Perdidos em um mundo

8 Uma figura baixinha


Notas iniciais
Gente, obrigada por todos os comentários, fico feliz que vocês estejam gostando

Eu não sabia como ela sabia meu nome, e não saber isso me deixou confusa. Permaneci estátua na frente da menina, na verdade eu não sabia se era um menino ou uma menina, ela ou ele tinha o cabelo curto e isso me deixava curiosa.

Tudo estava em silêncio, a menina ou menino continuava apontando a flecha para mim, ele estava concentrado... não piscava sequer um olho. Pensando bem, o Ender é um Enderman (jura?)*, ele pode teletransportasse. Acho estranho ele não ter feito isso.

Eu não sei quanto tempo isso vai durar, para mim faz 3 séculos que estamos aqui, três monstros parados um olhando para o outro sem saber o que fazer, exceto o Ender que pode sair dali em uma batida de olhos. Aquilo estava custando demais, eu já estava impaciente, então decidi quebrar o silêncio.
– Então...Vamos ficar aqui parados, é isso? — Falei
– Cala-te! — Falou o esqueleto
– Então eu posso me sentar, pelo menos, já que vamos ficar parados aqui a noite inteira eu preciso descansar minhas pernas um pouco- Resmunguei

Pude vê o Ender segurando um pouco de sua risada... acho que era a primeira vez que eu ia vê ele rindo. Fico feliz em ter feito ele rir, não queria ficar brigada com ele.
– Então, você quer que eu atire logo essa flecha em teu amigo? Como quiser — Falou

"O que? Preciso fazer algo" pensei. Mas eu sou muito fraca, e meio lerda... corro risco de tropeçar em minha própria sombra.

Não acredito que o Ender não ia fazer nada com todas as habilidades que ele tem, ele é um babuíno mesmo... pelo jeito, eu que vou ter que ser o cavalheiro da história.
– Tchau, seu trouxa — Disse o esqueleto.

Tinha uma pedra ao meu lado, era pequena, mas se eu acertar a cabeça dele já é um bom resultado. Eu estava parada com medo dele vê eu me abaixando...

Meus pensamentos foram interrompidos por um barulho em um arbusto lá em cima... "Ele teria amigos?" perguntei para o nada, foquei no arbusto... ele não mexeu-se de novo, mas é certo que teria alguém ali. O Ender e o menino (ou menina) não perceberam o barulho, o esqueleto tava concentrado demais para perceber, eu devia aproveitar esse momento.

Abaixei-me rápido e peguei a pedra, eu iria jogar no momento certo... até que o arbusto fez outro barulho e o esqueleto percebeu.
– Que foi isso? — Ele perguntou
– [...] — Permaneci calada observando o arbusto

A pessoa idiota que estava atrás daquilo parou de novo de se mexer, eu já estava sem paciência. Que droga!
– Então, Ender... chegou sua hora — Falou

Ender? Ele já não estava mais ali. Boboca! Ele saiu e me deixou ali, ta na cara que ele esta com raiva de mim, mas eu não ligo, ele me deixou só aqui pra morrer, agora quem está com raiva sou eu. AAAAARGH VOU EXPLODI!
Oh... então sobrará para você, creeper. Foi um prazer conhecê-la, mas agora eu tenho de te matar — Falou
– Eu não tenho medo de você... e nem da morta. Quer me matar? Vá em frente — Desafiei
– Não tem medo da morte? Mas tem medo de pequenos gatos inofensivos... faça-me rir...

Ele estava falando de jaguatirica, e sim, eu tenho muito medo desses bichos... mas dane-se, isso não vai acabar com minha frase de durona.
– Isso não vem ao caso, mate-me agora, seu covarde — Falei
– Se é assim, sim.
– Naul! — Uma voz muito fina veio lá de cima.

"O que?" pensei, o esqueleto assustou-se... aquilo seria a irmã mais nova dele? A figura baixinha saiu pulando de fora do arbusto... Quem era ela?
– Naul! Onde você tava? Você me deixou preocupada!

Notas finais
Galere, eu não postei esses dias porque meu computador deu uns bugs loucos, e depois ficou sem internet, daí voltou bem depois... ;n;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.