Notas iniciais
Gente, esse capitulo ficou muito dramático e tals, mais eu gostei ok? E tipo cara, eu to muuuuuito feliz, eu ganhei a Culpa é Das Estrelas e já to chorando por causa da Hazel, alguém oferece um abraço amigo? Ela não podia morrer e sim eu to quase acabando de ler (:

POV Amanda.

Eu não estava mais aguentando o Léo com essas frescuras dele, eu praticamente não sabia mais de nada, ele gostava mesmo de mim? Ou ele só estava fazendo joguinho duro? Eu senti passos vindo até mim, era o Júnior.

– Oi — Ele disse com um sorrisinho bobo.

– Júnior, que saudades — Eu o abracei forte, eu não estava mais querendo o soltar, eu estava precisando mesmo de um abraço amigo.

– Que carência — Ele murmurou em meus ouvidos.

– Desculpa ai — Eu me afastei um pouco dele e entortei os lábios.

– Não precisa pedir desculpa, mais e ai tudo bem? — Ele me perguntou e eu assenti com a cabeça — Vamos lá na quadra?

– Vamos.

Eu e Júnior fomos conversando até o caminho da quadra de jogos e da educação física, o Júnior era muito legal comigo e não é com todos que ele tem essa simpatia, o Júnior sempre foi muito mimado e arrogante, mais com o tempo ele foi aprendendo muito que ele não era melhor do que ninguém e resolveu desencanar.

– Amanda, vou ali no banheiro antes — Ele disse já se retirando e eu assenti com a cabeça, mais meio que tarde, pois ele nem estava mais ali.

Eu fiquei sentada num banco esperando aquele menino voltar, eu ouvi uns gemidos vindos do corredor do banheiro feminino e decidi ir ali ver o que estava acontecendo, mais eu me deparei com uma cena nada legal, agora sim eu sei o que realmente o Léo sente por mim, absolutamente nada, eu senti algumas lágrimas escorrerem em meu rosto, eu tentei sair dali sem ele me ver, mais acabei derramando um vazo de flores margaridas que haviam no pátio.

– AMANDA — Léo se separava da Maria e pensava em algo para falar — Não é nada disso que você está pensando, eu nunca iria dar mole pra essa dai.

– NÃO, EU NÃO QUERO OUVIR NADA QUE VOCÊ TEM PRA FALAR, A PARTIR DE AGORA, ESQUECE A MINHA EXISTÊNCIA, ME ESQUECE — Eu falei secando as lágrimas que estavam correndo em minhas bochechas e saindo dali rapidamente.

Eu não sabia onde ir, eu não queria ficar mais nem um minuto naquela escola, pelo menos não hoje, eu não aguentava mais esperar pelo idiota daquele menino e agora, ele que vai viver a vida dele longe de mim, eu não pensei duas vezes e fui até a saída da escola e andei alguns metros dali, eu estava andando correndo e ao mesmo tempo chorando e então escutei um barulho e logo tudo apagou.

POV Maria.

Eu estava muito feliz por isso ter acontecido, eu sempre consigo tudo o que eu quero, agora ver a Amanda e o Léo separados isso é melhor ainda, tudo estava começando a dar certo na minha vida, o Léo logo será meu, levei meus pensamentos pra longe e senti alguém me cutucar com a maior força.

– Que foi? — Eu olhei para a pessoa com um olhar de nojo e pude perceber que era a Bruna, lá vem..

– OLHA AQUI BITCH — Ela suspirou — QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA TENTAR ATERRORIZAR A VIDA DOS OUTRO? A PRINCESINHA DA ESCOLA? ISSO EU TENHO CERTEZA QUE VOCÊ NÃO, POR QUE PRINCESINHA TEM UM BOM CORAÇÃO E NÃO SE ACHA MELHOR DO QUE NINGUÉM, AGORA TENTAR DESTRUIR UM CASAL POR QUE VOCÊ NÃO ACHA ALGUÉM INTERESSANTE PRA VOCÊ? POR FAVOR — Por fim ela completava, eu já estava sentindo uma raiva imensa daquela garota, como sempre ela vinha defender a Amanda e o Léo.

– Cala essa sua boca suja — Eu falei baixo para ninguém ouvir, eu não pudia estragar minha imagem naquela escola, por mais que a vontade que dava era de dar uns tapas na cara daquela garota.

– UÉ, SÓ SABE FALAR ISSO? NÃO QUER ESTRAGAR A SUA IMAGEM NADA LEGAL AQUI NÉ? TADINHA, NÃO SABE O QUE ESTÁ A SUA ESPERA — Ela falou por fim se retirando dali e eu mordia meus lábios com tanta raiva que eu estava.

POV Bruna.

Por fim,eu tinha desabafado toda a minha raiva na Maria, eu estava sentando em um dos bancos do pátio e percebi que Júnior estava a procura de alguém, ele veio até mim e sentou no meu lado e eu fiquei por alguns minutos sem entender nada.

– Viu a Amanda? — Ele me perguntou.

– Não, faz tempo que eu não vejo ela por aqui — Eu falei estranhando por que a Amanda não era de sumir assim.

– Eu já procurei por tudo, ela não está em nenhum lugar.

– Então sei lá, daqui a pouco ela aparece, ela deve estar lá na diretora relaxa — Eu disse dando um leve sorriso.

– A gente estava indo até a quadra da educação física mais ai resolvi ir no banheiro, ela disse que ia ficar me esperando, mais ai quando eu voltei ela nem estava mais ali — Ele falou fitando o céu.

– Hum — Eu falei desviando o olhar para o Léo que parecia um pouco pra baixo — Já volto — Falei e ele concordou.

Eu fui até o Léo e sentei ao seu lado, ele me olhou deixando escorrer uma lágrima em seu rosto e logo meio que eu sabia o que se tratava, um dos assuntos com certeza era sobre a Amanda.

– O que ouve? — Eu perguntei colocando uma de minhas mãos em seu ombro.

– A Amanda — Ele não conseguia falar direito o que estava acontecendo — Ela viu uma cena desagradável e que não era pra ter acontecido.

– Que cena?

– A Maria me beijou — Ele por fim não conseguiu se segurar e deixou suas lágrimas correrem ao seu rosto.

– OQUE? — Eu perguntei me levantando e olhando fixamente para ele.

– Ela me beijou, eu não queria.. — Ele falou deixando as lágrimas correrem pelo seu rosto.

– Você não queria? Se..- Eu senti meu celular vibrar no bolso do meu short e o peguei rapidamente, pudi ver o número da Amanda ligando.

LIGAÇÃO ON.

– É a Bruna? — Uma voz desconhecida parecia me perguntar, eu sabia que não era a da Amanda.

– Sim, quem é? — Eu perguntei ficando um pouco assustada.

– Aqui é o Dr. Fernando — Ele deu um suspiro de leve — Sua amiga, ela sofreu um acidente pouco grave, por favor avise aos parentes dela urgentemente.

– ELA O QUE?

Nesse momento muitas lágrimas começaram a correr contra o meu rosto, eu não estava acreditando nisso, o doutor me deu o endereço certo do hospital que ela estava e desligou o telefone rapidamente.

LIGAÇÃO OFF.

– ELA SOFREU UM ACIDENTE — Eu gritei olhando para Léo que começou novamente a chorar — POR CULPA SUA.