Perfect For Me
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Edward
Beijo seus cabelos e a aperto com mais força contra meu peito. A sensação de tê-la em meus braços era reconfortante, e por hora, sentir o calor de seu corpo era a única coisa que eu queria.
–Acho que temos que ir. – Digo acariciando suas costas quando a limusine para.
Isabella exala o ar profundamente antes de afastar para me encarar.
Seus olhos me interrogam silenciosamente. Eu quero poder lhe dar todas as respostas, no entanto, eu preciso primeiro entender o que eu realmente sinto, antes de poder lhe responder.
–Vamos. – Digo com um sorriso.
Ela morde o lábio e fecha os olhos, porém nada diz, apenas sai de cima de mim e ajeita o vestido.
Quando estávamos compostos abro a porta da limusine e saio, em seguida entendo a mão para ajudar ela a sair.
Caminhamos em silêncio um do lado do outro até o elevador, que por sorte estava vazio.
–Eu sinto muito por tudo, Bella. – Digo num sussurro quando as portas se fecham.
Isabella coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha e varre o chão com o olhar.
Seguro seu queixo forçando-a a encarar-me.
–Ei, não estou falando do que acabou de acontecer com nós dois há minutos atrás. – Digo, tentando tranqüilizá-la. – Falo da forma estúpida que venho me comportando com você. – Toco sua face, delineando seus lábios com o polegar. Um pequeno suspiro escapa de seus lábios. –Isabella... – Sussurro, inclinando meu rosto para junto do seu. Sinto sua respiração se misturando com a minha, no momento que as portas se abrem. – Não quero que esse momento termine. – Digo mordendo seu lábio inferior. Afasto-me segurando seu rosto com ambas às mãos. – Fique comigo.
–Esta noite? – Pergunta confusa, fitando-me com tristeza.
–Não. Não apenas essa noite. Fique comigo. Seja minha. –Eu queria dizer: Fique comigo para sempre. seja minha vida. No entanto, as palavras não saíram.
Isabella sorrir e toca meu rosto, em seguida segura minha mão e me puxa para fora do elevador.
Quando chegamos a seu quarto e a detenho antes que ela possa abrir sua bolsa e retirar seu cartão.
–Aqui não. –Digo com um sorriso. – Eu a quero em meu quarto.
Isabella sorrir e morde o lábio.
–Em qualquer lugar, contanto que seja com você. – Diz docemente, ficando nas pontas dos pés e enlaçando meu pescoço. – Eu só quero estar com você. – Ela roça os lábios nos meus, e meu corpo todo estremece com a suavidade de sua boca úmida de encontro a minha.
Seguro sua nuca e pressiono seu pequeno corpo contra a porta, esmagando-o com o meu. Meus lábios a beijam com loucura e submissão. Eu adorava a forma como seu corpo se encaixava no meu. Eu adorava a forma como sua boca se mexia em perfeita sincronia com a minha, como se tivéssemos nos beijado a vida inteira. Eu simplesmente a adorava.
Tê-la completamente nua em meus braços parecia pouco, mesmo depois de termos feito amor ao entrarmos no quarto, estar deitado abraçado à Isabella... Não era simplesmente suficiente para me satisfazer. Eu a queria novamente. Queria saborear cada parte de seu corpo e fazer amor até que todos os meus músculos tivessem cansados e doloridos.
Beijo seu pescoço apertando-lhe a cintura. Isabella sorrir e se mexe ficando de frente comigo.
–Você é insaciável. – Diz com a voz sonolenta. – Será que não tem pena de mim?
Sorrio e deposito um beijo castro em seus lábios.
–Eu não estava brincando quando disse que quero que seja minha. – Digo sério, fitando seus olhos.
Isabella toca meu rosto e respira fundo.
–Não posso lidar com suas mudanças de humor Edward. – Ela senta-se na cama cobrindo seus seios com o lençol. – Eu sei que a partir do momento que sairmos de Nova York, ou até mesmo desse quarto, você vai ser exatamente o que é.
Franzo o cenho e sento-me a sua frente.
–E o que eu sou?- Pergunto confuso.
–Edward Cullen. – Diz tristemente. – Um homem lindo, que mexe com todos os meus sentidos e que não sabe o que quer.
–Eu quero você, Isabella. Será que não deixei claro?
Ela passa as mãos nos cabelos e força um sorriso.
–Edward, já tivemos essa discussão antes. Você me disse que seria meu. Disse que daríamos um jeito nessa situação. Mas, Você...
–Eu estraguei tudo. – Completo sua frase. Isabella aperta os lábios e baixa o olhar.
Eu precisava fazê-la entender que eu realmente a queria. Eu precisava entender isso.
–Bella, eu sei que sou arrogante, frio e egoísta. Mas, eu a quero. Eu a quero como... Como nunca quis alguém antes. – As palavras saem como lâminas. Admitir isso era como me soltar de um dos laços que me prendiam ao meu passado. –Eu sei que podemos dar certo. Claro, se você tiver um pouco de paciência comigo. – Sorrio e toco seu rosto. – Entenda Isabella, Eu... Eu não costumo me sentir assim. – Eu queria lhe contar sobre meu passado. Sobre a promessa que eu fiz. Queria lhe contar de meus medos de deixar que ela entrasse em minha vida. Eu queria simplesmente poder entregar-me a ela. Sem culpa. Ser apenas dela de corpo e alma. – Só fique comigo e vamos deixar o tempo se encarregar de fazer o resto.
Isabella sorrir e seus olhos brilham ao encontrar com os meus.
–Eu não sei se poderia lhe dizer um não.
–Então não diga. – Sorrio e a puxo para mim.
Seus braços enlaçam meu pescoço e sua boca fica próxima da minha.
–Espero que não me arrependa disso. – Diz com um sorriso.
–Não vai.
***
Eu teria dado tudo para viver eternamente naquele quarto de hotel nos braços de Isabella, mas, o dever me chamava e tivemos que embarcar de volta para Seattle.
O voo de volta para casa foi bem diferente da nossa vinda para Nova York.
Sentei ao lado de Isabella ignorando o olhar especulador e curioso da aeromoça.
Estava ficando cada vez mais difícil me manter longe dela. A todo o momento eu queria tocá-la, beijá-la e foi exatamente assim que fomos parar na cama enorme do único quarto do jatinho da empresa.
Ryan havia ligado para o hotel a fim de falar com Isabella, antes de partimos rumo a pista de voo do senhor Evan. Isabella, sendo uma mulher esperta, optou por recusar atender à ligação de Ryan e eu claro, fiquei muito satisfeito.
Quando chegamos a Seattle insisto a Isabella para ficar comigo no meu apartamento, no entanto, ela se recusa, deixando-me frustrado e um pouco irritado. Eu não queria distanciar-me dela. Eu sentia dentro de mim, uma necessidade louca de mantê-la ao meu lado.
A noite parecia não ter fim. As lembranças da minha última noite em Nova York com Isabella assolavam minha cabeça, deixando-me ainda mais desesperado para que o sol nascesse.
Sentado à minha mesa, passo meus olhos por alguns papeis que tenho que analisar e assinar, no entanto, meus pensamentos continuam conturbados e eu permaneço ansioso para a chegada de Isabella.
Respiro fundo e passo as mãos pelos cabelos. Eu não posso me entregar a esse sentimento de adolescente. Eu sou um homem. Não posso agir como se essa fosse a primeira vez que eu estivesse apaixonado.
Paro meus movimentos e analiso minhas últimas palavras.
Eu estava mesmo apaixonado por aquela mulher?
Isabella, era uma mulher linda e intrigante e de fato, despertou em mim coisas que eu nunca havia sentindo antes. Mas, será que isso realmente significa que eu esteja apaixonado? E se eu estiver será que estarei disposto à esquecer minha promessa e me entregar à ela?
Meus pensamentos são interrompidos com uma leve batida na porta. Não preciso olhar para saber que é Isabella. Seu perfume invade minha sala como um gás intoxicando-me por inteiro. Entorpecendo-me e fazendo minha cabeça girar.
Isabella está usando uma saia preta pouco abaixo dos joelhos, justa e tentadora. Uma camisa branca de botões está por dentro de sua saia, lhe deixando com à aparecia de uma secretária sexy. Seus cabelos estão presos num coque.
Seu rosto está lindo e impecável como todos os dias. Pouca maquiagem. Apenas, rímel e batom.
Sorrio e levanto-me da minha cadeira. Havíamos nos visto ontem, no entanto, eu sentia como se tivessem se passado anos.
Aos meus olhos Isabella estava ainda mais linda do que eu imaginava.
–Bom dia Sr. Cullen. – Diz com a voz doce e um sorriso tímido nasce em seus lábios.
–Bom dia... Minha Bella. – Digo estendendo uma mão em sua direção.
Sua pequena mão segura a minha e eu a puxo para mim.
Eu não agüento mais esperar. Eu precisava desesperadamente senti-la novamente.
Meus lábios cobrem os seus e uma fome violenta e desconhecida toma conta de mim. Ergo-a do chão e varro a mesa tirando todos os papeis de cima dela e sento Isabella em cima, me colocando no meio de suas pernas.
–Nossa! O que aconteceu? – Pergunta tentando afastar a boca da minha.
Desfaço seu coque, deixando seus cabelos caírem em suas costas.
–Eu estou simplesmente com saudades. – Digo mordendo seu lábio.
Um tremor percorre seu corpo e ela aperta as pernas em torno do meu quadril.
–Isso é bom. – Sussurra, ela afunda as mãos em meus cabelos, me puxando para si e nossas bocas se encontram novamente.
Beijo-a com paixão, sugando sua língua e lhe fazendo gemer, enquanto minhas mãos passeiam por seu corpo e exploram todos os lugares que eu desejo.
Isabella arranca minha gravata e desabotoa os botões da minha camisa, enquanto eu tratava de arrancar alguns botões de sua camisa e praticamente rasgar seu sutiã de renda, para deixar seus seios expostos.
–Você é tão linda... E é minha. – Digo com a voz baixa sugando com fome seus mamilos.
Isabella geme alto, puxando meus cabelos com força.
–Eu preciso estar dentro de você. – Digo buscando seus lábios.
–Então faça amor comigo. – Diz num fio de voz.
Sorrio maliciosamente enquanto minha mão passeia até sua calcinha e a afasta para o lado.
Meus dedos encontram sua umidade e meu pau pulsa quase rasgando minhas calças.
Isabella desafivela meu cinto e abre minha calça libertando minha ereção.
Eu poderia lhe oferecer uma dose extra de prazer. Poderia lhe fazer gozar enquanto minha língua lhe saboreia, no entanto, a necessidade de estar dentro dela é perturbadora.
Toco seu rosto com uma das mãos antes de lhe penetrar com força e vontade.
Isabella arqueia o corpo para se encaixar melhor ao meu.
Seus olhos chocolates se derretem nos meus, enquanto lhe preenchendo completamente. Um gemido abafado escapa de sua garganta quando lhe golpeio com mais força. Suas unhas cravam em minha carne e isso é apenas um estímulo para lhe penetrar com mais e mais força, quase chegando ao clímax.
–Edward... – Sua voz é um misto de luxúria e prazer. Seguro seus cabelos com uma mão, puxando sua cabeça para trás e a outra segura seu queixo.
Paro de me movimentar por alguns segundos, apenas para poder me perder em seus olhos, antes de esmagar meus lábios nos seus e levá-la ao auge do prazer.
Exausto, abraço forte Isabella.
Estamos suados e satisfeitos. Ainda na mesma posição.
–Foi o melhor sexo matinal da minha vida. – Digo beijando o alto de sua cabeça.
Isabella sorrir e se afasta de mim o suficiente para olhar em meus olhos.
–Você disse isso ontem pela manhã.
Ergo uma sobrancelha e finjo está pensando.
–Foi o melhor dessa manhã. – Digo sorriso. Beijo-lhe de leve nos lábios. Eu queria poder ficar assim pelo resto do dia.
–O que tem em mente para mais tarde? – Pergunto enquanto saio de dentro dela e começo a abotoar os botões de minha camisa.
–Bem... Eu não pensei em nada. Você tem alguma sugestão?
Sorrio e mordo o lábio. Eu sempre tenho uma sugestão quando se trata de Isabella.
–Quero levá-la para jantar. – Pego minha gravata no chão e coloco-a em seu devido lugar.
Isabella termina de arrumar sua blusa.
–Jantar? Como um encontro? – Ela morde o lábio e ergue uma sobrancelha.
Eu não tinha pensado nisso como um encontro.
–É.
Isabella sorrir de um jeito doce, quase infantil e pela primeira vez desde que propus que ela fosse minha, me sinto culpado por talvez não ser capaz de lhe oferecer mais do que isso.
–Isabella eu... – Sou interrompido pelo toque do telefone.
–Sim Lauren. – Digo com a voz baixa e neutra.
–A senhorita Tanya deseja vê-lo. – Diz Lauren em seu tom formal de sempre.
Olho para Isabella parada a minha frente, e penso se devo ou não receber a Tanya. Eu não havia contado nada para Isabella sobre minha conversa com Tanya e Tanya provavelmente já estava atenta para o que estava acontecendo entre mim e Isabella.
Respiro fundo antes de responder.
–Claro. Peça para que ela entre.
Desligo o telefone e Isabella me lança um olhar interrogativo a qual eu ignoro completamente.
Alguns segundos depois, Tanya entra em minha sala sem bater e seus olhos se arregalam ao ver os papeis da minha mesa no chão e Isabella com os cabelos um pouco fora do lugar.
Seus olhos olham de mim para Isabella de um jeito estranho.
Isabella deve ter percebido isso. Ela arruma os cabelos timidamente colocando-os no lugar.
–Isabella. – Tanya força um sorriso na direção de Bella e ela retribue o cumprimento, com um aceno de cabeça.
–Tanya, a que devo a honra da visita à uma hora dessas da manhã?- Pergunto sem rodeios.
Tanya olha-me com tristeza a princípio, mas, o brilho triste é substituído por um brilho intenso que eu não consigo definir.
Tanya sempre fora boa em jogos e se ela percebeu que algo está acontecendo entre mim e Isabella, essa era à hora dela começar o seu jogo.
Eu estava certo.
Tanya esboça um sorriso e caminha em minha direção.
–Eu vim lhe dar os parabéns, meu querido. – Parabéns? Merda! Eu havia me esquecido novamente da data do meu aniversário.
Tanya joga os braços em volta do meu pescoço e abraça-me forte.
Sinto um desconforto dentro de mim por este contato tão próximo com ela, depois de nossa conversa.
Olho de relance para Isabella que me olha com o cenho franzido e o olhar cheio de perguntas.
–Parabéns Edward. – Tanya se afasta para olhar-me nos olhos e em seguida segura meu rosto depositando um beijo no canto da minha boca.
–Obrigado Tanya. – Digo, e me afasto antes que ela faça mais alguma coisa.
Tanya olha para Isabella como se esperasse alguma reação de sua parte. Parte de mim também esperava.
–Isabella você poderia nos trazer um café? – O olhar que ela me lançou dizia exatamente o que ela gostaria de fazer.
–Claro senhor Cullen. – Diz com um toque de ironia antes de sair com passos largos e irritados da minha sala.
–O que você acha que está fazendo, Tanya?
Ela sorrir sem entender.
–Eu só vim lhe dar os parabéns e lhe convidar para sair comigo mais tarde. Sabe... Jantar. Quem sabe podemos sair para dançar um pouco.
–Tanya...
–Eu sei o que você vai dizer Edward. Mas eu disse que não desistiria. Deixe-me pelo menos lutar por você. – Sua voz é baixa e suplicante.
–Tanya eu não posso. Não tenho o mesmo sentimento por você. – Eu não queria ter essa conversa novamente, no entanto, parecia que ela não tinha conseguido entender da última vez que conversamos.
Tanya passa as mãos nos cabelos e força um sorriso.
–Eu entendo. – Ela varre a minha sala com os olhos parando em todos os papeis no chão. – Isabella agora é sua nova diversão. – Afirma ela friamente.
–Pelo amor de Deus, Tanya. A Isabella não tem nada a ver com isso. – As palavras saem alto demais. Cerro os punhos e fecho os olhos.
–Como ela não tem nada a ver? Por que não assume logo que vocês estão tendo um caso? – Grita ela e isso me irrita.
Eu deveria dizer que sim. Deveria assumir meu caso com Isabella assim como fiz com a Rosalie, no entanto, eu sabia que não era justo com Isabella tratá-la apenas como minha amante.
Eu deveria mantê-la longe da bagunça que era minha vida.
–Não tenho nada com Isabella. A única coisa que eu quero é cuidar para que ela e o pai fiquem bem.
–Então você não sente nada por ela? – Pergunta Tanya com esperanças.
Sinto uma pontada em meu peito. Mentir em voz alta em relação aos meus sentimentos por Isabella era como... Como está me traindo. Era terrivelmente doloroso.
–Não. Eu não sinto.
Continua...
Fale com o autor