na cama, não tivera coragem suficiente para levantar ainda. Damon ainda estava dormindo, ele era do tipo que dormia até tarde. Então o celular dele, que estava ao seu lado na mesinha de cabeceira, tocou em um volume baixo, mas que foi suficiente para acordá-lo. Elena fingiu que estava dormindo.
O rapaz pegou o aparelho, mas só o atendeu quando levantou da cama. Não queria acordar Elena. Sentou-se no sofá e atendeu a ligação.
Curiosa, Elena ficou ouvindo tudo que ele falava. Ele estava falando com uma garota, que parecia ser alguém com quem ele tinha intimidade. E ele estava sendo muito gentil e agradável. Devia ser a namorada dele, pensou. Sentiu uma pontada de ciúmes, mas, logo depois, descobriu que se tratava de uma cliente. Foram quase quinze minutos de conversa até que ele desligasse.
–Três mil por uma hora de sexo com você? –Provocou, abrindo um sorrisinho. Deveria ter apenas continuado fingindo que estava dormindo, mas não conseguiu. –Eu não pagaria. -Balançou a cabeça negativamente. – É caro demais.
–Você só diz isso porque ainda não transou comigo. –Damon arqueou uma sobrancelha e sorriu, um sorriso cínico.
Elena rolou os olhos.
–Mas por que a pergunta, Elena? Está interessada. –Um sorrisinho se desenhou nos lábios dele. –Eu deixo você fazer um test drive. –Falou enquanto ameaçava tirar a calça que estava vestindo.
–Sério... –A pele de seu rosto queimou. -... para com isso...-Pediu.
Damon tirou a calça mesmo assim e se deitou ao lado dela usando apenas uma cueca boxer branca. Elena respirou profundamente, tentava resistir à tentação que era estar ao lado dele. Céus, ele era tão lindo, mas tão errado. Elena se repreendeu mentalmente por desejá-lo tanto. Ele era um garoto de programa que só estava interessado no dinheiro dela. Por que era tão difícil entender? A morena virou para o lado, não podia ficar olhando.
–Você é a única garota que não quer transar comigo, sabia? –A voz rouca e sexy fez com que ela se arrepiasse inteira.
Ela não sabia, mas ele a desejava tanto quanto ela o desejava. Damon a achava linda, ela era totalmente diferente das outras clientes, que ele já tinha atendido. A maioria delas, ele sequer achava bonita. Se não estivesse recebendo, jamais as levaria para sua cama. Mas Elena era o tipo de garota que ele convidaria para jantar.
–Eu duvido que todas as suas clientes queiram sexo, aposto que tem algumas que só querem conversar...-Pelo menos tinha sido isso que ela tinha lido em sites que falavam sobre prostituição. Nem todos os clientes queriam sexo.
–Oitenta porcento querem sexo...-Ele explicou. –Quinze porcento querem realizar uma fantasia sexual bizarra, ou seja, sexo, quatro porcento querem apenas conversar...Fez uma pausa...-E tem Elena Gilbert, cuja a lógica eu não entendo.
–Como assim você não me entende?
–Você não quer sexo...-Explicou. -...também não quer realizar nenhuma fantasia sexual bizarra...-Abriu um sorriso jocoso. –Ou quer?
–É lógico que eu não quero! –No momento a única fantasia dela era transar com ele, mas não tinha nada de bizarro nisso. E ele também não precisava saber sobre esse desejo secreto.
–Claro...-Concordou, mas seu tom na verdade demonstrava um certo sarcasmo como se ele duvidasse da resposta dela. A morena bufou. –Continuando...você também não quer conversar...
–Eu quero conversar! –Interrompeu.
–Você diz que não tem assunto.
–É...-Baixou o olhar. -...talvez eu não tenha...-Continuou. -...eu trabalho muito, então, se você não quiser falar sobre trabalho...eu não tenho assunto.
–Bem, eu procurei seu nome no Google e encontrei isso... –Damon pegou o celular e começou a ler tentando conter o riso. –“Meu nome é Elena Gilbert, tenho trinta anos, sou apaixonada pelo Backstreet Boys desde os quinze. Vou em todos os shows e sou completamente louca pelo Nick. Vou à todos os shows, Sempre! Sou presidente do Fã Clube Backstreet Boys Love...”
Elena puxou o celular da mão dele. –Eu não acredito que você viu isso! –A pele de seu rosto estava queimando de vergonha.
–Para uma mulher de negócios séria, de trinta anos, que não gosta de balada e nem pode beber por conta da idade, você me surpreendeu.
–Será que você pode parar? –Queria cavar um buraco para se esconder e nunca mais sair de lá.
–Desculpa, mas não dá, você vai ser zoada eternamente por isso...
–Será que você pode parar de se comportar como uma criança?
–Elena, eu tenho vinte e três anos, eu posso me comportar como uma criança. –Piscou. –Mas você e? Presidente do Fã Clube do Backstreet Boys, você não tem nada para falar em sua defesa.
–Eu sou uma fã, só isso.
–Sei, sei...
–Eu não acredito que eu te dei vinte mil dólares!
–Você quer que eu te devolva? –Perguntou sério. –Eu não faço questão, eu sairia com você mesmo se você não estivesse pagando.
–Sério?
–Claro que sim, você é linda, inteligente...-Fez uma pausa. –E eu tenho um motivo para poder te zoar para sempre.
–Como você é idiota! –Falou rindo.
A verdade é que ela desejava tê-lo conhecido em outra situação, onde ela realmente não estivesse pagando e ele a convidasse para sair. Damon fazia com que ela se sentisse viva de novo, jovem. Sentia-se como a Elena que ela foi durante tanto tempo, alguém divertida, com senso de humor, que gostava de rir de si mesma e dos amigos.
–Eu sei. –Outro sorriso se desenhou no rosto dele, mas dessa vez, era um sorriso sexy, sedutor. –E eu também sei que você me acha gostoso...-Flertou. –Você estava tentando passar a mão em mim essa madrugada...
–Eu não fiz isso. –Mentiu, encabulada.
–Eu não estava dormindo quando você me descobriu, eu só estava fingindo.
–Ah meu deus! –Se antes ela queria cavar um buraco para se esconder, agora ela queria cavar uma cratera. –Eu não acredito nisso! Que vergonha!
–Ei, não tem problema. –Damon se levantou e foi na direção da garota, cortando a distância que havia entre eles. Puxou-a pelo quadril, colando seu corpo ao dela. Elena arfou. Os lábios dele se colaram aos dela saciando a sede que tinham um pelo outro. Ela respondeu na mesma intensidade, por mais que devesse se afastar não conseguia. Apenas o beijou, sentiu o gosto delicioso da boca dele, sentiu o seu beijo quente. Aquilo era tudo que ela precisava e tudo que ela queria.
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