Perdoar e não Esquecer...

23 Capítulo 18 - Você não confia mais em mim?


Notas iniciais
Minhas sinceras desculpas as minhas queridas leitoras. Sinto muito pela demora, sinceramente não sei como postarei hoje, estou sem tempo. E logo depois daqui irei correndo estudar mais um teco, rs.
Fiquem com os penúltimo capitulo, tem muitas emoções viu? Digam o que acham, (que não me abandonaram, mesmo que sim, que eu sei) Senão recomendou essa é a hora. Nos vemos nas notas finais.:

No capitulo anterior:

_Não chora Bella, é só um filme, e se é amor de verdade é claro que ela iria esperar. Sempre irá. – sussurrei, e o que eu menos esperava aconteceu.


P.O.V. — Bella

Apesar de ter correspondido, Edward assim que nos separamos estava tão assustando com minha reação quanto eu. Os olhos verdes azulados dele se abriram e me encararam tanto surpresos quanto confusos.

Tudo bem, nem eu esperava uma reação dessa minha, mas vê-lo ali me olhando e dizendo tais palavras me deu um desejo louco de beija-lo e foi isso que eu fiz, o beijei.

Assim na lata. Beijei e me aprofundei nele, as nossas línguas brincavam uma com a outra, e minhas mãos estavam em seu cabelo enquanto suas mãos estavam em minha cintura. Como antigamente, como deveria ser. Só nos libertamos mesmo quando já estávamos sem fôlego. E ficamos sem reações, tanto eu quanto ele estávamos sem nada a dizer e eu comecei a questionar a possibilidade de ter talvez estragado as coisas. Alice ia me matar. Droga! Alice.

_Eu preciso ir embora Edward – levantei do chão.

_Tudo bem – respondeu confuso coçando a cabeça – Levo você. – sorriu

_Não, quer dizer, eu ajudo você a arrumar as coisas – apontei para os pacotes vazios agora que antes havia os pedidos da comida – E pego um táxi.

_Não! – exclamou. – Bella é perigoso, está tarde e você é tentação demais – sussurrou a ultima parte, sorri.

_Ok! Vamos arrumar logo a sua sala pra eu poder ir pra casa. – brinquei.

...

Agora estávamos chegando perto da casa, tínhamos arrumado o apartamento dele todo em silecio, não um constrangedor, mas agora eu estava constrangida. Como me despediria de alguém que acabei de beijar?

Edward parou o carro e esperou eu descer, fui pro seu lado e me abaixei pra ficar na sua altura.

_Obrigada pela noite Edward – sussurrei, ainda constrangida lhe dei um beijo na bochecha quase perto dos seus lábios. Ele deu o meu sorriso torto e eu sai.

_Te ligo depois. – ele disse. Assim que entrei na casa ouvir o volvo partindo.

Alice estava na sala dando mamadeira do pequeno Edmundo quando cheguei, ela deve ter visto a minha cara de pânico, porque na mesma hora se levantou.

_Droga Bella! O que aconteceu? – perguntou.

Era a mesma pergunta que eu fazia. O que tinha acontecido? Porque a total sensação de segurança e confiança tinha saído do meu corpo no momento que atravessei essas portas?

Capitulo 18 — Você não confia mais em mim?


"O problema não é perdoar, é confiar de novo."

Pov Bella.

Alice ainda me encarava.

_Você vai me matar Alice. – sussurrei.

_O que aconteceu Bella? – perguntou desesperada

_Beijei o Edward! – Soltei de uma vez, ela ficou estática e depois de um tempo falou.

_E? E só isso?

_Quer mais? Eu estraguei tudo, agora vai ser mais difícil, ele vai me odiar pra sempre Alice. – comecei a chorar.

_Bella eu te disse que Edward estaria em suas mãos só você estalar os dedos. – ela suspirou. – Sim, e ele?

_Ficou tão chocado quanto eu, mas ele correspondeu o beijo. – sorri amarelo.

_Isso pode ser bom – ela tentou me animar, mas estava nítido que estava tão temerosa quanto eu.

Enquanto o silencio reinava pedir a ela que eu levasse Edmundo para o berço e perguntei o porquê da mamadeira, ela tinha me dito que ele havia acordado a pouco e deu mamadeira pra ele. Mas que já estava acabando de dar quando cheguei. Perguntei de Jazz e ela me disse que tinha ido embora a pouco mais de vinte minutos, talvez meia hora já. Subimos e fomos dormir, não tinha mais nada o que falar de hoje.

Depois que coloquei o bebê no quarto e me certifiquei que a pequena Marie estava bem, fui pro meu quarto, mas as imagens da noite de hoje não me deixavam. Eu não parava de imaginar o meu Edward, o sorriso dele, o mesmo jeitinho de como é que ele fica quando está nervoso ou só o jeito que ele me deixava, me deixa em completo êxtase!

A semana passou rápida de um jeito que eu nunca vi, ajudava na casa com minha mãe e sogra, Alice ia a faculdade e seu projeto de molde já estava quase concluído, às vezes uns dos gêmeos se irritavam fácil, mas eu logo acalmava eles com a ajuda de Rosie — minha irmã, quem diria né? Mas assim como a semana terminou, outra começou e em nenhum dia eu deixei de falar com Edward, e quando dava sempre nós víamos. Quando ele deixava o curso, quando eu tinha tempo livre, mas agora eu estava mais cautelosa, seguindo plano de me aproximar, mas deixando barreiras pra facilitar quando eu estiver pronta para contar pra ele. Sobre tudo.

Estamos no começo de outra semana, começo de outro mês e no inverno. Ontem pela tarde enquanto Nova York começava a nevar Edward me mandou um sms do curso perguntando se eu estava vendo a neve e se estava bem agasalhada para sair com ele. Respondi dizendo que estava bem agasalhada e perguntei pra quando e que horas, que iria sim sair com ele. E hoje iríamos fazer os bolinhos que ele propôs da ultima vez que tivemos no seu apartamento. Que modéstia a parte era uma gracinha, dava pra ver que tinha bastante da personalidade de Edward, algumas coisas mais feminina que denunciava a participação de Esme, ou Alice lá.

Enquanto eu terminava de arrumar minha echarpe e pegava minha bolsa, Alice me falava que não era pra me preocupar, que ia dá conta dos bebês sem ninguém, porque eu reclamei dizendo que não ia sair e deixar ela sozinha com os dois. Renne foi dormir na cobertura por que Rosie disse que ela não ligava mais pra ela.

_Pelo amor de Deus, Bella! Jasper vai chegar daqui a uma hora.

_Mas e se algum deles chorar? – perguntei batendo o pé

_Eu vejo o problema dele.

_E se os dois chorarem ao mesmo tempo? – insistir

_Eu resolvo o problema um de cada vez. – Olhei assustada pra ela, ela me olhava incrédula – PELO AMOR DE DEUS BELLA! Nenhum dos dois irá morrer!

_Qué isso Alice, só to preocupada alem do mais ainda é difícil deixar esses dois...

_Se não quer deixar esse dois tem que falar com Edward primeiro. – Minha cara deu um muxoxo, ao longe escutamos uma buzina.

_Agora vai – Alice me empurrou até a porta.

E lá estava ele, com um cardigã e por dentro um gola alta preta, extremamente sexy em minha opinião. Saiu do volvo e abriu a porta pra mim, estava realmente frio, eu usava uma sapatilha com meias e já sentia a neve derretendo nas minhas meias, assim que ele abriu a porta entrei logo.

Dez minutos depois estávamos em seu apartamento. Assim que Edward entrou na garagem do prédio corremos pra pegar o elevador por causa do frio, os dias que estávamos vivendo estavam realmente frios. Agora eu me perguntava se os bebês estavam aquecidos, mas a minha total confiança estava em Alice, ela não os deixaria com frio.

Fomos direto para a cozinha, onde ele começou a separar as coisas pros bolinhos em cima da bancada de mármore que ele possua lá. Já estávamos sem os casacos, Edward não mentiu quando disse que o apartamento era quente, quente não, era aconchegante. Vê-lo separando tudo me fez recordar a primeira vez que tínhamos decidido enfrentar a cozinha juntos, nunca tinha sido uma expert na cozinha, mas com certeza éramos desastrosos juntos. Porque ele era terrível. Juntava os dois aí ficava mais bagunça ainda.

Então quando tudo já estava em cima da mesa, comecei a juntar as coisas e mandar Edward a preparar outras, eu não estava querendo me afobar, mas meus dotes culinários tinham melhorado muito, não estava por baixo Edward já até sabia mexer direito a massa. Tinha acabado de pedir pra ele mais um pouco de trigo quando o pacote caiu em cima de mim. Aberto.

Dei um grito com o susto e só então percebi que tanto minha blusa quanto meu short estavam branco, tinha massa até no meu pescoço.

_Droga Edward olha o que você fez! – ele tinha uma cara de riso o que mais me enfurecia.

_Hey! Não fui eu! – Edward mordia o lábio inferior segurando o riso. É claro que não havia sido ele, mas me sentia tão furiosa que uma idéia me veio a cabeça e um sorriso surgiu nos meus lábios. Edward me encarou confuso e depois quando percebeu o que eu pretendia me encarou sério e disse: — Bella! Nem pense mocinha, não, você não teria coragem.

Me abaixei e juntei um bocado de trigo nas mãos e joguei nele. Ele ficou tão sem reação que a cara que ele fez foi impagável. Edward tão branco como se tivesse passado pó de arroz e não tivesse espalhado me encarava, mas meu sorriso morreu assim que ele jogou mais uma mão cheia de trigo na minha cara. A única coisa que ainda continuava limpa!

Quando já percebemos estávamos os dois sentados no chão da cozinha com os bolinhos esquecidos e um jogando farinha no rosto do outro, minha mão estava tão cheia de trigo que o aspecto dela era liso, eu esfregava na cara de Edward e ele em uma tentativa de se soltar fazia cócegas em mim.

_Ok Edward! Eu paro se você parar! – eu gritei, rindo ao mesmo tempo. No segundo seguinte ele havia parado e nós dois estávamos deitados no chão, recuperando as nossas respirações. Encarávamos um ao outro, dando risinhos da cara do outro, Edward estava com a cara completamente branca e eu não duvidava que também estivesse com a cara pior ou igual à dele.

Tinha gargalhado tanto que lagrimas haviam escapado dos meus olhos, Edward passou a mão para limpar algumas delas. E no momento seguinte estávamos nos beijando. E ao contrario do ultimo beijo que ocorrera semana passada este não tinha nada de surpresa e nem mesmo uma pitada de espanto, havia apensa saudades. Puramente cheio de saudades e carinho.

Agora eu estava em cima de Edward, e ele me apertava a cintura, minhas pernas, as duas ao lado de seu corpo, meus braços os dois ao lado de seu pescoço, um acariciando a cabeça e o outro me apoiava pra não cair totalmente no chão. As suas mãos, sujas de trigo, mas quentes, uma me apertava a cintura e a outra por dentro da minha blusa me apertavam um pouco acima. Estávamos ficando sem ar, mas nenhum queria quebrar aquele contato, a muito esperado. Quando terminamos o beijo, não demorou muito pra recomeçarmos outro, só que agora Edward estava por cima de mim. Ao contrario do outro esse não acabou com a súbita falta de ar, mas com pequenos selinhos. Selinhos que logo chegaram ao fim, nós deixando apenas nos olhando com sorrisos bobos nos lábios.

_Acho melhor a gente colocar os bolinhos para assar, arrumar a cozinha, tomar um banho e depois podemos assistir a um filme – sussurrei.

_É uma ótima idéia.

_Ótimo então – digo, dou um selinho nele, antes dele levantar. Ele me oferece a mão e enquanto ele começa a colocar a massa que já tínhamos feito no forno, eu começo a arrumar a cozinha. Pegando um pano e começo pelo chão, tirando o excesso pra depois pegar algum aspirador e tirar tudo, até o ultimo grão de trigo da cozinha.

Meia hora depois, a cozinha estava limpa, bolinhos assavam e começávamos a assistir a um filme, provavelmente drama. Tínhamos tomado um banho, separados é claro. E minhas roupas estavam na secadora, o que fez com que eu usasse uma blusa de Edward e uma cueca também. Edward estava apenas com a parte de baixo de um moletom. A pipoca em nossa frente era esquecida enquanto assistíamos ao filme, pouco interessados já que a tensão sexual que exalava no ar era muito forte. Segundos, ou talvez minutos depois o apito do fogão tocou, anunciando que os esperados bolinhos estavam prontos, levamos um susto pelo repentino som.

Não sei em que minutos depois de comer os bolinhos eu peguei no sono, só sei que quando acordei no outro dia, já eram seis horas! O desespero bateu em mim, e a primeira coisa em que pensei foi em Alice, Ed e Marie. Eu estava muito ferrada.

Depois de me recuperar do espanto, me desvencilhei de Edward que dormia comigo no sofá, corri pro banheiro pra tirar um pouco da cara de sono, e logo depois fui pegar minhas roupas na secadora. Voltei pra sala, precisava o mais rápido possível voltar pra casa

_Edward! Acorda agora – cheguei perto dele e toquei no seu ombro, com a súbita mudança ele levantou com tudo e me encarou com a aquela sexy cara dele de sono.

_Que horas são? – ele murmurou coçando os olhos e me encarando com seus olhos semi serrados verdes mais azulados agora do que nunca.

_Vai dar 6:30 preciso está em casa, tinha dito pra Alice ontem que voltava antes da meia noite e olhe só agora, você dormiu, eu dormir! – ele ainda me olhava confuso – Vamos levante, você tem que me deixar em casa.

Muito devagar ele levantou da cama.

_Edward! Agora! – gritei

_Ta bom! Ô! Só preciso fazer xixi antes. – sorriu. Desviei o olhar da protuberância que havia nas partes baixas dele. Eu terminava de me calçar quando ele entrou com uma bermuda e vestindo a camiseta. Na hora que terminava de colocar minha outra sapatilha e pegava meu casaco ele saia da cozinha com uma maçã. Revirei os olhos. – Agora sim, vamos! – ele disse.

O transito estava pouco movimentado, o que era ótimo. Não demorou muito pra chegarmos a casa. Assim que ele estacionou em frente à casa me esperando sair viu minha confusão estampada no rosto. Bem obviamente Alice iria me matar e me chamar de irresponsável. Mas Edward não sabia disso.

_Então... – Ele começou pra quebrar o silêncio – Eu te ligo hoje?

_Se sua irmã não me matar eu atenderei. – rir, mas meu sorriso saiu nervoso.

_Ela não vai te matar...

_Na verdade pode matar, vai me estrangular por te-la deixado em casa quando ela poderia está dando pro namorado dela. – suspirei.

_Uowh! – exclamou ele.

_Desculpe pelas palavras. – sorri amarelo.

Desci do carro e fui em direção da casa, peguei minha bolsa e retirei a chave. Olhei pra trás onde Edward esperava eu entrar e dei um tchauzinho pra ele, ele buzinou só depois se tocando que eu não queria fazer barulho. Bati minha mão na testa em descrença de tamanha burrice, ele só poderia querer minha ferrar. Coloquei a chave e entrei.

A casa estava silenciosa. Comecei a andar devagar pra nenhuma tabua ranger, mesmo que nunca tivessem rangido. Voltei meu olhar para a escada e reparei que a casa estava vazia, no andar de baixo... Comecei a subir devagar a escada, quando escuto uma porta abrindo. A porta do quarto de Alice! Agora eu morria. Parei na mesma hora.

_Bella? – ela chamou, o que me deu mais medo era que ela tinha a voz branda. Não respondi. – Eu sei que você está aí, escutei o carro do Edward buzinando. – Murmurei um: Maldito idiota Cullen!

_Oi Alice? – Respondi com um suspiro, já me dando por vencida. Terminei de subir as escadas correndo chegando no corredor dos quartos onde Alice saia do dela e se dirigia para as escadas que levavam ao andar de baixo.

_Me diga por quais motivos você não dormiu em casa? – ela me analisava – E nem adiantar mentir, fui dormir assim que Jasper saiu e já passava das uma e acordei pra mamadeira e frauda as cinco.

_Eu dormir... – comecei, mas Alice não deixou eu terminar

_Droga Bella, você transou com meu irmão. Pior quebrou seu resguardo! – ela gritou em desespero.

_Credo Alice! – retruquei – Eu dormir lá, mas não dormir com seu irmão, quer dizer dormir, mas não fizemos sexo – olhei pra ela incrédula.

_Por quais motivos suas roupas estão amassadas então? – ela me olhou desconfiada.

_Longa historia. Resumo, a gente inventou de fazer uns bolos e quando vimos estávamos os dois rolando no trigo. Tirei a roupa e lavei. Ta amassada porque não a passei quando acordei desesperada. – expliquei, Alice deu um suspiro audível.

_Menos mal — sussurrou. – Mas me conta como assim você dormiu lá? Esqueceu que tem filhos?

_Não esqueci, por isso me apressei quando acordei. Falando nisso, como eles ficaram? Choraram de fome, sobrou leite?

_Graças a Deus só acordaram pra comer uma vez, senão eu te matava juro que te matava Bella. Não queria te julgar, mas poxa, foi irresponsabilidade sua. Você é a única aqui que tem dois seios cheios de leite – Debochou.

_Eu sei, mas eu realmente caí no sono Ali, não sabia que estava tão cansada pra dormir assim. — retruquei

_Ok, enquanto os dois não acordam, você me conta tudo. – Ela me puxou em direção ao meu quarto. Deitei e comecei a relatar pra ela, desde quando chegamos, até quando começamos a cozinhar, do beijo, do filme e até quando acordei nessa manhã desesperada pra voltar pra casa. Ela me ouvia atentamente, mas já estava me cansando e bocejava muito.

_Acho que você precisa dormir, aproveita enquanto o danadinho do seu filho não acorda. Te dizer viu Edmundo está cada dia mais esperto. – rimos.

Assim que ouvi o click da porta do quarto caí na inconsciência. Quase uma hora depois acordei, Alice trazia com ela Marie, que já estava banhada, mas que pelo biquinho que fazia demonstrava fome. Amamentei ela, e depois fui tomar um banho. Iria passar o dia com meus bebês, o dia de ontem tinha me deixado com mais saudades. Percebi o quanto Edward estava perdendo, ele precisava saber logo.

Quatro dias se passaram, tinha acabado de ver Edward e tínhamos marcado pra sair amanhã. Eu estava ansiosa por Edward está claramente mais ansioso, talvez fosse o momento de contar pra ele. Estávamos ficando muito próximos, e talvez essa intimidade demonstrasse pra ele o quanto eu estava insegura com ele e não confiava nele o bastante. O que era mentira confiava nele com a minha vida; só que ele não sabia disso.

Assim que Edward me deixou em casa as 16hrs, fui direto atrás de Alice. Ela se encontrava no quarto. Marie e Edmundo dormiam nos seus berços no andar de baixo, minha mãe estava lá também. Margor preparava algo com Esme na cozinha, Alice no quarto dela pintando as unhas de um vermelho escarlate. O resto do pessoal, o da cobertura e Carlisle vinham mais tarde, Jazz, Emmett e Rosie depois de estudarem e Carlisle só a noite depois da ultima consulta.

_Alice!

_O quê? – ela respondeu, ela chupava um pirulito que parecia que era maior que a pequena boca dela.

_Amanhã! Será amanhã!

_O que será amanhã, Bella? – revirou os olhos.

_Vou contar pro Edward. A gente vai sair, e acho que ta na hora. Amanhã as oito ele vem me buscar. – falei rápido, engolindo algumas palavras.

_Você pirou?- Alice gritou.

_Não, por isso que vou contar pra ele antes que eu pire. – suspirei – A gente vai jantar, e vou contar pra ele. Fim dos problemas.

_Mas Bella...

_Nada demais, Alice... Você sabe que dia é hoje? – ela deu de ombros.

_Marie e Ed estão pra fazer um mês, você sabe o quão isso é?

_É eu sei. — ela abaixou a cabeça.

_E eu preciso da sua ajuda. Você vai ficar com os dois até as meia noite. Claro que já estarão alimentados e só acordaram as duas horas, então não vai ter problema e pode namorar o quanto que quiser, mamãe também vai está aqui.

_Tem certeza Bella?

_Absoluta.

_Eu não sei, estou com um mal presentimento.

_Alice! – exclamei nervosa – Você ta me botando medo, pára! – ela fez sinal de quem puxa um zíper na boca e saiu do quarto.

No outro dia, eu já me encontrava pronta e nervosa as sete e meia. Meus cabelos levemente escovados vinham com grandes cachos nas pontas. Usava um scarpin preto e um vestinho tomara que caia rosa, ele tinha vários babadinhos na parte superior, no busto, onde vinha apertado e mais solto no resto do vestido. Por baixo usava uma meia calça fio 70, Tinha também uma bolsa pequena, pra eu colocar celular e outras coisas, como batom.

_Tem certeza Bella? – Alice perguntou. Ela embalava Marie. Que insistia em não querer tirar uma soneca.

_Não! – respondi nervosa

_Como assim não? Você disse que sim ontem. – ela exclamou.

_Mas ontem não era hoje Alice. Droga! Dá um tempo. – respirei fundo. – Me da ela? – pedi Marie pra mim. A pequena Marie usava um body rosa e meias brancas, coçava muito os olhos, mas não queria se render ao sono como o irmão que tinha passado a maior parte do dia dormindo, mole e sem fome. Estranhei, mas Ellen me disse que podia ser apenas sono mesmo, despreocupei um pouco então, mas com óbvios protestos de Alice me ligar imediatamente se ele acordasse ou estivesse mais anormal para seu estado de espírito. Edmundo sempre foi mais elétrico que a irmã

Minutos depois quando uma buzina ao longe foi escutada, Marie já ressonava baixinho nos meus braços. Dei um beijinho na testa dela e a passei pra Alice.

_Cuida deles! Se acontecer alguma coisa, pode me ligar na hora. – sussurrei. Peguei minha bolsa e corri pra fora.

Sair da casa e Edward já me esperava do lado do passageiro pra abrir a porta do carro pra mim, sorri pra ele e entrei.

_Você esta linda – me disse assim que deu a partida no carro.

_E você está bem apresentável. – sorri. Edward estava com uma blusa de tricô azul e usava jeans escuros.

_Obrigado – ele respondeu, mas saiu como uma pergunta. Rimos. Os dois nervosos. – Que tal um restaurante aconchegante? – ele sussurra.

_Acho ótimo... Eu adoraria Edward. – sorrio

_Fico feliz por você está feliz. – murmura. Edward liga o radio até chegarmos ao pequeno, mas conhecido restaurante pra gente. “La Belle Italia”. Assim que descemos e que eu vi o letreiro do pequeno restaurante, a memória da nossa primeira vez aqui em NY antes de nos mudarmos realmente me veio. Acho que era primavera, Alice queria mudar o closet e me obrigou a vim com ela.

À noite eu estava tão esgotada e louca pra ficar longe dela que não pensei duas vezes quando Edward me convidou para sair. E acabamos parando aqui, terminando a noite com cocas diets e raviolle de cogumelos.

_Nossa! Você se lembra – sussurro.

_Não tem como esquecer, naquela noite eu descobrir que era você. E que sempre vai ser você. – Sussurrou também, com a voz ardente e cheia de paixão, fazendo eu me derreter, mas depois do calor e de já está dentro do restaurante com ele a culpa me bateu. Edward estava ali abrindo o coração e eu omitindo pra ele a existência dos filhos.

Assim que nos sentamos e ele me encarava, eu disse:

_A gente tem que conversa.

_Eu sei – ele respondeu.

_Então...? – incentivei, ele me olhou e sorriu torto

_Não precisamos falar agora, Bella. Na verdade eu quero curtir um pouco a noite antes de começar a falar.

_Mas Edward... – eu tinha que dizer agora, ou não diria.

_Que tal a gente comer? – ele perguntou ansioso e estranhamente nervoso. Um suspiro frustrado saiu de mim

_Ok – concordei. E a garçonete veio em seguida com os cardápios.

Olhei meu cardápio atentamente: Por que não? – pensei, antes de ele ter pegado pra ele e querer saber minha opnião eu já tinha escolhido o meu prato

_Então? – ele disse

_Já tenho o meu pedido, vou querer um maravilhoso raviolle de cogumelos – sorri confiante.

_Então irei acompanhar você – retrucou.

Minutos depois os pedidos chegaram, começamos a comer trocando informações sobre o dia, como estávamos, mesmo que tivéssemos nos visto ontem sempre era assim, parecia que o tempo separado fosse fazer perder coisas de mais um do outro. Rimos muito durante o jantar, e falamos muito da nossa família.

_Seu pai vem pra cá então? Quando?

_Bem, ele vem passar o próximo feriado aqui. Você sabe, mamãe está aqui mesmo me visitando então ele vai pedir outra licença de alguns dias, não semanas, frisando o que ele disse – rimos – pra poder vim pra cá. Na verdade ele queria que todos fôssemos pra lá, mas não será possível – na verdade não séria possível por causa dos gêmeos, quis dizer.

A sobremesa tinha acabado de chegar, eu não sabia o nome dela, mas parecia bastante com torta doce, recheada de frutas vermelhas. Acabava de colocar o terceiro pedaço na boca quando sentir que Edward me olhava demais. Suspirei e olhei nos olhos.

_Que tal a gente ir pra sua casa para podermos conversar? – sugeri

_Por que você não me fala o que tem a dizer aqui? – retrucou. Na mesma hora deixei minha colher no pequeno pote de sobremesa e o encarei.

_Acho melhor irmos, e agora! – levantei e o encarei – Você paga a conta, e eu te espero lá fora. – virei a cara e saí.

Eu estava realmente nervosa. Fui para fora em direção ao volvo de Edward e me apoiei nele. Ok, Bella. Respire, você sabe que é o certo, pensei. Mas como diabos se começa uma conversa dessas?

_Podemos ir agora? – Alguém me tirou dos meus devaneios, me fazendo pular de susto, encarei assustada a pessoa. Expirei quando vi que era apenas Edward.

_Seria maravilhoso – sorri, mas ele não me retribui, apenas entrou no carro.

Assim que entrei no carro Edward acelerou pelas ruas de Nova York, a metade do caminho foi num silencio tenso, pouco amenizado pelo baixo som que vinha da radio. Tensão que pareceu piorar quando Edward começou a falar:

_Eu não me importo o que você tem a me dizer. — começou

_Edward...

_Não, é sério eu não quero saber.

_Você precisa saber... – tentei

_Bella é o seguinte, você vem muito estranha ultimamente, eu sei por que, mas, por favor, não me deixe. É isso que você quer terminar com o nosso recomeço? – falou desesperado.

_O quê? Edward por que você nunca me escuta? – tentei

_Por que você está fazendo isso? Não me ama mais? Pensei que confiasse em mim... – se enrolou nas palavras

_Eu confio... – ele me interrompeu, Edward e sua mania de interromper.

_Não Bella, você não confia. – ele apertou o freio me fazendo ir um pouco pra frente e saiu do carro, com a mão na cabeça como se não pudesse acreditar no que estava acontecendo, assim que clicou no botão do elevador percebi que já estávamos em seu prédio e corri para pegar o mesmo elevador.

_Por que acha que não confio em você? – sussurrei. O rumo da noite e todos os meus planos pareciam ter ido água abaixo, pensei que ia ser bem mais fácil. Que eu chegaria à casa dele numa boa e que conversaríamos e eu contaria a ele, mas de jeito nenhum esperava esse surto.

Ele me olhou, suspirou e entrou no elevador, o segui. Dentro do elevador depois de pouco ele me encarou e sussurrou igualmente:

_Você acha que eu não vejo como estamos Bella? – sua voz tinha um quê sofrida. Fiquei muito tempo ponderando a questão, me dando conta tarde demais que deveria respondê-la antes de ele tirar as próprias respostas. Antes de eu responder o elevador se abre e ele sai.

_Como nós estamos? – pergunto de volta, já na sala dele.

_Eu queria realmente que estivéssemos bem. Mas você não me quer! – ele exclama.

_Como pode achar isso? – me espanto.

_Ótimo é a outra opção, você não confia mais em mim.

_Edward! – ralhei – Pare de colocar palavras na minha boca. Por que você acha isso, droga?

_Eu vejo Bella, você não quer que dê certo entre a gente...

_É claro que quero. – o cortei.

_... Senão não estaria me afastando de você. – Paramos os dois subitamente, com a respiração um pouco ofegante.

_Por que acha isso? – minha voz estava barganhada

_Eu simplesmente pensei que quisesse um tempo para me contar... Mas com o tempo vejo que está apenas criando a droga de uma barreira ao seu redor!

_Mas Edward... – tentei.

_Você queria falar não queria? Fale! – me cortou

O quê? Eu falar assim agora? Nem pensar, Edward iria me odiar pra sempre.

_Não... – sacudi a cabeça. Meu celular começa a tocar, o ignoramos.

_Você disse que queria Bella! Fale! — me desafiou

_Por favor, Edward! Você não entende a situação não é essa!

_Quando vai ser então? Quando você vai confirmar o que eu já sei? – exclamou

_Eu não vou te deixar Edward! Nunca! A menos que não em queira mais! – respondi. Meu celular começa a tocar de novo.

_Ah Bella não se faça de inocente!

_E não estou me fazendo, você não entende!

_Fale o que tenha para falar! – ele explodiu, nunca tinha visto ele transtornado desse jeito

_Você está me pressionado Edward! – gritei

_Então fale caramba! – gritou também. Meu celular começou a tocar novamente – Fale agora Isabella, ou juro que vou quebrar esse celular!

_Você não faria! – desafiei e tirei o celular da bolsa, seis chamadas de Alice! O que tinha acontecido? Droga Edmundo! Meu subconsciente gritou.

_Faria sim! – antes que pudesse pegar meu celular das minhas mãos eu já o tinha atendido, ele me encarou incrédulo com cara de como-você-pode-antender-no-meio-de-uma-briga?!

“Diz Alice?! – atendi ao celular. Edward me encarava vendo minha total cara de espanto”

“Você precisar vim pro hospital! – Alice respondeu”

“Por quê? – exclamei, Edward me olhava”

“Edmundo não parava de chorar, deu febre e viemos todos pro hospital, estão com suspeita de otite.”

“Estou a caminho” – desliguei, Edward me encarava boquiaberto.

_Como assim a caminho? – gritou furioso

_A hora não é essa Edward, eu preciso ir.

_Não precisa não! Estamos tentando chegar a um acordo e minha irmã liga e de repente você precisa ir? – gritou, botando as mãos na cabeça, exasperado.

_Você não entende — comecei, pegando minhas coisas e me dirigindo para a porta, mas suas palavras seguintes me fizeram congelar e deixar meu celular cair.

_Chega Bella! Pensei que você só queria droga de um tempo, não confia em mim? Brilhante. Mas esqueça, eu cansei dessas mentiras! Quando vou conhecer meu filho?

O ar saiu dos meus pulmões com moderado esforço, meu coração acelerou e minha cabeça girou.


Notas finais
Quer saber mais?:
Encharpe- http://img2.mlstatic.com/s_MLB_v_O_f_189693329_4840.jpg
Me desculpem mesmo pela demora, então? Alguém tinha noção disso? O que acham? Em que momento vocês acham que ele soube? Ou será que sempre soube? As respostas próxima quarta, rs.
Se eu postar minha fic de época vocês leram? Me digam!