Perfect!
37 Seis corações e uma história! part I
Notas iniciais
“The night we met I new I needed you so;
And if I had a chance I’d never let you go;
So won’t you say you love me?
I’ll make you so pround of me;
We’ll make ‘em turn their heads every place we go;
So won’t you please…”
Be My Baby
The Ronettes
Merlyn Global (sexta, 15 de janeiro 10:45 a.m)
Tommy
—Aqui estão os papeis que pediu senhor Thomas – minha nova secretaria avisa pondo-os sobre a mesa, e ergo os olhos para encara-la.
—Obrigado senhorita Lee – agradeço, voltando a me concentrar na tela do computador, erguendo os olhos para ela mais uma vez ao notar que permanecia parada a frente de minha mesa – Mais alguma coisa? – questiono, erguendo uma sobrancelha.
—Não. Não senhor – diz, ainda estática.
—Então...!? – indago, ficando ereto em minha cadeira, encarando-a.
—Pensei que gostaria que ficasse à sua disposição caso precisasse tirar alguma dúvida sobre os documentos – afirma a garota, abrindo um largo sorriso.
—Por acaso está flertando comigo senhorita Lee? – surpreendo-a, não lhe dando chance de resposta – Se for isso, aviso-a desde já que, além de ser comprometido – mostro-lhe minha mão direita – Minha noiva Ainda trabalha na empresa, e é muito ciumenta! – digo – Mas acima de tudo, não gosto de misturar trabalho com prazer, por mais que tenha ouvido pelos corredores da empresa o contrário, e sei muito bem que ouviu! –friso – Portanto, espero que enquanto estiver trabalhando nesta empresa, o que pode ser um período bem curto — alerto-a – Mantenha o comportamento da profissional qualificada que motivou meu pai a contratá-la, fui claro?
—Sim senhor! – assegura , acenando antes de girar nos calcanhares e sair, passando por Barry e Eddie, que observavam a cena encostados ao batente da porta.
—Uau!! Se não tivesse visto, não acreditaria: Tommy Merlyn dispensando o que claramente seria uma transa fácil! – Barry me provoca, após fechar a porta, entrando acompanhado de Eddie, que sorrir.
—É o amor, meu caro, é o amor! – exclama ele, parando, socando o braço de Barry, sério – Melhor se comportar se pretende continuar namorando minha irmã Allen! – ameaça – Se souber que anda pulando a cerca, está ferrado!
—Eita, não dá nem mais pra fazer uma brincadeira não é? – argumenta massageando o local que Eddie acertara.
—Sorte sua ter sido Eddie a escutar e não Cait ou a esta altura já estaria recolhendo os pedaços que sobraram para o enterro! – digo, rindo de sua cara de espanto – Por que acha que nossos pais a convenceram a ficar com meu pai e não mais comigo? – completo.
Tanto meus pais quanto os de Cait nos convenceram (mais a ela do que a mim visto que já havia tido uma amostra do que seria trabalhar a seu lado durante a gravidez, pelo menos nestes primeiros meses!) que seria mais saudável para nós dois, profissional e pessoal, se, enquanto não deixo a Global em definitivo (o que só deverá acontecer por volta do meio do ano) ela passasse a trabalhar com meu pai.
Honestamente, não sei se vai adiantar alguma coisa. Mas como ainda estamos na primeira semana de “separação”, convém esperar...E rezar, como meu futuro sogro havia dito, para que tudo dê certo. Ou terei que andar de armadura ou reservar um leito permanente no hospital de Starling!
—Ela anda tão estressada assim? – Barry pergunta, sentando na ponta de minha mesa, aumentando seu espanto quando lhe mostro o hematoma em meu braço, fruto de uma pequena crise de ciúme de minha amada! – Putz! Será que você sobrevive até o final dessa gravidez?! – provoca, desviando do grampeador que atiro nele, rindo divertido, calando-se ao escutar a voz de minha secretária no interfone.
< Senhor Thomas, o senhor Borelli está aqui para vê-lo> avisa.
—Mande-o entrar – ordeno, acertando Barry com um maço de papeis ao me levantar — Palhaço!
—Bom dia! – Jimmy nos cumprimenta, apertando a mão de meus amigos e a minha em seguida – Vim trazer mais alguns imóveis para analisarmos juntos , se tiver tempo, obvio.
—Arranjo um tempinho! – exclamo, convidando-o a sentar-se no sofá, Eddie e Barry fazendo o mesmo.
—E aí, você também anda sendo vítima dos hormônios de sua noiva!? – Eddie brinca, tocando um pequeno corte no antebraço de Jimmy.
—Neste caso não – diz, mostrando um hematoma no outro antebraço – Nesse sim! E olha que só discordei de um móvel que ela queria comprar! – exclama.
—Rapaz, e eu pensando que essa história de hormônios na gravidez era lenda! – Eddie frisa, olhando-nos – Não quero nem pensar sua irmã grávida! – encolhe os ombros fingindo um arrepio.
—Não é tão ruim quanto parece – digo, recebendo seus olhares de incredulidade – Tá, talvez só um pouco. Mas vale lembrar que, no caso de Cait, deve estar com uma superdose de hormônios visto que são três! –digo – Se é que faz alguma diferença – pondero, dando de ombros – De qualquer forma, convém não discordar de nada do que dizem...Muito embora não seja garantia de estar fazendo a coisa certa já que as vezes concordo e mesmo assim tenho a impressão, ou melhor, a certeza de que fiz ou disse algo errado!
—Verdade – Jimmy concorda – O por falar nisso, está funcionando a “separação” proposta por seus pais e futuros sogros? – quer saber.
—Me pergunte dentro de mais alguns dias e talvez tenha uma resposta! – exclamo, voltando minha atenção para o portfólio que trouxera, abrindo-o a fim de folheá-lo.
—Fui a duas imobiliárias depois que deixei Silvie em casa. Mas só gostei desta ai – indica – São áreas mais reservadas ao redor da cidade, já que uma das exigências é não ser muito próximo a áreas residenciais – relembra.
—Uhum – concordo, distraído.
—Falando em residência, como estão os preparativos para o casamento? – Barry pergunta.
—Adiantados – afirma meu amigo, abrindo um sorriso de orelha a orelha – Como já tínhamos adiantado bastante coisa, só precisamos transferir tudo para cá: papeis do civil, do religioso, corrigir o endereço nos convites, falando nisso, agradeça a seus pais por cederem o jardim da mansão para nossa recepção – pede-me – Ainda não tive chance de fazê-lo e Slivie me mata se esquecer!
—Pode deixar – digo, virando o portfólio para ele – Gostei dessa área. Parece ter bastante espaço para a construção dos hangares, oficinas, da torre além de sobrar espaço suficiente para uma boa pista – enumero.
—Também foi meu preferido – revela – Até porque, quando visualizei no mapa geral, deu pra notar que fica exatamente na metade do caminho de Starling para Central City, ou seja, as duas cidades poderão utilizar nossos serviços! – comemora.
—Marcou com a imobiliária pra fazermos uma visita in loco? – pergunto recebendo um aceno afirmativo – Meu garoto! Isso que é competência! – brinco, cumprimentando-o com um toque de mãos no ar- Quando?
—Depois de amanhã – avisa, fazendo uma careta – Queria amanhã mas é o dia do último ensaio na igreja e se me atraso...
—Silvie te mata! – dizemos em coro eu, Eddie e Barry, rindo divertidos.
—O mesmo vale para nossos padrinhos – relembra.
—Casey e Gaby vão conseguir chegar a tempo? – pergunto.
—Garantiram que sim – afirma, esticando os braços — Ambos deixaram para tirar férias agora para poderem vir sem problemas.
—Tai uma palavra que não quero ouvir nos próximos dias – escutamos a voz de Oliver nos voltando para a porta de ligação com a sala de reuniões, por onde entrava – Se mais alguma coisa der errado, Felicity surta de vez! – exclama, sorridente, cumprimentando a todos antes de sentar – Terreno pro campo? – aponta o portfólio, que lhe passo confirmando com um aceno – Parece bom.
—Vamos lá depois de amanhã. Quer ir conosco? – pergunto.
—Também quero! – Barry reclama.
—Estava implícito que você e Eddie iriam, boboca – provoco-o, recebendo um soco no ombro – Voltando, o que deu errado desta vez? – indago, lembrando que uma parte da documentação necessária para o casamento civil dele e Felicity, que iria acontecer no mesmo dia que o de Jimmy e Silvie, precisou ser refeita por conta de um erro da funcionário (ou funcionário, não sabemos) responsável.
—Graças a Deus mais nada! – junta as mãos erguendo-as para o alto – Tô dizendo, se algo mais acontecer, vou ter que sedar minha noiva até o dia do casamento. E olha que é só o civil!- exclama.
—Quando for o religioso terá que sedar sua noiva, sua futura sogra, que já é agitada por natureza, sua mãe e sua irmã – Barry enumera – A menos que Eddie trate de deixar Thea bem calminha! – provoca, fazendo-o fuzila-lo com o olhar.
—E ele faria isto de que maneira mesmo? -Oliver indaga, encarando Eddie.
—Pois é. Também gostaria de saber! – anuo, cruzando os braços.
—Seguindo o exemplo de meus futuros cunhados: sedando! – desconversa.
—Sei!! – dizemos eu e Ollie ao mesmo tempo.
—Falando em sedar, como anda o namoro de Maddie? – Barry muda de alvo, me encarando com um riso moleque no rosto.
—Barry, tá a fim de tomar umas pancadas por acaso!? – pergunto, encarando-o – Se estiver posso satisfazer seu desejo! – ameaço me levantar fazendo com que ele pulasse para trás do sofá, escondendo-se.
—Que reunião é essa?? – ouço a voz de Cait, que abria porta, entrando acompanhada de Thea e Sara – Posso saber? – pergunta, inclinando o rosto para me dar um selinho.
—Planos para o casório do Jimmy aqui e para visitar o futuro terreno da aviação Merlyn-Borelli, ou seja lá qual for o nome que terá! — Barry diz, apoiando-se no encosto do sofá.
—Já escolheram o local? – Sara pergunta curiosa.
—Mais ou menos – afirmo, passando o portfólio para Cait – Gostamos deste local. Depois de amanhã iremos ver in loco. Quer ir amor? – pergunto.
—Quero sim – afirma, aceitando a mão que lhe estendia mas recusando-se a sentar em meu colo – Estamos na empresa e em horário de trabalho – lembra, sentando na cadeira ao lado da minha.
—Senhor Thomas, ligação do financeiro. Posso repassar? – minha secretaria pergunta.
—Sim – digo, levantando-me, indo até minha mesa a fim de atender.
Após alguns minutos de conversa com nosso diretor financeiro, retorno para junto de minha noiva e amigos.
—Algum problema? – Cait pergunta, segurando minha mão.
—Não, nada sério – tranquilizo-a.
—E por aqui? Tudo bem? – questiona.
—Sim, tudo – respondo.
—Resposta errada!! – escuto Sara e cantarolarem sem erguer os olhos do portfólio a sua frente e franzo o cenho, sem entender.
—Como assim resposta...
—Nada, Tommy. Não ligue pra essas duas – Cait me interrompe olhando feio para minha irmã e a amiga ... E só então “ a ficha” cai.
—Algum problema que eu deva saber Cait? – interrogo, encarando-a, vendo-a balançar a cabeça negativamente. Resolvo deixar quieto. Por hora.
Depois que decidimos o horário que nos encontraríamos tanto no dia seguinte para o ensaio do casamento de Jimmy quanto na visita que faríamos ao terreno pretendido, encerro minhas atividades na empresa na parte da manhã, saindo em companhia de Cait e os demais a fim de irmos almoçarmos.
Jimmy combina de os encontrar no restaurante que havíamos escolhido após pegar Silvie enquanto sigo direto para o local juntamente com Cait, Eddie, Thea, Barry e Sara, os dois últimos ligando para seus respectivos parceiros convidando-os a juntarem-se a nós.
—Até mais tarde senhor Thomas – Lee despede-se ao passarmos por sua mesa e respondo com um aceno.
—Ela me parece bastante competente – Cait comenta sem conseguir dar o tom displicente que certamente desejava.
—Não tanto quanto minha secretaria anterior! – exclamo, envolvendo sua cintura e beijando-lhe o ombro, provocando um sorriso discreto.
O resto do percurso, tanto no elevador quanto até o restaurante é feito em silêncio quase absoluto.
Oliver, Felicity, Ray e Emily juntam-se a nós alguns minutos depois de chegarmos ao restaurante.
Apesar de os rapazes me encherem o saco lembrando que Ethan, Maddie e o tal namorado dela estavam em um acampamento de férias a quilômetros longe de meu controle (havia permitido depois de muita conversa com ela em especial), o clima durante o almoço estava descontraído e leve...Até que o vi entrar acompanhado da esposa e filha, me fazendo ficar imediatamente tenso.
—Fique calmo Tommy – Cait pede, segurando minha mão entre as suas ao perceber que se dirigia para nossa mesa.
—Boa tarde a todos – cumprimenta Ronnie Palmer, detendo seu olhar sobre mim e Cait, mais precisamente sobre nossas mãos entrelaçadas em cima da mesa.
—Boa tarde – respondem juntos Barry, Ray, Oliver e Felicity, enquanto os demais, até mesmo Silvie e Jimmy, limitam-se a acenar positivamente – Não tive a chance de externar minha alegria por seu retorno em segurança e com saúde Thomas – começa dizer me encarando – Apesar de estar fora da cidade quando regressou fiquei sabendo, por meus pais – frisa, desviando por um segundo seu olhar para o irmão – De seu retorno. Deve ter sido um alivio chegar em casa e ver que estava tudo bem, não é mesmo?
—Não graças a você, pelo que soube -afirmo, sustentando seu olhar.
—Tommy! – Cait aperta minha mão.
—Não sei o que andaram lhe dizendo mas se fiz algo foi com a melhor das intenções – diz – Também sou pai, como já deve saber – indica a filha parada a seu lado – E não gostaria que minha princesa fosse parar em mãos erradas ou pouco confiáveis, o que poderia ter acontecido se...
—Ronnie me faça um favor – o interrompo, levantando-me, deixando meus amigos em alerta – Não fale comigo, com minha noiva ou meus filhos, nem mesmo por educação! – começo, sentindo Cait segura mais firmemente minha mão – Não finja que somos amigos porque não somos e sabe disso. Não quis sua amizade no passado e quero menos ainda agora. Não acredito em suas “boas intenções” – faço aspas no ar – Sendo bem honesto, se sabe o que é bom para sua saúde mantenha-se distante de minha família, caso contrário vou deixar de lado todo e qualquer bom senso e arrebentar essa sua cara cínica – ameaço, aproximando-me dele, diminuindo o tom de voz – Fui claro?
—Como água! – exclama, continuando a me encarar – Se nos dão licença – pede, afastando-se acompanhado da esposa e filha.
—Acho que desta vez ele entendeu o recado – Jimmy comenta.
—Oh, se entendeu! – Thea anui, sorridente – Confesso que fiquei com medo do que iria fazer quando se levantou maninho!
—Por mais que esteja com vontade de arrebentar a cara desse cretino, não faria nada na frente da esposa e filha dele. Elas não têm culpa de nada – asseguro, seguindo o casal com o olhar.
—Admito: se ele tivesse dito mais alguma coisa, Eu não teria o mesmo bom senso Tommy! – Sara exclama, fechando mão – Estou com esse idiota entalado aqui! – indica o próprio pescoço.
—Como já disse antes, que gata brava fui arranjar! – Ray brinca, beijando o rosto dela.
—Ok, vamos deixar o senhor Palmer mais velho de lado e nos concentrar em coisas mais agradáveis – Felicity sugere – O ensaio de casamento de Silvie e Jimmy e nosso casamento no civil, por exemplo.
—E por falar em casamento civil – Eddie segura a mão de Thea, olhando-a significativamente – Eu conto ou você conta?
—Podemos fazer juntos! – exclama, aumentando o sorriso.
—Contar o quê? – Oliver questiona, ficando, assim como eu, em alerta – O que andou aprontando Speedy?
—Nada de mais maninho – assegura ela – Pelo menos nada do que está pensando... Estão pensando! – corrige-se, apontando de mim para Ollie.
—Contanto que eu não vá ganhar um sobrinho ou sobrinha!! – exclamo.
—Não é isso é? – Oliver retesa-se na cadeira.
—Olha, se fosse só diria respeito a mim e Eddie – desafia, erguendo o queixo -Mas relaxa Ollie, não pretendo começar a competir com o Tommy e Cait, muito embora seja difícil bater esses dois! -me provoca.
—Isso de novo! Muda o disco Speedy – bufo.
—Já disse que a culpa é toda sua ... E sua também! -aponta Cait que abre a boca para protestar mas ela não deixa – De qualquer forma, não existe bebês envolvidos. Pelo menos por enquanto não – faz uma pausa, voltando a olhar Eddie, ambos ficando sérios – Eu e Eddie decidimos morar juntos! – avisa.
—Como é?? – perguntamos ao mesmo tempo eu e Oliver.
—Isso mesmo que vocês ouviram – reitera – Decidi me mudar para o apartamento dele, já que Ems mudou-se para a casa. Só pra constar já comuniquei minha decisão a papai e mamãe e eles aceitaram.... Assim que o surto do papai passou! – brinca.
—E decidiram isso quando? – quero saber.
—Na verdade estávamos pensando nisso desde que começamos a namorar pra valer – Eddie explica – Pretendíamos nos mudar para um outro apartamento antes do final do ano passado, mas com tudo que aconteceu, seu acidente, a gravidez de Cait e ai quando você voltou ela mudou-se em definitivo e Ems mudou-se...
—Resolvemos parar de adiar nossa decisão – conclui Thea – Já levei algumas coisas mas só vou mudar em definitivo depois dos casamentos de vocês – comunica – E ai? Ninguém tem nada a dizer? – pergunta após um breve silêncio.
— Só uma coisa: parabéns! – Felicity declara, abraçando-a, Sara e Cait levantando-se, fazendo o mesmo – Tenho certeza que serão muito felizes.
—Parabéns Thea! – Silvie diz, esticando a mão sobre a mesa, apertando a dela – Eu e Jimmy também moramos um tempo juntos. Na verdade, ajudou a decidirmos a oficializar tudo. Nada como o dia a dia para saber se estamos com a pessoa certa! – declara, olhando apaixonadamente para Jimmy, que sorri de volta.
—Owunn! Que fofos! – Sara exclama – Todo mundo juntando as escovas de dente! -brinca, nos fazendo rir.
—Quase todo mundo – Ray a corrige – A menos que queira fazer o mesmo. O que acha? – indaga.
—Acho que ainda é muito cedo para isso Palmer – afirma, apertando o queixo dele – Vamos deixar as coisas como estão por enquanto. Quem sabe daqui a uns meses não repenso.
—Meses?? – indaga Ray fazendo uma careta gozada.
—Uhum! Tipo.. – olha para mim e Cait – Quanto tempo pros bebês nascerem?
—Quatro, cinco meses mais ou menos – afirma minha noiva – Como já fui avisada, geralmente gravidez múltipla não chega a completar nove meses.
—E ai vão casar? – questiona.
—Quando Cait estiver completamente restabelecida – afirmo.
—Então é o tempo que vamos esperar – decreta, voltando-se para Ray – Se até Cait e Tommy casarem não tivermos mudado de ideia...
—Não mudaremos – assegura – Eu não vou mudar e não vou te deixar mudar! – declara, seguro.
—Mas é muito metido! – Sara o provoca, lhe dando um selinho.
—”Love is in the air! Everywhere I look around!– Thea cantarola, fazendo todos nós rirmos .....
Continua
“... Be my, bem y, bem y little baby, my one and only baby;
Say wi’ll be my Darling, be my baby now...”
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