Havia alguma coisa nele que Judal achava adorável, mágica até, por mais irônico que aquilo soasse.

Mas antes de falar das coisas boas, todos sempre começam pelas coisas ruins.

Para começar, por que todos com quem o chibi conversava sempre gostavam dele? Por que ele tinha aquela habilidade de fazer as pessoas sorrirem para ele, de sorrirem sinceramente, e quando o olhavam, o olhavam com admiração, carinho e ás vezes até... amor.

Mas Judal não se importava com isso, ou será que sim? Seus sentimentos sempre foram ocultados pelo seu sarcasmo e indiferença para as coisas.

Mas com Aladdin, Judal conseguia exibir mesmo que somente uma parcela do que realmente sentia. Toda aquela irritação, sua raiva, seu ódio... ás vezes se perguntava se realmente se sentia assim em relação ao outro, mas logo parava porque pensava demais, e ele nunca gostou de pensar demais. Nem pensar demais nele.

Pensar o deixava confuso, e pensando se perguntava se estava fazendo o certo... mas é claro que sempre fazia o que é certo. Sempre. Sempre. Sempre. Ou quase sempre.

Não, esse "quase" não deve existir, mesmo que seus pensamentos digam que há algo de belo em Aladdin, mesmo que eles digam que realmente o que Judal sentia não era ódio, era--

Nunca.

Nunca ele se permitiria pensar naquilo novamente.

Ele tinha seu orgulho e sua honra, e não se permitiria perder aquilo somente por causa de um chibi idiota amiguinho dos Rukh puros.

Até aí tudo bem, porém o que o Magi do Império Kou não sabe é que ele já tinha perdido seu orgulho e sua honra ao cair nas teias brancas que Aladin tecia. Sua teia branca de paz, de bondade, de alegria, de amor.

E Judal estava preso justamente nela.

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