Notas iniciais
Olá meus amores estão se deliciando com o nosso Executivo sexy?
Espero que estejam gostando do Edward.
Obrigada à todos que comentaram e aos leitores fantasmas por favor comentem tbm.
Um obg especial a Eli pedrosa pela linda recomendação.
Enfim, vamos ao que interessa.
Boa leitura!

Edward

Espero até que Isabella saia da minha sala para que eu possa desmarcar meu almoço com a Rosalie.

Eu não sabia o que tinha dado em mim para tomar tal decisão. Eu havia desmarcado esse almoço há semanas e com certeza a Rosalie vai ficar uma fera quando eu desmarcar novamente. Mas a verdade é que eu adoraria almoçar na presença de Isabella.

Sorrio com esse pensamento, isso era estúpido e constrangedor, eu estava mantendo-a presa num escritório, por um simples capricho de tê-la por perto. Não havia nada que a pobre garota pudesse fazer aqui a não ser fazer pequenas anotações de meus compromissos. Ela estava entediada com a falta de não ter nada de útil para fazer. Eu não a culpo por se sentir assim, muitas vezes eu também me sinto um morto vivo trancado nesse escritório e eu odiava me sentir assim.

A porta abre e Isabella caminha delicadamente sobre seus saltos agulha que deve ter sido bem caro, enquanto ela deposita a xícara de café sobre minha mesa, dou-me o privilegio de admira-la mais uma vez.

Ela estava realmente linda com essas roupas, a camisa de botões azul lhe caia muito bem, a cor contrasta perfeitamente com a cor de sua pele. A saia ressalta suas curvas, e que curvas! Ela era uma garota linda que estava se escondendo atrás de roupas baratas e sem requinte.

Seus cabelos estão escovados e quando ela se curva na minha mesa, eles caem ao redor de seu rosto. O aroma de seu shampoo é de morango, um doce e suave perfume inala de seu corpo que está bem próximo a mim, inebriando-me e deixando-me com uma vontade louca de explorar a fundo seu perfume. A vontade que eu tenho é de puxa-la para meu colo, afastar seu cabelo e enterrar meu rosto em seu pescoço, beijá-lo e morder cada centímetro de sua pele branca e sedosa.

–Mais alguma coisa Sr. Cullen. – Sua voz baixa desperta-me dos meus devaneios.

Olho para seus olhos que é um mar de chocolate derretido e pela primeira vez, sinto-me intimidado por seu olhar, inocente, doce e profundo.

– Não, Isabella. Obrigado. – Digo recompondo-me.

Tomo um pouco do meu café amargo, tentando esquecer os meus devaneios sobre a vontade louca que eu estou sentindo.

–Isabella, diga a Lauren que eu mandei ela te repassar a minha agenda.

–Eu já estou com a sua agenda.

Sorrio desconcertado, eu não estava acostumado a trabalhar com alguém no mesmo local que eu. A onde eu estava com a cabeça quando chamei essa garota para ser minha assistente pessoal? Eu nem precisava de uma.

–Peça para ela te passar todos os meus compromissos da semana que vem, aposto que tem muitos e... – Volto a tomar mais um pouco do meu café, o que diabos estava acontecendo comigo? Eu estou no controle. Digo a mim mesmo. Essa garota insignificante estava me intimidando? Isso era com certeza uma piada.

–Peça a Lauren para fazer uma reserva no meu restaurante favorito.

–Reserva para quantos? – Pergunta de imediato.

Penso por um segundo na loucura que eu estou prestes a fazer antes de responder.

–Para dois.

Ela faz que sim com a cabeça e sai rebolando.

Puta. Que. Pariu. Como eu não vi o quanto ela era bela antes?

Respiro fundo passando as mãos em meus cabelos. Talvez eu não devesse desmarcar com a Rosalie, talvez o melhor a fazer agora, era encontrar com ela e esquecer esse desconforto que estou sentindo.

Rosalie é uma mulher linda e sabe como ninguém me distrair, no entanto alguma coisa em Isabella estava me deixando fascinado e por mais que eu quisesse fugir eu não conseguia. Desde o acidente, quando ela desmaiou e eu lhe carreguei em meus braços, eu não consegui tira-la da minha cabeça.

Isabella era única.

Pego meu celular e disco o número de Rosalie.

Rosalie era uma grande arquiteta e trabalhava na empresa do pai, apesar de toda sua futilidade de menina mimada ela era uma grande profissional.

Ela atende no terceiro toque.

–Edward, meu bem, eu não esperava por sua ligação tão cedo. – sua voz doce é amável e eu posso sentir o entusiasmo em cada palavra.

–Só liguei para dizer que não vou poder almoçar com você hoje.- digo de imediato, dispensando os cumprimentos e ignorando sua simpatia.

– Já desmarcou muitas vezes esse mês, Edward... Não nos vemos há muito tempo...

–Eu sei Rose. Mas tenho outros compromissos.- Digo friamente.

Houve um silêncio do outro lado da linha, aos poucos ouço a respiração de Rosalie.

–Suponho que deve ser algo realmente importante. – sua voz antes suave, está grave e provavelmente irritada.

–Vamos marcar para outro dia.

–Outro dia, quando? – Pergunta impaciente.

–Eu não sei Rose, e logo mais temos o noivado da Alice, daqui há duas semanas e você vai está comigo, então pare de se comportar como uma garotinha. – Digo irritado. – Tenha um bom dia, Rosalie.

Desligo antes mesmo que ela possa me dizer alguma coisa, eu odiava quando ela se comportava como se tivéssemos algo a mais que sexo casual. Eu não pertencia a ninguém e se alguém quiser está comigo tem que aceitar minhas regras e Rosalie já estava passando dos limites. Talvez esteja mais que na hora de por um fim nesse nosso caso.

O resto da manhã avalio uns papeis e vou a uma reunião. Há meses que eu estou querendo comprar uma sede em Nova York para montar uma filial da minha empresa, mas os donos estão se segurando, alegando que quero pagar um preço baixo demais pela a sede.

A reunião acaba e eu me sinto mais uma vez frustrado por não ter obtido nem um sucesso com os donos da sede. Eu odiava quando não conseguia o que queria, mas o fato deles se manterem seguros era apenas um incentivo para que eu continuasse tentando, aquela sede já é minha, isso é só questão de tempo.

–Suas reservas já estão feitas.- Diz Isabella ao entrar na minha sala.

Giro minha cadeira que estava voltada para a parede de vidro, contemplar Seattle aqui de cima era reconfortante. Porém, eu não estava com humor para sair do escritório, eu tinha que arrumar um jeito de persuadir aqueles idiotas e comprar o quanto antes aquela sede em Nova York.

–Não vou mais sair para almoçar. – Digo friamente voltando a girar minha cadeira para a parede de vidro. – Tire o resto do dia de folga Isabella, não precisarei mais dos seus serviços por hoje.

Bella

Voltar para casa parecia uma ótima ideia, não tinha nada para fazer na empresa, a agenda do Edward estava toda repassada e pronta com todos os seus compromissos dessa semana e da outra. Ele era um homem muito ocupado e pelo que vi e fiquei sabendo muito competente.

Quando chego em casa escuto a televisão ligada na sala.

–Pai.

Encontro a sala sozinha, nem um sinal do meu pai na cozinha e em nem um cômodo do andar de baixo.

–Pai. – Grito exasperada correndo para o andar de cima.

Verifico. Seu quarto está vazio. Sinto o medo começando a invadir-me, ele não deveria está sozinho em casa o Billy deveria está aqui com ele.

–Pai.- Grito cada vez mais alto, seguindo para o banheiro que fica entre meu quarto e o dele.

–Pai você está ai? – Bato na porta do banheiro, mas ninguém responde, o único som que sai lá de dentro é o da água correndo.

– Ai, meu Deus! – Sinto minhas pernas vacilarem com o simples pensamento de que talvez o meu pai está aqui dentro.

Abro a porta sentindo que a qualquer momento meu coração vai saltar pela boca. E lá está ele, caído no chão, totalmente imóvel. Um nó forma-se em minha garganta, as lágrimas fogem de meus olhos, a única coisa que eu quero é tirar o meu pai dali. Ajoelho-me ao seu lado procurando desesperadamente seu pulso, e pedindo baixinho que ele esteja vivo. Seu pulso está fraco, eu sabia que isso não era um bom sinal, entretanto ele ainda estava vivo, e isso me deixou aliviada.

–Vai ficar tudo bem pai. – Sussurro com a voz tremula.

Eu precisava fazer alguma coisa, porém, meus pensamentos estavam a mil por hora, eu não sabia o que fazer, deixo meu pai contra minha vontade sozinho e corro até o andar de baixo onde deixei minha bolsa e meu celular. Disco o primeiro nome que vejo, ignorando o fato que eu estou magoada com ele.

Depois de Charlie, Jacob e Billy são as pessoas mais próximas de uma família que eu tenho. Jacob atende no segundo toque.

–Bella?.

–Jake, é o Charlie... – Digo de imediato, sentindo minha voz vacilar.

–O que aconteceu?- Sua voz se eleva de preocupação.

–Ele está desmaiado no banheiro, por favor chame ajuda.

–Fique calma Bella, em um minuto eu estarei ai.

Sinto todo o meu corpo tremer, quando desligo o celular e no segundo seguinte corro de volta para o banheiro, eu não quero deixa-lo nem um minuto sozinho. Ajoelho-me ao seu lado, tomando sua mão na minha, ele era a única pessoa que eu tinha na vida, eu não suportaria perdê-lo.

A sala de espera é fria, as paredes brancas são tristes e mesmo estando agasalhada com a jaqueta de couro de Jacob, sinto meu corpo todo tremer.

–Acalme-se, Bella. – Jacob segura minhas mãos na sua de forma gentil. – Ele vai ficar bem.

Tento relaxar meu corpo no assento desconfortável, no entanto meu corpo não reagia a nenhuma tentativa de tentar me acalmar. Respiro fundo, meu coração batia descompassado, e aquela falta de noticias do meu pai estava me deixando louca.

–Isabella. – Uma voz rouca e musical chama meu nome, não preciso erguer meus olhos para saber a quem pertence aquela voz.

Volto-me para ele, Edward está parado a poucos passos de mim, seus olhos cinza avaliando-me atentamente, ele ainda estava usando as mesmas roupas que fora trabalhar, porém seus cabelos estavam mais desgrenhados e estava sem sua gravata. Ergo-me da cadeira e num impulso jogo-me em seus braços, enterrando meu rosto em seu peito.

Edward fica tenso por um segundo, o corpo rígido enquanto aperto sua cintura. Suas mãos relaxam em torno do meu corpo, abraçando-me com carinho. Eu sei que isso é ridículo, mas está com ele aqui é como se toda a tensão e o medo que estava sentindo a segundos atrás desaparecesse. Edward de um jeito sem explicação fazia com que eu me sentisse segura e pela primeira vez desde que encontrei meu pai caído naquele banheiro, permito-me chorar.

Edward afaga meus cabelos desajeitadamente, como se não soubesse ao certo se isso era realmente a coisa certa a fazer.

–O meu pai, Edward... – Minha voz vacila, as lágrimas rolando incontroláveis por minha face.

–Acalme-se Isabella, tudo vai ficar bem eu lhe prometo. – A voz de Edward é um murmúrio baixo e preocupado, eu sei que ele não tinha controle sobre o que estava acontecendo com o meu pai, no entanto saber disso não fez com que o fio de esperança de ter o meu pai de volta desaparecesse.

Afasto-me dele o suficiente para encontrar seus olhos. Um olhar misterioso e cheio de carinho encontra os meus, o canto de sua boca retorcido num sorriso cativante e compreensivo.

Quero lhe perguntar como ele me encontrou aqui, porém nesse momento uma enfermeira aparece na sala de espera e é a mesma enfermeira que estava com meu pai.

–Srt. Swan? – Sua voz é rouca e cansada, avalio a enfermeira com roupas hospitalares verde claro, ela não aparenta ter mais de quarenta anos, seus cabelos são pretos e estão presos puxados totalmente para trás.

–Sou eu. Isabella Swan, sou filha do Charlie. Como ele está? – As palavras saem apressadas.

A enfermeira caminha parando a minha frente, sinto as mãos firmes de Edward apertarem de leve meus ombros e eu agradeço aos céus mentalmente por ele está me segurando, pois não sei se vou suportar ter alguma noticia ruim sobre meu pai. Prendo a respiração, sentindo meu coração bater cada vez mais forte a medida que a enfermeira fala.

–Conseguimos controlar a pressão do Sr. Swan, fizemos uns exames e agora ele está dormindo.

Solto a respiração aliviada com a noticia, graças a Deus meu pai está bem. Graças a Deus.

Sorrio sentindo as lágrimas voltarem aos meus olhos.

–Posso vê-lo? – Agora estou agitada e ansiosa para ver o meu pai, quero poder me certificar que ele realmente está bem.

A enfermeira sorri docemente para mim.

–Os médicos acham melhor que ele descanse um pouco, porque não vem amanha de manhã quando ele já estiver acordado?

Uma dor ultrapassa meu peito, eu precisava ver meu pai.

–Por favor... – Suplico, com a voz tremula.

–Não vejo motivos nem um para a Srt. Swan não ver o pai. – A voz de Edward é um trovão baixo, fazendo a enfermeira recuar dando de ombros.

–Sr. Cullen...

–Ines... Tenho certeza que a Doutora Tanya não vai se impor.

Deus quem era esse homem que parecia ter domínio sobre tudo e todos? A enfermeira encolhe os ombros e sorrir timidamente olhando por sobre meu ombro, antes de voltar seu olhar para mim.

–Por aqui, senhorita.

Dou uma rápida olhada para Edward que me encara com um sorriso que diz "Eu-consigo-tudo-o-quero".

Sorrio sem jeito e lhe digo um “Obrigada” inaudível para ele.

Eu não culpo a enfermeira por fazer o que ele pediu, na verdade quem não faria o que ele pede, é só olhar para seu rosto de anjo e seus cálidos olhos cinza para você ficar hipnotizada e deixar com que ele te controle. Esse era o efeito Edward Cullen.

–Você quer que eu vá com você? – Pergunta Jacob se colocando ao meu lado.

Eu tinha esquecido que ele estava aqui. Seus olhos escuros fuzilam Edward.

–Não Jake, eu prefiro ir sozinha. – Digo meio sem jeito, ele contrai o maxililar e volta a se sentar.

Charlie está deitado tranquilamente na sala do UTI. Seu semblante é leve, e ele parece está tendo um sono tranquilo. Me aproximo da cama, um tubinho está preso em sua mão levando soro para suas veias, outros aparelhos estão monitorando seu coração, que parece regular, na máquina ao lado da sua cama. Charlie sempre fora um homem forte e trabalhador e vê-lo aqui nessa cama tão vulnerável partia meu coração.

Curvo-me depositando um beijo leve em sua testa, as lágrimas rolam no meu rosto molhando sua bochecha.

–Desculpe por isso pai... Eu sei que não somos bons em demonstrações de afetos em público... Você deve está me achando ridícula. – Sorrio entre lágrimas e enxugo as lágrimas que molharam o rosto do meu pai e em seguida enxugo minhas próprias lágrimas.

Puxo uma cadeira e sento-me ao lado do meu pai, meu coração apertado e aliviado ao mesmo tempo.

–Nunca mais faça isso... Nem ouse me deixar Chefe Swan... Eu só tenho você. – Engasgo, os soluços saindo com tudo da minha garganta, deito minha cabeça na barriga do meu pai, com cuidado para não tirar o soro de sua mão.

Sempre fora apenas eu e o meu pai, minha mãe fora embora quando eu tinha cinco anos, as poucas lembranças que eu tinha dela o tempo fez questão de apagar. Apesar das nossas diferenças a convivência com meu pai era instável, a maioria das nossas conversas eram curtas, mas apesar de não demonstrar o quanto eu o adoro, tenho certeza que ele sabe o quanto ele representa para mim.

Meu pai, meu herói. O homem que mim ensinou tudo, que sempre esteve ao meu lado, que sempre lutou para que eu conseguisse tudo o que eu queria.

–Eu te amo, papai. – Digo baixinho entre lágrimas, de angústia e felicidade.

–Tenho certeza que ele sabe.

A voz de Edward assusta-me a principio, ergo meu olhar para encarar lindos olhos cinza que mim fita, com tristeza. Edward dá um sorriso torto como que se desculpando por está aqui.

–Não vi você chegar. – Digo sem tirar os olhos dos seus.

–Eu só quis me certificar que você estava bem. – Diz parecendo tímido.

Sorrio, essa nova versão do Edward mandão e arrogante era bem agradável. Volto a olhar o meu pai e sorrio.

– Ele é tudo o que eu tenho... Ele é minha única família.

Ouço os passos de Edward agora ecoando no chão enquanto ele caminha até onde estou.

–Tudo vai ficar bem Isabella... O que eu puder fazer para manter o seu pai com você, eu prometo que farei.

Volto-me para encarar seus olhos sinceros.

–Você sabe que não tem obrigação nem uma para fazer.

–Sim eu sei. Mas farei do mesmo do jeito. – Sua voz se torna fria e seu olhar perde o foco por um segundo.

Seu olhar penetrante e gélido perfurando os meus, causando-me calafrios. Respiro fundo e com dificuldade volto minha atenção para meu pai.

–Será que eu posso passar a noite aqui?

–Não acho que seja necessário. A enfermeira já disse que ele estava instável, fora de perigo, e além do mais, a médica é minha amiga... Deixei seu numero com ela caso alguma coisa mude no quadro dele e falei que ela poderia me ligar também. – Sua voz fica quase inaudível a medida que ele termina a frase.

Franzo o cenho, quais os motivos que estavam levando Edward a se preocupar tanto comigo e com o Charlie? Eu poderia perguntar mas Edward bipolar era inconstante e seu humor parecia sempre está variando. E também algo me dizia que ele não iria ser cem por cento sincero em sua resposta.

–Vem, vou te levar para comer alguma coisa e em seguida te levarei para casa. – Ele estende a mão na minha direção.

–Edward não precisa.

–Venha Isabella. – Ordena erguendo uma sobrancelha.

Deus! Esse homem sabia ser irritante quando queria. Bufo fazendo uma careta para ele. Beijo meu pai e sem mais argumentar seguro sua mão e me deixo ser levada para fora do quarto.

Jacob parece furioso quando voltamos para sala de espera.

–Não quis que eu te acompanhasse, mas esse sujeito você deixou entrar com você. – Esbraveja Jacob serrando os punhos.

–Jacob, não foi isso que aconteceu...

–Bella, não me venha com desculpas... – Diz entre os dentes.

–Acho melhor você ver como fala com ela. – Edward se coloca no meio de mim e do Jacob, adquirindo uma postura superprotetora.

–Não estou falando com você seu babaca. – Sibila Jacob furioso, lançando um olhar mortal na direção de Edward.

Saio de detrás de Edward me colocando no lugar onde outrora ele estava.

–Jacob pare. – Digo entre os dentes, colocando uma mão em seu peito.

Jacob baixa o olhar para encontrar com os meus.

–Bella... Você vai ficar do lado dele? – Pergunta com a voz carregada de mágoa.

Respiro fundo apertando os lábios.

–Essa não é a questão Jake...

–Então qual é?

Edward me puxa para o seu lado colocando um braço em torno da minha cintura.

–É melhor eu levar você para casa Isabella você precisa descansar.- Edward mantém seu olhar fixo em Jacob, sua voz é ameaçadora e algo me diz que ele está mandando um recado para Jacob.

Jacob sorri ironicamente para Edward.

–Não se incomode Sr. Cullen, eu mesmo levo a Bella para casa.

Jacob estende a mão na minha direção.

Edward continua com sua postura firme segurando-me perto do seu corpo.

–Ela vai comigo. – Diz friamente apertando-me com mais força em seu corpo.

Jacob aperta os lábios irritado.

–Bella. – Sua voz é uma suplica.

Respiro fundo e tento me afastar de Edward, essa briguinha deles estava me deixando cansada, eu poderia muito bem ir sozinha para casa. Edward me lança um olhar intimidador e pela primeira vez desde que nos conhecemos sinto-me incapaz de argumentar com ele.

–Não precisa ir com esse cara Bella, podemos voltar juntos para casa...

–Está tudo bem, Jacob... eu quero ir com ele. – Tento sorri, porém o olhar de Jacob faz com que qualquer sorriso desapareça do meu rosto.

Eu o havia magoado novamente e eu estava me odiando por isso.

–Desculpe, Jake...

Jacob balança a cabeça em negativa, lança um olhar fulminante na direção de Edward antes de sair deixando-nos sozinhos na sala de espera.

–Garoto petulante. – A arrogância e a repulsa na voz de Edward era quase paupável, em relação à Jacob.

–Ele é meu amigo não quero que você o trate mal. – Sibilo me soltando dos seu aperto.

Edward lança-me um olhar frio e intimidador, porém dessa vez não me deixo levar pela intensidade dos seus olhos, mantenho minha postura, olhando-o diretamente nos olhos, deixando claro que eu estava falando serio. Edward passa as mãos nos cabelos desgrenhados impacientemente.

–Vamos, você tem que se alimentar, não quero que você fique doente.

Depois de jantarmos num restaurante aconchegante e muito elegante. Edward me leva de volta para casa. Passamos boa parte do jantar calados, Edward só falou comigo coisas simples do tipo: O que deseja beber? O que quer de sobremesa? Está satisfeita? Quer mais alguma coisa? Ah, sem tirar as vezes em que ele me lançou aquele seu olhar autoritário e ordenou que eu comesse.

Droga esse cara estava me deixando louca.

No entanto, eu não podia negar que estava feliz em está com ele, parece que ele sempre sabe o momento de aparecer. Edward para o carro de frente a minha casa, olho de relance para o lugar aonde eu cresci, o lugar onde era meu lar junto com o meu pai. Sinto meu coração bater dolorosamente em meu peito, as lembranças das ultimas horas, fazem meus olhos marejarem, eu tive tanto medo... Tanto medo do que poderia acontecer com o meu pai.

–Se você não tivesse me dispensado mais cedo... Se eu tivesse demorado mais um pouco a chegar em casa... Talvez agora... – Deixo a frase suspensa no ar... Eu não queria dizer as palavras em voz alta, não queria ter que pensar nessa possibilidade.

Respiro fundo, e enxugo uma lágrima traissoeira que escorre em meu rosto. Sinto as mãos delicadas e macias de Edward segurar meu rosto, fazendo-me encará-lo.

–Não chore Isabella. – Sua voz aveludada é um sussurro, seus olhos na penumbra da noite brilhando de uma forma mágica.

Com o polegar ele enxuga outra lágrima, sinto minha pele queimar em baixo do seu toque, meu corpo todo parece entrar em chamas com sua proximidade. Engulo em seco, sentindo minha respiração vacilar. Seu perfume inebriante chega até minhas narinas me entorpecendo e deixando-me zonza.

Ele está tão perto de mim que era impossível não fantasiar seus lábios nos meus e o simples pensamento me causa comichões em toda a extremidade do meu corpo. Mordo o lábio e fecho os olhos, quando sua mão gentilmente coloca uma mexa solta do meu cabelo atrás da minha orelha, seus dedos descem por meu pescoço, eriçando meus pelos e causando arrepios.

–Você é tão linda. – Sua voz é profundamente sexy.

Respiro lenta e profundamente, abro os olhos e encontro olhos cinza e famintos a avaliar-me.

Olho para seus lábios levemente abertos, como se ansiasse por um beijo tanto quanto eu e num impulso catastrófico, que sei que me arrependerei amanhã ou ainda hoje, seguro seu rosto entre minhas mãos e o puxo para mim.

Edward coloca uma de suas mãos em minha nuca, puxando levemente meus cabelos para trás, sua língua invade minha boca, com ternura e desejo, numa dança erótica e mágica como todo primeiro beijo de dois apaixonados tem que ser. Agarro seus cabelos desgrenhados e macios afundando nosso beijo, ainda mais. Meu corpo esta em chamas e eu não consigo me lembrar da ultima vez que eu tive a sensação de está queimando, na verdade eu estava a ponto de entrar em combustão.

Sua outra mão passeia nas minhas pernas, apertando-as com força, antes de alcançar a bainha da minha saia e subir até a altura das minhas meias três oitavos, seus dedos roçam no tecido da minha calcinha de renda e eu estremeço, mordo seu lábio com força, fazendo-o gemer de encontro com minha boca.

Eu sabia que isso era loucura, quero dizer, eu deveria saber, no entanto eu não conseguia pensar em nada a não ser que eu desejava esse homem como nunca desejei nem um... Como nunca desejei Jacob.

Continua....

Notas finais
Enquanto isso no próximo capitulo...
Edward
Quando foi a última vez que senti-me assim? Perdido? Entregue a um sentimento sem explicações?
Deus! Estava ficando louco! Tento buscar no fundo da minha alma forças o bastante para afastar Isabella de mim, porém parece que todo o meu corpo está ligado a ela.

Ei, não se animem ainda, o Edward sexy e arrogante ainda não vai ceder a essa atração por enquanto.
Eu sei eu sei. Sou muito mau né?

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