Perfect!
33 A Christmas Gift! part I(A soma de todos... –Final)
Notas iniciais
“...I won’t make a list and send it to the North Pole for Saint Nick;
I won’t even stay up late to hear those magic reindeer click;
‘Cause I just want you here tonight;
Holding on to me so tight;
What more I can do?;
Oh, baby, all I want for Christmas is you,you, ooh baby..”
All I Want For Christmas Is You
Fifth Harmony/ Mariah Carey
Okinawa, Japão – Outubro, 24 ( 23:09 p.m)
Tommy
“O que você comprou pra vovó Ashley pai?”, Ethan pergunta.
—Não vou contar para não estragarem a surpresa! – digo, vendo-o fazer uma careta.
“Mas não vou contar. Prometo!... Só sendo você mesmo pra guardar segredo, Ethan” – Maddie aparece a seu lado, provocando-o.
—Hey, nada de brigas! – ralho – Agora vão se aprontar para dormir e...
“Pai, aqui é dia!”, falam juntos, rindo.
—É mesmo. Ai é dia! Então vão se aprontar para o colégio! – corrijo-me, fazendo-os rir ainda mais— O quê???
“Pai, não precisamos ir hoje. Passamos por média... Estamos de férias!” , festejam, falando alternadamente e juntos, me deixando confuso!
—Então vão se aprontar para brincar, para ir ao parque, qualquer coisa! Só saiam daí e me deixem falar com Cait!- ordeno, provocando gargalhadas.
“Tchau pai. Até amanhã”, despedem-se, saltando da cama, dando lugar a Cait... Boa noite, bom dia, meu amor!”, cumprimenta-me, sorrindo.
—Nossa! Que saudade desse sorriso!- digo, fazendo-a rir.
“Tommy, tem me visto Todos os dias!”
—Mas não é a mesma coisa!-rebato.
“Eu sei. Amanhã matamos a saudade. Que horas seu vôo chega?”, pergunta, sentando-se mais confortavelmente (estava deitada de bruços junto com as crianças).
—Está programado para sair daqui as 07:00. Mas só devo chegar em Satrling à noite visto que farei uma escala em Nova York – informo, franzindo o nariz em uma careta – Da próxima vez uso o jato da Global! – resmungo.
“É só pedir que seu pai manda voando!”, brinca -”Já saiu da manutenção”
—Humm, se tivesse sido liberado umas horinhas antes!- lamento – Mas tudo bem, em breve estarei com vocês. Acho que dá pra chegar a tempo de ver minha sogrinha apagar as velas!--brinco.
“Ela vai ficar feliz”
—Como estão as coisas por ai?-pergunto, pela milésima vez.
“Está tudo bem amor. Nada mudou. Ronnie bem que andou tentando perturbar, mas não lhe dei cabimento!”
—Quando chegar terei uma conversinha com o Palmer mais velho!- ameaço
“Não vai nada! Deixe ele lá, no canto dele. É só ignorar e pronto”, diz, fazendo uma careta estranha.
—E você, esta tudo bem? O que a médica disse?- questiono, preocupado.
“Estou bem. Fiz todos os exames que ela pediu. Vou pegar a maioria dos resultados amanhã, depois que almoçar com meus pais”
—Certo – digo – Está tudo bem mesmo?- desconfio.
“Está amor. Fique tranqüilo”, pede.
—Ok – concordo, suspirando— Até amanhã meu amor.
“Até. Te amo, muito,muito muito!”
—Também te amo, muito, muito,muito- repito- Até amanhã- despeço-me, desligando após alguns minutos, levantando-me a fim de conferir minhas malas.
Tomo um banho, desço, janto no restaurante do hotel,fecho minha conta e subo, solicitando ser acordado as 05:00 em ponto.
Acordo cinco minutos antes de o telefone tocar, agradeço e peço para que providenciassem um táxi, tomo um banho,me visto, pego as malas e me dirijo a recepção onde aguardo o táxi, que chega minutos depois.
Como havia feito o chek in pela internet, despacho as mala seguindo para a área de alimentação a fim de tomar meu desjejum.
—Se tivéssemos combinado não daria certo! – escuto, erguendo os olhos para encontrar Jimmy Borelli parado a minha frente.
—Hey, Jimbo! – cumprimento, levantando-me, lhe dando um abraço – O que faz aqui?
—Silvie, meu caro, Silvie! – exclama,sentando-se – Viemos aqui mês passado, a trabalho, ela viu “umas coisinhas que ficariam lindas em casa” – faz aspas no ar , imitando a voz da noiva, e sorrio – Como vim até o Japão cobrir um colega que adoeceu, aproveitei para comprar as tais “coisinhas”.
—Qual seu vôo? Não me diga que será meu piloto? – provoco-o.
—E a sorte que você não tem! – revida-- Não. Foi um vôo só de vinda. Não voltei no seguinte por conta das tais compras. Estou no que sai daqui a quarenta minutos-- informa, espreguiçando-se.
— O mesmo que estou! – exclamo, tocando a mão que levantara no ar.
— E ai, o que manda? Veio fazer compras também? – indaga, olhando as sacolas a meu lado.
—Não. Vim a um congresso. Depois resolvi passar aqui para comprar presentes de Natal e para minha futura sogra – revelo.
—Como é? Futura sogra? Ficou noivo e não nos avisou!! Ahh, patife!! – xinga, socando meu braço—Deixa a Silvie saber – ameaça, pegando o celular que tocava – Falando nela!! ... Oi amor... Comprei. Tudo sim... Advinha quem está sentado a minha frente e teve o desplante de ficar noivo e não nos avisar?!—fala, rindo – O próprio! Não estou brincando não! Espera, vou te mandar uma foto – avisa, posicionando-se ao meu lado, ambos fazendo sinal de vitoria ‘Só falta a aliança!!..Dele’ -- escreve na legenda da foto – ‘Só podia ser Tommy!’ – responde ela.
Após alguns minutos de conversa, ouvimos a primeira chamada para nosso vôo e nos levantamos. Embarcamos, descobrindo que estávamos no mesmo setor, ambos no corredor.
Tudo seguia tranqüilo. Ou pelo menos era o que pensávamos.
Faziam cerca de cinco horas que tínhamos decolado quando uma das comissárias veio até nós, nos convidando a acompanhá-la. Ambos sabíamos, por nossa experiência, o que aquele convite significava.
—O capitão e o co-piloto não estão passando bem. Não temos nenhum piloto da companhia a bordo (um erro em um vôo de longa duração como este!)- explica, tentando controlar o nervosismo – E parece que temos algum problema elétrico também! – acrescenta, batendo na porta da cabine, que é imediatamente aberta por um rapaz pouco mais novo que Jimmy.
—A coisa não esta nada boa aqui! – anuncia, dando espaço para que nós entrássemos.
—O que está acontecendo?- pergunto, me agachando perto do piloto.
—Uma das turbinas está falhando – informa, respirando com dificuldade – Há algum problema na elétrica. Nosso rádio está mudo a pelo menos meia hora!- diz, soltando o cinto- Não tenho condições de permanecer!- avisa, esforçando-se para sair da cadeira.
Juntos, eu e Jimmy o retiramos enquanto os dois comissários retiram o co-piloto, que já se encontrava desacordado.
—Há algum médico a bordo?- pergunto assim que terminamos de acomodar os dois, Jimmy tentando verificar o pulso do co-piloto.
—Não- diz a comissária, tensa.
—Certo....Elise – vejo seu nome na placa de identificação – Procure saber, com calma, se existe algum enfermeiro, cursando ou recém formado, que possa cuidar dos dois-- peço, olhando Jimmy, que balança a cabeça negativamente.. ”Merda! Era só o que me faltava!”—Fique com os dois enquanto ela procura – ordeno ao outro comissário, fazendo sinal para Jimmy no exato momento em que o avião dá um “solavanco” – Vamos logo! – apresso.
Entramos na cabine, fechando-a, passando a verificar todo o equipamento, verificando que estávamos prestes a perder uma das turbinas além de uma iminente pane elétrica.
—Acho que já devemos pensar em um pouso de emergência – Jimmy sugere, preocupado.
—Com certeza. Veja onde estamos e tente mandar uma mensagem de...- nossa conversa é interrompida pelo som de uma explosão, indicando a perda da turbina.
Imediatamente iniciamos os procedimentos de emergência.
—Senhores passageiros, quem fala é o comandante Merlyn. Perdemos uma de nossas turbinas. Estamos procurando um local para um pouso de emergência. Por favor, obedeçam a ordem para que ponham os cintos e permaneçam em seus lugares – aviso, olhando para Jimmy, que devolve o olhar, começando a enviar a mensagem de socorro.
—Mayday! Mayday! Vôo 7400 da Japan Airlaines! Estamos sobre os Andes em processo de pouso de emergência! Alguma aeronave nas proximidades?- chama, escutando apenas estática – Mayday,mayday! Vôo 7400 da Japan Airlines ! Realizando pouso de emergência, alguém na escuta?
—Jimmy, esqueça isso, preciso de usa ajuda! – peço, fazendo-o deixar o radio de lado e me ajudar a tentar salva nossas vidas!
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Starling City Outubro 25
Caitlin
Trabalhar com o senhor Merlyn estava sendo melhor do que esperava. Ele era tão meticuloso quanto Tommy. Na verdade, descobri que ele parece mais com o pai do que imagina. Inclusive no charme!
Algumas das reuniões que teve essa semana foram com mulheres (admito: agradeci ser ele e não meu noivo!) e pelo menos duas delas saíram suspirando.
Como pai, Malcom Merlyn pode até ter falhado, mas como empresário... ”Não entendo como a empresa chegou no ponto em que estava quando Tommy assumiu!”, ponderei várias vezes durante os últimos dias.
—Me fiz a mesma pergunta uma pá de vezes! –Oliver confidenciara certa noite quando fora jantar lá em casa junto com Felicity, Thea e Eddie, o último fazendo coro com ele.
Tinha sido uma constante: quando Oliver e Felicity não podiam ir, ou Thea e Eddie ou Ray e Sara (estavam cada vez mais próximos) jantavam comigo e as crianças. O próprio Malcom fora com Rebeca duas noites atrás, me surpreendendo.
Apesar de Rebeca Merlyn ainda demonstrar certa reserva em relação a mim (ou seria ciúmes, como Annita sugerira?), no geral estávamos nos dando bem. A surpresa, pelo menos para mim, estava na amizade crescente entre eles e meus pais.
—Caitlin, hoje é o aniversario de sua mãe não é?- escuto o senhor Merlyn perguntar, me tirando do devaneio.
—É sim – confirmo – Combinei de almoçar com ela e meu pai – informo – As crianças também, se não se importar.
— Eu e Rebeca também fomos convidados –revela, sorridente, olhando o relógio – Acho que podemos ir. Não tem mais nada agendado para agora de manhã tem?
—Não senhor- digo, devolvendo o sorriso.
—Então vamos indo – sugere, entrando no escritório, voltando pouco depois.
—Vou só chamar minha amiga – aviso, levantando-me.
Depois de buscarmos Annita , seguimos direto , no carro dele, para a casa de meus pais, chegando ao mesmo tempo que Thea e Sara, que buscaram Rebeca, e as demais meninas.
—Oba, adoro uma farra! – Maxx exclama, fazendo-me revirar os olhos.
Durante o almoço é outra coisa que revira: meu estomago! Passo mal só de olhar o prato com peixe a minha frente, saindo em disparada para o banheiro.
—Que estranho! Você sempre adorou frutos do mar, peixe então..- admira-se minha mãe, ela e Rebeca me olhando desconfiadas.
—Deve ser o calor- minimizo, saindo de fininho, anotando mentalmente para ir pegar os resultados. Um em especial.
Estamos reunidos no jardim, após o almoço, conversando animadamente quando escuto um grito familiar:
—JULIEBABY!- um coro de vozes que não ouvia há muito tempo ecoa pelo jardim, fazendo-nos voltarmos para a entrada de casa.
—Não brinca!! – exclamo, levantando-me, recebendo o abraço apertado de Julinnery, Tâmara, Laís e Stephanne – Como? Quando? — interrogo, vendo, por sobre seus ombros, Lucas, Andrer e Michael aproximarem-se com sorrisos nos rostos.
—Acha que íamos deixar nossa Mama passar um aniversario sequer longe da gente!! – exclamam, correndo direto para minha mãe, abraçando-a e a cobrindo de beijos, as meninas assumindo o posto assim que eles a largam.
—Parem, vão matar minha mãe seus loucos! – protesto, tentando tira-la dos braços do grupo, sendo suspensa no ar por Andrer, o mais alto e forte do grupo-- Me põe no chão Andrer! – peço, batendo em seus braços, rindo.
—Ok...Explicações , please!! – ouço Thea pedir e me volto, vendo meus novos amigos, meus enteados e os pais de Tommy, nos observando.
—Desculpem. Estes são Julinnery, Tâmara, Laís, Stephanne, Andrer – assanho o cabelo dele – Lucas e Michael. Meus amigos do grupo de jovens!-apresento – Pessoal, estas são Thea, Maxx, Carol, Emilly, Sara, Annita, Barry- indico um a um – Estes são Maddie e Ethan, meus futuros enteados – anuncio ouvindo um “ohhh” uníssono – E estes são Malcom e Rebeca Merlym, meus futuros sogros .
—Prazer! – os dois grupos dizem ao mesmo tempo, fazendo todos rirem. Depois de feitas as apresentações, nos acomodamos, conversando animadamente. Lembro a Malcom que tínhamos que retornar a empresa, no que sou tranqüilizada por ele.
—Relaxa Cait. Seu chefe está aqui— Maxx brinca, flertando com Michael.
—Na verdade o chefe dela deve chegar daqui algumas horas – Malcom a corrige.
—Verdade -- Thea concorda, voltando-se para Julinnery – Desculpa a curiosidade, mas quando vocês chegaram tive a impressão que tinham chamado a Cait de Juliebaby! Julie não é você?? – questiona, curiosa, nos fazendo rir – O quê?.
—Juliebaby não é uma pessoa— Ju explica — É uma brincadeira, por assim dizer.
—Que tipo de brincadeira? – se interessa Maddie, curiosa.
—Vamos? – Ju convida, mexendo as sobrancelhas.
—Contanto que não tenha a tal cobrinha! – meu pai intervém.
—Que cobrinha!? – perguntam Thea e Maddie juntas.
Levantamos-nos, formando uma linha como fazíamos ao final das reuniões.
—Sempre que terminávamos nossas reuniões catávamos alguma coisa – explico, os meninos juntando-se a nós, formando outra fila as nossas costas – Mas essa era a campeã! – anuncio, batendo palmas duas vezes seguidas, puxando o coro, repetindo os movimentos que há muito não fazia:
“Julie! Juliebeby! Julie! Juliebaby! Agora eu quero ver essa galera dançar o Juliebaby; Juliebaby.. “ — cantamos, batendo palmas e dançando, trocando de posição com os meninos...” Não dá! .. -.trocamos novamente, erguendo os braços em sinal de duvida..” Por que não dá?”..- respondemos juntos, realizando os movimentos cantados..-” Porque meus braços doem, minha cabeça gira, minha camisa aperta e meu bumbum balança, pra direita..pra esquerda.” ..-prosseguindo sob os protestos de meu pai..” A cobra não mão? Não tem não! A cobra não tem pé? Não tem não! Então como ela faz pra subir no limoeiro?? Ela desce, ela sobe, ela tem o corpo mole..Vai limãozinho!! – Andrer comanda- Vai limãozinho ,vai! Vai limãozinho!!.., giramos em nosso próprio eixo, o dedo no ar, finalizando com palmas.
—Repeteco! — Emilly, Thea, Maddie e Maxx pedem, posicionando-se ao nosso lado.
—Ora, ora, quem diria que eu veria essa cena novamente algum dia! – escuto a voz irônica de Ronnie Palmer, caminhando em nossa direção, batendo palmas, um riso cínico no rosto.
—Bem que senti um cheiro ruim no ar! – Lucas exclama, posicionando-se entre mim e Ronnie – O que quer aqui idiota? – inquire Barry, Michael e Andrer unindo-se a ele.
—Em primeiro lugar, vim dar os parabéns a minha quase sogra – começa – Lembrei que era seu aniversario Ashley...
—Obrigada – ouço minha mãe responder, seca.
—Em segundo lugar – volta-se em minha direção – Vim dar meus pêsames a viúva! – diz, um brilho cruel nos olhos, fazendo uma sensação ruim brotar dentro de mim.
—De que viúva está falando?- Malcom pergunta as minhas costas.
—O avião que seu querido Thomas viajava caiu cerca de duas horas atrás— para, saboreando minha reação antes de completar – Não há sobreviventes!- informa e tudo se torna um borrão em meus olhos.
Acordo sentindo um peso sobre meu peito. Abro os olhos, encontrando o teto claro, um cheiro forte de éter incomodando meu nariz.
—Onde estou? – balbucio.
—Cait! – escuto a voz de Maddie ao mesmo tempo em que seu rosto e o de Ethan surgem a minha frente, os olhos vermelhos e inchados.
—No hospital filha – minha mãe responde, acariciando meu rosto ao lado da cama, a mãe de Tommy a seu lado, os olhos tão inchados quanto os dos netos.
—Por que estou aqui? O que... — paro, sentindo a dor voltar — Tommy! – sussurro em um gemido, as lágrimas escorrendo.
—Papai vai voltar Cait. Você vai ver – Ethan balbucia, começando a chorar.
—Ele prometeu! E ele sempre cumpre o que promete pra gente! – Maddie afirma, recostando a cabeça em meu peito.
—Vai sim meu amor – digo, afagando seus cabelos com uma mão, enxugando uma lágrima de Ethan com outra – Eu tenho certeza disso!
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Starling City (21 dias depois)
Narrador
Caitlin olha pela janela do apartamento vendo os primeiros raios de sol surgirem, suspirando, voltando-se para dentro do quarto ao ouvir o choro de Maddie , sentando-se na cama, puxando- a para seu colo.
—Tudo bem meu anjo, estou aqui- acalenta, beijando o rosto da menina.
—Quero meu pai Cait! – pede, fazendo-a se esforçar para não chorar.
—Ele vai voltar meu anjo. É só uma questão de tempo- afirma, embalando-a, vendo Ethan inquietar-se.
—Tudo bem por aqui? – Thea pergunta, entrando devagar.
—Tudo – afirma, sorrindo minimamente – Já está acordada?
—Estamos todas nós – informa – Não querem nos fazer companhia? Tem pipoca doce, brigadeiro de panela, bananachips! – enumera.
—Bananachips??- Ethan levanta a cabeça, sonolento.
—Sim. Seu pets adoraram – diz a garota, passando a mão pelo cabelo do sobrinho.
—Eu quero – diz, levantando-se – Vamos Maddie?
—Não quero! – Maddie choraminga, escondendo o rosto no colo de Cait.
—Meu anjo, não pode ficar o tempo inteiro neste quarto! – Thea exclama .
— Sua tia tem razão. Seu pai não vai gostar de saber que está enfiada no quarto,Maddie – repete Cait, fazendo-a olhar em seus olhos – Eu sei que está sendo difícil anjo, mas precisamos ter força! –pede abraçando-a-- Venha, vamos provar essas bananaschips!
Na sala, as crianças deitam-se sobre as almofadas junto com Emilly e Annita enquanto Thea leva Cait a cozinha.
—Precisa se alimentar melhor Cait. Agora tem alguém dependendo de você! – frisa a garota, entrando abraçada a ela.
—Não tenho fome! – diz, sentando-se a mesa.
—Eu também não tenho, mas me obrigo a comer – Silvie Brett fala,segurando sua mão- Também tenho alguém dependendo de mim! – relembra, alisando a barriga.
A noiva de Jimmy chegara a cidade dois dias depois do desaparecimento do avião, permanecendo com Cait, a convite da mesma visto que não tinha família.
—Eu sei – diz a jovem, forçando um sorriso – Tenho tentado, juro- afirma, voltando-se ao ouvir a campainha.
—Deixa que eu atendo – Annita avisa, levantando-se, indo atender – Pois não? – pergunta, encarando o casal a sua frente.
—Thea Queen está aqui? – pergunta a mulher.
—Sim. Quem deseja?- pergunta Annita,desconfiada.
—Adrielle Shade Renard – anuncia.
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Caitlin
“Quando pensei que nada de pior poderia acontecer! , reflito, suspirando enquanto o carro segue rumo ao tribunal.
—Vai ficar tudo bem filha – meu pai garante, olhando-me pelo retrovisor interno.
—Será?- questiono, olhando pela janela.
Faziam exatos vinte e sete dias que o avião em que Tommy viajava sumira e até agora nada. Nem destroços, nem corpos, nada. Era como se tivesse sido tragado para alguma dimensão paralela.
Dentro de mais três dias as buscas seriam encerradas oficialmente e,apesar de Malcom estar se preparando para prosseguir por conta própria, todos os duzentos e vinte passageiros e nove tripulantes seriam declarados mortos!
Apenas pensar nisso me causava uma dor profunda!...” E ainda ter que lidar com esse processo!”
Seis dias atrás, a irmã gêmea da falecida esposa de Tommy aparecera a minha porta trazendo, além de marido e filhos, a noticia de que os pais dela, avós das crianças, estavam vindo a Starling a fim de pedir a guarda dos netos.
Com Malcom fora (ele, Oliver e Eddie haviam viajado uma semana atrás a fim de acompanhar as buscas pessoalmente), ficou a cargo de Rebeca lutar pela guarda dos netos. A mim restava apoiá-la, apesar de o marido de Adrielle, Sean, que também era advogado, ter tentado, juntamente com o de Rebeca, me incluir na disputa visto que era noiva de Tommy, mas o juiz não aceitou o pedido.
Agora, chegando para a ultima audiência(as coisas correram surpreendentemente rápidas graças a “ajuda” de Ronnie Palmer!), pensava no que fazer caso aqueles dois ganhassem .
—Onde está Oliver Felicity?- Sean Renard questiona, chamando minha atenção.
—Não seria Malcom quem você procura? – questiono, vendo-o negar.
—Não, Oliver – sustenta, olhando Felicity, que andava de um lado para outro tentando falar com Ollie – Fe.li.ci.ty! – recita impaciente – Tempo Felicity, tempo! – aponta o relógio no pulso, fazendo-a bufar alto.
Estávamos na ante sala do tribunal aguardando a deliberação do juiz. Ethan e Maddie encolhiam-se a meu lado, assustados.
Todos os interessados, inclusive eles , já tinham sido ouvidos, os advogados apresentaram os motivos de cada lado para requer a guarda dos dois e agora tudo dependia do juiz.
—Os envolvidos na requisição de custodia dos menores Madeleine e Ethan Shade Merlyn, queiram entrar – chama o meirinho fazendo Sean se exasperar com Felicity, que devolve na mesma moeda, ficando na sala junto com Sara e as demais enquanto ntro com Rebeca,Thea e as crianças.
—O que tanto quer com meu irmão? – Thea o interroga, sentando-se a meu lado em um canto da sala, as crianças ente nós,Rebeca ocupando a cadeira na mesa entre os dois advogados, os pais de Adalind de frente para ela.
—Se ele não chegar logo, nada!- bufa, olhando a porta, passando as mãos pelo cabelo no momento em que o meirinho anuncia a entrada do juiz, que começa sua explanação sobre os motivos acerca de sua decisão.
Do outro lado, de frente para nós, Ronnie sorri vitorioso, o rosto ainda marcado pelos punhos de Oliver.
Após anunciar para nós, com evidente prazer, o desastre, fora surpreendido pela chegada de Oliver e Eddie, que vinham nos avisar do acontecido, e ao saberem o que tinha feito, ambos partiram para cima dele e só não o mataram porque meu pai, Malcom e nossos amigos o impediram.
—Se dependesse de mim essa alma sebosa já estaria no inferno! – Thea rosna, encarando-o, me fazendo rir de leve.
—Tendo escutado as partes envolvidas, bem como os menores em questão – ouço o juiz dizer e volto minha atenção para o mesmo- Tenho por bem , determinar a guarda em caráter provisório dos menores...- interrompe-se, erguendo a cabeça, sobrancelha arqueada, ao ouvir a porta ser aberta dando passagem a Malcom, Oliver, Felicity e um outro homem – O que significa essa invasão?
—Desculpe meritíssimo, mas é de suma importância que veja este documento- acena o homem loiro, estendendo uma pasta a qual o meirinho busca, entregando–a ao juiz – Meu cliente teve um atraso em seu vôo por isso não chegamos antes- anuncia,um sorriso polido no rosto.
—Bem, isto muda tudo – diz o juiz, fazendo-me ficar em alerta- Senhor Queen, está ciente da responsabilidade que lhe foi conferida?
—Sim meritíssimo! – assegura Ollie, voltando-se para nós – Completa e totalmente ciente!- pisca, sorrindo.
—Neste caso – diz, entregando o documento a seu assistente, que, de pé, o lê:
“Eu, Thomas Merlyn, Americano, viúvo, gozando de plena saúde física e mental,entrego, em caso de vir a faltar, por qualquer motivo, a guarda de meus filhos, os menores Madaleine Shade Merlyn e Ethan Shade Merlyn, ao senhor Oliver Jonas Queen...” --Levo as mãos a boca, tapando-a , enquanto lágrimas de felicidade caem de meus olhos...”Ollie! Eles vão ficar com Ollie!”, comemoro mentalmente, sentindo-os me abraçarem...”Obrigada meu Deus!”
O resto da audiência passa como um filme mudo. Ao final, saímos da corte festejando.
—Por que não nos disse nada?- Thea reclama, estapeando Sean sem a menor cerimônia – E onde está meu namorado? – volta-se para o irmão.
—Eddie ficou –informa Ollie, respirando fundo – Temos uma pista!
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Novembro, 21
Eddie Thawne
Respiro fundo enquanto o carro se aproxima do vilarejo. É de fato um local inóspito e de difícil acesso...” Meio caminho do nada para lugar nenhum!”, penso, coçando o queixo, a barba por fazer me incomodando.
—Tem certeza que estamos na direção certa? — questiono o guia que, concentrado, limita-se apenas a acenar.
Enquanto Oliver e Malcom tinham –se concentrado em permanecer ao lado da companhia aérea, sai as ruas dos vilarejos próximos ao Andes, ultima localização do avião, em busca de pistas que pudessem nos ajudar.
Me deparei com um pequeno grupo que ouvira falar de americanos se recuperando em um tipo de monastério ou sei lá o quê, isolado da civilização e tratei de me entrosar com eles. Quando tive a confirmação de que não era um engodo (mais um!), avisei Ollie e Malcom mas soube que teriam que voltar imediatamente a Star por conta de algum julgamento.
Assumi, então,a responsabilidade de ir até o tal lugar, o que fazia neste exato momento.
Apesar de o sol estar alto, o frio era intenso. Havia contratado equipes de socorro que nos aguardariam na vila mais próxima já que o administrador do lugar não permitiria a entrada de um grupo grande.
‘Tem que entender que são muito fechados- explicara o guia – Não faça nem diga nada que possa ser considerada ofensa ao Ras!— alertara. ’
—Estamos chegando- avisa, me despertando.
Olho para frente deparando-me com imensos muros de pedra, um portão igualmente grande que se abre, revelando uma pequena vila.
A primeira coisa que me chama atenção é o resto de uma asa de avião em um canto do muro. Mais a frente, duas crianças brincam com outras e noto, pelas roupas e feições, que não são locais.
Estou distraído, respondendo ao aceno deles quando noto um movimento em uma das construções a nossa frente, a maior do lugar. Ergo os olhos vendo três homens saindo do lugar, um trajando roupas esquisitas, outro apoiado em uma muleta, o outro o braço engessado. Mesmo estando com a barba cerrada, não tinha a menor duvida sobre sua identidade!
—Por que demorou tanto?- questiona, parando a minha frente.
—Sabe como é.. O trafego aéreo fica meio complicado essa época do ano! — digo, recebendo-o em um abraço, ambos chorando sem qualquer constrangimento!
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Caitlin
Estamos na sala da mansão, reunidos , comemorando o resultado da audiência, Oliver explicando como tornara-se guardião oficial das crianças, que finalmente relaxavam um pouco, brincando com os primos e os pets quando o celular de Silvie, que estava sentada a meu lado no sofá, emite o som de mensagem ao mesmo tempo que o de Oliver toca.
—Por que? – ouço Oliver perguntar, voltando-me assustada ao ouvir Silvie gritar, levando a mão a boca, os olhos enchendo-se imediatamente de lágrimas
—AI MEU DEUS! – ergue seus olhos do celular para mim— São eles! – diz, voltando a tela do aparelho em minha direção, onde vejo uma replica da foto que recebera quase trinta dias atrás com uma diferença: nesta Tommy e Jimmy estão com uma barba cerrada.
< Cait? > ouço a voz que tanto amo e que povoa meus sonhos , fazendo-me dar um salto..< Cait??!>
—PAI!! – Maddie e Ethan gritam.
< Filhotes! >, ouço-o dizer, muda, tremendo compulsivamente < Estou voltando meus amores! Papai está voltando! > , anuncia < Ouviu meu amor? Estou voltando! >
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Cinco dias depois — Aeroporto de Starling ¨
Caitlin
Ansiosa, aguardo na ala de desembarque ao lado das crianças, meus pais, os pais de Tommy e todos os nossos amigos.
Estalava os dedos sem parar na tentativa de controlar a ansiedade.
—Filha,precisa ficar calma!- minha mãe pede, segurando minhas mãos – Está gelada!
—Ashley está certa Caitlin – Rebeca emenda, envolvendo meus ombros – Não pode se emocionar dessa forma, não vai lhe fazer bem.
—Não posso evitar – digo, sem desviar o olhar do setor de desembarque – E depois de tudo que passei, isto aqui é o paraíso – asseguro, minha ansiedade aumentando ao escutar o anuncio de que o vôo dele acabara de pousar.
—Ele chegou, ele chegou! – Ethan comemora, eufórico.
—Calma ai carinha! Não vá se machucar– Oliver adverte, segurando-o quando tenta passar a barreira que separa o saguão o portão de desembarque.
—Quero ir até lá tio! – choraminga, tentando se soltar.
—Eu também- Maddie diz, me encarando.
—Todos queremos mas temos que respeitar as normas – Malcom explica, acariciando o cabelo dele- Só mais um pouco agora! – exclama.
Sorrio ao ver a forma carinhosa como olha os netos, prendendo a respiração a seguir ao ouvir o grito de Maddie e Silvie.
—JIMMY!
—PAPAI!—gritam juntas, saindo em disparada sem pudéssemos segura-las.
—Ao inferno as normas! –Malcom exclama, liberando Ethan, seguindo-o até o portão onde aguarda pacientemente os netos liberarem o pai, abraçando-o forte assim que o fazem.
Quanto a mim, permaneço parada, sentindo o coração bater feito louco, a mente mandando mas as pernas negando-se a obedecer mover-se até ele, as lágrimas embaçando a vista a ponto de só perceber que se aproximara quando sinto sua mão em meu rosto.
—Tommy! – sussurro seu nome, vendo o sorriso que tanto amo iluminar seu rosto.
—Desculpe a demora meu amor! –pede, envolvendo minha cintura – Eu voltei pra você! – declara, beijando-me demoradamente, me erguendo do chão, girando – Voltei ,meu amor!!
Continua
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