Notas iniciais
Heey :v Sabe quando bate AQUELA inspiração, e você já tinha capítulos prontos? Então..Aconteceu um milagre senhoras e senhores uahuhaha Enfim, espero que gostem, e se tiverem alguma crítica comentei ;)

Era por volta das 8 da manhã quando eu acordei em meu quarto sem minhas vestes de cima, uma dor de cabeça me atingiu em cheio, e eu me forcei a abrir meus olhos, vendo tudo meio embaçado.

"Por mil infernos, quantas garrafas de conhaque bebi na noite anterior?"

Provavelmente 1,5 constatei, porque pela minha dor, era bem provável. Provavelmente não havia saído de meu escritório, por que me vi localizado em meu sofá, e em minha direita minha mesa com meus papéis e tinteiros, na gaveta a direita minha pistola herdada de meu avô. Fui acordado por batidas em minha porta, estavam meio apressadas, afinal, o que queriam naquele horário?

Eu estava com a cabeça girando, provavelmente terei de pedir a Madalena fazer alguma bebida para me ajudar a suportar esse meu incomodo no estômago. As batidas continuavam, e eu fui forçado a cambalear até a porta e abri-la, dando de cara com Isaac, meu novo ajudante nos estábulos, filho de meu mordomo Sebastian.

"Que diabos, eu só queria dormir.."

—Patrão, eu achei uma jovem dama na divisa de sua propriedade com o dos Yamanaka, ela estava desorientada, seminua.. Era de dar pena senhor, tive que trazê-la.. -

Que ótimo, eu estou em um estado deplorável e ainda terei que receber visitas...

— Tudo bem Isaac, me dê alguns instantes.. — Falei soltando um suspiro e me dirigindo ao meu quarto. Peguei uma bacia com a jarra de água, lavando meu rosto e arrumando meus cabelos em um rabo de cavalo baixo, como de costume.

Em seguida comecei a procurar vestes adequadas, eu não poderia demorar, então peguei uma mais adequada para a ocasião, me trocando com certa pressa.
Depois de 8 minutos (constatei olhando meu relógio de bolso) me vi descendo as escadas na companhia de Isaac, que me explicava o que havia acontecido.
Começamos a falar mais baixo a medida que chegavámos a sala de visitas, comecei a ficar meio ansioso e agitado, provavelmente culpa das bebidas de ontem..A última coisa que me lembro de ter dito foi:

— Entendo Isaac, obrigado por trazer a jovem dama até aqui, não gosto nem de imaginar o que ocorreria com ela caso ela tivesse ter sido encontrada por algum homem de baixo nível.. — Falei descontente, afinal, teria que conversar com os Yamanaka sobre isso para tomarmos providências, não irei tolerar assaltos em minhas terras.

Quando me vi entrando pela sala, meus olhos se fincaram em uma figura feminina, e seus olhos esverdeados se encontraram aos meus.
Seu olhar se tornara ainda mais intrigante com aqueles cílios escuros e longos. Meus corpo implorava para chegar mais perto daqueles olhos intensamente verdes, e cada vez que olhava para eles, era como se caísse em um profundo abismo, que me prendia tanta a atenção.
No mesmo instante meu coração enlouqueceu, como se não soubesse o que fazer. Desacelerou, errou uma batida, disparou como um rápido cavalo de corrida desesperado.
Isso durou alguns segundos, enquanto caminhava lentamente até a jovem dama, aproveitando, tentei examinar seu rosto em busca de qualquer sinal de violência ou que necessitasse de atendimento médico.
Comecei pela boca rosada, que me fazia ter uma estranha sensação.

"Deve ser a bebida de ontem, só pode ser ela.."

Fui direção ao nariz delicado, que lhe insparava ser uma garota calma e tímida (mas eu poderia estar errado). O queixo ligeiramente elevado com um ar de atrevimento. Sua pele clara parecia ser tão macia quanto o mais fino veludo.
Me aproximei curioso.

— Muito prazer em conhecê-la senhorita, me chamo Itachi Uchiha. — Foi o que conseguir dizer, aqueles olhos me puxavam, querendo que eu quebrasse qualquer cortesia.

Por Deus, o que eu estou pensando?
Seus lábios se mexeram, ela parecia confusa, pobrezinha...
Era incompreensível que alguém tivesse tido coragem de atacar uma jovem tão delicada e indefesa. Como teriam tido coragem de assustar alguém tão frágil?
Desci meus olhos por seu corpo, procurando algum vestígio de ferimento ou sangue, mas tudo o que pude ver foi um pouco de grama e suas coxas marcadas pela aquela espécie de calça, uma camisa branca sem mangas era tudo o que protegia seu tronco. E por Deus, tudo estava tão visível, para o deleite de meus olhos.
Mas que inferno. Que espécie de homem eu me tornara, que não conseguia parar de olhar para as belas e bem marcadas coxas daquela jovem.
Sim, era a primeira vez que via de relance coxas em toda a sua magnitude, e não era por meio de gravuras de livros que eu não me orgulhava muito de observar uma vez ou outra.
O máximo que um cavalheiro conseguia ver era um tornozelo aqui e colá quando a criolina se eriçava por conta de movimentos mais bruscos.
Um leve suspiro me escapou, fazendo-me perceber que eu a fitava por tempo demais, e talvez ela se assustasse ainda mais com tudo aquilo.
Envergonhado por assediar a moça em minha frente, voltei a me limitar somente do pescoço para cima, e graças ao céus, ela não havia percebido, porém eu conseguia sentir minhas bochechas esquentarem.
Em minha mente torcia para que os assaltantes tivessem levado apenas seus pertences, e então uma subta vontade de bater em alguma coisa me veio ao ter esses pensamentos.

— Cadê a cidade? — Ela disse ainda sentada, começando a ficar inqueita.

— A senhorita veio da cidade?

Ela se levantou subtamente, agarrando a gola de meu paletó que estava um tanto mal apresentável, seus olhos pareciam tristes e confusos. Definitivente, eu precisava bater em algo.
Não sei ao certo o que me atingiu primeiro, se foi seu perfume — Doce como uma manhã de primeira em um canteiro de flores- ou o calor de seus dedos contra minha pele, que mesma coberta, incendiaram meu peito, minhas mãos suadas tremeram em ânsia de tocar seus cabelos exoticamente rosas para descobrir se eram tão macios quanto pareciam.
Meu coração batia de maneira estranha, uma batida atropelando a outra. Um rugido feroz me fez sacudir levemente dentro de mim.
Me forcei a formular uma nova frase, precisava perguntar.

— A senhorita foi atacada? — falei meio confuso a afastando, porém meu corpo protestou.

— Ah! Não. Não fui atacada por ninguém. Eu não sei o que aconteceu. — Falou ainda confusa. — Num minuto estava na praça e, segundos depois, estava aqui naquele...campo, e tudo puf! — Ela gesticulou com as mãos — Sumiu.

— A senhorita deve ter batido a cabeça, tenho certeza que se recordará de tudo em breve. Mas penso que foi atacada por ladrões sem escrúpulos. Seria essa a única explicação para terem deixado uma dama nessas condições! — Olhei minhas botas, elas precisavam ser engrachadas.

— Que condições? — Dizia ela meio deprimida.

— Suas vestes, senhorita. Mal posso crer na audácia de tais bárbaros! — Não podia acreditar que tiveram audácia de tocar nela. Se eu não tivesse ainda de ressaca montaria em Meia-Noite e reviraria até os quintos dos infernos para achar aqueles malditos e dar-lhes uma boa surra.

— O que é que tem minhas roupas? — Ela examinou suas roupas a procura de defeitos.

— Eu não acho prudente que mais alguém a veja praticamente sem...roupas.. — Não acredito que estou tendo esse tipo de conversa.

— Como assim, sem roupas? — Ela me encarou, uma leve faísca de irritação surgiu em seu olhar.

Aquele rugido surgiu de novo, diabos... Eu tinha de beijá-la.

Perfeito, eu estava me transformando em um libertino virgem, o primeiro da história! Eu teria rido se uma súbita e incômoda fisgada na virilha tivesse me permitido. Reprimi um grunido e inspirei fundo. Eu não era mais um garoto de quinze anos com um corpo e hormônios descontrolados, pelo amor de Deus.
Minha quietude deve tê-la incomodado.

— Quer saber de uma coisa? Eu tô legal! Vou tentar descobrir como cheguei aqui e depois vou voltar para a casa. Mas valeu pela a ajuda.. — Ela disse meio desconfortável.

Ela me deu a costas, ainda meio perdida pela casa e começou a se afastar. Eu estava prestes a ir atrás dela quando ela parou na porta de minha casa, vendo uma carruagem parar em frente a minha propriedade.
Era o senhor Yamanaka. E o cocheiro já havia notado a dama. Eu não queria espancar ele... Juro que não. Mas se ele olhasse para a jovem de qualquer maneira que não fosse respeitosa, eu o sovaria como uma massa de pão nas mãos, nem que tivesse de roubar da cozinha da senhora Madalena. Isso valeria para qualquer outro cavalheiro na verdade.
Ela fez uma pergunta sobre quem seria dentro da carruagem, ela realmente tinha um vocabulário peculiar.
Não tive tempo de ponderar, o senhor Yamanaka saiu da carruagem, e seu rosto não tardou a adquirir um tom rosado e um arquear de apreciação de sobrancelhas. Era tudo o que me faltava!
Eu os encarei e então me coloquei à frente da jovem. Isso fez os homens perceberem que se excediam.
O cocheiro se virou para o outro lado, e o senhor Yamanaka ao menos abaixou o olhar envergonhado.

— Está tudo bem senhor Uchiha? O que houve com a jovem? — Perguntou ele.

— Esta jovem foi assaltada senhor Yamanaka. — Falei trincando o maxilar.

Ele ofereceu ajuda, espiando a garota curiosa, que se inclinava para o lado para dar uma boa olhada na cena. Mas uma ideia me ocorreu, e lhe disse que ela fora atacada na divisa de nossas terras assim o mesmo logo fez uma careta.

— Irei olhar agora mesmo senhor Uchiha, quem sabe esses esses bárbaros ainda estejam por aqui..- Falou avisando o cocheiro para que ele voltasse a sua propriedade.

Apenas quando vi a carruagem fazer a curva e sumir de vista me permiti respirar.

— A senhorita deveria entrar.. — Falei com meus olhos atentos.

— E se você for um psicopata e quiser me torturar? — Ela disse se afastando levemente.

— Garanto-lhe que sou um homem de bem, não tenho outra intenção que não seja ajudá-la. — falei meio irritado, Está certo, sabe se lá Deus o que ela havia passado, mas ela poderia ao menos fazer um esforço para poder diferenciar um cavalheiro de um bastardo.

— Em que ano estamos? — Ela perguntou meio atordoada.

— 1830 senhorita.. — Falei naturalmente.

— Como pode..... — ela disse ainda mais confusa, seus olhos se tornaram opacos, e eu decidi mudar de assunto.

— Vamos senhorita, irei pedir para que lhe preparem um banho..- Disse fechando a porta, e ela continuou me encarando.

— Não ouse tentar nada comigo, eu sei golpes de Jiu-Jitsu- Ela falou em um tom meio assustado, por todos os infernos, ela tinha um jeito que me faz perder totalmente minha sanidade.

Apesar da ameaça — tão doce — percebi que ela voltara a falar coisas sem nexo.

— Estou, de fato, preocupado com sua saúde mental senhorita, irei chamar o doutor Almeida.

— É.. Acho que tem razão, eu preciso muito..Muito mesmo.. — Falou novamente perdida.

Começamos a andar, porém logo nos topamos com Sebastin. Justamente quem eu iria procurar.

— Senhor Sebastian, prepare um quarto de hóspedes, e logo depois, mande chamar o doutor Almeida. Onde está a senhora Madalena?

— Por Deus senhor Uchiha, o que houve?- Ele disse assombrado olhando para a garota ao meu lado.

Poucos segundos depois a senhora Madalena passou pela a porta.

— Oh, minha Virgem Santíssima.. — Ela levou a mão a boca, corando violentamente.

— Senhora Madalena, prepare um chá e leve até o quarto de hóspedes- Também perguntei se a jovem dama gostaria de algo, porém ela negou com a cabeça.

Ela pareceu ficar pálida, então ela oscilou, eu me adiantei e a peguei em meu colo, e pela amor de Deus, que coxas firmes ela tinha...
Fitei Sebastian, mas ele já havia se retirado.

— Não se preocupe, irei cuidar de você, ficará tudo bem, está em casa. — Murmurei, mesmo sabendo que ela não poderia ouvir..

O que havia de errado comigo? Eu estava sendo possessivo com uma estranha que conheci a poucos minutos...Meu bom Deus.... Se isso for obra sua, só tenho a lhe agradecer por ter me dado esse anjo..

Notas finais
E então? Gostaram? Espero que sim uahauha