Perdidos no inferno
10 Episódio 1: Gritos - Capítulo 3C
Notas iniciais
Kim Leung Nakada
Um sábado tranquilo, sem aquele desespero nos estudos e sem nada, eu resolvi passear com meu Palio preto, sem rumo, talvez eu encontre alguma coisa melhor. Eu já pensei em ficar na praça, mas ela está interditada por causa de um ataque. Eu também pensei em ficar em casa estudando, mas não tinha nenhum teste pela frente e o dever de casa eu já fiz. Então o que me restou foi passear pela cidade. A radio marcava 12:45 e tocava a musica “Domingo de manhã”. O transito estava tranquilo, parecia que hoje todo mundo resolveu caminhar. Os carros da frente começaram a parar, e eu fui obrigado a fazer o mesmo.
…
Percebi que eu já fiquei parado uns 5 minutos, mas os carros da frente estavam no mesmo lugar, eu ouvia buzinadas e xingões.
– Anda porra! — Um homem buzina.
– Vão ficar quanto tempo parados? — Um outro grita.
– Vocês não estão vendo a gravidade da situação? — Alguém responde.
– Eu não vou ficar aqui esperando! — Alguém grita.
– Vocês podem calar a boca! — Uma voz feminina grita.
A situação estava tão chata que eu tive que tapar os meus ouvidos, mas ainda assim eu ouvia eles. Olhei pelo retrovisor do carro, tudo estava normal, mas algumas pessoas começaram a gritar, eu não sei por que, mas ai eu percebi que elas estavam sendo atacadas por terroristas. Alguém na minha frente tentou dar marcha ré e bateu no meu carro.
– Cara! Não pode esperar! — Eu pergunto.
O motorista sai do carro e corre para frente, abandonando o carro no meio da estrada (O que esse idiota pensa que está fazendo?). Alguém bate no meu carro, era uma criatura sangrenta e ela tentava desesperadamente entrar no meu carro.
– O que você está fazendo? — Eu pergunto para ele.
Eu ouço ainda mais gritos, mais pessoas eram atacadas e devoradas (Espera ai, devoradas?). Eu resolvi quebrar a lei e dirigir na calçada, eu não era o único fazendo isso, eu estava quase saindo dessa confusão, mas acabei batendo com um outro motorista.
– Desculpa! — Eu me desculpo.
Ele sai do carro, ao invés de me xingar, ele apenas corre pela calçada, como a maioria das pessoas estão fazendo, mas ele logo acaba levando uma mordida no pescoço, mesmo assim consegue fugir. Eu resolvo dar marcha ré e acabo colidindo com outro carro.
– Desculpa! — Eu me desculpo de novo.
Ele também sai do carro (Por que todo mundo está fazendo isso?), mas ele é logo pego por três criaturas e é devorado. Eu finalmente desisto de tentar ficar com o carro (Sério, era ficar sem o carro ou morrer dentro dele), eu pulei o capo de um carro e comecei a correr sem direção, mais pessoas eram pegas e devoradas, mas tratei de ignorar. No meio do caminho, percebi que fugir sem rumo não era uma boa ideia, eu procurei por um lugar seguro para ficar, mas eu não consegui encontrar, tentei cortar caminho por um beco, mas acabei ficando preso.
– Por favor! Eu não fiz nada de mal para vocês! — Eu imploro.
Mesmo assim eles ignoraram, apenas avançaram, eu não gostava de desistir facilmente, mas parecia que era necessário, desisti de implorar e procurei uma saída, que era uma cerca de arame enorme. Subi nela persistentemente, eu invejava os altos, mas pelo menos eu tinha corpo atlético, consegui chegar do outro lado com apenas alguns problemas. Eu não pensei em mais nada, apenas comecei a correr sem rumo, desviando dos lugares com mais criaturas dessas.
Carolina Vieira
Nós estávamos de novo na estrada, só que dessa vez com um transporte seguro (Mais ou menos) e com mais pessoas vivas, agora todas as ruas estavam cheias de mortos, as vezes a gente via algumas pessoas, mas logo eram pegas e devoradas.
– Credo! — Clara comenta.
Ela deveria saber o que está acontecendo, ela viu seu genro se transformar e provavelmente viu o que estava acontecendo perto de sua casa, mas apenas ignorei. João tentava desviar dos mortos, mas sempre acabava atropelando eles cada esquina. Eu vejo alguém correndo sem rumo.
– Por favor, pare o carro! — Ele pede.
Ele tinha cabelo preto bagunçado, pequenos olhos negros e é baixo, ele parece o Luan Santana japonês. João para abruptamente, mas mesmo assim derruba o Luan Santa japonês.
– Ele está vivo! Ajude ele! — Clara pede desesperada.
– Sair do carro vai ser perigoso, mas podemos ajudar ele sem problemas se nós formos rápido. — João avisa.
João sai do carro, eu e o Matheus fazemos o mesmo, o cara acabou de levantar, ele vestia uma camisa preta e estava muito suado, depois de uma corrida pela vida muito cansativa, provavelmente.
– Eu estou bem. — Ele pede.
– Deixa eu adivinhar, você quer uma carona. — João adivinha.
– Sim, está perigoso aqui fora. — Ele responde.
– Infelizmente não temos espaço. — João avisa.
– Ele pode ir no porta-malas. — Matheus brinca.
– Sim, eu posso ir, só quero sobreviver. — O homem responde.
– Claro que você pode vir, desculpe pelo incidente, vamos logo, porque os mortos devem estar chegando. — João responde.
Os mortos apareciam de todos os lados, aproveitando que nós estávamos parados. Eu entro rapidamente no carro, seguido de Matheus, João tenta ajudar o homem a entrar no porta-malas, parece que ele conseguiu ficar apertado com as outras coisas, depois João entra no carro e começa a dirigir de novo.
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