Perfect!
46 O primeiro dia do resto de nossas vidas.
Notas iniciais
Residência Tommy e Cait (domingo, 27/9 – 05:45 a.m)
Caitlin
Desço as escadas apressada seguindo direto para a cozinha onde Tommy já me esperava.
—Pronta? – pergunta assim que entro, a voz abafada pela torrada em sua boca.
—Sim – respondo, segurando e quebrando a parte do pão que ficara fora, separando-a do restante – Esqueceu sua educação Tommy Merlyn? – provoco-o, pondo em minha boca, lhe dando um selinho ao mesmo tempo em que tomava o copo com suco de sua mão – Não se deve falar de boca cheia, lembra?
—E onde que roubar o café da manhã do outro se encaixa em ser educada mesmo? – devolve, arqueando a sobrancelha e rio –Sorte sua que sempre preparo reservas! – exclama, levando outra torrada a boca – Quer outro pedaço? – fala com a boca cheia.
—Adora me provocar não é?- indago, lhe dando um selinho – Vamos? – chamo após beber o suco, passando um pouco de geléia em uma torrada.
—Uhum! – murmura, limpando as mãos, vindo até mim, ajustando o aparelho em meu braço, fazendo o mesmo com o seu – Quer levar água?
—Não, se precisar compramos. Está levando dinheiro? – pergunto seguindo-o para o lado de fora já fazendo meu alongamento.
—Estou – diz, girando o dorso de um lado para o outro, alongando braços e pernas.
—Hum, que bumbum durinho! – elogio, aproveitando que abaixara-se para apertá-lo.
—Cuidado moça, minha esposa é ciumenta! – exclama, me olhando de baixo para cima.
—É mesmo? Eu não! – respondo correndo sem sair do lugar – Vai demorar muito ainda velhinho? – provoco-o.
—Quando voltar te mostro o que o velhinho é capaz de fazer – rebate, erguendo-se.
—Promessas. Só promessas! – devolvo, começando a correr sem lhe dar as costas, mordendo meu lábio e piscando para ele.
—Veremos se ficarei só nas promessas – garante, ajustando os fones de ouvido. Faço o mesmo aguardando que ficasse ao meu lado para só então começar a correr efetivamente junto com ele.
Depois que os bebês nasceram senti a necessidade de me exercitar (coisa que nunca gostei muito, admito) tanto para perder o excesso de peso que ganhei durante a gestação, mesmo não sendo muito, quanto para aliviar as dores em minha coluna.
Dentro do condomínio dispúnhamos de uma academia. Comecei a freqüentá-la com certa regularidade quase sempre na companhia de Sara e Felicity, Oliver, Ray e Tommy unindo-se a nós eventualmente. Mas, o que mais gostava era correr ao ar livre em companhia de meu marido.
Tommy sempre foi adepto da corrida (fora assim que nos conhecemos quando o atropelei) arranjando sempre tempo para fazê-lo quer fosse no início quer fosse ao final do dia mesmo durante o período em que seus horários ficaram malucos por conta do crescimento da companhia que abrira.
No começo tive dificuldade em acompanhá-lo mesmo ele tendo diminuído seu ritmo, mas agora o acompanhava sem problemas. Excerto quando baixava o Usain Bolt e resolve virar velocista. Nestas ocasiões não me faço de rogada: reclamo mesmo. E muito.
Seguimos o percurso habitual saindo do condomínio pela entrada leste, rumando para o calçadão ali perto percorrendo os doze quilômetros dele por completo, parando na metade do caminho de volta em um quiosque que começava a abrir cujo dono já nos conhecia para tomar água de coco, alongando, relaxando e conversando com o proprietário por minutos antes de retomarmos o caminho de volta.
A garoa fina do começo da manhã se transformara em uma chuva grossa e constante com rajadas de vento frias que agitavam o mar aumentando o tamanho das ondas, o que certamente faria Oliver cancelar o passeio no iate.
Uma hora e meia após termos começado, estamos de volta ao condomínio nos aproximando de casa por onde havíamos saída (a cozinha), reduzindo o ritmo gradativamente até pararmos junto a porta entrando na área de serviço para nos enxugarmos antes de adentrar.
Despimos nossas roupas devagar, enrolando-nos em toalhas de banho, pondo tudo no tanque antes de entrar na cozinha.
—Bom dia senhora Logan – cumprimento nossa governanta – As crianças já acordaram? – pergunto enrolando meu cabelo na toalha extra que pegara, Tommy ao meu lado comendo uma banana.
—Ainda não senhora. Acho que a chuva está ajudando a manter todos na cama – comenta – Já tomaram seu dejejum?
—Não. Comemos só um pouco antes da corrida – digo, pegando uma banana – Vamos nos trocar e já descemos – aviso, me encaminhando para a escadaria junto com Tommy.
Fazemos uma pequena parada no quarto dos trigêmeos antes de seguirmos para nosso quarto.
—Mensagem de Oliver. O passeio foi cancelado, como imaginamos -Tommy avisa, me seguindo até o banheiro.
—Seria imprudente não cancelar – pontuo, pendurando a toalha com a qual enxugava o cabelo – Ele já avisou os demais? – pergunto, me voltando para ele, que entrava no box pendurando sua toalha na porta.
—Já – me informa abrindo o chuveiro para regular a temperatura da água – Como quer, mais ou menos quente?
—Fria – peço fazendo-o arquear a sobrancelha – Quente já estou – provoco-o despindo a toalha lentamente – Se não me engano, o senhor meu marido me fez uma promessa antes de sairmos mais cedo – cobro, entrando no box segurando-a a frente do corpo – Mas se estiver muito cansado vou entender – acrescento fazendo minha melhor cara de inocente, o brilho em seu olhar me dizendo que atingira meu objetivo.
—A senhora minha esposa sabe que sempre cumpro minhas promessas – rebate, me puxando para si, a toalha caindo no processo – E nunca estou cansado demais para amar você – garante, me beijando com ardor, os braços em apertando contra seu corpo com força.
Correspondo com a mesma intensidade enroscando meus dedos em seus cabelos, minhas mãos explorando seu corpo sem nenhum pudor, detendo-se em seu membro que começava a ficar duro e ereto. O acaricio lentamente, subindo e descendo, estimulando, pressionando suavemente um gemido rouco escapando de seus lábios ainda colados aos meus fazendo minha própria excitação aumentar.
Inverto nossas posições prensando-o contra a parede, diminuindo o fluxo da água, cessando o beijo. Deslizo minha boca por seu pescoço, descendo para seu peito. Sugo um mamilo prendendo-o entre os dentes por alguns segundos, desenhando o contorno com a língua, ele levando as mãos a meu cabelo tentando me fazer parar. Me esquivo continuando minha descida até alcançar seu membro àquela altura completamente ereto. Apoio minhas mãos em seu quadril cravando as unhas ali a fim de me manter equilibrada enquanto o coloco quase que inteiramente em minha boca sugando levemente, avançando mais um pouco após me acostumar sua presença ali. Apesar de não ser exagerado, Tommy estava acima da média e era mais grosso também, portanto precisava ir com calma para não me cansar, o que aconteceria rapidamente caso fosse “com muita sede ao pote”!
Quando estou com ele praticamente todo em minha boca, sinto o gosto do pré- gozo em minha língua ao mesmo tempo em que Tommy me puxa pelo cabelo retirando-o segundos antes de gozar, o jato atingindo meu peito, misturando-se a água, escorrendo por meu corpo. Desde que engasgara (para minha vergonha!) ao deixá-lo gozar em minha boca uma única vez, sempre que fazemos sexo oral Tommy evita fazê-lo por mais que tenha lhe garantido que o fato não iria se repetir
—Desculpe amor – pede, me ajudando a erguer, provando seu gosto presente em mim quando toma meus lábios novamente – Te machuquei? – pergunta preocupado, interrompendo o beijo.
—Não – garanto, beijando e lambendo o queixo escurecido pela barba rala, tomando a iniciativa de um novo beijo, retomando as caricias.
Após nova inversão de posição, Tommy me ergue do chão e enrosco minhas pernas em sua cintura já me posicionando sobre seu membro gemendo a medida em que se enterra em mim sem pressa, fazendo pequenas pausas, aumentando nosso prazer.
Depois de quatro anos de relacionamento, nos conhecíamos muito bem. Sabíamos o que e como fazer para agradarmos um ao outro durante o sexo. Isto não significava que o ato era menos interessante ou prazeroso. Carícias mais excitantes nas preliminares, novas posições, sempre respeitando os limites de cada um, era algumas coisas que buscávamos para manter acesa a chama muito embora Tommy seja bastante criativo na cama ou fora dela.
Fecho os olhos quando o sinto investir mais forte antes de aumentar o ritmo me fazendo arfar, meu corpo estremecendo anunciando o orgasmo que se aproximava, mas antes de atingi-lo, ele para um segundo, voltando a mover-se antes que possa protestar, estocando mais duas vezes antes de ambos gozarmos quase ao mesmo tempo permanecendo quietos alguns minutos, ele saindo de mim cuidadosamente, me beijando com carinho.
Entre mais caricias, meu marido retribuindo a gentileza, me brindando com uma primorosa performance de sexo oral que me deixa extasiada, terminamos nosso banho.
—Para um velhinho tem fôlego de sobra! – provoco-o deitada em nossa cama afagando seu cabelo, sua cabeça descansando em meu peito, ao notar como respirava mansamente enquanto eu ainda me recuperava, rindo para mim mesma ao escutar sua risada.
—Não posso desapontar minha linda e insaciável esposa – responde, o hálito morno tocando minha pele provocando arrepios.
—Não sou insaciável – rebato, me arrepiando mais ao sentir sua boca deslizando pelo vale entre meus seios inicialmente para logo em seguida tomar posse do esquerdo, sugando a pele, mordendo o bico rijo, prazer e dor mescladas me fazendo arfar.
—Não? – contesta e rio, estapeado sua cabeça.
—Cachorro! – xingo, estapeando-o mais acintosamente, soltando um grito quando ergue o corpo me levando junto, apertando minhas costelas provocando cócegas – Tommy pare! Não! Pare! – peço rindo sem parar, tentando me defender.
—Pai, mãe, o trio acordou! – Ethan comunica batendo na porta – Ah, tio Ollie mandou mensagem avisando que não terá ....Para Caio! – ralha e ouvimos o som do riso sapeca de nosso caçula (ele fora o último a nascer) ecoando no corredor lá fora.
—Já sabemos filho – Tommy se adianta, encolhendo-se quando retribuo as cócegas que me fazia antes –Descemos em um minuto. Leve seus irmãos para baixo e nos esperem – ordena.
—Certo, mas não demorem. A molecada acordou com a pilha toda! – reclama pelo som que escuto presumo que esteja correndo atrás do irmão.
—Melhor irmos antes que Ethan esgane uma das crianças – argumento tentando levantar, Tommy me impedindo.
—Ele sobrevive – diz, me fazendo deitar novamente – Além do mais tenho certeza que Maddie está com eles.
—Mesmo assim não quero demorar – digo, me enroscando em seu corpo, sentindo sua rigidez contra a parte interna de minhas coxas.
—Isso foi uma indireta, amor? – questiona encaixando-se melhor entre minhas pernas.
—Uhum, uhum – nego, colando meus lábios em seu pescoço, amando e sendo amada por meu marido mais uma vez.
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Colégio Saint Andrew (segunda, 28/9 – 09:00 a.m)
Narrador
— Pena que não deu para fazer o passeio ontem, estava contando com ele para ficar a sós com Alexa e tentar ganhar mais terreno – Kelly comenta sentado sobre a mesa, na área externa do colégio, os pés sobre o banco, girando a bola oval nas mãos.
Estavam na hora do intervalo e a maioria dos alunos se espalhava pelas mesas sob a sombra das arvores.
—Quando foi que ela te deu cartaz mesmo? – Jeff, um de seus colegas de sala pergunta de forma provocativa.
—Para seu governo, seca namoro, antes da festa de aniversário dos meus primos nós já estávamos conversando e lá ficamos ok man! – responde, girando a bola novamente.
—Só digo se ficaram se rolou beijo – rebate o garoto arqueando a sobrancelha.
—Rolou – afirma o loiro – Pergunte ao Ethan se não acredita! – exclama, apontando o primo, que se encontrava sentado em um dos bancos apoiando os braços na borda da mesa.
—Ethan não conta porque é seu primo e naturalmente iria te defender – argumenta o ruivo tentando tomar-lhe a bola.
—Há, pouco provável! – Nick opina sem tirar os olhos do celular.
—Está dizendo que ETHAN – diz o nome em voz alta tentando chamar a atenção do mesmo — Não defenderia os primos? – interroga, arqueando uma sobrancelha – Nada a dizer em sua defesa? Jeff inquire, inclinando-se para ver o rosto do amigo.
—Se a mente dele estivesse nessa dimensão até poderia defender-se – Sebastian provoca, seguindo a direção do olhar de Ethan – Como uma é sua irmã, uma é prima e as outras namoradas de seus primos e você não me parece fazer o tipo fura olho, por eliminação, presumo que este olhar se dirija a uma certa morena de rosto angelical e corpo de sereia – diz, o rapaz se voltar rápido para ele,fazendo-o encolher-se – E por este olhar assassino acho que acertei.
—Me corrija se estiver enganado Merlyn, o pai dela detesta o seu não é isso? -Didier, irmão de Sebastian questiona, mas antes que responda Nick chama atenção do primo mostrando-lhe algo no celular.
—Valeu primo, te devo uma – declara o jovem levantando rápido – Ah, antes que esqueça – dá um peteleco em Sebastian– Não é da sua conta para quem estou olhando ou deixando de olhar e pouco me importa quem o pai dela detesta ou não – rebate voltando o olhar para Didier, que ergue as mãos, caminhando a seguir em direção ao grupo de garotas do qual a irmã fazia parte, passando por elas, para surpresa dos amigos.
—Tinha certeza de que iria falar com a Laura – Sebastian comenta coçando a cabeça.
—Sabe, se fosse um de vocês no lugar dele, esse romance morria antes de nascer! – Nick afirma rindo, balançando a cabeça negativamente.
—Isso quer dizer o que mesmo? – questionam Kelly e Sebastian arqueando as sobrancelhas.
—Esqueçam. Es.Que.Çam! – soletra o moreno, voltando a dar atenção ao celular, os outros três trocando olhares confusos.
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Ethan
Passo direto pelo grupo onde Laura e minha irmã estavam fazendo um sinal discreto para que me seguisse.
Aguardo-a junto aos armários no final do corredor perto da escadaria central, começando a subir quando a vejo surgir no início do mesmo.
Sigo direto para o telhado atento para ver ser ela (e apenas ela) estava me seguindo, parando apenas quando chego ao lugar que queria, escorando-me na parede junto a porta, os braços cruzados, esperando-a. Alguns minutos se passam antes que cruze a porta saindo para o telhado.
—Ui! – solta um gritinho discreto quando a puxo pelo braço de encontro a meu corpo, envolvendo-a em meus braços – Ethan, quase me mata de susto! – exclama, dando duas tapinhas em meu braço – Por que me pediu para vir aqui? – questiona, me encarando.
—Em primeiro lugar, acaba de dar mais uma prova do quanto nos entendemos mesmo quando não usamos palavras, o que demonstrar também o quanto combinamos – teorizo, pondo uma mecha solta para trás de sua orelha – Em segundo lugar, te chamei – faço aspas no ar, ela rindo discretamente – Porque queria te mostrar uma coisa, ou melhor, um lugar. Vem comigo – chamo, soltando-a parcialmente, segurando sua mão enquanto a conduzo pelo telhado até uma pequena construção na extremidade oeste do mesmo.
—Que lugar é este? – pergunta assim que entramos, abrindo a boca encantada.
—Uma estufa construída pelos alunos do senhor Stone com a finalidade de...Esquece – decreto sacudindo as mãos – Não interessa porque nem para que eles construíram mas em que irá nos servir – pontuo, conduzindo-a a um recanto nos fundos onde havia um quartinho reservado para guardar material de estudo, sementes entre outras coisas.
—Como assim para que irá nos servir Ethan? – questiona ao entrarmos no lugar, olhando a volta.
—Seguinte: eu quero ficar com você e você quer ficar comigo, correto? – pergunto.
—Sim , mas...
—E nenhum de nós quer que seu pai saiba, por enquanto, para evitar aborrecimentos entre ele e meu pai em especial não e isso? – acrescento a interrompendo.
—Onde está querendo chegar? – questiona levando as mãos a cintura, estreitando os olhos de uma forma graciosa ao me encarar.
—Já te disseram o quanto fica linda quando está desconfiada, a um passo de zangar-se? – questiono, sincero, fazendo-a corar, o que a deixa ainda mais linda – Quero propor que este seja nosso esconderijo, por assim dizer- revelo, direto, vendo seus olhos arregalarem pelo espanto – Espera, não é nada do que está pensando – me apresso dizer, meu subconsciente gritando alto um “Mentiroso”, que não deixa de ser verdade! – Não dá pra você ficar indo lá em casa direto, até porque seu pai não gostaria e iria desconfiar dando motivo suficiente para fazer o que não queremos que faça – prossigo – Não podemos dar bandeira, mais bandeira – me corrijo – Do que demos nos últimos dias sob pena de algum linguarudo comentar em algum lugar ou com alguém que o conheça o que nos levaria ao mesmo resultado de idas sua a minha casa: briga. Portanto... – paro, abrindo os braços – Sugiro que nos encontremos aqui durante a semana, sempre que der obvio – proponho.
—Encontrar aqui? Eu e você? Sozinhos? Pra que mesmo? – questiona, cruzando os braços, me olhando desconfiada.
—Conversar, nos conhecermos melhor...E para isso aqui também – digo, puxando-a para mim novamente, tomando sua boca em um beijo avido, apertando-a em meus braços até fazê-la render-se e corresponder ao beijo.
No começo, controlo minha ansiedade saboreando aqueles lábios doces e macios. Mas todo controle cai por terra quando sinto suas mãos em minha nuca, os dedos enroscando em meu cabelo, massageando, pressionando levemente, as unhas arranhando provocando uma corrente elétrica que se espalha rapidamente.
Aumento a pressão do beijo suspirando quando permite a entrada de minha língua. Exploro o interior macio de sua boca escutando-a gemer rouco, me deixando ainda mais excitado. Prendo seu corpo contra a parede colando o meu imediatamente, uma perna pressionando as suas, abrindo-as, fazendo o contato ficar mais próximo.
Faço minhas mãos passearem por sobre sua roupa, apalpando-a em pontos sensíveis enquanto continuamos a nos beijar, pousando uma sobre seu seio esquerdo, apertando-o, sentindo a rigidez do bico por sob o tecido contra a palma.
—Melhor pararmos – pede, afastando-me delicadamente, cessando o beijo.
—Certo – concordo, me afastando um pouco mais, dando espaço para que se recomponha – O que me diz? – pergunto fazendo-a erguer os olhos para mim.
—Sobre? – questiona, confusa.
—Sobre fazermos desse lugar nosso esconderijo – relembro fazendo aspas no ar, aguardando, tenso, sua resposta.
—Pra que exatamente Ethan? – pergunta, mordendo o lábio insegura.
—Pra podermos nos ver, conversar, nos conhecermos melhor sem o risco de alguém dar com a língua nos dentes na frente de seu pai já que você freqüentar abertamente minha casa, por enquanto, está fora de cogitação – argumento.
—Por que não? Nunca tive problemas quando disse que iria até lá – contesta, cruzando os braços.
—Com sua mãe, não com seu pai até onde sei ou ele sabe que vai a minha casa ocasionalmente? – interrogo, ela negando.
—Se ele sonhar que dormir lá no final de semana me tranca em uma cela e joga a chave fora! – exclama, enrugando o nariz em uma careta.
—Então. Nós dois queremos ficar, ou me enganei? – quero saber.
—Não, eu quero. Mas não assim, escondido, ainda mais no telhado do colégio – protesta.
—Também não queria que fosse assim. Preferia mil vezes poder te abraçar e beijar na frente de todos como fiz no final de semana, como fizemos a pouco – lembro fazendo-a corar – Sabia que fica ainda mais linda quando fica encabulada!? – elogio, trazendo-a para meus braços novamente, beijando a ponta de seu nariz – Nós dois sabemos que se fizer isto em publico e chegar aos ouvidos de seu pai...
—O que certamente vai acontecer – afirma.
—Teremos problemas e não apenas nós, mas meus pais e sua mãe. Não quero isso – digo, escutando o sinal avisando o termino do intervalo – Então, você concorda? – reitero.
—Não sei Ethan. Preciso pensar – diz, fazendo menção de sair.
—Por quê? – interrogo, barrando sua passagem.
—Porque tenho medo de não conseguir me controlar e ceder aos meus desejos e honestamente não sei se estou pronta pra transar ainda mais em uma estufa, encostada a uma parede, entre o intervalo das aulas, sem o mínimo de conforto e calma para uma primeira vez! – desabafa de um fôlego só me encarando, o rosto vermelho como um pimentão, passando por mim apressadamente, me deixando sem ação por alguns minutos.
—É um bom argumento – murmuro, sacudindo a cabeça antes de me voltar e sair.
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Residência Tommy e Cait (19:20 p.m)
Narrador
Sentada sobre o gramado no jardim junto a piscina, Caitlin brinca com os filhos juntamente com Maddie, Ethan e Connor sentados em cadeiras próximas observando-as.
—Então ela rejeitou a idéia? – Connor pergunta, desviando os olhos da namorada por um segundo – O que esperava? Que dissesse sim e pulasse em seu pescoço? Considere-se com sorte por não ter levado uma bofetada monumental! – diz, rindo da careta que o rapaz faz.
—Ta, pensei que toparia sim. Parte por causa daquele lance de romance proibido estilo Romeu e Julieta, sabe como é? – insinua, encarando o outro.
—Sei não já que não tive esse tipo de problema quando comecei a namorar sua irmã, mesmo seu pai e avôs querendo comer meu fígado com cebola! – relembra o rapaz, fazendo-o gargalhar.
—Verdade – anui Ethan, ficando serio – Ela é virgem! – exclama, voltando o rosto ao escutar a voz do pai, que chegava pelo lado oposto ao que se encontravam sendo recebido pelos irmãos que se jogam sobre ele.
—Por que o espanto? – Connor pergunta, endireitando-se na cadeira – Laura recebeu o mesmo tipo de educação que sua irmã tenha certeza – frisa.
—Eu sei – anui, suspirando – Mas ela está fim de ficar comigo tanto estou a fim dela...
—Ethan, disse isso no sábado e repito mesmo correndo o risco de te irritar: se está a fim de se divertir, de transar, procura outra menina. Laura , por diversos motivos que não preciso citar, não é a garota ideal para isto – reafirma.
—Olha, o senhor certinho dividi as garotas em grupos: as que servem pra ficar, pra transar, e as que servem pra casar! – ironiza.
—Não sou eu que faço essa divisão, ela existe desde que o mundo é mundo, como diz minha avó, e não sou hipócrita em fingir que as coisas mudaram – rebate o jovem – Infelizmente algumas vezes as próprias garotas reforçam essa idéia. Sempre que namorei uma garota foi pra valer, foi sério. Nunca namorei nenhuma só pra conseguir transar, minto, houve uma única vez que fiz isso – corrige-se.
—Que bom saber que é normal e não o super homem – brinca, rindo da expressão zangada do outro – Relaxa Connor, não foi uma critica. Reconheço que não tive nenhum relacionamento sério até hoje. Mas também nunca me apaixonei antes.
—Está dizendo que está apaixonado por ela? – pergunta incrédulo.
—Não sei. Honestamente não sei – admite o rapaz, voltando atenção para os pais – Até voltarmos para Starling meu pai não se prendia a ninguém. Olhando para trás vejo que nem mesmo Helena iria conseguir fazer o que Cait conseguiu muito embora o tenha feito sossegar por um tempo. Perdi a conta de quantas garotas passaram pela cama dele até ela aparecer – relembra – Não estou querendo dizer que é culpado por algo ou o condeno por isso. Como você acabou de dizer, algumas garotas reforçam essa idéia arcaica que citou – faz uma pausa, suspirando – Mas encontrar o que ele encontrou, ter o que ele tem com ela...É um em um milhão! – exclama, voltando o rosto para o amigo – Tem noção do quanto é sortudo? – questiona.
—Tenho – afirma o rapaz, um sorriso iluminando sua face – E acho que pode ter também, basta saber esperar – Connor afirma, levantando-se – Quem sabe já não tenha – insinua, piscando antes de ir juntar-se a namorada, que lhe estendia a mão convidando-o a acompanhá-la.
—É, quem sabe – pondera o jovem observando os dois casais que se moviam no ritmo da balada que começara a tocar no radio ligado ali perto, erguendo-se, indo até o mesmo, aumentando o volume enquanto continua a olhá-los.
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Tommy
Deixo o carro na garagem e me dirijo aos jardins da piscina onde avistara, ao passar, Cait com nossos filhos, os cinco, além do namorado de Maddie, Connor.
Admito: estava olhando o rapaz com outros olhos depois de escutar a bela declaração que fizera na madrugada. Era reconfortante saber que levava a relação com minha filha a sério após três anos (e algumas brigas e separações temporárias). Tenho que reconhecer também que estava sendo uma boa influencia sobre Ethan.
—Querida, cheguei! – anuncio em tom de brincadeira, chamando atenção de Cait e Maddie, fazendo os trigêmeos largarem os brinquedos correndo em minha direção, pulando sobre mim ao mesmo tempo.
—Papai! – gritam juntos, pendurando-se em meu pescoço quando me agacho ficando ao alcance de suas mãozinhas.
—Olá meus anjinhos! Como Estão? Brincaram muito na escola hoje? – pergunto, eles falando ao mesmo tempo, me deixando alegremente confuso – Ok, não entendi metade do que disseram, mas ta valendo – brinco, erguendo-me, recebendo o beijo de boas vindas de minha esposa – Humm, melhor momento do dia! – exclamo.
—Sério que usou o bordão da família dinossauro? – indaga, rindo divertida ao me ver confirmar – Isso faz de mim a Fran e de você o Dino! – brinca, envolvendo meu pescoço com os braços.
—Não, somos melhores que eles – digo fazendo-a franzir o cenho – Eles só tem três filhos. Nós temos cinco! – exclamo, piscando ambas sobrancelhas, fazendo ela e Maddie rirem.
—Dino? – Bia ergue seu rostinho no encarando confusa.
—Não é a mamãe! – respondo imitando o Baby, os três atirando-se na grama com as mãos na barriga rindo alto.
—Você não tem jeito mesmo não é? – Cait ralha, balançando a cabeça negativamente.
—Por isso me ama tanto – afirmo, convencido, aguçando meus ouvidos atento a melodia que começara a tocar, seguindo-a –“ I found a Love for me... estico meu braço afastando-a um pouco.
—Tommy não! – protesta, seu riso a contradizendo .
—Sim! – respondo, prosseguindo – “...Darling, just dive right in and follow my lead...a puxo de encontro a meu corpo envolvendo sua cintura, ela pondo os braços em meu pescoço...Well, I found a girl, beautiful and sweet , oh I never knew you were the someone waiting for me... pelo canto do olho percebo quando Maddie convida o namorado a se juntar a nós, os dois nos acompanhando .....’Cause They just were kids, when fell in Love not knowing what it was...
—Mas agora já sabem – Cait diz – Assim como nós! – exclama, esfregando seu nariz contra o meu em um beijo de esquimó.
—Sabem mesmo não é!? – indago, retribuindo o gesto, pegando-a de surpresa ao girá-la durante o refrão da canção, puxando-a de forma a ficar de costas para mim inclinando nossos corpos levemente antes de voltar a seguir a canção, cantando junto a seu ouvido... Well I found a woman, stronger than anyone I know; She shares my dreams, I hope someday I’ll share her home… giro-a novamente fazendo-a ficar de frente para mim, nossos olhares unidos …. “ I found a love, to carry more than just my secrets; To carry love, to carry children our own; We are still kids, but we’re so in love; Fighting against all odds; I know we’ll be alright this time, Darling, just my hand; Be my girl, I’ll be your man, I see my future in your eyes…
—Eu vejo o mesmo! – afirma, me beijando enquanto seguimos dançando, nossos filhos a volta fazendo o mesmo, rindo e cantando ....
“....Baby, I’m dancing in the dark;
With you between my arms;
Barefoot on the grass;
Listening to our favorite song;
When I saw you in that dress;
Looking so beautiful;
I don’t deserve, this darling;
You look perfect tonight;
Baby, I’m dancing in the dark;
With you between my arms;
Barefoot on the grass;
Listening our favorite song;
I have faith in what I see;
Now I know I have met an angel in person;
And she looks perfect, no I don’t deserve this;
You look perfect tonight”
Perfect
Ed Sheeran
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