Notas iniciais
Como prometido aqui venho eu para matar a saudade de todas vocês.
Boa leitura

Edward

Quando foi a última vez que senti-me assim? Perdido? Entregue a um sentimento sem explicação?

Deus! Estava ficando louco! Tento buscar no fundo da minha alma forças o bastante para afastar Isabella de mim, porém parece que todo o meu corpo está ligado a ela. Isabella, era linda, doce e terrivelmente sexy, como eu poderia um dia ter pensado que não me renderia a seus encantos de menina tímida?

Meu corpo todo anseia por ela, eu a desejo com loucura, como nunca desejei alguém antes. Seu cheiro, a maciez da sua pele, seus olhos, tudo... Tudo que defina Isabella Swan era como uma droga feita especialmente para mim. Seu beijo é doce, e quente como o seu cheiro e seu corpo, deixando-me excitado e louco para provar cada centímetro do seu corpo. Mordo seu lábio e com o resto de sanidade que me resta, seguro sua face entre minhas mãos e afasto-me dela.

Nossas respirações estão ofegantes, meu coração que eu nem ao menos imaginava que ainda existia bate descontrolado em meu peito, de uma forma patética e dolorosa. Eu não deveria está me sentindo assim... Eu a estava traindo tendo esse tipo de sentimentos por essa mulher. Respiro fundo e quando sinto minha respiração voltar ao normal saio do carro e num segundo abro a porta do passageiro para que Isabella saia.

Ela está desconcertada, seus olhos são tímidos e evita o contato visual comigo quando sai do carro. Seus lábios estão inchados e convidativos, mas eu os ignoro, por mais que eu queria beija-la novamente eu sei que isso é um erro, pelo qual não quero ter que me arrepender.

- Não precisa ir trabalhar amanhã, Isabella. Tire o dia de folga para ficar com o seu pai.- Fecho a porta do carro quando ela sai, cruzo os braços e avalio seu corpo, parece tão pequena e frágil que a vontade que tenho é coloca-la em meus braços.

Isabella ergue o olhar e eu tenho plena certeza que ela quer argumentar comigo.

-Falei com a Dr. Tanya, ela vai indicar uma enfermeira confiável e competente para cuidar do seu pai durante o dia e durante as noites que você não puder voltar para casa. – Ela lança-me um olhar interrogativo e eu lhe explico de imediato, não quero que ela pense que começaremos um caso sexual. – Para as noites que você precisar se ausentar a trabalho.

Isabella relaxa e um lampejo de sorriso nasce em seus lábios, mantenho-me sério, avaliando-a com frieza e desejo.

-Eu não sei como lhe agradecer por tudo o que está fazendo. – Ela aperta os lábios e seus olhos brilham.

-Não precisa agradecer. – Digo friamente.

Isabella morde o lábio e olha para a casa vazia e escura, sigo-lhe com o olhar.

-Como soube que eu estava no hospital?

Encolho os ombros, eu não poderia lhe dizer a verdade, não queria lhe dizer o que eu estava fazendo lá, então digo apenas meia verdade.

-Fui ver uma amiga minha a Dr. Tanya, a medica que atendeu seu pai.

-Ah! – Ela sorri timidamente. – Que bom que você estava lá.

Analiso suas feições de anjo. Isabella! Por Deus, isso era loucura. Eu precisava afastar-me dela o mais rápido possível antes que eu cometesse a burrice de leva-la para dentro de sua casa e fazer amor com ela.

-Fique bem, Isabella.

Digo sem olha-la nos olhos e vou embora. Não volto para casa, minha cabeça está cheia e conturbada de sensações e sentimentos que eu nunca senti e outros que eu havia esquecido.

Quando vejo estou diante do meu velho apartamento...o apartamento que seria meu lar junto com a Irina. O apartamento está trancado desde que ela se foi, no entanto mesmo assim deixei Martha, uma senhora responsável pela ordem e limpeza do ambiente.

O local está limpo, o perfume que exala de cada cômodo não é apenas um perfume qualquer... É exatamente o cheiro que Irina deixou pela ultima vez que esteve aqui. Jasmim, ela amava esse cheiro, fazia questão de borrifar esse perfume em cada cômodo do nosso apartamento, eu não a entendia... nunca entendi sua obsessão por esse perfume, no entanto hoje é a única coisa que me faz lembrar dela.

Minha doce Irina, tínhamos aprendido tantas coisas juntos. Jogo as chaves do carro e do apartamento sobre a mesinha de vidro no centro da sala, caminho até o bar e sirvo-me de uísque, um copo cheio até a borda e o viro de uma só vez. Fazia algum tempo que não vinha a esse lugar, sempre evitava voltar ao ultimo lugar onde estivera com minha Irina, no entanto hoje parecia o lugar certo para se está.

Havíamos feito tantos planos naquela noite.

-Vamos ser felizes aqui. – Disse Irina com sua voz doce.

Estamos deitados no tapete da sala, após termos feito amor, nossos corpos estavam envolta de um lençol fino. Estamos tão felizes e ansiosos para nosso casamento que seria dentro de uma semana.

Eu ainda poderia ouvir sua voz, podia sentir o seu cheio, todas as noites, todos os dias quando eu fechava os olhos. E agora parecia que tudo estava se desfazendo... Todas as lembranças... Todo o meu alto controle e por causa de quê? De uma garota insignificante?

Volto a encher meu copo e caminho até o sofá.

Aquele lugar era um santuário cheio de fotos e de lembranças da Irina. Quadros enormes em cada parede, portas retratos, pinturas que ela fazia... Tudo aqui representava ela. Beberico minha bebida, sentindo-me pela primeira vez depois de anos culpado por ter estado e desejado outra mulher.

Isso era ridículo, a Irina estava morta há quase sete anos e eu estava me culpando. Droga! Era como se eu estivesse não traindo a ela, sua memória, mas o meu amor, o sentimento lindo que tínhamos e que mantive guardado em mim mesmo depois de sua morte.

Eu prometi... Prometi no seu túmulo, nunca voltar a amar alguém novamente e eu costumava cumprir minhas promessas. Viro minha bebida e deito no sofá confortável, escolhido pessoalmente por Irina.

Fico olhando para o teto, esse lugar mantinha sua lembrança tão viva que eu até consigo ouvir sua risada, gostosa ecoando pelos cômodos.

Meu analista disse que isso não era saudável para meu estado de espírito, eu sei que ele estava certo, por isso resolvi não voltar a vê-lo novamente, não iria deixar filho da puta nem um dizer-me que conservar a memoria da única e mulher que eu amei era algo doentil de se fazer.

Para o inferno com suas teorias psicológicas baratas.

Eu não estava louco, eu sabia que ela não voltaria mais para mim e que eu teria que viver com a sua ausência para sempre... Eu não aceitei. Nunca aceitarei. No entanto eu estou vivo, certo? Estou seguindo em frente como sempre me cobraram.

Eu sei que mudei durante todos esses anos, isolei-me dos meus amigos e mim afastei da minha família, dediquei meu tempo a empresa e a meu trabalho, o relacionamento mais duradouro que eu tive durante todos esses anos está sendo com a Rosalie, faz uns cinco meses que estamos saindo, nada sério, é um lance casual de sexo.

Nunca voltei a me apaixonar, nunca desejei alguém loucamente a ponto de querer enterrar meu passado e voltar a viver. Eu estava bem assim, longe de laços que me fariam sofrer novamente, longe de situações que poderia me quebrar novamente.

E era assim que eu queria permanecer. Não pensaria mais em Isabella como estava pensando, evitaria o contato com sua pele quente e do seu perfume inebriante. Manteria o contato profissional e só. Exatamente como tinha que ser. Isabella era um droga letal e viciante a qual eu não queria correr o risco de virar dependente.

Bella

Era ridículo, eu não consegui pregar o olho durante toda a noite, em parte pelo o nervosismo pelo o que aconteceu com o Charlie e em parte pelo meu surto de loucura bipolar por ter beijado o Edward.

Deus! Aonde diabos eu estava com a cabeça quando fiz aquilo? Droga para o inferno que foi culpa minha. A culpa foi dele, daquele anjo sexy que ficou tão próximo de mim, inebriando-me com seu perfume amadeirado, queimando minha pele com seu toque.

Droga ele havia pedido por isso, eu sabia que ele desejava aquele beijo tanto quanto eu desejei, ele havia me correspondido com urgência, anseio e paixão, mesmo depois tomando uma postura arrogante e fria eu podia ver no cinza de seu olhar que ele também havia me desejado tanto quando eu a ele.

Merda! Que idiota eu fui, de onde eu tirei tanta coragem para agir daquela forma? E agora como vou olhar para ele? Droga, ele era meu chefe e agora eu simplesmente surtei e resolvi provar os seus lábios.

Termino meu banho de quase uma hora e sigo para o quarto, escolho uma calça jeans que cai perfeitamente em meu corpo e uma camiseta preta, coloco um camisão vermelho xadrez por cima da minha camiseta e calço meu All Star. Deixo meu cabelo secar naturalmente, hoje eu seria somente a Bella, longe de toda aquela elegância e roupas de marcas caras, longe de toda a confusão que minha vida se encontrava.

Dou uma demorada olhando em meus trajes, o espelho refletia a imagem de uma adolescente de grandes olhos castanhos um tanto tristes e uma ruga de preocupação bem no meio de sua testa franzida. Será que eu ainda era essa menina que o espelho refletia? Será que eu realmente queria continuar sendo essa garota? Olho para meu pequeno quarto e para as roupas em meu guarda-roupa que está com as portas abertas.

Roupas caras de diversas marcas saltavam das ombreiras. Sapatos de salto altíssimos e bolsas... Eu não pertencia aquele mundo de requintes e sutileza. No entanto ele pertencia e eu estava obrigada a aprender a conviver com isso.

Bufo soltando o ar pelo nariz, estava exausta de continuar tentando colocar minha vida nos eixos.

Deus eu estava tão cansada... O Charlie é minha única família... Mas... As vezes era tão cansativo ter que está a frente de tudo, ter sempre medo de fazer alguma bobagem e acabar estragando a vida do meu pai. Eu tinha que fazer isso pelo Charlie, eu tinha que mudar por ele.

Volto para o banheiro e lavo novamente meus cabelos, faço uma escova rápida deixando meus fios menos rebeldes, tiro minha roupa confortável e apropriada para visitar alguém num hospital e visto um vestido confortável.

O vestido de mangas e com um decote comportado e sexy ao mesmo tempo, vai até a altura dos joelhos e se alinha perfeitamente nas minhas curvas que eu nem sabia que existiam e eram tão visíveis.

Calço um scarpin preto e pego uma bolsa preta com detalhes dourados estilo carteira, faço uma maquilagem e coloco um par de brincos dourados para combinar com os detalhes da bolsa e pronto. Odeio ficar enfeitada demais. Respiro fundo antes de descer e me preparar para uma caminhada até o ponto do táxi mais próximo que é uns quatro quarteirões de onde moro.

Meu pai parece realmente bem melhor, suas bochechas estão coradas e ele não está mais na UTI, ele havia sido levado para um apartamentO muito elegante e estava sendo muito bem cuidado pelas Enfermeiras e pela Dra. Tanya amiga de Edward.

Tanya era uma mulher muito elegante, seus cabelos são loiros ondulados e seus olhos são dourados... Ela é muito bonita e se parece com alguém que eu conhecia... Quero dizer... Penso por um momento as imagens de um par de olhos dourados e vivos aparecem em minha mente, sim eu já vi esses olhos. A garota na foto com Edward que eu vi sobre sua mesa no escritório, a garota da foto se parecia muito com Tanya.

Engulo minha curiosidade em seco e decidi que por mais que eu estivesse tentada para saber o que ela e a garota da foto tinham em comuns e sobre tudo o que tinham a ver com Edward, isso não era da minha conta.

-Como vamos pagar tudo isso, Bells? – Charlie parece preocupado avaliando a elegância do quarto.

Afago sua mão já livre do soro e sorrio.

A Tanya havia me dito assim que cheguei que o Edward já havia cuidado de tudo. Como eu poderia um dia agradecer e pagar tudo o que ele estava fazendo por mim?

-Não se preocupe pai. O importante é que você está bem e que logo sairá daqui.

-E o resultado dos exames?

-Nada que já não sabíamos... Seu coração Charlie... Temos que cuidar bem dele.

Charlie bufa.

-Não sirvo mais para nada. – Resmunga mal-humorado.

-Não diga isso pai.

-Se esse coração não está servindo... Droga filha, eu que deveria está cuidando de você e não deixando que um cara qualquer te compre.

Charlie estava irritado e um tanto indignado ao formar a ultima frase. Olho feio para ele, não acreditando no que ele havia dito.

-Charlie, você me conhece melhor que ninguém, sabes muito bem que jamais me venderia. Diabos homem, o que te deu? Será que o seu quase infarto mexeu com a sua cabeça? – Eu estava quase gritando. Ele era meu pai e eu o amava, mas não iria deixar que ele falasse comigo como se eu estivesse me prostituindo.

-Desculpe filha... É que o Jake...

-O que o Jacob tem a ver com nossa conversa, Charlie? – Ah! Estava explicado o motivo do surto de falação de besteiras do meu pai, tinha que ter o dedo do Jacob.

Charlie baixa o olhar envergonhado mais nada diz.

-O Jacob está com ciúmes pai... Ele não sabe o que está dizendo. – Respiro fundo tentando me acalmar, tudo o que eu menos quero agora é fazer meu pai se alterar novamente. – Pai. – Charlie ergue seus olhos envergonhados e marejados. – Eu te amo... E... Nunca faria nada que pudesse te decepcionar, eu juro por Deus. Estou trabalhando para o Sr. Cullen para poder pagar o que ele tem feito.

-Eu sei Bella... Me desculpe.

Dou-lhe um sorriso e beijo as costas de sua mão.

-Por favor, não dê ouvidos ao Jacob... Ele está se comportando como um garotinho mimado.

O rumo das conversas seguiram para outros assuntos que não envolviam Edward nem Jacob, até que uma enfermeira entrou no quarto deu alguns remédios ao meu pai e disse que ele tinha que descansar um pouco, concordei, porém só saí do quarto quando ele adormeceu.

Curvei-me sobre ele e depositei um beijo cheio de carinho em sua testa.

-Eu te amo pai.

Para minha surpresa encontro Alice na sala de espera.

-Alice?

Ela volta-se para mim e sorri ao me ver, levanta-se do banco e vem ao meu encontro, dando-me um abraço apertado.

-Oi Bella, o Edward me disse o que aconteceu com o seu pai e eu decidi vir saber se você precisa de alguma coisa.

Ouvir o nome de Edward da boca de Alice fez com que meu coração desse um pulo, e de imediato, lembrei de sua boca quente na minha, suas mãos acariciando minha pele...

-Bella. – A voz de Alice me traz de volta dos meus devaneios sobre ontem a noite.

-Obrigada por ter vindo. Graças a Deus meu pai está bem.

-Precisa de alguma coisa? – Pergunta preocupada me avaliando.

-Sim... Preciso comer alguma coisa, não lembro de ter comido desde de ontem. – digo meio sem jeito e ambas caímos na risada.

Almoçamos num restaurante perto do hospital, não era um lugar sofisticado, era um lugar simples e aconchegante.

-Fui na empresa te ver, para te entregar uma coisa... Ai o Edward me disse o que aconteceu.

Respiro com dificuldade mais uma vez ao ouvir o seu nome.

-Queria te entregar um convite... é do meu noivado que será daqui há duas semanas. – Alice morde o lábio e sorri.

Ela era tão amável que era impossível não adorá-la.

-É muita gentileza de sua parte. – Digo realmente feliz por ela ter lembrado de mim.

-Te falei que seriamos amiga, não falei? Que espécie de amiga eu seria se não te convidasse para meu noivado?

Sorrio, enquanto ela tira da bolsa elegante um envelope bege e me entrega.

-Obrigada mesmo Alice, eu estou realmente muito feliz, por você.

Abro e envelope e pego o convite delicado com letras douradas formando os seus nomes de forma elegante.

Alice Cullen e Jasper Hale.

Conversamos durante mais algum tempo, Alice acaba me contando como conheceu Jasper e como se apaixonaram, é mais ou menos parecida com uma historia daquelas contadas em livros, é uma historia simples e linda,como um belo romance comprado numa banca de revista e lido numa tarde de domingo chuvoso. Eles eram amigos no ensino médio, porém ela sempre fora apaixonada por ele, no entanto, Jasper a via apenas como sua melhor amiga, depois que o ensino médio acabou, os dois seguiram caminhos diferentes, Jasper foi para Harvard estudar direito e Alice foi para Paris estudar na Esmod.

Durante as férias do penúltimo período da universidade ela vai para Milão e para sua surpresa se reencontra com Jasper, Alice diz que foi como se apaixonar novamente, ela estava mais velha, já não era mais aquela garotinha tímida que ele chamava de amiga, pela primeira vez pareceu notar quem ela realmente era, daí por diante não se largaram mais.

Enquanto ela continua com sua historia de amor, eu fico me perguntando se um dia viverei um romance assim, cheio de surpresas e esperas, vendo Alice tão feliz e apaixonada. Me pergunto se alguma vez me senti assim por alguém, se algum dia me senti assim pelo Jacob.

Meu relacionamento com o Jacob sempre foi instável, um pouco semelhante com o de Alice, eu o Jacob crescemos juntos, fomos amigos desde de criança, éramos as sombras um do outro e na medida que fomos crescendo, fomos nos aproximando mais, Jacob se tornou um rapaz bonito, diferente de quando era criança. Ele quando pequeno era um tantinho feio, na verdade ele era estranho, mas com a chegada dos seus 16 para 17 anos, as coisas foram mudando, ele deixara de ser um moleque magricela e se tornara um homem forte, cheio de músculos, atraindo a atenção de todas as garotas da nossa escola, a principio eu não me incomodei quando ele começou a ficar com algumas meninas, porém com o passar do tempo aquilo começou a me incomodar, ele já não me dava muita atenção e aquilo foi me confundindo, eu estava apaixonada por meu melhor amigo.

A principio foi dídicil aceitar o que estava acontecendo, primeiro por que crescemos juntos e eu meio que achava que o Jacob só me via como irmã. E segundo, por que ele estava tão envolvido com suas festas e garotas que era até difécil pensar em tentar me aproximar dele.

O que eu fiz foi simples e funcionou muito bem, comecei a sair com um dos carinhas da sua turma, não foi nada sério, eu mal deixava o cara me beijar, na verdade era mais uma estratégia para provocar ciúmes em Jacob.

Na noite do aniversario do Jacob fizeram uma festa para ele, a galera estava toda lá e eu o Mike também estávamos, éramos todo os amigos e queríamos partilhar isso com o Jacob, a única coisa que eu não esperava naquela noite, era que meu plano de atingir o Jacob com meu falso namoro desse certo.

Jacob me chamou para dançar e eu fui de bom grado, ignorando a cara feia que meu acompanhante fez. Dançamos juntos e rimos sem nos importarmos com os demais, foi tudo tão perfeito, tão lindo, eu era uma adolescente de quase 16 anos e estava apaixonada... Apaixonada por meu melhor amigo.

Jacob estava diferente naquela noite, estava feliz e me apertava em seus braços, porém o Mike não gostou muito do que estava acontecendo e acabou puxando uma briga com o Jacob.

Brigaram feio, por sorte os separam antes que o Jacob matasse o coitado do Mike.

Naquele mesmo dia terminei meu namoro falso, deixando o Mike magoado, disse a ele que eu era apaixonada por o Jacob e que era melhor a gente colocar um fim no nosso lance. Ele me deixa na porta de casa e sai cantando pneus do seu carro velho que eu não lembro muito bem qual o modelo, porém antes que eu possa alcançar o ultimo degrau que me leva até a varanda de minha casa, ouço o barulho familiar do motor da moto de Jacob.

Surpresa, feliz e apaixonada corro ao seu encontro, não precisamos dizer nada naquela hora, seu olhar intenso e apaixonado foi o suficiente para eu me entregar aquele momento e me deixar beija-lo, suavemente.

Jacob havia sido muito importante para mim, ele foi meu primeiro amor, o primeiro homem que passou por minha vida, eu havia sido dele durante muito tempo, porém ele se mudou para San Francisco e eu fui para a universidade, nosso namoro acabou e seguimos nossas vidas, eu sentia mais falta do meu amigo do que do meu namorado.

Agora ouvindo Alice falar de sua vida com Jasper, eu chego a conclusão que meu relacionamento com o Jacob fora morno, cheio de brigas e de reconciliações fofas, nada fora tão intenso e devastador, como fora beijar ele... Edward.

Os beijos de Jacob foram suaves e cheios de segurança, enquanto o único beijo trocado com Edward, foi tão intenso e urgente, que me faltou o ar, era como se ele estivesse arrancando minha alma e tornando-a sua, suas mãos... Ah, suas mãos macias acariciando minha pele com desejo, deixando cada parte de mim em chamas.

Aquela sensação de êxtase e luxuria que eu senti em seus braços naquele simples beijo roubado, fora inexplicável, eu senti coisas que jamais havia sentindo antes. Foi tão intenso e profundo que ainda posso sentir meu coração bater forte só de pensar em seus lábios pressionando os meus, podia sentir a eletricidade percorrer meu corpo ao pensar em seu toque, seu perfume.

E com esse pensamento eu chego a conclusão que nunca experimentei realmente o poder de uma paixão avassaladora, que nunca soube o gosto de se apaixonar de verdade por um homem, ou pior, eu estava começando a saber como era viver esse sentimento.

Deus! Eu estava me apaixonando pelo meu chefe.

A tarde com Alice fora muito agradável, eu estava muito feliz por ter encontrado alguém que eu pudesse contar, Alice era realmente adorável e parecia estar realmente feliz por nossa amizade, assim como eu estava.

Volto para o hospital, porém meu pai ainda está dormindo, fico sentada folheando uma revista enquanto as horas passam lentas diante dos meus olhos, tento manter minha mente longe dos pensamentos insanos que eu tive, durante meu almoço, eu precisava arrancar essa loucura de paixonite por Edward, não era certo me sentir atraída por ele.

No final da tarde meu pai resolve acordar, conversamos um pouco, uma enfermeira lhe dá seus remédios, e serve-lhe a sua janta.

Continuo com ele por mais um pouco de tempo até que Billy aparece, e eu o deixo fazendo companhia a meu pai.

No corredor esbarro com Dra. Tanya.

-Isabella. – Diz com um sorriso gentil.

-Doutora.

-Eu gostaria de falar com você a respeito da enfermeira que o Edward pediu que eu arrumasse para cuidar do seu pai.

-Claro.

-Vamos tomar um café na cantina? – Tanya esboça um sorriso simpático e faz menção para que a acompanhe.

-Então a Ella é uma mulher competente e bem adequada para cuidar do seu pai, ela é viúva, não tem filhos, uma enfermeira perfeita. – Ela sorri e toma mais um pouco de seu café.

Passo a mão nos meus cabelos, impaciente, a curiosidade me consumindo por dentro, eu queria perguntar o que ela era da garota da foto.

-Parece realmente adequado. – Digo vagamente, tentando ao máximo prestar atenção na nossa conversa.

-Seu pai precisa de repouso Isabella. Nada de aborrecimentos, ou deixar de tomar o remédio, se ele seguir o tratamento a risca pode se recuperar.

Sinto uma fisgada no peito, pobre Charlie.

-Amanha o seu pai provavelmente terá alta. Então já falei com a Ella e ela disse que por ela tudo bem começar amanhã mesmo.

Franzo o cenho, começando a prestar atenção a nossa conversa.

-Você não me disse quanto ela vai cobrar.

Tanya sorri e toma o ultimo gole de seu café.

-Não se preocupe com isso.O Edward já cuidou disso. – E ao dizer essa ultima frase seu sorriso meio que desaparece. – Ele se preocupa muito com você e seu pai. – Isso foi uma pergunta ou uma confirmação?

Assinto com a cabeça, não sabia o que dizer, enquanto ela me avaliava tão atentamente com seus grandes olhos dourados.

-Então é isso, vou voltar ao meu trabalho. – Tanya se coloca de pé e eu faço o mesmo. – Você tem sorte por ter o Edward por perto. – suas palavras me pegam de surpresa, ela sorri porém seus olhos ficam sem brilho, será que ela está apaixonada por ele? Será que eles já tiveram alguma coisa?

Respiro fundo, assumindo uma posição ousada e desafiadora, ergo meu queixo e ajeito minha postura.

-Eu sei disso. – É a única coisa que consigo dizer, porque é a verdade, eu tinha muita sorte por tê-lo comigo, mesmo sendo como um amigo, ou meu chefe, ele havia me ajudado de diversas formas. Ele era meu anjo da guarda, meu protetor e eu o adorava por isso.

Notas finais
E ai, gostaram de saber um pouco mais sobre nossos personagens favoritos? Então não deixem de comentar bjuss e até domingo.