Perfect For Me
33 Último Capítulo
Notas iniciais
Edward
–Bom dia, senhor Cullen. – Diz Lauren, assim que chego ao meu andar.
Desde que eu voltei da minha viagem à nova York, que corro com os preparativos da minha mudança.
Quero fazer uma filial da minha empresa lá e eu quero estar a par de tudo.
Com a separação de Isabella, eu já não tenho muito que fazer aqui.
Eu levei muito tempo para entender isso. Meu lugar nunca fora em Seattle. Apeguei-me a esse lugar após a morte de Irina e desde então, venho me prendendo a sua lembrança. A culpa me cegava e não me deixava enxergar o que eu nunca quis ver. Esse lugar não era para mim. A vida que eu tinha planejado quando jovem, também não era.
Eu era jovem e apaixonado. Via o mundo de uma forma louca e momentânea. Claro que eu amei Irina. No entanto, eu não via que esse amor, não seria para sempre. Eu não conseguia enxergar até então, que eu nunca tinha amado de verdade. O sentimento que eu tivera no passado fora frágil e o sentimento que eu sinto hoje é forte. Avassalador.
Isabella me ensinou o significado de amar. Que pena que eu aprendi um pouco tarde.
–Bom dia, Lauren. Traga-me a agenda de hoje e, um café forte. – Digo, enquanto caminho para o meu escritório, que em poucos dias deixará de ser meu e passará a ser ocupado por outra pessoa.
–Senhor Cullen, tem uma pessoa lhe esperando em sua sala. – Diz Lauren, um pouco nervosa.
Ergo uma sobrancelha e lhe fuzilo.
–Pensei que eu tinha sido bem claro, quando eu disse que não receberia ninguém. – Digo friamente.
Lauren encolhe os ombros num gesto de desculpas.
–Ela disse que era importante e que o senhor não faria questão de lhe receber.
Penso um pouco em sua resposta. Quem poderia ter vindo me ver uma hora dessas?
Meu coração para com a ideia de que Isabella possa estar aqui.
Deixo Lauren com suas desculpas e ando com passos largos até minha sala, com a esperança de encontrar Isabella. Todavia, não é ela que se encontra parada em frente à janela de vidro, observando a imensidão do mar lá fora.
–O que faz aqui, Tanya? – Questiono-a, sem tentar conter a decepção no tom da minha voz.
Tanya vira-se graciosa em minha direção. Seus cabelos louros soltos, caindo como ondas em volta de seus ombros. Seus olhos dourados ainda mais vivos e uma postura confiante.
Muitas vezes ficar diante de Tanya, fazia com que eu me lembrasse de Irina, hoje, ficar frente a frente com ela, só me faz lembrar o quanto fui tolo em acreditar que um dia fomos amigos. Ela feriu Isabella com palavras e eu nunca vou me perdoar por não ter ficado do seu lado e acima de tudo, por não ter lhe defendido.
–Soube que você tinha voltado... Queria te ver. – Diz ela, com um sorriso sedutor nos lábios. Tanya caminha em minha direção. Ela está usando um vestido justo vermelho, com um decote comportado.
Ela para a centímetros de mim, perto o bastante para que eu sinta o seu perfume, perfume esse que é mais que familiar para mim e com certeza não era o que ela costumava usar.
–Porque está usando esse perfume? – As palavras saem antes que eu perceba e o tom da minha voz é questionadora.
Tanya dar de ombros e morde o lábio.
–Porque você gosta dele. – Diz, timidamente. Ela ergue uma mão na intenção de me tocar, todavia sou mais rápido que ela, segurando-lhe a mão de uma forma nada gentil e afastando-a de mim.
–O que pensa que está fazendo? – Grito. Como ela ousa invadir o meu escritório usando o perfume que Irina usava? – Você está louca, Tanya!
Ela me olha confusa.
–Eu só queria agradar você. Você sempre gostou do perfume dela...
–Gostava nela, não em você. – Digo, friamente. – Você não é Irina, Tanya e nunca vai ser.
Ela balança a cabeça magoada. Lágrimas brilham em seus olhos.
–A Isabella também nunca será como ela.
Sorrio e passo as mãos em meus cabelos.
–Isto é um fato maravilhoso.
Tanya me olha ainda mais confusa.
– Eu não sei o que você pretende com tudo isso, Tanya? Espere! – Digo, erguendo uma mão, antes que ela ouse falar qualquer coisa. — Eu não quero ouvir nada que venha de você. Eu já te ouvi demais e acredite, houve um tempo em que eu pensei que fossemos amigos. – Aponto para ela. Ela nem parece mais a mesma mulher que um dia fora minha amiga. Ela está tão semelhante à Irina, que chega a me assustar. Seus cabelos usados da mesma forma. A forma de se vestir e seu perfume... – Você passou dos limites.
–Será que você não percebe que eu faço tudo isso, porque eu te amo? – Questiona-me magoada. As lágrimas rolam por sua face.
–Isso não é amor, Tanya. Você está obcecada com a ideia que você criou de nós em sua cabeça.
–Obsessão?!- Pergunta incrédula. – Eu passei os últimos anos tentando fazer com que você me notasse. Eu fui sua amiga, sua confidente e tive que te ver sofrer pela minha irmã. – Ela enxuga uma lágrima. – Não importa o que eu fazia você sempre preferiu a Irina. Mesmo morta, ela sempre vai me tirar de você. Você sempre vai amá-la.
–Você está enganada. – Digo friamente. – Não é por causa da Irina.
Tanya passa suas mãos por seus cabelos e me lança um olhar interrogativo.
Um sorriso alto e estridente escapa de sua garganta e eu me pergunto o que eu lhe disse de tão engraçado.
–Não me diga, pelo amor de Deus, que você está se referindo à Isabella? – Pergunta com deboche, fazendo-me ficar irritado instantaneamente.
–Sim, eu estou! – Digo, com a voz grave, fazendo-a parar de ri.
–Eu não acredito nisso! – Ela morde o lábio irritada. – Quantas vezes terei que te dizer que aquela suburbana não serve para você?
Fecho minhas mãos em punhos.
–Não terá que me dizer, mais nenhuma vez, porque eu não permito que você intrometa-se na minha vida e não permito que fale assim da mulher que eu amo.
Ela sorri ironicamente.
–Você nunca vai amá-la como amou a minha irmã. Para que se enganar e enganar a pobrezinha?
Suas palavras me fazem lembrar-se da conversa que eu tive com Isabella no dia da festa dos meus pais. Isabella havia me dito a mesma coisa e eu lhe respondi da forma errada. Talvez se eu tivesse sido sincero com ela e comigo mesmo, não estaríamos separados. Eu não iria deixar Tanya levantar hipótese a respeito do meu amor por Isabella. Não mais.
–Você tem razão. Eu nunca amarei a Bella como amei a Irina. Amar a Isabella da mesma forma como eu amei sua irmã, significaria que eu teria dúvidas quanto ao que eu quero. – Respiro fundo e olho para a minha mesa. A foto de Irina que outrora estava lá fora substituída por uma de Isabella. – E eu estou certo do que eu quero e do que eu sinto e, é por isso que eu te digo que nunca, nunca na minha vida, eu amei ou vou amar alguém como eu amo a Isabella. Não importa o que eu vivi no meu passado, Isabella é minha única certeza.
–Você só pode está blefando. – Diz, ironicamente, entre lágrimas.
–Por que é tão difícil assim aceitar isso, Tanya? – Questiono-a furioso.
Tanya fica de costas para por alguns segundos, antes de voltar-se para mim com um olhar frio.
–Você não pode estar falando sério! Eu me recuso a aceitar isso. – Ela caminha até mim e segura meu rosto. – Você deveria me amar. Eu sou perfeita para você. Somos perfeitos juntos.
–Tanya... – Digo. Seguro suas mãos e a afasto de mim. – Eu nunca vou amá-la. Éramos amigos e você destruiu isso também, no segundo seguinte que ofendeu a Bella.
–Edward... Ela não te ama. Ela te deixou. – Tanya morde o lábio desesperada. – Ela nunca vai amá-lo como você merece.
–Ela amou mais do que eu merecia. Eu quem não soube amar como ela merece. Esteve tão preso ao meu passado, que eu deixei escapar a única coisa boa que me aconteceu. Ela me amou incondicionalmente e eu seria o ser mais sortudo da terra, se ela me aceitasse de volta. Se ela pelo menos perdoasse todo o mal que eu a fiz.
–Aquela mulherzinha vulgar não serve para você. – Rosna furiosa.
Aproximo-me dela e lhe seguro o pulso.
–Eu lhe disse que não permitiria que voltasse a ofender Isabella. Você não chega aos pés dela. Nem em mil vidas você seria tão digna de ser amada como Isabella é. – Digo, entre dentes. A raiva flui dentro de mim, deixando-me cego. – Eu me enganei com você, Tanya. Você é uma mulher fria e fingida, que tudo o que queria era a vida da irmã. Eu tenho pena de você. – Digo friamente. – Agora saia da minha frente. Da minha sala e da minha vida. Eu não quero mais voltar a olhar para você. – Solto-a bruscamente e caminho para minha mesa.
–Você é um cretino idiota! – Exclama furiosa.
Volto-me para ela, lançando um olhar mortal e sínico.
–Já me xingaram de coisa pior. – Sento-me na cadeira e apoio meus cotovelos na mesa. – Agora, saia!
Tanya puxa algumas rajadas de ar. Ela está furiosa e eu tenho certeza que ela seria capaz de matar um, se passasse em sua frente. Era um episódio engraçado e triste ao mesmo tempo.
Sempre tive Tanya em minha vida, mesmo antes de me envolver com a Irina e ela não era de longe a mulher desequilibrada que estava parada me fulminando.
–Espero que você nunca seja feliz. – Pragueja, antes de pegar sua bolsa e sair marchando para fora do meu escritório.
Sorrio, quando ela bate forte à porta atrás de si.
Eu deveria ter dito essas coisas há muito mais tempo. Eu devia ter aceitado isso há mais tempo.
Se eu não estivesse tão focado em fazer a coisa certa para a Bella, eu iria tentar mais uma vez. Eu não estou desistindo dela. Deus sabe o quanto a ideia de deixá-la é doloroso. Eu a amo tanto. Eu só quero que ela seja feliz e eu a magoei demais. Não sou digno do seu amor. Eu preciso deixá-la livre para encontrar alguém que não a faça sofrer. Alguém que vá lhe amar acima de qualquer coisa e não a faça derramar uma lágrima.
Esse simples pensamento, faz com que meu coração bata forte em meu peito. É exatamente por isso que eu preciso ir embora. Nunca suportarei a ideia de ver minha Bella com outro. Nunca.
Bella
Avalio o lindo vestido azul, que Edward me dera.
É um vestido decotado na frente e com as costas nuas. Ele é longo e justo na cintura.
É simplesmente perfeito. Só tem um pequeno detalhe: Eu havia engordado e com certeza esse vestido não caberá em mim, sem deixar transparecer a pequena saliência na minha barriga.
Respiro fundo e jogo o vestido na cama. Está quase na hora do James vir me buscar.
Talvez, fosse um erro ir. Eu deveria simplesmente ligar e lhe dizer a verdade sobre minha gravidez e deixar que ele siga sua vida.
Passo as mãos por meus cabelos.
–Eu sou uma covarde! – Exclamo, derrotada.
Eu estou a um passo de perder para sempre o homem que eu amo e tudo o que eu consigo pensar é no vestido que não me cabe?
Por Deus! Eu não posso perder mais tempo. Eu tenho que ir ao encontro de Edward e lhe dizer tudo o que eu estou sentindo, desde que ele saiu da minha vida. Preciso pedir que ele não vá.
Por mais que eu ainda esteja magoada com ele, eu não posso deixá-lo partir. Não até eu lhe contar a verdade sobre minha gravidez e lhe dizer que apesar de tudo, eu ainda o amo.
Pego meu celular e disco o número de Alice.
–Bella! – Exclama, com um sorriso na voz.
Olho para o vestido e respiro fundo.
–Eu preciso de sua ajuda e preciso para agora.
**
Alice chega quase uma hora depois, carregada com várias sacolas de compras.
–Eu disse que precisava de um vestido, Alice e não da sua loja toda. – Digo, apavorada.
Alice sorri ao ver meu estado de pânico.
–Não seja exagerada, Bella. Só lhe trouxe opções de escolhas. – Diz sorrindo.
Não preciso escolher muito. Pego o primeiro vestido que me cabe.
Um vestido vermelho, longo e tomara que caia, que para minha sorte, não molda perfeitamente minhas curvas.
Ele é elegante e perfeito para a ocasião.
Alice prende meus cabelos em um coque elegante, com alguns fios soltos e me ajuda com a maquiagem.
Quando James para o carro na porta da minha casa, exatamente no horário que Edward disse, eu já estou pronta e com os nervos à flor da pele.
–Você está linda. – Diz Alice, admirada.
Olho meu reflexo no espelho e sorrio apavorada.
–Eu estou com medo. – Digo, com a voz baixa.
Alice segura minhas mãos.
–Bella, não importa o que você dizer ao Edward hoje, eu sei que ele vai te entender e aceitar qualquer decisão que você tomar, mediante a ele.
–É esse o problema... Eu não sei o que fazer. – Digo, num som quase inaudível. – Eu tenho tanto medo de pedir que ele fique e acontecer às mesmas coisas.
Alice sorri.
–Tenho certeza que nada jamais será como antes. Apenas confie no seu coração e no seu amor. O Edward te ama, Bella e jamais voltará a te magoar novamente.
Faço que sim com a cabeça e respiro fundo. Essa era a hora. Eu não podia mais voltar atrás.
Eu juro que quando Edward disse, que queria me levar para jantar, eu pensei que fosse a um dos seus restaurantes favoritos. Agora eu sei que tudo o que vier dele sempre irá me surpreender.
James me leva para o porto e me conduz até um lindo e enorme Iate. Sorrio admirada. Edward nunca me disse que tinha um Iate e eu juro que isso nunca me passou por minha cabeça.
O local está pouco iluminado. Uma mesa está posta e uma música romântica preenche o local, deixando-o ainda mais lindo e apaixonante.
–Por um momento, eu pensei que você não viria. – A voz de Edward, surge atrás de mim. Rouca, sensual e aveludada, causando-me calafrios pela espinha.
Volto-me para ele e prendo a respiração. Edward, está usando uma calça de linho preta e uma camisa branca, cuja as mangas estão dobradas até a altura dos cotovelos e os dois primeiros botões estão abertos. Seus olhos me avaliam intensamente e eu me sinto tonta. Quando ele vai parar de ter tal efeito sobre mim? Espero que nunca.
–Agradeça ao Charlie. Acho que não estaria aqui se não fosse por ele. – Digo num fio de voz. Está assim tão próxima dele e não poder tocá-lo e beijá-lo é muito difícil e, nesse momento, tudo o que eu quero, é que ele ultrapassasse todos os limites e me tome em seus braços.
Ficamos nos olhando por um longo tempo, até que Edward quebra nosso silêncio.
–Aceita uma taça de vinho tinto? – Ele aproxima-se da mesa e pega a garrafa. – Ainda é seu favorito, certo?
Sorrio, meio sem jeito.
–Ainda é, mas eu vou recusar.
Edward ergue uma sobrancelha e sorri.
–Por quê? – Pergunta, ainda sorrindo.
As borboletas no meu estômago, só aumentam com a forma como ele sorri e olha para mim.
–Quero estar sóbria no fim da noite. – Digo, tentando disfarçar meu nervosismo.
–Você tem medo de fazer alguma coisa e se arrepender amanhã? – Questiona-me, com a voz sensual.
Mordo meu lábio e baixo o olhar. Acho que lhe dizer agora o motivo de não querer beber não irá ajudar nas coisas. Eu preciso de um pouco mais de tempo, antes de lhe dizer a verdade. Apenas até o final da noite.
Edward ergue uma sobrancelha e sorri diante do meu silêncio.
–Então, eu bebo sozinho. Aceita pelo menos uma água ou um suco?
–Água. – Digo, timidamente.
Edward caminha até mim e me entrega minha taça com água.
Seus olhos cinzentos me avaliam milimetricamente, deixando-me sem ar.
–Você está linda. – Diz, com a voz baixa e carregada de amor e, admiração. – No entanto, eu esperava vê-la com meu presente. Não gostou do vestido?
Engulo em seco. Droga! Porque não pensei em uma desculpa para lhe dar antes de sair de casa.
–Ele é lindo. O vestido que você me deu, é lindo. – Respiro fundo, pensando em alguma coisa para lhe dizer, todavia era quase impossível pensar em algo, quando seus olhos estão grudados em mim dessa forma. – Eu engordei nos últimos dias... Sabe, eu acho que comi muito sorvete. – Idiota!
Edward puxa seus lábios no meu sorriso torto favorito e me olha de cima a baixo.
–Você está linda, Bella. Não vejo nada além de perfeição em você. – Diz de uma forma gentil, fazendo-me sorrir.
–Obrigada. – Digo, num sussurro.
Edward umedece os lábios e faz menção para a mesa.
–Por que não sentamos e jantamos? Mandei fazer seu prato favorito.
Sorrio, no entanto, não é um sorriso feliz por ele sempre querer me agradar. É um sorriso triste, por saber que tudo isso que ele está fazendo, é simplesmente para se despedir de mim no final da noite.
Parte de mim quer simplesmente agarrar essa minha última chance e apenas aceitar tudo o que ele quer me dar agora, porém a outra parte de mim, que é a racional, quer simplesmente acabar com essa tortura de vez. Eu não vou aguentar passar a noite toda simplesmente fingindo que nada nunca aconteceu entre nós e, que eu estou disposta e feliz em dizer adeus.
–Edward, acho que não podemos ignorar o que estamos fazendo aqui. Sei que...
–Não precisamos falar sobre isso. – Diz de imediato. – Não é disso que se trata essa noite. – Ele ergue a mão, como se para tocar o meu rosto, porém ele desiste no caminho.
–E do que se trata? – Questiono-o, sentindo a raiva começar a fluir dentro de mim.
Edward dá de ombros. Seus olhos me dizem exatamente o que eu não quero ouvir.
Sinto meu corpo estremecer. Ele não pode construir outro muro diante de nós. Não agora que estou prestes a derrubar o meu.
–Não te pedi que viesse até aqui para batermos na mesma tecla. Eu sei o quanto eu errei e já disse o quanto me arrependo.
Abro a boca para falar, no entanto ele é mais rápido.
–Hoje é meu último dia aqui e eu não quero desperdiçá-lo brigando ou... – Edward passa a mão queixo e desvia o olhar. – Eu não quero magoá-la novamente, Bella. – Ele volta-se para mim. – Eu só quero guardar esse momento. Tivemos tantos momentos ruins nos últimos dias, que tudo o que eu quero é poder ficar aqui com você, mesmo sabendo que não tenho chances de reverter o que fiz.
Engulo em seco e desvio o olhar. Ele está desistindo de mim.
Respiro fundo e pisco algumas vezes, na esperança de afastar as lágrimas.
Dou-lhe as costas e caminho até a mesa posta para dois e deposito minha taça nela.
–Eu preciso ir embora. – Digo, com a voz trêmula. Eu não irei suportar vê-lo desistindo de mim... De nós. Não agora.
Edward caminha até mim. Suas mãos seguram meus ombros com cuidado.
–Bella! – Sussurra, com a voz rouca.
Fecho os olhos para saborear a deliciosa e dolorosa sensação de ser tocada por ele.
As lágrimas rolam por minha face e eu sei que não irá demorar muito, para que eu quebre.
–Não vá! – Diz baixinho. Suas mãos descem por meus braços até encontrar minhas mãos, cerradas em punho ao lado do meu corpo. Seus dedos longos e fortes forçam meus dedos a relaxarem. – Por favor, fique. – Sussurra em meu ouvido, enviado milhares de correntes elétricas por todo o meu corpo.
Respiro fundo, tentando encontrar minha sanidade no meio de tantas sensações.
–Por que me pede para ficar, quando é você que estar indo embora? – Pergunto ofegante.
Edward solta uma respiração pesada e encosta sua testa no meu pescoço.
–Como posso ficar aqui, se eu não a tenho mais? – Questiona-me com a voz carregada de dor.
Giro meu corpo, ficando de frente para ele.
–Você está desistindo. – Digo simplesmente. As lágrimas rolam por minha face e meu coração bate dolorosamente em meu peito. – Está desistindo de nós.
–Não. Não. Eu só estou tentando fazer o que é certo para você. – Edward, pronuncia cada palavra com desespero, como se ele mesmo quisesse acreditar no que saia de sua própria boca.
–Você não sabe o que é melhor para mim. – Digo, irritada.
–Bella... – Edward tenta segurar minha mão, no entanto eu me afasto.
–Você disse que nunca desistiria.
–Você também disse. – Grita ele, com raiva. – Você também me prometeu que nunca abriria mão de nós e você abriu.
–Eu tive os meus motivos e você sabe muito bem disso.
Edward passa as mãos pelos cabelos e desvia o olhar.
–Você acha que tomar a decisão de ir embora foi fácil? – Questiona-me com fúria. Seus olhos cinzentos me fitam profundamente e eu nunca vi tanta dor e tanto medo em seu olhar. – Vê-la sair da minha vida fora doloroso, mas abrir mão de você é mil vezes pior. Eu venho tentando me convencer a cada segundo que passa que eu estou fazendo a escolha certa... Por você. – Ele desvia o olhar por alguns segundos, antes de voltar-se para mim. – Você estará melhor sem mim.
–Não. Não. – Digo quase em um grito. – Isso é um erro! Eu não posso simplesmente ficar aqui e fingir que está tudo bem em você ir embora. Eu não deveria ter vindo. – Mordo o lábio com força. Tento encontrar dentro de mim algum motivo plausível que o faça mudar de ideia. – Eu não posso fazer isso. Não posso continuar me despedindo de você.
–Bella...
–Eu não posso fingir que está tudo bem. Não está! E eu sei que não ficará melhor quando você for embora, porque eu não consigo imaginar minha vida sem você.
–Bella...
–Eu o amo, Edward. Não importa se você ficar ou partir, meus sentimentos por você nunca irão mudar.
Edward baixo o olhar e fecha as mãos em punhos.
–Eu sei que abri mão de nós primeiro. Sei que deixei meu orgulho falar mais alto do que meus sentimentos, mas, podemos mudar isso... Podemos começar de novo.
Edward passa as mãos pelos cabelos e solta uma rajada de ar. Seus olhos encontram-se com os meus e ele nada diz, apenas continua me olhando, como se eu pudesse de alguma forma, entender todas as palavras que ele não consegue dizer.
Respiro fundo, aflita com seu silêncio.
–Então, acho que temos apenas duas alternativas: Podemos colocar um ponto final em tudo isso, agora mesmo e você pode seguir viagem, para onde quer que seja ou você pode jogar tudo para o ar e dizer que me ama e que ainda existe um futuro para nós. – Digo a última frase com um pequeno sorriso nos lábios.
Edward continua em silêncio, apenas olhando-me como se quisesse me eternizar em sua memória. Ele me olha como se não houvesse um amanhã para nós. Ele havia feito sua escolha.
Engulo em seco e forço um sorriso.
–Tudo bem. –Digo, forçando um sorriso e dou-lhe as costas. Eu não posso continuar aqui. Está tudo acabado e não tem mais nada que eu possa fazer. Começo a me afastar, sentindo-me devastada. Meu coração parece que está prestes a explodir em milhões de pedaços. O ar está preso em minha garganta e mal consigo respirar. As lágrimas embaçam minha visão e tudo o que eu quero é simplesmente ir embora.
–Você nunca escuta. Esse é seu erro, Isabella! – Exclama Edward, fazendo-me parar. – Não ouse dar mais nem um passo, senhorita Swan. – Sinto o calor do seu corpo próximo ao meu e é como se uma tonelada fosse tirada dos meus ombros, quando ele segura minha mão, fazendo-me girar. – Nunca mais, ouse dar um passo para longe de mim. – Diz, com um tom ameaçadoramente baixo e sedutor. – Eu a amo, Isabella. Eu pensei que depois de todas as minhas tentativas... Você não me quisesse.
–Eu nunca vou deixar de querer você, Edward. Eu te amo.
Um pequeno sorriso surge em seus lábios e eu não posso deixar de sorrir.
Edward ergue uma mão e toca meu rosto delicadamente. Seus dedos contornam meus lábios e um pequeno gemido escapa deles. Baixo e rouco.
Minha pele aquece com seu toque e o meu corpo é invadido por uma corrente de eletricidade que me percorre por inteira. Da cabeça aos pés.
Fecho os meus olhos, absorvendo a sensação maravilhosa do seu toque e eu me dou conta do quanto eu realmente senti falta do Edward. Do seu toque, seu perfume, sua voz. Eu sabia do vazio que existia em minha vida desde nosso rompimento, todavia só agora, estando a um passo de ser reivindicada por ele que eu me dou conta do quanto eu realmente senti falta dele. Do quando eu realmente desejei tê-lo novamente em meus braços e, do quanto eu realmente preciso dele ao meu lado. Na minha vida.
–Senti tanta falta de você. – Sussurra Edward. Seus lábios roçam nos meus de uma forma sensual.
–Eu também. – Digo num fio de voz. Ergo minhas mãos segurando forte sua camisa o trazendo pra mim, até que sua boca está sobre a minha, beijando-me com força, destruindo qualquer barreira que ainda possa existir entre nós.
Sua língua acaricia a minha e suas mãos se movem por meus cabelos, desfazendo meu coque. Ele tira os grampos com perfeita agilidade, fazendo que meus cabelos caiam feito cascatas em minhas costas.
Minhas mãos deslizam por sua camisa, sentindo seus músculos rígidos sobre o meu toque.
–Deus, Bella! – Edward exclama, quando mordo o seu lábio com força, pressionando meu corpo ao seu. Sinto sua ereção crescendo pressionada em minha barriga e tudo o que eu quero nesse momento é senti-lo dentro mim.
–Faça amor comigo. – Peço, afastando-me dele o suficiente para olhar em seus olhos, que queimam de desejo e luxúria.
Ele sorri sedutoramente e morde o lábio.
–É tudo o que eu quero. – Diz, com a voz rouca, tomando-me novamente em seus braços e beijando-me com paixão e antes que eu possa me dar conta, ele me ergue em seus braços e me leva para dentro do Iate.
Quando chegamos a suíte eu me sinto tonta e sem fôlego.
O quarto é amplo e espaçoso. A enorme cama de casal está no centro do quarto. A decoração é sofisticada e masculina. Todo o ambiente trabalhado em tons escuros.
Há uma porta que leva para uma pequena varanda, que nos dar uma vista incrível da baía.
Edward coloca-me no chão. Ele ergue uma mão e toca meu rosto com carinho, seus olhos queimando nos meus com tanto amor, que faz meu coração doer.
–Você não faz ideia do quando eu sonhei com esse momento. – Diz, com a voz rouca e eu quero lhe dizer que eu tenho sim, ideia do quando esse momento fora sonhado. Porque eu mesmo desejei esse momento, dia após dia, desde que ele fora embora da minha vida, todavia eu nada digo. Eu estou presa na intensidade do seu olhar e nas milhares palavras que ele me diz, mesmo sem nada dizer. –Eu a amo tanto. – Edward coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha e eu não posso evitar de fechar meus olhos.
Meu coração bate forte contra meu peito e eu tenho certeza absoluta que ele pode ouvi-lo.
Edward segura meus ombros, fazendo-me girar sobre meus calcanhares, ficando de costas para ele.
Suas mãos afastam meus cabelos para o lado, dando-lhe livre acesso ao meu pescoço.
Suas mãos vagueiam por minhas costas nuas, até que seus dedos habilidosos estão deslizando o zíper do meu vestido para baixo. Sua boca traça beijos quentes e demorados em meu pescoço e, eu tremo com esse contato. Cerro minhas mãos em punhos ao redor do meu corpo. Minha respiração está ofegante e acelerada e, eu não me lembro de ter estado tão nervosa assim na minha vida antes.
Meu vestido cai em meus pés, deixando-me apenas com uma calcinha de renda preta.
Fecho meus olhos com força e tomo algumas respirações, quando suas mãos tocam meus ombros e lentamente deslizam pelas laterais do meu corpo, até que suas mãos estão sobre as minhas, fazendo-me abrir minhas mãos e enlaçar nossos dedos.
–Seja minha Bella. – Sussurra em meu ouvido, causando-me arrepios. – Não apenas agora, mas para sempre. – Edward solta uma de minhas mãos e a leva até meu rosto. Segurando meu queixo, ele me faz encará-lo. – Seja minha esposa e me deixe lhe provar que eu posso sim lhe fazer feliz.
Seus olhos avaliam meu rosto com ansiedade, amor e desejo e é nesse momento que eu sei que tenho que tomar uma decisão a respeito de nós. Ele está querendo uma resposta para que possa prosseguir com nossa noite.
Enquanto olho em seus olhos cinzentos, eu sei que nada mais nesse mundo será capaz de nos separar.
Percorremos um longo caminho até aqui e tudo o que aconteceu só serviu para nós mostrar que não importa o que aconteça, o nosso amor sempre será mais forte do que tudo.
Tomo seu rosto com ambas às mãos, sem deixar seu olhar.
–Sim. – Sussurro. – Mil vezes sim.
Edward sorri aliviado, então suas mãos estão novamente em meus cabelos e sua boca está pressionada contra a minha, beijando-me como ele nunca havia me beijado antes. Não há medo nesse beijo. Não há desespero ou dúvidas. É apenas um beijo de alguém que enfim está livre para amar.
Minhas mãos trabalham desajeitadamente nos botões da camisa de Edward, abrindo-os um por um, sem nunca deixar de beijá-lo.
Edward deita-me na cama, cobrindo meu corpo com o seu.
Sua boca deixa a minha e faz caminho por meu pescoço até encontrar meu mamilo inchado e dolorido, sua língua me acariciando um após o outro.
Um gemido escapa de meus lábios e eu afundo minhas unhas em suas costas nuas.
–Edward... – Gemo, gritando seu some, enquanto me contorço embaixo do seu corpo.
Ele ergue a cabeça e seus olhos encontram-se com os meus.
–Eu quero provar cada centímetro do seu corpo. – Ele sorrir maliciosamente e suas palavras fazem coisas incríveis em mim. – Estive longe de você por muitos dias. – Ele morde meu mamilo antes de sua boca descer por meu estômago e barriga. Edward arranca minha calcinha e beija cada centímetro do meu corpo. Devorando-me e saboreando-me como se ele estivesse memorizando meu gosto.
Edward segura meu tornozelo direito na altura de seu ombro. Sem tirar os olhos dos meus, ele começa a beijá-lo, enquanto ele desce até encontrar minha coxa e, é a sensação mais maravilhosa e angustiante que eu já pude sentir em toda a minha vida. É como se ele estivesse me torturando, de uma forma boa e ruim e assim ele faz com cada centímetro do meu corpo, até que sua boca está entre minhas pernas. Sua língua me saboreando com fome e eu nunca estive tão próxima de ter um orgasmo como eu estou agora. Agarro seus cabelos, pressionando sua cabeça no local, enquanto arqueio meu corpo de encontro com sua boca.
–Por favor, Edward! – Exclamo, puxando-lhe para mim. Sua boca esmaga a minha e eu sinto o meu gosto em sua língua e Deus! É a coisa mais erótica que eu já senti. – Eu preciso de você. Agora! – Digo ofegante, com a boca ainda na sua.
Edward morde meu lábio com força e geme de encontro a minha boca, enquanto pressiona seu corpo forte contra o meu. Sua ereção pulsa em suas calças.
Minhas mãos traçam caminho por seu corpo até seu cinto, arrancando-o e em seguida abro sua calça. Minha mão vagueia por sobre o tecido da sua cueca boxer, tocando seu pênis.
–Bella! – Rosna ele, com a voz rouca, quando eu liberto seu pau. Minhas mãos movendo-se lentamente para cima e para baixo, levando-o a loucura. – Porra! – Diz, num tom alto e estridente. Ele detém minhas mãos e se afasta o suficiente para olhar em meus olhos.
–Você me deixa louca, minha Bella.
Arqueio uma sobrancelha e uso a minha voz mais sensual.
–Então me mostre.
Edward puxa seus lábios no meu sorriso torto favorito, então ele sai de cima de mim e arranca as calças e a cueca, sem tirar seus olhos de mim.
Ajeito meu corpo sobre os lençóis, abrindo minhas pernas para ele. Seus olhos queimam de desejo, enquanto ele me observa nua em sua cama.
Ergo uma mão em sua direção e sorrio.
–Mostre-me. – Desafio novamente e ele o faz. Ele volta para cama e sem perder tempo esmaga sua boca na minha, se posicionando no meio de minhas pernas.
Meu coração bate forte em meu peito. Nossas respirações ofegantes se misturando à medida que nosso beijo fica mais intenso.
Suas mãos vagueiam por meu corpo, explorando cada parte, como se fosse nossa primeira vez.
–Deus! Edward! – Exclamo, quando seus dedos deslizam por minha pele úmida e quente.
–Bella! – Diz, com a voz rouca, enquanto seus dedos me exploram, quase me levando a loucura.
–Por favor, Edward. – Digo ofegante.
Edward toma um mamilo em sua boca, o chupando com força.
Ofego agarrando-me com força ao lençol da cama.
Meu corpo inteiro está em chamas e eu não sei por quanto tempo mais irei suportar essa deliciosa tortura.
A boca de Edward explora meu pescoço, deixando uma trilha de beijos ardentes e fortes por onde passa e eu tenho certeza que eu terei marcas desses carinhos amanhã quando eu me olhar no espelho.
Emaranho minhas mãos em seus cabelos o puxando para cima, para que nossas bocas possam se tocar.
–Eu o quero agora. Por favor, chega de tortura. – Digo, sem separar nossos lábios.
Edward toca meu rosto com uma das mãos, enquanto o outro braço apoia o seu peso.
–Eu a amo. – Diz, docemente, antes de me penetrar lentamente, preenchendo cada pedaço de mim.
E já não existe mais um passado. Não existem mais, as lágrimas e segredos.
Nesse momento tudo o que existe são duas almas apaixonadas, selando uma promessa feita no silêncio de um beijo e nas muitas palavras ditas através de um olhar.
Nesse momento, nada mais do que passou é importante. Tudo o que importa é o agora. Esse momento mágico, onde transformamos nossos corações em apenas um.
Tudo o que importa é seu corpo quente junto ao meu, movendo-se de forma lenta, sem pressa que esse momento acabe.
Sua respiração acelerada, misturando-se com a minha, enquanto nos beijamos.
Sua pele.
Minha pele.
Nada mais importa, a não ser esse momento.
–Senti tanta falta de você. De nós. – Diz, Edward com a voz rouca e intensa. Ele beija o alto da minha cabeça, enquanto acaricia minhas costas nuas.
Sorrio, aninhando-me ainda mais junto ao seu peito.
Estamos deitados na cama após mais uma rodada de sexo, dessa vez de uma forma mais selvagem. Acho que Edward quer matar a saudade de todas as formas possíveis. Eu também quero.
Eu nunca vou me cansar de matar a saudade do nosso tempo longe. Acho que uma vida inteira não irá fazer com que eu me esqueça do tempo que perdemos.
–Também senti saudades. – Ergo meus olhos para fitá-lo. Um sorriso doce e satisfeito brinca em seus lábios, fazendo meu coração bater mais forte contra meu peito.
Edward toca meu rosto e seu sorriso se desfaz, dando lugar a uma expressão séria.
–Me prometa que nunca mais vai sair da minha vida. – Sua voz é baixa e há certo desespero em suas palavras.
Meu coração aperta no peito.
–Eu não vou a lugar algum. – Digo, tocando sua face com carinho. – Meu lugar aqui, do seu lado.
Ele puxa seus lábios no meu sorriso torto favorito.
–Como minha mulher? – Pergunta ele, novamente sério.
Sinto meu coração apertar novamente. Eu sei que já respondi essa pergunta antes, no entanto agora me conta de que ainda existe algo que eu preciso contar.
Respiro fundo e abro a boca para lhe dizer o que há dias lhe escondo, todavia antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele sai da cama pega sua calça, tirando algo do bolso.
Ele volta para cama e me entrega uma caixinha preta de veludo. Eu sei o que tem dentro.
–Bella...
–Espere! – Digo, de súbito. Eu não posso deixá-lo continuar sem antes ele saber a verdade. – Por favor, espere.
Edward franze o cenho confuso.
Respiro fundo e saio da cama, pegando a primeira peça de roupa que eu encontro para cobrir o meu corpo.
–Eu não posso te dizer sim, sem antes de contar uma coisa.
Confusão e medo brilham nos olhos de Edward.
Um nó se forma em minha garganta e eu sinto as lágrimas queimando em meus olhos.
–Bella, o que há de errado? – Questiona-me, com preocupação evidente. – Seja o que for amor, tudo bem me dizer. Eu vou tentar entender.
Sorrio entre lágrimas. Eu espero que ele realmente entenda meus motivos por tê-lo escondido a verdade por todo esse tempo.
Pouso minhas mãos sobre meu ventre e deixo que as palavras fluam de minha boca.
–Eu estou grávida. – Digo, com a voz baixa, sem fita-lo.
Silêncio. Isso é tudo o que há. Um silêncio intenso e ensurdecedor.
Todo o meu corpo fica tenso à medida que os segundos passam. Eu esperava que Edward me dissesse alguma coisa. Talvez gritar comigo por tê-lo escondido a verdade. Eu não sei ao certo o que eu esperava... No entanto, esse silêncio está me matando.
Ergo meus olhos para encarar um Edward sorridente e confuso.
Minha cabeça gira em total confusão. Eu não esperava essa reação vinda dele.
–Eu vou ser pai? – Pergunta-me com euforia. Seu sorrio se espalha por todo seu rosto, iluminando seus lindos olhos e nesse momento eu não posso deixar de sorrir.
Balanço minha cabeça para cima e para baixo. As lágrimas rolam por minha face me incapacitando de falar.
–Deus! Bella. – Exclama, vindo ao meu encontro. – Deus!
Ele toma meu rosto entre as mãos, depositando beijos em meus olhos molhados e em meus lábios.
–Bella... – Ele sorri. Seus olhos me avaliam com adoração enquanto as lágrimas rolam por sua face.
–Eu serei pai? – Pergunta-me novamente, como se ainda não estivesse acreditando.
Engulo em seco e sorrio.
–Sim.
Edward sorri maravilhado ajoelhando-se diante de mim. Suas mãos tocam meu ventre enquanto as lágrimas molham seu rosto e eu não consigo fazer nada a não ser chorar.
–Obrigado amor. Obrigado por esse presente. – Diz, com a voz rouca e carregada de emoção.
–Então você não está com raiva de mim? Quero dizer, eu te escondi minha gravidez, quando eu deveria ter lhe contado.
Edward balança a cabeça em negação.
–Como eu poderia Bella? Esse foi a melhor coisa que você poderia ter me dado. Agora está tudo perfeito. Eu jamais ficaria com raiva de você por isso. Você teve seus motivos para não me dizer e eu entendo.
Toco seu rosto, enxugando uma lágrima.
–Eu te amo tanto e eu tive tanto medo de te perder. Eu fui tão tola por te deixar sair da minha vida. Eu tive tanto medo de que você fosse embora.
–Eu sei... Eu também tive medo. Tive muito medo de não te ter novamente, mas isso acabou. Estamos juntos agora.
– Eu sei que te fiz mil promessas sobre uma vida perfeita e feliz ao meu lado e que quebrei todas essas promessas, no entanto eu quero que você tenha certeza, de que jamais em toda a minha vida, eu serei capaz de te magoar novamente. Eu te perdi uma vez e não estou disposto a te perder novamente. Eu te amo, Isabella e tudo o que eu quero é poder construir uma vida ao seu lado e, juntos formamos uma família. Eu te dou minha palavra de que serei o homem que você precisa. Eu vou te amar e cuidar de você em todos os momentos de nossas vidas. Eu vou te fazer sorri, nos dias em que a tristeza de abater. Eu vou te levantar quando você cair. Eu vou ser seu porto seguro em dias de tempestades. Eu vou ser seu lar, assim como você é o meu. Eu quero ser para você, tudo o que você é para mim. Eu vou cuidar de você e nosso filho e vou protegê-los com minha vida se preciso for. Case-se comigo, minha Bella e seja minha.
As lágrimas molham minha face e meu coração transborda de amor e admiração por esse homem lindo que está derramando seu amor aos meus pés.
Ajoelho-me em sua frente tomando seu rosto entre minhas mãos.
–Eu já sou sua, Para sempre. – Beijo-lhe suavemente nos lábios. – Se eu tivesse mil vidas, em todas elas eu te daria um sim, porque você é o único homem que eu já amei na vida. Eu te amo com toda a minha alma.
Edward sorri.
–Eu te amo. – Diz, antes de me puxar para seus braços e me beijar apaixonadamente. Sua língua acaricia a minha e um gemido escapa dos meus lábios.
Edward afasta-se de mim e abre a caixinha. Para minha surpresa não é a mesma aliança que ele havia me dado antes. Essa é diferente, mais delicada e sofisticada, no entanto igualmente linda.
–Eu queria que fosse diferente. Sabe... Acho que aquela aliança deve ficar no passado. – Diz como se tivesse lido meus pensamentos.
Ele tira a aliança da caixinha e toma minha mão direita entre a sua e desliza o delicado anel em meu dedo anelar.
–Essa aliança, simboliza nossa nova vida. Uma vida que eu nunca pensei que teria e, no entanto, é simplesmente perfeita para mim...
Fim.
Fale com o autor