Perfect!

48 Não brinque com fogo! (II - Mais perto de se queimar)


Notas iniciais
Olá flores lindas! De volta para mais um capítulo. Segunda parte da trilogia focada em nossas garotas. Maddie mostra um pouco de sua personalidade e força além da paixão e zelo que tem pela família. Vamos invadir um pouco do universo dessa senhorita que está ainda mais perto do fogo...Mais perto de se queimar! Grata por todas as rewiwes passadas...More rewiews, pleasee!!... Boa leitura...Bjinhos flores. P.S 1- Mais uma baladinha de Sandy e Júnior (estou meio saudosa dos tempos bobos ultimamente!). P.S 2- Ainda não tinha imaginado um rosto pro Connor aqui, confesso. Tudo que sabia era que teria que ser alguém que fizesse lembrar o Tommy. Mas depois que vi no insta do Colin uma foto dele com a idade aproximada dos personagens não teve como não ser o Robin Amell. O Colin era a cara dele quando jovem!!

“There will be those times we fight back tears;

And there will be those times when we get scared;

As long as we’re together we’ll get there;

Cause love never fails, love never fails;

I have all that I need so much so I feel week;

Cause the love that we have never ending;

All the moments we make, are too precious to waste;

In a world that is forever changing;

I wouldn’t change you for anything;

I will be forever loving you…”

Love Never Fails

Sandy & Júnior

Residência Tommy e Cait (quinta, 15/10 – 18:40 p.m)

Maddie

Durante todo o caminho do Belly até em casa observo meu irmão.

Na maior parte do tempo está calado, um sorriso bobo no rosto, o que me dá a certeza de que, em algum momento, esteve com Laura. Muito provavelmente aproveitou ter saído para ligar para nossa mãe e de alguma forma se viram longe de nossos olhares. Aquela desculpa pra lá de esfarrapada que ela nos dera para justificar sua demora no banheiro não me enganou por um minuto sequer!

Não era contraria ao namoro dos dois. Gosto muito dela. É inteligente, sensível, tranqüila, além de muito bonita, exatamente o que meu irmão precisa para se aquietar de uma vez por todas (ou pelo menos por um bom tempo). O problema é que não sei se é isto que ele deseja.

Quando o pressionei ao notar seu interesse por ela, me garantiu que estava pensando (só pensando!) em, abre aspas: “Namorar a sério, pra valer, desta vez!” – fecha aspas.

Só que até hoje o sério para Ethan envolve sexo e caso isto acontecesse entre os dois traria tantos problemas, mas tantos problemas que só em imaginar minha cabeça dói. E gravidez nem era o principal dele até porque sempre tomava cuidado. Em nenhuma vez que fez sexo com alguma garota deixou de usar preservativo. Os problemas em se envolver com ela eram outros.

Pra começar, Laura, assim como eu, era virgem. Não que estivesse se guardando para o príncipe encantado, mas só queria se entregar quando tivesse certeza de estar pronta, de preferência para alguém por quem estivesse apaixonada pois mesmo que não continuassem juntos depois não iria se arrepender por tê-lo feito. Apesar de romântica não era boba. Sabia que era bonita, que despertava desejo em vários garotos (alguns antes de meu irmão já haviam tentado a sorte com ela) e que em sua esmagadora maioria os garotos só queriam uma coisa: transar! E meu irmão não era uma exceção, sabia disso tanto quanto eu.

Por conta disto, tive uma conversa com Ethan após nossa festa de aniversario, já que ficara claro para quem os viu na piscina que estava rolando algo entre eles, a fim de saber qual era o interesse dele nela (além do obvio). Nessa conversa o fiz prometer manter distância por um tempo no qual ele aproveitaria para avaliar o que estava sentindo (já que afirmava não saber direito) antes de partir para a conquista (se é que ainda precisava conquistá-la!).

No fundo tinha esperança de que desistisse dela e quase acreditei que isso havia acontecido visto que se manteve realmente distante por um tempo surpreendente em se tratando dele: três semanas!

Só que agora, ao que tudo indicava, as coisas tinham esquentado entre eles novamente. E muito.

—Maddie! — Ethan chama de forma nada delicada em meu ouvido, assustando-me.

—Ai! Tá maluco garoto? Ou só querendo me deixar surda? – reclamo, estapeando-o com uma mão enquanto a outra massageia meu ouvido.

—Só se for para te deixar mais surda! Faz uns cinco minutos que te chamamos e não sai do lugar. Pensei que tinha dormido de olho aberto outra vez! –me provoca, escapando do beliscão que preparava e só então me dou conta de que o carro parara e havíamos chegado em casa.

Desço do carro com o rosto vermelho de raiva e vergonha.

_Podia ter me avisado que chegamos não podia!? –bufo ao passar por Connor, que tirava Hannah da minivan.

—Eu tentei amor, mas estava tão distraída que não me ouviu – justifica-se, pondo minha irmã no chão.

—Pois tentasse novamente! – rebato, lhe dando as costas, as mãos nos bolsos da calça, caminhando para dentro de casa sem esperá-lo.

—Maddie! – escuto-o chamar, mas não estou nem ai. Na verdade queria mesmo era alcançar meu irmão antes que sumisse de vista.

—Ethan, espera, quero falar com você – chamo ao vê-lo subir as escadas pulando de dois em dois degraus segurando Caio pelos braços, erguendo-o vez ou outra, o fazendo soltar gritinhos de alegria – Ethan! – chamo ao notar que não vai parar – Idiota! – xingo, subindo as escadas apressada, vendo pelo canto do olho mamãe e Connor conversando, ele erguendo as mãos ao olhar em minha direção.

Sigo pelo corredor alcançando meu irmão gêmeo quando entrava em seu quarto depois de deixar nosso irmão caçula com a babá.

—Não me escutou chamar? – questiono, impedindo-o de fechar a porta.

—Escutei, mas como já sei o teor de sua conversa e não estou nem um pouco a fim de discutir sobre isso com você...

—Isso a que se refere é Laura Palmer por acaso? – o corto, sentando na cama sem esperar ser convidada – Estavam se pegando lá no Belly não estavam? Não cumpriu o que me prometeu Ethan. Disse que ia dar espaço para ela, que não ia pressioná-la – cobro.

—E dei. Por quase um mês não me aproximei dela fora ou dentro do colégio excerto quando estávamos em grupo ou quando fizemos dupla na aula no laboratório. Afora isto não cheguei perto dela, até porque ela mesma deixou claro que não estava pra brincadeira – revela e me pergunto quando isso aconteceu – Só que não dá Maddie, simplesmente não dá! – diz, despindo a camisa, enrolando-a e atirando no cesto de roupa suja como se fosse uma bola de basquete (mania que sempre me irritou) – Eu gosto dela, estou a fim de ficar com ela e não me pergunta se a amo porque honestamente não sei dizer! – desabafa de um fôlego só, parando de frente pra mim com as mãos na cintura – E se quer saber, ela sente o mesmo – acrescenta.

— Daria pra não sentir? – questiono cruzando os braços no momento em que Connor para a porta, recostando-se no batente – Se foi pra cima dela do jeito que sabe muito bem fazer quando quer conquistar uma garota, daria para ela dizer não?

—Daria sim – rebate – Saiba que ela já me deu um sonoro e redondo Não. Se não acredita pode perguntar pro seu namorido ai! – aponta Connor.

—Opa, me inclua fora dessa, cunhado. Já tomei patada sem mesmo saber por quê...

—E vai tomar outra sabendo o porquê se não me disser por que ele disse isto!! – alerto, o dedo em riste em sua direção.

—Ethan apronta e eu levo bronca? Sério? – pergunta, me encarando, suspirando fundo antes de responder – Seu irmão propôs encontrarem-se às escondidas e ela não aceitou – revela, desencostando-se, fazendo menção de sair.

—Aonde pensa que vai? – questiono fazendo-o estancar.

—Embora, o que acha – responde, parando ao dar de cara com mamãe.

—Pensei que jantaria conosco Connor – pergunta, olhando de mim para ele e depois para Ethan – O que está acontecendo aqui? – pergunta, desconfiada.

—Ethan está se pegando com Laura Palmer, Connor sabia e não me contou porque essa maldita confraria masculina quando se une não dá importância a nada nem ninguém, é isto que está havendo! – esbravejo, levantando – E se quiser ir embora vá! – bufo ao passar por Connor, esbarrando em seu ombro.

—Talvez eu vá mesmo! – escuto-o dizer antes de bater a porta de meu quarto com violência, me atirando sobre o colchão, irada, socando a almofada em forma de coração que ele me presenteara antes de abraçar a mesma – Maddie! – ouço-o chamar do lado de fora, dando uma leve batida na porta – Maddie – chama mais uma vez diante de meu silencio – Ok – diz alguns minutos depois me fazendo dar um salto da cama, abrindo a porta a tempo de vê-lo na metade do corredor.

—Connor – chamo, fazendo-o estancar e voltar-se para mim – Desculpa! – peço recostada no batente, estendendo o braço com a mão aberta em sua direção, inclinando a cabeça levemente, sorrindo.

—E ainda reclama de seu irmão! – exclama, vindo até mim, aceitando a mão estendida – Faz tanto charme quanto ele quando quer me convencer ou me conquistar – compara, envolvendo minha cintura, me puxando para si, me beijando demoradamente.

—Boa noite Connor, Maddie – a voz de meu pai nos faz cessar o beijo, sem nos separarmos, voltando nossos rostos para vê-lo tentando andar com os trigêmeos pendurados nele, mamãe e a babá alguns passos atrás.

—Boa noite pai – respondo, rindo divertida.

—Boa noite senhor. Quer uma ajuda aí? – Connor se oferece, rindo junto comigo.

—Não, obrigado. Daqui a pouco esses agarradinhos aqui me largam – garante ele, rindo, seguindo para seu quarto.

—Falei com Ethan. Ele me garantiu que irá devagar com a Laura, se servir de consolo – mamãe diz, parando a nosso lado, a babá continuando em frente – Maddie, sei que sua preocupação é válida, mas tenha um pouco de paciência com seu irmão. Ethan pareceu-me ter interesse real nela. Sabemos o que isto significa, portanto precisamos nos preparar para o que virá pela frente quando Ronald descobrir. Faça as pazes com seu irmão, por favor – pede.

—Cait, uma ajudinha aqui seria bem-vinda! — papai pede de dentro do quarto.

—Já basta o que seu pai irá fazer quando souber o que está acontecendo. Ande, faça as pazes com ele – reitera, beijando meu rosto antes de atendê-lo.

—Sua mãe tem razão baby. Ethan parece realmente interessado na Laura. Pra ser sincero, acho que está apaixonado por ela. Quanta vez antes deu ouvidos ao que você pedia? Até mesmo a mim escutou quando pedi para ir com calma – Connor lembra – E vamos admitir: ele manteve distância, não tentou seduzi-la em momento algum nas últimas três semanas, nem saiu por ai com outras garotas só porque ela não aceitou a principio, o que tinha proposto.

—Ok, você venceu! – exclamo, puxando-o pela mão de volta ao quarto de meu irmão – Ethan desculpa. Acho que exagerei um pouco – peço assim que entramos.

—Acha que exagerou? Maddie quase brigou com seu namorido por causa disto – rebate, abrindo as portas de seu guarda roupas – Olha só, se vai ficar mais tranqüila prometo que vou devagar, ok?

—Não vou, mas agradeço assim mesmo – digo fazendo Connor sentar na cama, sentando no colo dele – Na verdade, apesar de me preocupar com a Laura, meu maior receio é com a reação do pai dela. Sabe o quanto ele odeia nosso pai.

—Porque acha que não estamos nos expondo? – Ethan pergunta, jogando a bermuda e a camiseta que escolhera sobre a cama.

—Uma dica: se não querem expor-se, não deveria deixar tão evidente que está a fim dela como fez hoje a tarde tanto no colégio quanto na lanchonete – Connor aconselha, acariciando meu braço – Até um cego conseguia notar o climão entre vocês.

—É eu sei que vacilei, mas não deu pra segurar. Cara estava com muita vontade de abraçá-la e beijá-la! – exclama, olhando de mim para ele – Sabem como é isso não sabem? Quer dizer, quando brigam e passam uns tempos afastados, quando fazem as pazes... Quer dizer, é isto que sentem né? – questiona.

—Tá querendo dizer que a ama? – Connor pergunta.

—Ia perguntar o mesmo – digo, inclinando o rosto, lhe dando um selinho – A pouco me disse que não tinha certeza do que sentia, agora...

—Agora continuo não sabendo o que sinto, por isso estou querendo saber como é com vocês para ter um parâmetro, uma comparação, entende? – questiona meu irmão, apoiando-se na parede a suas costas – Assim ,sei que não é igual pra todo mundo, ou pelo menos acho que não seja – acrescenta, passando a mão pelo queixo.

—Só de estar confuso com o que sente já é sinal de que não é apenas tesão maninho – afirmo – O que me deixa ainda mais preocupada. Ethan, Ronnie Palmer vai quere te esganar, no mínimo, quando descobrir, porque não se engane, mais cedo ou mais tarde ele vai descobrir – alerto.

—Sei disso Maddie, mas o que posso fazer? Gosto dela – rebate, franzindo o nariz numa careta engraçada – Pior é que ele não ficara fulo apenas comigo, mas com ela, com a mãe dela e com certeza com papai e mamãe também.

—Pior: pode acusar seu pai de ter instruído você a seduzir a filha dele por vingança mesmo não existindo um motivo para isto e se existisse certamente não o faria – Connor pondera – Pra ser sincero, nunca entendi essa raiva toda que sente do senhor Thomas.

—Nós também não amor, e não é raiva, é ódio mesmo. Declarado – garanto – O estranho é que as justificativas não me convencem. Sei que foi excluído do grupo do qual papai, tio Oliver e outros faziam parte quando mudou com a família para Starling ao passo que o irmão não –lembro.

—E que ficou fulo quando retornou e descobriu que Cait e papai estavam juntos – Ethan completa.

—Mesmo assim não vejo motivo para tanto – reitero – Que tenha ficado magoado por ter sido excluído, que tenha transferido a raiva que sentia de Cait pelo fez com ele anos atrás para o pai, não digo que acho normal, mas sei lá, na forma torta dele pensar faça sentido — teorizo, saindo do colo de meu namorado – Mas por quantos anos papai ficou longe da cidade enquanto ele continuou aqui? E quando o pai e Cait começaram a namorar ele nem sonhava retornar a cidade, e mesmo assim ela o dispensou há anos. Será que guarda tanto rancor assim por tão pouco? Porque a cara de satisfação quando foi até a casa de vovó e vovô Snow aquela tarde contar que o avião em que papai viajava havia caído sem importa-se comigo e Ethan foi algo horrível.

—E o prazer que parecia sentir em afirmar não haver sobreviventes? – Ethan lembra, sacudindo a cabeça negativamente – Não sei com a mãe da Laura agüentou aquele cara por tanto tempo.

—Mas não agüentou. Quando vieram morar em Starling já estavam em processo de separação lembra? – pergunto – Ela havia pedido o divorcio e ele que pediu uma segunda chance.

—Verdade – anui meu irmão – Ai deu cara com a ex noiva namorando seu inimigo e ferrou tudo de vez!

—Se fosse uma mulher diria que é paixão não correspondida!! – Connor brinca, ele e Ethan rindo divertidos – Estou brincando, amor. Sei que seu pai não joga nesse time – justifica-se ao me ver séria.

—E se estiver certo? – interrogo, olhando-o – E se Ronnie Palmer for gay não assumido?

—Porra, era só o que me faltava! –Ethan deixa escapar.

—Olha a boca garoto – admoesto-o, atirando o travesseiro contra ele.

—Explicaria essa obsessão dele em relação ao seu pai – Connor pondera – E também porque não deu certo com a mãe da Laura. Pode tentado esquecer o que sentia pelo senhor Merlyn com ela...

—Mas não conseguiu e voltou para Starling, só que meu pai estava com nossa mãe biológica – Ethan prossegue vindo até nós – E ai depois que ela morreu o pai foi embora só voltando doze anos depois quando ele, Ronnie, estava fora da cidade e quando decide retorna encontra nosso pai com a ex noiva dele feliz da vida enquanto ele continua amargando sua dor de cotovelo – delira meu irmão.

—Menos Ethan, menos – peço, fazendo sinal com as mãos – É só uma teoria. Não a leve a sério.

—O que mais pode ser Maddie? Você mesma disse ser estranho todo esse rancor que sente do papai – lembra.

—Sei o que disse, mas vamos com calma ok. Um problema por vez. Primeiro temos que evitar que ele te mate quando descobrir que está de rolo com a filha dele, depois vemos o resto – argumento.

—E teremos como descobrir se nossa teoria é verdadeira sem levantar suspeitas ou irritá-lo ainda mais? – Connor pergunta.

—Pensamos nisso depois, agora quero tomar um banho e jantar. Estou morta de fome! – declaro, levantando.

—Depois daquele lanche caprichado ainda tem fome amor? – pergunta, surpreso.

—Lógico! Sanduíche e batata frita não substitui a comida de Ava nem de longe – digo, puxando-o pela mão.

—Agora pergunta pra onde vai toda essa comida já que não engorda uma grama sequer! É magra de ruim essa ai – Ethan me provoca e o estapeio.

—Idiota! Devia deixar o pai da Laura te esfolar, só assim me livrava de você – ameaço, ele segurando minhas mãos, me puxando para um de seus abraços de urso – Para Ethan, sabe que não gosto quando faz isso!

—Ah, do abraço de seu irmão não gosta né, mas do namorido faz questão! – rebate, impedindo Connor de se aproximar com uma perna – Sai fora, a irmã é só minha! – declara, tentando acertar meu namorado.

—Para Ethan, vou morder seu braço – ameaço, rindo quando começa a fazer cócegas – Para! Para! – ralho tentando me libertar, acabando por fazer a toalha em sua cintura cair no exato momento em que a babá dos gêmeos, Karina, aparece na porta.

—Senhorita...Ah meu Deus! – exclama a garota, dando as costas rapidamente – Sua mãe pediu para avisar que descera em vinte minutos para o jantar. Estou levando as crianças – avisa.

—Obrigada Ka, já descemos – digo, soltando-me, puxando Connor pela mão enquanto Ethan pega a toalha – Saiam da frente pestinhas lindas! – ordeno ao ver nossos irmãos vindo em nossa direção.

—Não vai janta? – Bia pergunta, esticando o pescoço para dentro do quarto de Ethan, que já tinha se enfiado no banheiro.

—Vamos sim. Desçam com a Karina que já, já chegamos lá embaixo – asseguro fechando a porta do quarto – Vão, vão – digo, tangendo-os com as mãos, os três rido enquanto correm pelo corredor deixando a babá de cabelo em pé – Sem correr ou falo pros pais e vão ficar de castigo – admoesto fazendo-os brecarem na mesma hora, aguardando Karina segurar-lhes as mãos.

—Basta falar a palavra castigo e pronto. Viram anjinhos – ouço Connor dizer.

—Anjinhos? Sei! – rio, segurando sua mão, retornando a meu quarto com ele.

—Melhor não fechar a porta Maddie, seu pai pode ficar chateado – aconselha, me abraçando de volta quando o faço.

—Meu pai vai estar ocupado pela próxima meia hora, portanto podemos namorar a vontade – afirmo, roubando um beijo.

—Ele disse vinte minutos amor – corrige-me, fechando os olhos quando beijo seu pescoço – Maddie...

—Te garanto que temos meia hora – reafirmo, afastando-me o suficiente para tirar a roupa ficando apenas de calcinha e sutiã – Toma banho comigo? – convido, lhe dando as costas, soltando o fecho.

—Não sei se é uma boa idéia – pondera, me seguindo mesmo assim.

—Por quê? Não seria a primeira vez que tomamos banho juntos – lembro, me voltando para ele, abraçando-o, sentindo sua ereção evidente.

—Maddie, eu...

—Connor, não quero tomar banho sozinha – digo, fazendo bico, desabotoando sua camisa devagar.

—Como espera que me comporte desse jeito? – reclama, deixando-me retirá-la, o contato de nossas peles me arrepiando inteira, descendo os lábio por meu pescoço lentamente, detendo-se na clavícula, mordendo.

Fecho os olhos enroscando meus dedos em seu cabelo, suspirando a medida em que avança em direção a meus seios, gemendo quando toma um em sua boca, sugando o mamilo, desenhando o contorno com a língua.

A primeira vez em que ficamos seminus juntos foi estranho, me senti constrangida e envergonhada. Não havíamos planejado nada. Estávamos na casa de campo de vovô Merlyn, tínhamos acabado de voltar de um passeio a cavalo e subimos para um banho.

Quando entrei no banheiro de meu quarto descobri que o chuveiro quebrara então me enrolei em uma toalha e fui até o dele pedir-lhe para tomar banho antes dele. Entrei sem bater no momento em que tirava a jeans ficando de cueca. Confesso que corei até a raiz do cabelo, que pensei em girar nos calcanhares e bater em retirada mas tudo que consegui fazer foi ficar parada admirando-o, ele paralisado, me encarando surpreso.

Engraçado, nos víamos em roupas menores, biquíni e sunga, diversas vezes, mas aquela tarde foi como se o visse pela primeira vez. Quando disse meu nome, a voz saindo rouca, me aproximei rápido, deixando a toalha cair ao chão. Nos beijamos com ardor e quando dei por mim estávamos deitados na cama trocando caricias. Detalhe: a porta ficara aberta, o que impediu que continuássemos, os grito das crianças subindo as escadas nos fizera voltar ao juízo.

Daquele dia em diante, após conversarmos, sempre que possível nos encontramos como fazíamos agora.

Evidente que contei para meus pais. Não escondia nada deles mesmo sabendo que papai surtaria (o que obvio aconteceu), mas acabei por convencer a ambos que era melhor que acontecesse dentro de minha casa, ou na dele, do que em um beco, no banco de trás de um carro, por exemplo, muito embora não tivéssemos intenção de ir até o fim (transar mesmo) tão cedo.

Papai me fez prometer que não transaria a menos que me sentisse pronta, que não me deixaria levar pela vontade de Connor , etc e tal. Na hora admito não ter entendido bem. Mas depois, com o passar do tempo compreendi.

Minha lembranças são cortadas quando sinto suas mãos segurando e apertando minha bunda por sob a calcinha. Esse geralmente era o sinal de estava perdendo o controle e se não interferisse provavelmente não iria parar até termos transado.

Com gentileza me afasto, segurando suas mãos, fazendo-o me acompanhar até o banheiro. Lá dentro, o ajudo a despir a jeans ficando apenas com a box branca.

Viro de costas entrando no boxer, Connor logo atrás. Ligo a ducha deixando a água morna escorrer por meu corpo, ciente que quando ambos estivéssemos molhados as peças iriam ficar grudadas e transparentes deixando pouco ou nada de espaço para imaginação.

Me arrepio quando sinto as mãos de Connor em minhas costas, descendo até alcançarem a cintura, apertando, envolvendo, me puxando para si, sua ereção ainda mais pronunciada tocando minha cintura. Inquietas, suas mãos sobem para meus seios, apertando-os enquanto beija meu pescoço lenta e sensualmente. Me pergunto com quantas garotas teria feito o mesmo nas vezes em que nos separamos. Sabia de pelo menos duas de seu circulo de amizades que não hesitariam em ir para a cama com ele se assim desejasse. Agora uma mão descia por meu ventre detendo-se no cós da calcinha insinuando-se para dentro da peça, parando, voltando a avançar quando não a detenho.

Apesar de não me sentir pronta para transar, queria conhecer sensações novas, saber como seria ser tocada por ele já que nunca antes ficamos assim, tão... Íntimos. Nunca fiquei completamente nua a sua frente, o mesmo acontecendo com ele. Sempre ficamos nus apenas da cintura para cima e nada mais. Trocamos carícias, beijos ousados, conheço o prazer que seu toque, sua boca me dão quando tomam meus seios, mas confesso: venho querendo avançar um pouco mais. O problema é saber se conseguiríamos parar antes de...

—Hummm! – gemo alto, interrompendo meus pensamentos ao sentir sua mão sobre meu sexo, os dedos estimulando o clitóris, forçando-me de encontro a seu membro duro por sob a box – Connor! – sussurro arqueando meu corpo, mexendo o quadril, jogando os braços para trás, envolvendo seu pescoço ao mesmo tempo em que viro o rosto de lado entreabrindo os lábios num convite mudo.

Connor me beija de uma forma como nunca havia feito antes, tão intensa e forte que me sinto zonza, sem fôlego ficando desnorteada quando interrompe as cairias em minha intimidade girado-me de frente para ele.

—Mais do que isso não dá Maddie. A menos que queria transar pra valer – alerta, a voz ainda mais rouca – Você quer? – pergunta e respondo rápido, negando com um meneio de cabeça, vendo a frustração tomar conta de sua expressão –Ok – diz simplesmente, me abraçando forte, beijando o topo de minha cabeça e pela primeira vez também me sinto frustrada.

—Connor e se... – começo, hesitando por alguns segundos, me questionando se era aquilo mesmo que queria – Se fizéssemos sexo oral? – interrogo, erguendo o rosto para olhar o dele – Não sei o que fazer portanto teria que me guia, mas, se quiser, estou disposta a tentar – afirmo.

—Não precisa Maddie. Sério – garante, pondo meu cabelo por detrás das orelhas – Vou ficar bem –mente e rio.

—Mentiroso! – exclamo, ficando na ponta dos pés para beijá-lo – Não estou querendo te compensar. Eu quero dar esse passo a mais em nossa relação – digo, deslizando as mãos pela lateral de seu corpo, detendo-me no cós da box – Me diz o que quer que eu faça –peço, enfiando as mãos dentro da peça, tocando o órgão sob ela com cuidado fazendo-o reter o ar, fechando os olhos – Assim está bom? – pergunto, tocando-o suavemente.

—Uhum – geme, acariciando minhas costas.

Devagar, abaixo a peça expondo seu pênis ereto. Prendo a respiração ao vê-lo, uma onda de vergonha me tomando, fazendo-me parar um segundo antes de envolvê-lo em minhas mãos. Por mais que tenha visto em livros, por mais que a senhora Muller, nossa professora de Biologia, tivesse levado um modelo para nos ensinar a forma correta de por o preservativo, “ao vivo” era outra coisa.

Com cuidado deslizo as mãos para cima e para baixo guiada pelos gemidos de Connor, vendo-o aumentar um pouco mais de tamanho. Me pego imaginando-o dentro de mim e coro novamente.

—Mais rápido Maddie, pode ir mais rápido – pede num sussurro e obedeço extasiada ao ver seu corpo reagir ao meu toque, sua respiração tornando-se mais pesada até finalmente expelir um jato forte que atinge meu quadril escorrendo junto com a água, suas mãos erguendo meu rosto – Obrigado amor – agradece, me dando um beijo demorado – Posso retribuir? – pergunta e anuo com um aceno, vendo-o sorrir.

Connor inverte nossas posições me pondo contra a parede. Após mais um beijo, se abaixa a minha frente, as mãos em meu quadril, segurando e descendo a calcinha devagar. Ergo uma perna por vez terminando de tirá-la, corando ao ver seu olhar de admiração.

—Você é linda Maddie – elogia, beijando meu ventre – Linda – repete, descendo seus beijos pra meu sexo.

Mordo o lábio fechando meus olhos, gemendo quando começa a sugar mordiscando a pele causando uma dor gostosa que reflete em meu baixo ventre. Em seguida sinto sua língua passeando por minha intimidade potencializando a sensação anterior. Um gemido mais alto me escapa quando suga meu clitóris segurando-o entre os dentes de forma cuidadosa e apoio as mãos em seus ombros sentindo minhas pernas virarem gelatina. Com um movimento delicado, ergue minha perna direita pondo-a sobre seu ombro. Desse momento em diante me perco nas sensações novas e maravilhosas que sua boca e língua provocam. Sinto meu corpo quente como se estivesse com febre, espasmos cada vez mais fortes me sacudindo, me lavando a dizer coisas desconexas.

—Connor....Connor...Connor! – é tudo que consigo dizer com o mínimo de sentido, um último e mais forte espasmo me sacudindo antes de sentir-me derramar em sua boca, amolecendo completamente.

Connor ergue-se ficando ao meu lado, me beijando intensamente.

Apoio a cabeça em seu ombro quando o contato cessa, nossas respirações voltando ao normal lentamente.

Nos beijamos mais uma vez antes de terminarmos o banho, saindo juntos do boxe, nos enxugando de frente um para o outro, sorrindo feito dois bobos.

Toda vergonha que senti no principio fora embora. Observo e me deixo observar sem medo. Também juntos nos vestimos, ele me ajudando a fechar o zíper do macaquinho em seda que escolhi vestir.

—Não incomoda? – não resisto perguntar ao vê-lo vestir o jeans sem nada por baixo.

—Um pouco, mas acho que ficaria estranho pedir uma das cuecas de seu irmão emprestado – brinca.

—Quem sabe não queira pedir a meu pai? – o provoco.

—Com certeza! Ai você aproveita que seu avô padre está presente e pede para encomendar minha alma! – devolve, me abraçando e beijando.

—Maddie, está pronta? Connor está ai com você? – Ethan pergunta batendo em minha porta, não esperando resposta para abri-la – Ok, não quero nem saber o que estavam fazendo aqui dentro, trancados, mas é bom saírem antes do pai e da mãe se não quiser ficar viúva antes de casar maninha! – declara, apoiado ao batente – Cuidado maninha, quem brinca com fogo acaba se queimando!- adverte, olhando de mim para Connor.

—Não aconteceu nada demais e se tivesse acontecido só diria respeito a mim e ele – revido, atirando a escova de cabelo contra ele — Não vive dizendo que Connor é meu namorido? Entao...– insinuo, estirando língua para ele, prendendo o cabelo enquanto Connor termina de vestir a camisa.

—Digo, mas não é pra levarem a sério – rebate, sério, nos observando em silencio por um tempo– Vamos logo, estou com fome – apressa-nos, mudando de assunto.

—Ué, quem está te segurando? – provoco, calçando uma sandália de tira — Pode ir andando se quiser.

—Eu não, nossos avôs vão me fazer subir de novo pra chamar vocês dois – resmunga, ficando de lado para passarmos – Os dois ficaram estressados quando disse que estava no quarto com Connor e...

—Ethan, nossos avôs conhecem bem o senhor Palmer não conhecem? – o corto, uma idéia surgindo em minha mente.

_Acho que sim. Por quê? – pergunta enquanto seguimos pelo corredor – Maddie, vai responder nesse século ainda? – me cutuca quando demoro responder.

—No que está pensando amor? – Connor pergunta, um braço sobre meus ombros.

—Em começar a tentar descobrir se nossa suspeita tem ou não fundamento – digo descendo as escadas – Mas me deixem amadurecer a idéia e depois conto-lhes o que pretendo – peço, entrando na sala junto com os dois.

“... There Will be those times that taste our faith;

On some of roads that we have to take;

But I know that we’ll always find our way;

Cause love never fails;

Love never fails!”

Notas finais
Nos vemos em quinze dias. Bjinhos flores