Perfect For Me
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Edward
Sento-me na poltrona ao lado da minha cama. O sol estar se pondo e a luz do novo dia ilumina o quarto, dando-me uma vista esplendorosa do corpo nu de Isabella em volta dos meus lençóis.
Ela dorme tranquilamente de bruços. Seus cabelos estão bagunçados e boa parte está cobrindo seu rosto.
Luto contra a vontade de ir até ela e tocar seus cabelos, colocando-os em seu devido lugar e me concentro em apenas admirá-la.
Eu ainda não consigo acreditar que enfim estamos juntos. Que todo o meu medo e minhas dúvidas enfim me deixarão livres para seguir minha vida.
Houve dias difíceis de questionamentos, no entanto eu sabia que não era certo viver assim. Eu não podia mais me trancar para o mundo. Não podia fugir e ignorar o sentimento forte que tenho por Isabella.
Alice sempre esteve certa: Irina gostaria que eu fosse feliz.
Saio da poltrona e volto a ocupar meu lugar ao lado de Isabella.
Tiro seus cabelos de sua face e toco seu rosto com carinho. Sua beleza era inexplicável. Eu poderia viver toda a minha vida lhe adorando e mesmo assim não seria suficiente.
Isabella mexe-se e abre os olhos.
–Oi. – Sussurra com a voz arrastada. Seus lábios se curvam num sorriso débil e doce.
–Oi. – Digo com um sorriso.
Isabella boceja e muda de posição na cama, ficando virada totalmente para mim. O lençol ainda está cobrindo sua nudez. Eu a quero, nua.
Estico uma mão e seguro a barra do lençol e o puxo lentamente até que seus seios estejam totalmente livres de qualquer coisa que me impeçam de ter contatos com eles.
–Não vou me cansar disso nunca. – Toco sua face e deixo meus dedos deslizarem por seu pescoço, passando sorrateiramente por sua clavícula.
A pele de Isabella é tão macia que parece que estou mergulhando minhas mãos em algodão doce.
Tocar sua pele me dar à incrível sensação de satisfação. Eu não consigo parar de tocá-la, não importa o quanto eu a toque, eu sempre quero mais.
Isabella morde o lábio e fecha os olhos. Sua pele se arrepia em contanto com meus dedos.
Um pequeno tremor percorrer o seu corpo e eu a envolvo em meus braços e a puxo para junto do meu corpo.
–Não vou te perder novamente. – Digo quase num sussurro, roçando meus lábios nos seus.
Isabella abre os olhos e toca minha face.
Seus olhos parecem cachoeiras de chocolates derretendo-me por dentro.
–Quero que tudo seja diferente agora. Eu quero te mostrar para o mundo. Quero que seja minha. Não apenas minha amante, não apenas minha parceira de sexo ardente, mas minha amiga, minha companheira, minha namorada, minha mulher. – Sorrio com a facilidade como as palavras escorregam de minha boca.
Os olhos de Isabella estão arredondados de surpresa. Sua respiração está irregular.
–Quero que todos saibam que estamos juntos. Chega de segredos e de me esconder. – Continuo. – Eu quero deixar o meu passado para trás e começar uma nova história ao seu lado.
Um pequeno sorriso brinca em seus lábios, seguido por uma lágrima que rola por sua face.
Inclino-me sobre ela, meu corpo quase em cima do seu. Sustento meu peso em um braço e com o outro seguro sua face.
–Eu te amo, Isabella.
Suas mãos afundam-se em meus cabelos e sou puxado para ela. Sua boca faminta encontra a minha e eu a beijo como se toda a minha vida dependesse daquilo. Eu tenho certeza que boa parte dela depende.
Seu beijo, seu toque, seu olhar, sua voz... Isabella é o conjunto essencial para me manter respirando. Havia passado muitos anos sem ela e não perderia mais nem um momento. Eu vou lhe dar o mundo se isso for o seu desejo. Eu sou capaz de tudo para mantê-la ao meu lado.
–Eu o amo Edward. – Sussurra com a voz doce. Sua língua contorna os meus lábios e eu estremeço.
Aperto sua cintura com força e me posiciono entre suas pernas. Minha boca explora seu pescoço, clavícula e por fim seus seios. Sugo-os com fome e saboreio a sua pele, absorvendo tudo o que eu posso.
Isabella geme e se contorce embaixo de mim, entendo sua deixa quando ela se esfrega contra minha ereção e a penetro firme, afundando-me a ela intensamente. Preenchendo todas as lacunas que ainda estavam vazias.
Seu corpo parece chamas em baixo do meu, proporcionando-me conforme e liberando ondas de prazer pelo meu corpo.
Estar com Isabella era sempre perfeito e eu sempre quero mais.
Ela afunda as unhas em minhas costas e morde meu lábio com força.
Solto um gemido que é abafado por seu beijo faminto e urgente.
Perco-me em cada curva de seu corpo e me embriago com o desejo que pulsa em minhas veias.
–Edward... – Geme ela, afundando as unhas em minha pele.
Tremo sentindo-a se contraindo antes de todo o seu corpo tremer, livre e satisfeita. Afundo-me com mais força e deixo-me levar por a incrível sensação de estar dentro dela e libero meu prazer dentro dela.
Nossas respirações entrecortadas aos poucos vão se normalizando.
Ainda estamos abraçados, meu corpo praticamente em cima do seu. Nossos corpos estão suados, mas isso não importa. Giro na cama e a puxo junto, deixando-a por cima de mim. Sua cabeça descansa em meu peito, seus pequenos braços me apertam forte.
Acaricio suas costas nuas e beijo-lhe o alto da cabeça.
Tudo o que eu sei é que eu estou seguro, que enfim encontrei um porto o qual posso descansar com segurança. E o último pensamento que tenho antes de cair no sono é: Isabella é minha casa, ela é minha vida.
Após o banho, seguimos para cozinha para tomarmos café da manhã. Carly havia feito um verdadeiro banquete para nós dois.
–Fico tão feliz em vê-la novamente, senhorita Isabella. – Diz Carly mal conseguindo conter o entusiasmo enquanto serve uma xícara de café com leito para Isabella
–Por favor, Carly, me chame apenas de Bella. Eu odeio formalidade. – Diz Isabella sorrindo.
Olho de relance para Carly a tempo de vê-la corar. Carly trabalhava comigo há anos. Ela era uma mulher adorável e praticamente da família.
–Então... Você acha que o seu pai vai querer me matar se eu aparecer na sua casa com você? – Pergunto como quem não quer nada. Mantenho-me ocupado passando geléia na minha torrada e evito olhar nos olhos de Bella. Não tínhamos discutido como faríamos para o Charlie não ficar chateado por estarmos juntos... Quero dizer... Por estarmos dormindo juntos.
Das raras vezes que conversei com Charlie pude perceber que ele é um homem de princípios e de moral.
Eu sabia que o fato de estar dormindo com sua única filha poderia ser de certa forma muito incomodo para ele entender e, eu como uma pessoa com boa índole e de princípios semelhantes ao dele sei o que eu devo fazer.
Isabella se engasga com o café. Volto-me para ela e sorrio.
–Acalme-se amor, eu sei o que devo fazer para que o Charlie não me impeça de te ter todos os dias na minha cama.
Isabella ergue uma sobrancelha e sorri.
–Vai me pedir em casamento? – Pergunta com humor.
Sorrio e seguro sua mão e a levo até os lábios, deposito um beijo suave e demorado nos nós dos seus dedos.
–Ainda não, mas é quase isso. – Sorrio e pisco para ela.
Isabella morde o lábio e me avalia atentamente.
–O que você está aprontando?
Inclino-me sobre a mesa e deposito um beijo em seus lábios.
–Tome seu café, não quero que nos atrasemos para o almoço na casa dos meus pais.
Isabella engasga novamente.
–Como é que é? – Sua voz sobe algumas oitavas e eu apenas sorrio.
–É isso mesmo. Disse a você que quero que todos saibam que estamos juntos, começando por toda a minha família.
–Edward... Eu não acho que seja uma boa ideia... Sabe... Acabamos de resolver as coisas...
–Não venha com desculpas, Bella. Eu não quero perder mais tempo do que eu já perdi. Quero que façamos tudo certo. Como deveríamos ter feito desde o começo. – Digo com a voz firme, porém suave.
Isabella força um sorrio e volta sua atenção para o café da manhã.
Quando paro o carro em frente à casa de Isabella, ela parece está a ponto de ter um ataque. Suas mãos estão tremulas e suando frio. Pela primeira vez eu me sinto confiante para assumir a situação.
–Bella, não precisa ficar assim... Seu pai sabe que ambos somos adultos. – Toco sua mão e seu corpo relaxa um pouco.
–Eu só tive um namorado antes de você e ele era meu amigo e o Charlie o adorava.
–Bella, não me leve a mal, mas eu não quero saber sobre sua vida com aquele fedelho insuportável. – Digo com a voz amarga e descontente. Eu sei que todos nós temos um passado, no entanto eu não suportava pensar em Isabella sendo de outro homem.
–Desculpe. – Diz meio sem jeito, ajeitando-se no banco. Ela olha em direção a sua casa e morde o lábio. – Eu só não estou acostumada a isso.
Seguro sua mão e aperto os nós dos seus dedos.
–Eu vou cuidar de tudo.
Isabella volta-se para mim e sorri.
Saio do carro e em seguida abro a porta do passageiro e lhe ajudo a sair.
Caminhamos de mãos dadas até a entrada da pequena e modéstia casa que Bella dividia com o pai.
Eu nunca havia notado o quão pequena essa casa é. Não era justo eu viver uma vida cheia de requintes e conforto enquanto ela vivia com o seu pai em um cubículo.
Isabella abre a porta e faz menção para que eu entre. Charlie está sentado na sala assistindo TV.
–Pai. – Isabella aperta minha mão com um pouco de força. Charlie tira a atenção da TV e volta-se para Isabella, seus olhos vagueiam dela para mim e se mantêm concentrada em nossas mãos entrelaçadas.
–Não vou nem perguntar onde você passou a noite. – Resmunga ele voltando sua atenção para a TV.
Isabella me olha de soslaio e pigarreia.
–Eu acabei dormindo e perdi a hora. – Diz Isabella meio sem jeito.
–Acredito que sim.
Sorrio e volto-me para Isabella.
–Por que não vai se arrumar enquanto eu converso com o Charlie? – Pergunto baixinho, mas pela forma que Charlie olha em minha direção eu tenho certeza que ele acabara ouvindo.
Isabella sorri e volta-se para o pai.
–Será que você pode pelo menos ser simpático?
Charlie força um sorriso para Isabella e ela sorri antes de subir as escadas.
Ele continua me olhando fixamente nos olhos e eu me sinto incomodado.
–Então... – Respiro fundo e faço um gesto para o sofá. – Posso?
Charlie estreita os olhos.
–Claro. – Sorri e continua me encarando.
Forço um sorriso e entrelaço as mãos.
–Charlie, quero que você saiba que minhas intenções com sua filha são as melhores. Eu...
–Eu aposto que são, Edward. Posso está doente, mas ainda sei usar uma arma. – Ele usa as palavras de forma enfática e eu posso jurar que ele está sendo sincero.
–Tenho certeza que não vamos chegar a linhas extremas senhor Swan. – Fito-o nos olhos, de forma que o mostre que não estou blefando quando falo. – Eu amo sua filha e jamais faria qualquer coisa para magoá-la. Tenho certeza que o senhor sabe o quanto sou capaz para protegê-la. – Sorrio para ele.
Charlie estreita os olhos e estuda minha expressão.
–É. Eu sei. No entanto isso não muda o fato que estou de olho em você. Eu agradeço por tudo o que você tem feito, mas a Bella não é seu pagamento, Sr. Cullen. – Diz Charlie friamente.
–Nunca disse isso Sr. Swan. A Isabella é a coisa mais importante que me aconteceu em toda a minha vida. Ela é a mulher que eu amo e eu estou disposto a tudo para mantê-la ao meu lado e fazê-la feliz.
Charlie ergue uma sobrancelha. Agora eu sei a quem a Isabella saiu. Charlie era muito difícil.
–Ela o ama. – Suas palavras me pegam de surpresa. – Sei que você já a magoou e não estou disposto a vê-la chorar novamente por alguma coisa que você fez ou disse a ela. –Charlie passa as mãos pelos cabelos. – Se quer mesmo ficar com minha filha, seja honesto com ela e não ouse magoá-la novamente.
–Você tem a minha palavra. Eu só quero que ela seja feliz. – Digo com a voz baixa. Saber que ela havia sofrido por mim ainda era doloroso, por mais que estejamos bem agora. Eu daria minha vida para apagar suas lágrimas e o seu sofrimento. Eu daria minha vida para que Isabella tenha uma vida repleta de sorrisos e felicidades.
Charlie olha para a escada no momento que Isabella desce. Ela está vestindo um vestido de estampas de flores até a altura dos joelhos, justo ao corpo. Seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo. Ela está simplesmente linda.
Um sorriso discreto nasce nos lábios de Charlie. Ele volta-se para mim e levanta-se do sofá.
–Ótimo. Estamos entendidos então. – Ele estende a mão e eu a aperto com força.
–Estamos entendidos. – Digo com um sorriso.
Continua...
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