Perfect!

42 (Re)Learning how to be Fathers and wedding


Notas iniciais
Olá flores lindas, voltei! Antes de tudo, que agradece a todas que favoritam e acompanham esta história que nasceu depois que li uma One de autoria de minha querida Pequena Queen (saudades de você flor!!) onde Tommy era bombeiro ( pra causar incêndio, só pode! Rsrsrsrs!) sem nenhuma pretensão e acabou por se torna minha fic mais acompanhada (já está chegando aos 80!!!) e também a que mais foi favoritada...E por isso (mesmo estando com a sensação de estar dando um tiro no pé!), em respeito a vocês todas flores maravilhosas , que estou pondo a história em um Hiatus! Nunca fui de ficar “enchendo linguiça” ! E seria exatamente isto que percebi que faria se não fizesse essa pausa para reorganizar as ideias, traçar os novos rumos da história com calma e paciência. Amarrei todas as pontas solta??? Considero, de certa forma, que sim. Neste capitulo, o mais longo até hoje, além de pôr a família SnowMerlyn nos eixos trazendo os babies para o convívio dos pais, irmãos, parentes e aderentes, fecho o ciclo dos problemas entre Tommy e o pai, bem como apresento os parentes normais e anormais do nosso mocinho. Evidente que nem tudo zerou, caso contrário a fic seria finalizada....Mas o que por acaso ainda tenha ficado pendente será resolvido na fase dois da história. E acho melhor parar por aqui ou isto vai se transformar em um capitulo. Espero que entendam minha atitude e que tenham paciência para aguardar o regresso da família SnowMerlyn (novos rumos, novos desafios, novas emoções!) Por hora, grata por todas as rewiews passadas, escritas e pensadas....More rewiews, pleaseeee...Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: ISTO NÃO É UMA DESPEDIDA!

Apartamento Tommy e Cait ( quinta, 15/6– 10:00 a.m)

Caitlin

Olho mais uma vez ao redor, conferindo se não esquecera nada, refazendo mentalmente todos os passos desde que acordei até agora, mordendo minha unha insegura.

—Amor, viu minha carteira? Não estou conseguindo encontrar em lugar nenhum! – Tommy pergunta entrando no quarto, apalpando o próprio corpo parando a minha frente, franzindo o cenho– O que foi? – questiona.

—Será que não esquecemos nada amor? Será que está tudo de acordo com as recomendações que minha obstetra fez? Sei lá, me parece que está faltando alguma coisa! Acho que vou dar uma olhada na lista outra...

—Cait, relaxe! – Tommy me interrompe, segurando minhas mãos – Já conferiu a lista diversas vezes. Fizemos tudo certo.

—Eu sei...Quer dizer, eu acho...- me calo, fazendo uma careta ao escuta-lo rir – Pare Tommy. Estou ficando mais nervosa!

—Me amor, precisa relaxar! Hoje é um dia de festa! Nossos bebês finalmente virão para casa! – relembra, enlaçando minha cintura, prendendo minha boca em um beijo casto.

—Pai, mãe, estamos prontos – Ethan anuncia, entrando no quarto juntamente com Maddie – Ah, qual é! Podem namorar depois! Vamos embora buscar meus irmãos – reclama.

Ainda não acostumei ouvir os dois me chamarem de mãe. Quando Tommy me avisou que pretendiam me chamar assim, a princípio fiquei receosa com a reação que meus pais, os pais dele e a cunhada de Tommy, irmã da falecida, iriam ter, meus temores indo ralo abaixo durante o almoço do dia das mães. Meu primeiro oficialmente como mãe!

—Como é rapazinho? Acho que não escutei bem – Tommy indaga, estreitando os olhos em direção ao... nosso filho! Teria que me acostumar a pensar nos dois dessa forma ou não daria certo.

—Desculpa pai, mas estamos ansiosos! – justifica.

—Fale por você. Eu espero o tempo que eles quiserem – Maddie afirma, abraçando uma das muitas bonecas que enfeitavam o berço de Beatrice (que ela afirmava sabe quem era por ser sua favorita!) – Tudo aqui tem um cheirinho tão bom! Era assim com a gente pai??

—Era meu anjo. Desse jeitinho mesmo – Tommy diz, corrigindo-se em seguida – Quer dizer, não tinham um quarto desse jeito por causa das mudanças....-começa a dizer em tom de desculpa, os dois o interrompendo

—Sabemos disso pai! – dizem juntos – Não se preocupe, não estamos lhe cobrando nada! – Maddie afirma, ela e Ethan “pulando” ao escutarem a campainha – Eu atendo! – declara ela correndo em direção a sala, Ethan fazendo o mesmo.

—Será que eu consigo Tommy!? – questiono olhando o espaço vazio deixado pelos dois, mordendo meu lábio insegura – Será que dou conta de cuidar de cinco filhos!? – me volto para ele, vendo seu sorriso divertido – Cinco Tommy!! – exclamo, minha mão aberta com a palma de frente para seu rosto.

—Não está sozinha nesse desafio amor! Estou bem aqui a seu lado! – afirma, evolvendo minha cintura mais uma vez – Juntos conseguimos dar conta de qualquer coisa! – repete, me beijando.

—Sério que estão namorando ao invés de ir buscar meus sobrinhos, é isso mesmo? – ouvimos a voz de Thea reclamar – Deixem isso para depois! Ainda mais agora que vão poder namorar à vontade sem o “perigo” – faz aspas no ar – De produzirem mais três ou quatro bebês! Vamos, vamos, vamos! Não vejo a hora de pegar meus sobrinhos nos braços! Finalmente! Anda Tommy, se mexe ai! Se soubesse teria ido direto para o hospital esperar por vocês lá. Quem sabe aquele general que toma conta do berçário esteja de folga e eu conseguisse entrar antes de vocês e paparica-los de pertinho! Ouwnn!!! Andem logo, que coisa! – nos dar as costas, continuando a tagarelar enquanto caminha de volta para a sala.

—Certo, cuidar de cinco filhos, acordar de madrugada para alimentar, ou trocar fraldas, ter que dar banho, tiro de letra.... Mas cuidar de cinco filhos e uma Thea não! – Tommy exclama com uma expressão tão exageradamente trágica que não consigo segurar o riso – É sério amor! Nossos filhos são fichinha perto de minha irmã.

—Concordo! – admito, enxugando minhas lágrimas – Mas tenha paciência. Ela está empolgada. Todos estão na verdade. Minha mãe me ligou três vezes desde que acordei fora as mensagens. Seus pais me ligaram. Se dependesse deles seria uma verdadeira procissão a ir buscar nossos filhos hoje! – revelo, pondo minha bolsa no ombro – Tive que prometer que iriamos para a casa de seus pais a tarde – aviso, segurando sua mão, fazendo com que me acompanhasse – Sua carteira está no aparador perto da porta. Deixou lá ontem a noite quando chegamos do hospital – relembro, franzindo o cenho ao chegarmos a sala – O que estão fazendo? – pergunto, vendo Thea sentada no chão ao lado de Eddie e as crianças “se embolando” com nossos pets – Sabem que não vão mais poder pegar os bebês nos braços agora não sabem?

—Tomamos um banho rapidinho ..

—Sem chances Ethan! – Tommy corta, provocando protestos – Pensassem nisso antes. Estavam nos enchendo por causa do horário e agora querem que esperemos tomarem banho e trocar de roupa novamente? Nem pensar!

—Cait!! – os dois se voltam para mim.

—Desculpem meus amores mas desta vez não posso ajudar! – digo, sentindo o coração partido ao ver suas carinhas pidonas – Apesar de não termos marcado horário, quero pegar os bebês antes do almoço porque a tarde vamos a casa de seus avós. Quando chegarmos vocês tomam banho e pegam os bebês tá certo? – negocio.

—Tá legal! – concordam, a contragosto.

—Já que estamos acertados, vamos indo – Tommy convida, pondo a mão em minha cintura.

Saímos do apartamento conversando, rindo, planejando tudo que faríamos nas próximas horas.

Quando estamos chegando ao hospital, o celular de Tommy toca.

—É o Jimmy amor, quer que atenda? – pergunto, ele assentindo com um gesto de cabeça – Vou pôr no viva voz — aviso – Oi Jimmy é Cait. Tommy está dirigindo, estamos indo pegar os bebês.

< Tudo .... Considerando que vamos entrar na sala de operação agora!! Vai nascer Tommy! Minha princesa vai nascer!> -vibrar.

—Sério?? – Tommy pergunta enquanto as crianças batem palmas – Parabéns amigão!

< Cara, estou tão nervoso! Sylvie está entrando na sala...Eu estou me preparando para entrar ...cara, eu estou uma pilha de nervos!!>

—Relaxe, vai dar tudo certo – Tommy tenta tranquiliza-lo

< Assim espero! Tenho que desligar. Vou entrar agora. Assim que puder vou visitar vocês em casa. Rezem por nós >

—Sempre Jimbo! – Tommy diz.

—Dê um beijo na Sylvie e na sua filha — peço.

< Dou sim, pode deixar. Até mais> despede-se.

—Tomara que dê tudo certo – Tommy diz, manobrando o carro, entrando no estacionamento – Antes de sairmos vamos dar uma passada na sala de espera do bloco cirúrgico e tentar saber notícias – sugere.

—Com certeza amor – concordo, soltando o cinto de segurança.

Eddie estaciona a nosso lado, Thea saindo do carro mal ele termina de estacionar.

Sigo de mãos dadas com Tommy observando as crianças caminhando a nossa frente, Thea e Eddie com elas, os três tagarelando sem parar, silenciando apenas ao entrarem no hospital.

Lá dentro, seguimos direto para o berçário (nossos filhos saíram da UTI quatro dias atrás, encontrando-os prontos para serem levados.

—Ouwnnnn! Que coisinhas mais fofas da tia!! – Thea exclama – Posso pegar?

—Lógico que não! – Tommy se adianta – Estava rolando no chão com os cachorros está lembrada!?

—Tommy, não seja cruel! Eu quero pegar meus sobrinhos nos braços!! – reclama, batendo os pés feito criança.

—Sério Thea?! – questiona, me olhando incrédulo.

—Ela pode pôr a roupa e pegar um deles um pouquinho não é mesmo? – peço auxilio a jovem enfermeira, que balança a cabeça afirmativamente, indo até um dos armários, voltando com uma roupa protetora além de vários lenços com álcool gel.

—Todos precisam higienizar as mãos antes de pega-los no colo – avisa, entregando-nos os lenços – Esse cuidado deve ser mantido em casa pelo menos nas três primeiras semanas, depois podem relaxar um pouco.

—Então depois desse tempo vamos poder pegar neles sem tomar banho? – Ethan pergunta, franzindo o cenho diante de nosso riso.

—Não é bem assim rapazinho! – exclama a enfermeira, desarrumando seu cabelo, fazendo-o corar – Quando disse relaxar me referi a não ficarem neuróticos ou com mania de limpeza. Os bebês precisam de um ambiente limpo, higienizado durante um ano pelo menos, o que não quer dizer depois disso vão poder rolar na lama! – brinca – Apenas que poderão ter mais contato com outras coisas, bichos, a fim de desenvolverem seu sistema imunológico.

—Ahh, tá! – diz, aproximando-se da tia, que segurava Caio em seus braços – Deixa ver ele tia! – pede, ficando na ponta dos pés.

—Ele é tão lindo!! – Thea exclama, maravilhada – Os três são! Nem parecem seus filhos Tommy – provoca – Alias, os cinco são muito mais bonitos que você.

—Grande novidade. Na idade de Ethan e Maddie você achava até o cachorro do vizinho mais bonito do que eu! – revida, encarando-a sorridente.

—Acho que seu pai está tentando me insultar pequeno príncipe!

—Não começa com isso de novo Thea! – Tommy diz, fazendo cara feia, recebendo Beatrice enquanto recebo Hannah – Sabe que não gosto dessa história de pequeno príncipe ou princesa! – ralha, segurando a mãozinha de nossa filha, que sorri de volta para ele.

—Você chamava a gente assim tia Thê!? – Maddie pergunta, segurando a mão de Hannah – Oi maninha! O que você fez hoje? Deu trabalho pra moça boazinha?

—Chamava sim meu amor – revela, ninando o bebê – Mas o chato do seu pai no gostava.

—Não gosto – corrige-a, pegando uma das bolsas dos bebês, Eddie ajudando com as outras duas – Agora vamos indo porque ainda quero saber notícias de Sylvie – relembra.

—Muito obrigada por tudo – agradeço as três enfermeiras que se perfilam a fim de despedirem-se dos trigêmeos – Vocês foram nossos anjos da guarda!

—Foi um prazer senhora Merlyn – a mais velha diz – Nós ficamos felizes em passar esse tempo com eles. Trigêmeos são tão raros por aqui.

—Imagino! – Thea exclama, piscando para mim – Pensar que poderiam ser quatro!! – cochicha junto a meu rosto ao passar por mim e reviro os olhos.

Depois de agradecermos mais uma vez a todas, seguimos para a sala de espera da cirurgia encontrando um Jimmy radiante.

—Já?? – Tommy se admira, recebendo o sorriso de orelha a orelha do amigo.

—Foi rápido. Na verdade se tivesse demorado mais um pouco teria que fazer o parto eu mesmo! – revela, mostrando uma foto que tirara da filha – Ela não é linda?

—Muito! – exclamo, ninando Hannah, que começava a se inquietar – Escolheram o nome?

—Melinda!

—Bonito nome – Eddie elogia – Olha ai Caio, o nome de sua namorada é Melinda! – provoca-os.

—Se tiver de ser, será – Tommy responde, dando de ombros – Jimbo, temos que ir. Dê um beijo na Sylvie. Assim que ela sair visitamos vocês e a pequena Melinda.

—Tranquilo meu velho! Sei que vai ter muito trabalho de agora em diante – pisca para nós, dando um tapinha no ombro de meu noivo.

—Poe trabalho nisso! – exclamo, sorrindo – Até mais Jimmy – me despeço, dando-lhe dois beijos no rosto.

—Tchau tio – Ethan e Maddie dizem juntos – Dá um beijo na tia e na bebê -pedem.

—Darei sim. Boa sorte com os bebês – deseja, acenando enquanto nos encaminhamos para os elevadores.

—Amor, que acha de irmos logo para a casa de seus pais? -sugiro quando entramos no elevador – Aviso meus pais e o pessoal que estamos indo ai podemos ir para casa de uma vez sem ter que ficar pra cima e pra baixo com os três.

—É, pode ser – anui – Eddie pode pegar meu celular e ligar?

—Ligo do meu – avisa ele, balançando a cabeça e rindo.

—O que foi!? – Tommy indaga, confuso.

—De agora em diante terão toda uma logística para sair de casa: três carinhos, três bolsas, zilhoes de fraldas, roupinhas, mamadeiras...- enumera.

—Ok, se queria me assustar.... Conseguiu! – Tommy exclama, provocando risos em todos nós.

Depois de avisarmos Malcom, Rebeca, meus pais e amigos, seguimos para a mansão, encontrando uma recepção e tanto montada a nossa espera.

Depois do almoço permanecemos na mansão até anoitecer, indo para casa apenas depois das oito.

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Merlyn Global (um mês depois, 17/7 – 07:00 a.m)

Tommy

Desperto, por assim dizer, ao escutar as portas do elevador abrirem n andar da presidência na Global, um bocejo escapando de meus lábios.

Um mês! Um mês inteiro se passara desde que os trigêmeos saíram da maternidade...E nem por isso as coisas estavam mais fáceis!

Raras eram as noites em que conseguíamos dormir por completo. Não que estivessem tendo problemas de saúde, o contrário: estavam muito bem obrigado! Bem demais! Elétricos demais!! Até parecia que tinham herdado a personalidade de Thea!

—Olá. Senhorita Lee?? – chamo ao notar a ausência da secretaria de meu pai, só então notando o silencio que reinava no lugar – Senhorita Lee? – repito, olhando o relógio em meu pulso: 7:15 – Não estou atrasado nem adiantado – pondero, me aproximando da sala da presidência, surpreendendo-me ao encontra-la aberta, uma luz de alerta acendendo em minha mente.

Devagar abro a porta, entrando com cuidado, parando no meio da sala ao escutar vozes abafadas vindas do anexo à presidência.

—Já começaram a reunião? – questiono para mim mesmo, caminhando para o local, ficando ainda mais alerta ao escutar um gemido sofrido.

—Daniel, por favor não faça isso! – a voz de minha tia soa por detrás da porta fechada, paralisando-me – Por favor! – implora ela.

—Insiste em defender esse bastardo Mandy? Por que? Por que não fica do meu lado? – uma voz que não conheço protesta.

—Não existe nenhum bastardo aqui dentro Dan – meu tio, Jason, rebate, parecendo calmo – Somos irmãos. Nós quatro. Somos filhos do mesmo pai...

—Se é assim por que só ele teve acesso a tudo isto aqui? Por que só ele ficou com o luxo, a riqueza, a boa vida enquanto nós penamos naquele fim de mundo? Por que? – questiona, respondendo a si mesmo – Eu digo porque: porque ele é um maldito egoísta! Ele exigiu que nosso pai nos abandonasse!

—Eu não sabia da existência de vocês até Amanda se revelar – ouço meu pai dizer, emitindo um gemido de dor logo em seguida.

—A vagabunda da sua sabia! – rebate o tal Daniel – Ela sempre soube e junto com você fez ele nos abandonar, nos renegar...Tem noção do quanto sofremos? De tudo que passamos?

—Malcom não tem culpa de nada Dan – Jason argumenta – Nossa mãe optou por não vir para a América quando nosso pai a chamou, mesmo estando casado. Ela que escolheu..

—MENTIRA! – grita o outro, o interrompendo – MENTIROSO! VOCÊ SE VENDEU! OS DOIS SE VENDERAM! ME DERAM AS COSTAS! – grita mais alto.

—No que exatamente matar Malcom vai lhe ajudar rapaz? – a voz de Robert Queen ressoa, fazendo meu sangue gelar.

—Ele é o herdeiro de tudo, não é? E ele reconheceu vocês dois como irmãos, como filhos de nosso pai não foi? – questiona, prosseguindo em sua lógica torta – Se ele morrer vocês serão os herdeiros! – conclui.

—Não é bem assim que as coisas funcionam Daniel – agora é John quem argumenta, sendo novamente interrompido pelos gritos de mentiroso.

Levo minhas mãos ao rosto, abrindo e fechando meus olhos, notando um reflexo no vidro da janela que me faz olhar para fora vendo o atirador de elite posicionado no telhado vizinho.

—Não! Não, não, não, não! – repito baixinho, segurando a maçaneta com força, tomando uma decisão arriscada – Bom dia! Desculpem o atraso – entro na sala de supetão, assustando a todos – Ok...O que está acontecendo aqui??

—Thomas ... – Robert ensaia uma aproximação, parando ante a ameaça do homem que mantinha meu pai de joelhos sob ameaça de uma arma apontada para sua cabeça.

—Quem é você? – pergunta, me encarando ameaçadoramente.

—Thomas Merlyn, filho do homem que está ameaçando...E dono de tudo isso!! – minto, sustentando seu olhar – E você seria??

—Filho dele? – indaga, confuso – Filho?? Ele não tem filho! – afirma, forçando o cano da arma contra a cabeça de meu pai.

—Tanto tem que estou aqui, na sua frente – reforço, dando um passo em sua direção – E você, que é?

—Daniel, Daniel Morningstar, filho de...- é minha vez de interrompe-lo.

—Moningstar? – repito, franzindo o cenho, fingindo estar confuso –Não é o mesmo sobrenome de vocês tio Jason e tia Amanda? – pergunto, encarando-os.

—Eles são meus irmãos! – afirma.

—Tem certeza? – questiono – Por que até onde sei o irmão deles morreu em um acidente.

—Não morri coisa nenhuma e pare de me fazer perder tempo! – esbraveja – Vim aqui por um fim nessa injustiça e fazer a mim e meus irmãos assumirmos o que nos é de direito!

—Que seria?? – indago.

—A Global evidente! – exclama.

—Creio que esteja mal informado. Eu retenho o controle acionário da Global, portanto, Eu sou o dono de tudo aqui e não meu pai – asseguro.

—Está mentindo! – acusa, apontando a arma para mim – Não sei quem é você ou o que pretende mas está mentindo.

—Senhor Diggle, quer por favor esclarecer nosso amigo a respeito de quem manda aqui!? – peço, dirigindo um rápido olhar a nosso amigo e advogado, encarando-o.

—Thomas está dizendo a verdade. Ele detém o controle acionário da Global e é também o único herdeiro legal já que Rebeca, que respondia por Malcom quando ele estava em coma, passou todas as ações e bens para que ele pudesse assumir a presidência – John discursa, abrindo sua pasta devagar – Posso lhe mostrar os papeis se quiser. Thomas tem hoje as ações do pai, da mãe, as que herdou dos avós e suas próprias o que dá atualmente um total de setenta por cento...

—O que significa que mesmo meu pai tendo reconhecido seus irmãos como filhos de meu avô, não os tornou seus herdeiros até porque ele não tem nada para deixar a ninguém! – arremato, vendo-o vacilar, me encarando confuso, baixando a arma lentamente – Escute aqui...Daniel não é? – finjo não recordar seu nome, ele confirmando com um aceno – Vamos fazer um acordo ok: eu não tenho interesse em permanecer na Global. Vou abrir minha própria companhia aérea, de pequeno porte é verdade, mas estarei trabalhando com algo que amo! – afirmo, apoiando minhas mãos sobre a mesa, aproximando-me um pouco mais a fim de olhar dentro de seus olhos -Passo o controle para você e seus irmãos, tirando a parte que meus filhos tem direito pois eles não têm culpa dos erros do passado de ninguém aqui...Faço de vocês três sócios majoritários, cada um com sua parte de mesmo valor e peso e em troca deixa meu pai livre – negocio.

—Como vou saber que não está me enganando? Por que está fazendo isso? – questiona, desconfiado.

—Não tenho como lhe provar que estou sendo sincero pois os papeis de que precisamos demoram a ficar prontos – explico – Terá que confiar em mim da mesma forma que confiarei que não vai machucar meu pai – inclino meu corpo aproximando meu rosto ao máximo do dele – Vai confiar em mim Daniel??

—Vou – responde depois do que me pareceu uma eternidade.

—Entregue a arma ao Jason...Por favor! – peço, cuidadoso.

—Mas....Mas eles vão me prender de novo! Não quero ir pra cadeia! – choraminga, pondo a mão na cabeça, voltando a pressionar a arma contra a de meu pai logo a seguir, engatilhando-a.

—Daniel não! – Amanda implora, tentando se aproximar, sendo impedida por Robert.

—Daniel – chamo – Daniel, Daniel olhe para mim! – peço, conseguindo sua atenção – Olhe pra mim – repito – Vamos cuidar de você, ok. Eu, Jason, Amanda...Vamos cuidar de você, eu prometo, mas precisa entregar sua arma! – reitero – Por favor...- imploro, respirando aliviado ao vê-lo entregar o revolver ao irmão, liberando meu pai, a sala sendo invadida pela polícia quase que imediatamente – Não o machuquem – peço ao ver os policiais algema-lo – John...

—Pode deixar Thomas, vou cuidar de tudo – avisa seguindo-os após confortar meu pai.

—Obrigada Thomas! Muito obrigada! – minha tia agradece, segurando minhas mãos, saindo acompanhada de meu outro tio, que me acena em agradecimento com um meneio de cabeça.

Quando ficamos apenas eu, meu pai, Robert e uma apavorada senhorita Lee, me permito respirar novamente, sentando em uma cadeira próxima, deitando minha cabeça sobre a mesa.

—Onde diabos estava com a cabeça Thomas!? – a voz de meu pai chama minha atenção, fazendo-me erguer os olhos para ele – Podia ter morrido!!

—De nada pai! – exclamo, voltando a baixar os olhos, respirando fundo, controlando meus nervos lentamente.

—Filho, não sabe o quanto fiquei apavorado ao te ver entrar por aquela porta! – afirma, agachando-se a meu lado, uma mão sobre meu ombro – Está tremendo!

—É o que acontece quando se encara morte e escapa...pela terceira vez!

—Terceira?? – Robert se espanta.

—Um maluco quis controlar meu avião em um voo doméstico, o avião em que viajava caiu nos andes…Meu tio maluco! – enumero, massageando minhas têmporas.

—Cara, acho que jamais seria piloto! – escuto a voz de Barry dizer

—Eu com certeza não entraria num voo pilotado por você! – é Anitta quem diz, me oferecendo um copo com água.

—Por que entrou filho? – meu pai questiona, apertando meu ombro – Se arriscou demais!

—Não podia deixar você ser morto – respondo, encarando-o – Não agora que finalmente nos entendemos – declaro – Nem ele – completo – Ele não me parece ser uma pessoa má. Só está confuso, magoado, sentindo-se rejeitado.... Entendo um pouco disso!

—Mesmo assim. Se arriscou muito Thomas. Não sei o que faria se ele tivesse....- se cala, fechando os olhos, abrindo-os, uma lágrima teimosa escapando – Obrigado filho!!! – agradece, me abraçando forte – Amor você! Sempre amei. Posso não ter dito o suficiente, ou demonstrado, mas amo você!

—Eu sei pai! – digo, abraçando-o de volta.

—Detesto interromper um momento tão lindo, mas se eu fosse você Tommy, me preparava!! – Anitta alerta, e a olho intrigado, entendendo o motivo do aviso em seguida.

—Tommy!! – Cait entra na sala acompanhada por Sara e Felicity, vindo direto para mim.

—Estou bem meu am....

—Como pôde fazer uma coisa tão estupida!? – interrompe, me batendo com a bolsa – Enfrentar um homem aramado? Ainda por cima um maluco!? Perdeu o juízo? Queria deixar seus filhos órfãos ou está procurando uma maneira de desmanchar nosso compromisso seu...seu....seu estupido, burro, cretino..- xinga, me batendo sem parar.

—Cait pare com isso! Estou bem...Estamos bem, a propósito! – começo dizer, erguendo os braços para me proteger de seu ataque – Meu pai está bem, meus tios também...Eu...Nada aconteceu...

—Mas podia ter acontecido seu idiota! – interrompe mais uma vez usando as mãos para me bater uma vez que havia tomado sua bolsa – Como pôde fazer uma coisa dessas? Como pôde se colocar em risco dessa maneira!? – esbraveja, descontrolada.

—Quer parar com isso!! – peço, conseguindo segurar suas mãos (finalmente!) – PARE! – grito, apertando seus pulsos mais fortemente – Pare! – repito, percebendo que chorava – Vem aqui! – trago-a para junto de meu corpo mesmo contra sua vontade.

—Não! Não quero seu abraço! – bufa, tentando se libertar, desistindo ao notar que não conseguiria, apoiando a cabeça em meu peito, dando vazão as lágrimas – Como pôde fazer isso comigo Tommy? Tem noção de como me senti quando soube o que estava acontecendo? – questiona, soluçando – Entrei em pânico! Larguei tudo e vim correndo para cá! Nem sei como consegui chegar..

—Desculpe amor! Me desculpe – peço, beijando sua cabeça – Perdão meu amor, mas quando vi o atirador no prédio ao lado, quando escutei a voz daquele homem, não consegui me controlar.

—Podia ter sido morto! – soluça.

—Eu sei amor, e peço desculpa mais uma vez – reitero, sentando, fazendo-a sentar em meu colo, segurando seu rosto entre minhas mãos, olhando dentro de seus olhos antes de beija-la – Perdão amor, mas não podia ficar de braços cruzados escutando meu pai ser ameaçado e até, quem sabe, morto. Eu sei que me arrisquei, mas contei com o fator surpresa…Além de meu treinamento.

—Treinamento?? – pergunta, confusa.

—Todos os pilotos, copilotos, comissários de bordo, enfim, todo pessoal de bordo em um avião recebemos treinamento para enfrentar situações de risco como esta. Aprendemos a negociar, a conversar com possíveis sequestradores e malucos que decidam por alguma razão sequestrar o avião que conduzimos – revelo – Evidente que nunca esperamos ou queremos fazer uso disso, mas...

—Com ou sem treinamento não deveria ter se exposto tanto mesmo por seu pai! – reclama, deitando a cabeça em meu ombro, a mão entrando sob minha roupa, acariciando meu peito – Não faça isso nunca mais está me ouvindo?

—Uhum! – sussurro, fechando os olhos, suspirando com sua caricia.

—Me prometa Tommy – pede, trilhando um caminho de beijos até minha orelha, mordendo o lóbulo – Prometa que não vai fazer isso nunca mais! – repete, levantando, sentando de frente para mim, rebolando sensualmente em meu colo.

Automaticamente abro os olhos, olhando a nosso redor, agradecendo mentalmente a discreta saída de meu pai e amigos.

—Prometa Tommy! – sussurra junto a minha boca, mordiscando meus lábios, “fugindo” quando tento beija-la – Não ouvi sua promessa! – insiste.

—Sabe que não posso prometer isso Cait! – resmungo, sentindo sua mão insinuar-se por dentro do cos de minha calça – Cait, isso é coação!! – acuso, minha voz saindo rouca pelo desejo.

—Cada um joga com as armas que tem amor! – brinca, mordendo meu queixo, deslizando os lábios sobre minha pele até alcançar minha boca – O que me interessa é: está funcionando? – pergunta, beijando meus lábios suavemente, provocando arrepios de prazer -Tommy??

—Hummm- gemo, apertando sua cintura.

—Está funcionando? – pergunta, dando uma mordida leve em meu lábio inferior.

—Sim – sopro em sua boca, tomando-a em um beijo avido, segurando sua nuca, trazendo sua cabeça para mais perto aumentando a pressão.

No minuto seguinte estamos sobre a mesa de reuniões fazendo amor como há algum tempo não fazíamos.

—Pode me coagir quando quiser! – declaro, ainda ofegante, junto a seu pescoço – Case comigo Cait -peço, olhando em seus olhos, afastando uma mecha em sua testa grudada no suor.

—Já me fez esse pedido e aceitei seu bobo, esqueceu!? – brinca, segurando e beijando a palma de minha mão.

—Falo em oficializar nossa situação, para valer, de papel assinado, na frente do padre, no caso seu pai! – digo, rindo junto com ela – Nossos filhos já nasceram, estão saudáveis, Ethan e Maddie também... Case comigo! – volto a pedir – Posso coagi-la de desejar! – insinuo, roubando um beijo em meio a sua risada.

—Adoraria ser coagida por você, especialmente se a coação for parecida com o castigo! – declara, mordendo meu lábio – Mas, não devemos abusar da paciência de meu sogro! – diz, me empurrando, ficando de pé a minha frente, recompondo-se e faço o mesmo – Quanto a seu pedido...Sim, eu aceito...De novo! – responde, envolvendo meu pescoço com os braços – Vamos nos casar como manda o figurino!

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Igreja Matriz de Starling City ( 6/8 – 15:00 p.m)

PLAY — PERFECT! — ON DIRECTION

“I might never be your Knight in shining armor;

I might never be the one you take home to mother....”

Narrador

Tommy esfrega as mãos, ansioso, andando de lado para outro no altar, dirigindo o olhar para a porta da igreja de vez em quando.

—Tommy, quer fazer o favor de parar quieto um segundo! Estou começando a ficar enjoada e não vai querer vomite em cima de você na frente de todos! – Felicity ameaça baixinho, um sorriso forçado nos lábios – Ou prefere que Oliver e Jimmy te amarrem? – sugere, piscando para o marido a seu lado.

—Dê um tempo amor, ele está com medo que a Cait crie juízo e largue ele no altar! – Oliver brinca, arrependendo-se no momento em que o amigo o encara, tenso – Desculpe! Brincadeirinha! – diz, erguendo as mãos.

—Não faça esse tipo de brincadeira Oliver. Esqueceu que Cait já deixou um noivo esperando no altar? – Jimmy relembra em voz baixa.

—Tecnicamente ela não deixou meu irmão esperando já que enviou uma substituta! – Raymond cochicha, levando um beliscão de Sara.

—Querem parar com isso! Estão parecendo três velhas fofoqueiras! – admoesta a loira – Além do mais, não teve nada de engraçado no que aconteceu. Cait estava desesperada para fugir de um casamento que não desejava...

—O que não é o caso já que ela e meu estressado irmãozinho aqui estão mais do que presos um ao outro – Thea comenta, acenando para Tommy, que voltava a subir os degraus do altar.

—Desde quando filho prende alguém? – Eddie insinua, tendo o mesmo castigo de Raymond duplamente, a irmã, que passava na hora e escutou o comentário feito pelo loiro, e a namorada beliscando-o uma de cada lado – Ai, ai, ai!!!

—Eddie Thawne retire o que disse nesse exato momento! – Thea ordena, pondo as mãos na cintura.

—Desculpa amor, mas não falei nenhuma mentira! – justifica-se, escondendo-se atrás de Barry a fim de evitar um novo beliscão.

—Que tumultuo todo é este? – Rebeca Merlyn pergunta, posicionando-se no altar ao lado do marido.

—Onde estava Beca? – Malcom quer saber.

—Cuidando para que nossos netos continuem dormindo tranquilos para que o pai não fique ainda mais estressado – diz, acenando para Tommy – Filho, fique quieto, está chamando atenção dos convidados! – aconselha, arrumando a gravata dele.

—Que se danem! – xinga – Onde diabos ela está!? Por que essa demora toda? Ray, tem certeza que seu irmão não está na cidade? – teoriza.

—Tommy, quer sossegar pelo amor de Deus! – Thea pede, impaciente – Cait Não vai fugir, Não vai mandar nenhuma outra no lugar dela e o babaca do Ronnie, mesmo que estivesse em Starling, Não iria atrapalhar seu casamento pelo simples fato de que tem um verdadeiro exército protegendo minha amiga! – declara, fingindo limpar algo em seu ombro, aproveitando para estapeá-lo.

—Além do mais Cait só está quinze minutos atrasada – Emilly relembra, tranquila.

—Por falar nisso, por que não está com ela? Não é uma das damas de honra? – questiona Tommy, intrigado.

—Porque como Thea bem lembrou, tem um batalhão naquela casa e Rebeca e Ashley precisavam de ajudar com os Trigêmeos! – enfatiza a jovem.

—Muito bom! Se todos pensaram o mesmo a esta altura Cait deve estar sozinha a mercê de qualquer um, inclusive o canalha do seu irmão que pode muito bem ter fingido essa viagem para disfarçar sua real intenção: impedir nosso casamento! – teoriza o moreno – Quer saber? Vou até a casa ver o que aconteceu! – insinua, sendo impedido pelo pai de Cait.

—Sangue de Cristo! Já tinha visto noiva surtada, mas noivo é a primeira vez! Padre, faz um exorcismo básico ai antes que sua filha fique viúva antes de casar! – Thea exclama, molhando a mão na pia batismal a seu lado, salpicando o rosto do irmão com a água benta.

—Engraçadinha! – Tommy ironiza, voltando-se para o sogro.

—Relaxe Thomas, o carro em que ela estava vindo quebrou, mas já estão chegando – avisa o padre, sorrindo ao dirigir o olhar em direção a entrada da igreja – Alias, acaba de chegar! – avisa – Em suas posições por favor – ordena, todos obedecendo – Pode ir Malcom – avisa, sinalizando para o grupo de canto começar a tocar a marcha nupcial.

—É meu velho, agora não tem mais jeito! Vai se enforcar de vez! – Jimmy sopra no ouvido do sócio e amigo – Mas relaxa, esse enforcamento vale muitoo a pena!

—Ohh, se vale! – Oliver anui, beijando a mão da esposa, voltando-se, assim como todos na igreja, para a entrada onde Ethan e Maddie surgem trazendo as alianças, puxando a fila de damas de honra formada por Anitta, Max, Caroline e Kendra, todas usando o mesmo modelo de vestido mudando apenas a cor.

Após Kendra entrar (ultima da fila de damas) Caitlin surge de braço dado com Malcom, fazendo Tommy prender a respiração, acompanhando-a com o olhar, descendo para recebe-la.

—Está linda meu amor! – elogia, beijando seu rosto.

—Soube que um certo noivo andou surtando! – declara ela, sorrindo docemente.

—Só um pouquinho! – responde o moreno, ficando de frente para o altar, lado a lado com ela.

—Meus queridos paroquianos, amigos e familiares, é sempre uma alegria celebrar a união de duas pessoas que se amam. Celebrar o amor nestes dias tão turbulentos que vivemos é uma vitória e um sinal de esperança de que as coisas ainda podem dar certo – começa dizer, voltando o olhar para o casal a sua frente – Para mim hoje, de modo especial, a alegria é dobrada afinal não é todo dia que um pai pode ter a honra e o prazer de celebrar o casamento da própria filha! – declara, olhando-os carinhosamente – Quando fui transferido para esta bela cidade, tive a grata surpresa de reencontrar minha filha, longe de nosso convívio, meu e de minha esposa, há alguns anos – relembra – Junto com ela, conheci o homem que pôs o brilho de volta em seu olhar e embora tenha ficado com os dois pés atrás em relação a ele – diz, provocando risos na assembleia – Com a convivência, o passar dos dias, fui aprendendo não apenas a confiar como a respeitar este jovem senhor pai de cinco filhos, três doa quais estão começando a se inquietar na sacristia! – avisa, provocando mais risos, a esposa e Rebeca saindo discretamente – Thomas me surpreendeu de várias maneiras, várias vezes, sempre de forma positiva, por mais que ele tenha pensado o contrário. Aos poucos fui entendendo o porquê de Cait ter-se apaixonado por ele – prossegue – Vê-los juntos, apenas os dois ou junto com os filhos do primeiro casamento de Thomas, nossos netos postiços – pisca para os dois, que sorriem de volta – Me fez ter a certeza de que minha filha havia feito a escolha certa – afirma – Certeza essa confirmada dia após dia, a medida em que nos tornávamos mais íntimos dessa família que enfrentou tantos desafios, que sofreu, magoou e foi magoada, mas que, pelo amor que os une, se reergueu, refez seus laços e hoje pode comemorar não apenas a união desse jovem casal que se ama, mas dela própria como um todo...ganhando o acréscimo de preciosos membros extras! – diz, indicando-os um a um – E acho melhor encurtar meu sermão antes que me emocione e perca a voz...E antes que o trio proteste novamente afinal ainda vamos batiza-los! – avisa, a mão junto a boca como se contasse um segredo, novas risadas sendo ouvidas, dando sequência a cerimonia – Repita depois de mim -pede, pondo o microfone perto da boca de Caitlin – Eu, Caitlin Snow

—Eu Caitlin Snow...

—Te recebo Thomas Merlyn...

—Te recebo, Thomas Merlyn..

—Como meu legitimo esposo e prometo te amar, honrar e respeitar...

—Como meu legitimo esposo e prometo te amar, honrar e respeitar....

—Na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença, todos os dias de nossas vidas...

—Na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença, todos os dias de nossas vidas..

—Agora Thomas, acho que não preciso repetir não é? – indaga, fazendo-o rir

—Eu, Thomas Merlyn, te recebo Caitlin Snow, como minha legitima esposa e prometo te amar, honrar e respeitar na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença todos os dias de nossas vidas..

—Alianças -pede, Ethan entregando-as ao pai – Repita comigo enquanto coloca a aliança no dedo dela – pede, pondo o microfone junto a boca de Tommy, ditando-lhe as palavras...

—Cait, receba esta aliança como um sinal do meu amor e devoção! -Tommy repete, pondo a aliança no dedo de Cait.

—Sua vez filha – indica, sorrindo para ela.

—Tommy, receba esta aliança em sinal do meu amor e devoção – declama, repetindo o gesto dele.

—Pelos poderes investidos a mim pela santa igreja eu os declaro marido e mulher e o que Deus uniu, homem nenhum separe – finaliza – Já pode beijar a noiva...Moderadamente! – aconselha, arrancando novas risadas da assembleia.

Após o termino da cerimônia de casamento, os trigêmeos, já acordados, são trazidos para serem batizados.

—Os noivos convidam a todos para comparecerem a recepção que se realizara nos jardins da casa dos pais do noivo, Malcom e Rebeca – a organizadora convida.

Nos jardins, a festa dupla se estende até a madrugada.

—Então a lua de mel vai mesmo ficar para depois!? – John pergunta, segurando o riso diante da careta de Tommy.

—Não dá para viajar com as crianças e os bebês agora. São muito novos – explica o empresário, girando a garrafa quase vazia no ar.

—Tommy, Diggle perguntou sobre lua de mel, não férias em família! – Barry provoca, tomando-lhe a garrafa seca, pondo uma nova em suas mãos, sentando ao lado da namorada.

—Acontece lesado, que pro Tommy uma coisa vai estar atrelada a outra sempre, com o benefício de não precisar se preocupar em mais bebês virem! – Eddie entra na provocação.

—Se ele tivesse aprendido a contar direitinho, não teria esse tipo de problema, né mesmo maninho? – Thea acrescenta, mandando um beijo para ele.

—Verdade! Hummm, acho que deveria ter posto você naquele colégio militar que seu avô sugeriu Thomas! – Malcom relembra, rindo da expressão de pânico do filho.

—De fato, nada como a boa e velha disciplina militar para fazer os jovens aprenderem tudo direitinho, inclusive a contar! – Padre Snow anui, rindo divertido.

—Gente, vocês não entendem, é que meu amigo aqui odiava as aulas de matemática! Sempre fugia para, que Caitlin não nos ouça, tapa os ouvidos ai padre -Oliver pede – Para namorar. Por isso a dificuldade em contar direito!

—Ainda bem que você não faltou essas aulas amor! – Felicity diz, beijando o marido, que acaricia a barriga já evidente da esposa.

—Ok, em primeiro lugar não esperava isto de vocês dois – Tommy começa dizer, apontando do pai para o sogro – Em segundo lugar, sei contar muito bem! Meu problema, se é que poderia chama-lo assim, é com a biologia: meus espermas só sabem “andar” – faz aspas no ar – Em duplas ou trios! – brinca, fazendo todos na mesa terem uma crise de riso – E por último mas não menos importante, isso é bullying estão me ouvindo? Posso processar vocês todos – ameaça.

—Mas não faria uma coisa dessas porque é um bom garoto que não quer ser excomungado, não é mesmo padre? – Jason afirma, rindo do comentário que o sobrinho faz.

—Até tu Brutus!?! – exclama, causando uma nova crise de riso geral.

—O que está acontecendo por aqui? – Cait pergunta, sentando no colo do marido – Por acaso estão perturbando meu marido?

—Quem? Nós? Perturbando Tommy? -Oliver diz, olhando em volta, puxando o coro – Imagina!!!

Passa da meia noite quando todos se recolhem. A exceção de Sara e Ray, Thea e Eddie, John e Layla, Amanda e o irmão, Jason, Felicity e Oliver, Robert e Moira, os demais convidados bem como os recém-casados e os filhos, pernoitam na mansão da família Merlyn.

“...But if you like causing troble up in hotel rooms;

And if you like having secrtes little redevouz;

If you like to do the things you know that we shouldn’t do;

Baby, I’m perfect;

Baby, I’m perfect fo you....”

—Tommy? O que está fazendo aqui? – Caitlin pergunta, sentando ao lado do marido, pondo, assim como ele, os pés dentro da piscina – Acordei para amamentar e não te vi. O que houve? Está sentindo alguma coisa?

—Nostalgia! – revela o empresário, admirando o rosto da esposa – Lembranças boas e ruins, alegres e tristes que este lugar sempre me traz – admite, tomando um gole de cerveja – Recordações de uma época em que era irresponsável, inconsequente, que adorava desafiar meus limites....Ainda hoje faço isso. As vezes sem perceber ou querer, como quando entrei naquela sala, ou quando me deixei seduzir por Adalind...Quando seduzi você!

—E quem disse que me seduziu? Foi bem o contrário meu filho!! – provoca, empurrando-o com o ombro – Vai negar??

—Humm, vamos considerar um empate então! – exclama Tommy, fazendo uma careta divertida, levantando-se, começando a tirar a roupa.

—O que está fazendo Tommy? – Cait pergunta, surpresa.

—Transgredindo mais algumas regras! – declara, ficando nu, estendendo a mão para a esposa – Vem comigo? – convida.

—Você não tem jeito mesmo não é senhor Merlyn, Thomas! – Cait diz, aceitando a mão, levantando, despindo-se diante do olhar apaixonado do marido – Maluco! – exclama, vendo-o sorrir divertido – E eu devo ser mais maluca do que você por te seguir – declara, abraçando a si mesma ao sentir a brisa da madrugada tocar sua pele exposta.

—E foi exatamente por isso que nos seduzimos mutuamente! – declara o moreno, abraçando-a – Somos dois malucos apaixonados! – afirma, pulando com ela na piscina.

—Louco! Você é louco Tommy Merlyn! – Cait acusa, rindo, envolvendo o pescoço do marido com os braços – Não importa o passado, quer seja o meu ou o seu, ele já passou. Deixou suas lições para guardarmos e aprendermos com nossos erros e acertos... Não importa o futuro porque ele ainda não veio, e quando vier estaremos juntos para enfrentar qualquer desafio.... Importa apenas o presente a seu lado, ao lado de nossos amigos, nossos pais...E nossos cinco filhos! – enumera, lhe dando um selinho – Importa viver esse amor que pode até não ser perfeito, mas é nosso e nos faz feliz!...Amo você Tommy!

—Também te amo Cait! – declaram, beijando-se demoradamente, nadando, rindo e brincando dentro d’água, distraídos, não notando estarem sob os olhares carinhosos dos pais....

“....And if you like midnight drivin whit the windows down;

And if you like going places we can’t even pronouce;

If you like to do whatever you’ve been deraming about;

Baby, you’re perfect;

Baby, you’re perfect;

So let’s start right now!.

Notas finais
ATÉ BREVE.....BJINHOS FLORES!!!