Notas iniciais
Estavam com saudade do nosso Deus-Grego com múltiplas personalidades?
Então apertem os cintos meninas pois hoje ele vai surpreender vocês.

Faço um sanduíche e me sento na banqueta para saborear meu jantar, porém antes que eu possa fazê-lo a campainha toca. Corro para atender, quem quer que seja a uma hora dessas, antes que acorde o Charlie.

-Edward?

O sorriso torto de Edward se forma em seus làbios de um jeito sedutor. Realmente esse homem quer me enlouquecer com suas mudanças de humor.

Avalio atentamente antes de formar qualquer frase.

Ele está usando uma calça jeans clara, uma camisa cinza e um paletó preto. Ele estava lindo e o jeito com seu cabelo estava bagunçado e seu sorriso brincava em seus lábios, fazia com que ele parecesse mais jovem.

-Boa noite, Bella.

Bella? Espera ai eu perdi alguma coisa nas últimas horas?

Franzo o cenho.

-O que faz aqui?

Edward me avalia de cima a baixo e ai me dou conta de que estou usando um minúsculo short de algodão por baixo de uma enorme camisa. Droga! Eu estava vestida para dormir sozinha e não para ser vista por um anjo irônico e sensual.

Sinto as minhas bochechas queimarem de constrangimento.

-Desculpa eu está vestida assim... é que eu não esperava por visitas. – Digo evitando o contato visual.

Uma risadinha escapa de seus lábios.

-Tudo bem... Você está muito sensual vestida assim. – Diz olhando demoradamente para minhas pernas.

Respiro fundo e faço menção para que ele entre.

-Espera só eu trocar de roupa?

Edward entra e se acomoda no sofá.

-Não precisa trocar de roupa por minha causa. – Diz ainda sorrindo.

Mordo o lábio reprimindo um sorriso de constrangimento.

-Preciso sim.

Edward

Observo enquanto Isabella sobe as escadas apressadamente, suas mãos presas em cada lado do seu corpo, como se isso fosse evitar a nudez de suas pernas sensuais.

Sorrio perguntando a mim mesmo qual o verdadeiro motivo pelo qual praticamente atravessei Seattle para vir até aqui. Entretanto pensar em uma resposta óbvia era impossível, se eu não conseguir pensar nos durante os minutos em que dirigi tão pouco, conseguiria pensar aqui, sentado no sofá de sua casa, tendo a consciência que ela estava a poucos metros de distancia de onde eu estou.

Eu sabia que está aqui era um erro, eu havia dito a mim mesmo que não voltaria a me aproximar dela novamente, no entanto existe algo nela... Algo pelo qual eu me sinto ligado... Eu diria até enfeitiçado.

-Desculpa a demora. – A voz doce de Isabella irrompe pelo pequeno cômodo da sala e logo em seguida ela se coloca na minha frente, usando uma calça Jeans apertada e um suéter branco.

Parte de mim fica decepcionado por ela ter aparecido com tantas roupas. Ela não sabe o poder que seu corpo seminu teve sobre mim. Por um segundo vendo-a daquele jeito eu me esqueci do motivo pelo qual eu desejei me afastar dela.

Isabella era linda, a criatura mais linda que meu olhos já contemplaram, e saber disso fazia-me me sentir um traidor, porém eu não podia mentir, mesmo sabendo que admitir isso era um erro.

-O que veio fazer aqui? – Seus olhos avaliam-me com surpresa e atenção.

Isabella senta-se ao meu lado, mantendo uma certa distancia do meu corpo, colocando suas pequenas mãos sobre seu colo.

Respiro fundo e sorrio, nada de plausível vem a minha mente então simplesmente improviso.

-Só queria te pedir desculpas pela forma que te tratei mais cedo.- Ergo um canto da minha boca em um meio sorriso.

Isabella desce seus olhos até meus lábios e solta um suspiro lento e pesado, porém nada diz.

-O que eu te falei sobre manter uma relação profissional... Eu realmente quis dizer aquilo, não quero que o fato de termos nos beijado na outra noite deixe as coisas estranhas.

Isabella sorri desviando o olhar.

-Isabella...

-Tudo bem Edward eu já entendi. – Diz voltando-se para mim. – Não precisa ficar repetindo isso.

Passo as mãos nos meus cabelos, sentindo-me apreensivo pelo rumo da conversa, parte de mim queria aceitar tudo o que eu havia dito, porque eu sabia que era a coisa certa e a outra parte estava simplesmente perdido no mar de chocolate que eram os olhos de Isabella.

-Eu só quis dizer que é o certo a fazer... porque é o melhor para nós dois. – Seus olhos confusos fitam as mãos.

Respiro novamente, nunca em minha vida me senti tão incapaz de me controlar diante de alguém. Engulo em seco e toco gentilmente a face de Isabella. Sentir a sua pele macia em contato com minha mão era quase reconfortante, se não fosse de certa forma tão doloroso saber que não era certo o que eu estava prestes a fazer.

-Eu disse que era o certo e não o que eu de fato quero. – Minha voz vacila e eu me amaldiçoo por isso.

Isabella ergue os olhos e o que eu vejo neles refletidos vai além de surpresa ou confusão, ela tinha um brilho doce e terno ao olhar-me.

-Juro que você me deixa muito confusa. – Diz mordendo o lábio.

-Eu causo esse efeito nas mulheres. – digo com um meio sorriso.

Isabella me avalia por alguns segundos, seus olhos queimando nos meus, derretendo-se nos meus, fundindo-se no cinza dos meus olhos. Aquilo era reconfortante, mesmo eu não sabendo ao certo o por quê.

-Isabella. – Pronuncio seu nome com adoração e desejo.

Seguro seu rosto com ambas as mãos roçando o polegar de leve em sua bochecha.

Ela fecha os olhos e morde o lábio, sua respiração instantaneamente fica irregular e sua pele fica quente em contato com as minhas mãos. Aproximo meu rosto parando a centímetros do dela, apenas o suficiente para sentir sua respiração urgente na minha face.

Inspiro seu perfume, embriagando-me com o cheiro de morango do seus cabelos e do hidratante em sua pele. Isabella não estava usando o perfume de hoje de manhã, porém seu cheio era único e eu poderia dizer que era o melhor aroma que eu senti, o cheiro de Isabella era inebriante e inesquecível.

Roço meus lábios nos dela abrindo espaço lentamente com minha língua. Isabella entreabre os lábios dando-me liberdade para explorar sua boca, num beijo terno e suave.

Sugo sua língua para me absorvendo seu gosto doce da boca recém escovada. Isabella corresponde meu beijo com urgência e desejo, eu queria prolongar a lentidão do beijo, porém com Isabella beijando-me com fome era impossível me controlar.

Suas mãos apressadas despenteiam meus cabelos, puxando-os levemente enquanto enterra seus dedos em meus fios. Minhas mãos passeiam por cima do tecido do seu suéter, apertando-a nos lugares significativos, fazendo-a se contorcer e gemer a cada lugar que eu a acaricio.

Puxo seu cabelo, fazendo sua cabeça ser jogada para trás, deixando seu pescoço a mostra, mordo seu lábio com força antes de deixar uma trilha de beijos em seu queixo, mordo delicadamente seu pescoço ainda mantendo-a presa com minhas mãos.

Sua pele era deliciosa e era um pecado não prová-la. Solto seus cabelos e seguro sua nuca trazendo-a de volta para mim, esmagando meus lábios nos dela. Eu queria devorá-la, queria arrancar cada peça de roupa que ela estava usando, porém ainda me restava sanidade suficiente para saber que eu não poderia fazer isso. Mesmo estando louco de desejo por ela eu teria que manter distancia o suficiente para não me envolver com ela.

Seguro seus ombros com cuidado antes de afastar nossos lábios.

-Eu sinto muito por isso. – Digo ofegando.

Isabella abre os olhos confusa, analisa meu rosto e sorri.

-Não sinta... Apenas me beije. – Diz com a voz rouca puxando-me para si. Seus lábios buscam os meus com urgência, no entanto sou mais forte afasto-me dela levantando-me do sofá.

-Eu não posso fazer isso. – Digo passando as mãos nos meus cabelos, eu sabia que arriscar causaria esse efeito catastrófico dentro de mim, porque eu tinha plena consciência do quanto ela me atraia. No entanto eu sabia que se a levasse para cama não seria apenas sexo, não seria como na noite anterior com Rosalie, eu sabia que com Isabella seria diferente e que levar isso adiante causaria danos em mim que talvez eu não conseguisse suportar.

Isabella respira fundo, passa as mãos nos cabelos, arruma o suéter que está puxado para cima cobrindo sua barriga e levanta-se, ficando a minha frente, como uma postura magoada e frustrada.

-Eu não entendo você. – Diz com a voz baixa.

Aperto meus lábios sentindo o sangue ferver em minhas veias.

-Isabella eu quero fazer isso... Mas eu não posso. – Digo por entre dentes, num rosnado baixo.

Isabella abre a boca para argumentar, no entanto o seu celular que está no balcão atrás de mim começa a tocar, uma música estranha de uma banda qualquer, calando qualquer argumento que ela poderia ter.

Ela passa evitando esbarrar-se em mim.

-Alô. –Diz ela com a voz baixa e sem emoção.

-Ah, é você. Como conseguiu meu número?

Volto-me para ela quando percebo em sua voz um sorriso.

-Não tudo bem... Eu só fiquei surpresa.

Um sorriso se forma em seus lábios e por algum motivo sinto ciúmes de quem quer que seja que esteja do outro lado da linha. Seja quem for acabou de arrancar um sorriso de Isabella e isso me deixou furioso.

Isabella morde o lábio enquanto escuta o que a pessoa do outro lado da linha diz.

-Eu não sei se é certo, afinal acabamos de nos conhecer. – Isabella olha fixamente para as unhas bem pintadas, esquecendo totalmente da minha presença.

-Tudo bem. Tudo bem eu aceito.

Ela sorri um pouco alto e cobre o rosto timidamente com a mão livre.

-Certo, até amanhã... beijo.

Ela deixa o celular no balcão e ainda sorrindo volta seu olhar na minha direção. Eu não sabia qual era minha expressão, mas pelo seu seu olhar eu não estava com a fisionomia muito agradável.

-O que foi? – Pergunta erguendo uma sobrancelha.

Engulo a raiva e franzo o cenho.

-Vai ter um encontro amanhã? – Não era isso que eu queria dizer, porém as palavras saíram antes que eu pudesse segurá-las.

-É isso ai. – Diz apertando os lábios.

Sorrio ironicamente passando as mãos nos cabelos.

-Você é mesmo inacreditável, Isabella. – Digo com ironia.

-Por que está me dizendo isso? – Pergunta aparentemente irritada. – Só porque terei um encontro com uma pessoa que não muda de humor a cada cinco segundos?

Aperto os lábios e contraio o maxilar, sentindo a raiva tomar conta de mim.

- Pensei que você fosse diferente. – rosno com desdém.

Isabella ergue o queixo olhando-me desafiadoramente em meus olhos, de um jeito ousado que nem uma outra mulher foi capaz.

-E sou, Edward.

-Dá para ver. – Digo lançando um olhar para seu corpo.

- O fato de tê-lo beijado e depois ter aceitado um pedido de um amigo para jantar, não me torna parecido com as putas que você leva para cama. – Diz furiosa, sua voz sobe algumas oitavas.

Cerro os punhos e trinco os dentes, eu sabia que se eu continuasse no mesmo ambiente que ela eu acabaria perdendo a cabeça e diria coisas sem pensar, ou na pior das hipóteses eu a comeria ali mesmo na sala, sem me importar com o fato do seu pai está lá em cima. Se eu continuasse ali eu tiraria dela toda aquela prepotência e arrogância que ela ousava me tratar.

Então eu simplesmente lanço-lhe um último olhar e vou embora batendo com força a porta atrás de mim.

Isabella não era a garota ingênua que eu pensava que ela era. Isabella é uma mulher perigosamente sexy, capaz de enlouquecer até o mais forte dos homens e para meu desespero eu estava me tornando um deles.

***

-Cara, você sabe que horas são? – Pergunta Emmett quando entra no meu apartamento.

-Desculpe te ligar a uma hora dessas...

Emmett se serve de uma dose de uísque e o vira de uma só vez. Ele estava irritado por eu ter ligado para ele cerca de vinte minutos atrás e lhe pedido que vinhesse até minha casa.

-O que aconteceu? — Ele senta-se no sofá, com outra dose de uísque nas mãos.

Passo as mãos nos meus cabelos e respiro fundo, entrando novamente em conflito com o que eu tinha feito.

-É a Isabella. – Seu nome desliza pela minha boca e saem sem que eu possa conter.

Emmett ergue seus olhos para mim, avaliando-me atentamente.

-A garota que estragou seu volvo e que mesmo assim você quis ajudá-la, pagando a hipoteca da casa, lhe dando um emprego, bancando roupas e até pagando uma enfermeira para o pai dela? – Pergunta ironicamente.

Lanço-lhe um olhar mortal em sua direção e me arrependo de ter ligado para ele. Emmett parecia que nunca levava nada a sério.

Ele nota meu olhar de censura e sorri.

-Estou apenas brincando com você, meu amigo.

Respiro fundo e sento no sofá a sua frente carregando comigo a garrafa de uísque e meu copo cheio.

-Ela está me enlouquecendo.- Resmungo virando minha quinta dose.

-Então por que não dorme logo com ela?

Emmett as vezes tinha as respostas erradas para tudo.

-Não se trata de sexo Emmett. – digo enchendo novamente meu copo.

Emmett franze o cenho.

-Então do que se trata?

Penso por um momento, eu não sabia do que se tratava. Esse era o problema.

-Ela é diferente Emmet, diferente até da Irina. – digo a última palavra com uma dor no meu peito.

-Você só a acha diferente porque ela ainda não passou por sua cama.

Ergo uma sobrancelha, era impossível ter uma conversa séria com o meu amigo, tendo em vista que ele as vezes parecia pensar apenas em vaginas e peitos.

-Eu não posso transar com ela, tampouco me envolver.

Emmett pega a garrafa de minhas mãos e enche seu copo.

-Por quê não?

Viro minha dose e sinto meus dentes dormentes, o álcool estava começando a fazer efeito então eu poderia dizer as palavras sem ter que me arrepender mais tarde.

-Porque acho que estou me apaixonando por ela.

Continua...

Notas finais
Se para mim que estou escrevendo a história esse final me pegou de surpresa, imagina como vocês ai do outro lado devem está.
Agora vamos torcer para que nosso Edward confuso aceite logo o fato de estar apaixonado pela Bella e deixe de ser tão arrogante, pois algo me diz que se ele continuar assim, outro vai aparecer para tratar a Bella como ela merece.

Spoiler do proximo capitulo...
-Isabella. Sua voz rouca e sedutora pronuncia meu nome fazendo-me gemer.
Beijo seu pescoço e afundo minhas unhas em sua pele nua.
Edward geme e busca minha boca.
Sua língua macia atiça-me sem piedade enquanto sua mãos deslizam entre minhas coxas procurando meu ponto sensível.

Uau! Próximo capitulo promete hein?
Bjus e até domingo
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